22 janeiro, 2009

Dignidade

Colega, se fazes parte dos 120.000 professores que LUTAS por um

* Modelo de Avaliação de Desempenho Justo, Exequível e Formativo,
* um Estatuto da Carreira Docente que promova a tua Dignificação e a da Classe,
* um Ensino Público de Qualidade, Inclusivo e Democrático,

NÃO queres entregar os Objectivos Individuais, mas tens RECEIO, permite que eu possa partilhar contigo INFORMAÇÃO, para que, em consciência e liberdade individual, possas tomar a tua decisão.
Eu já a fiz. NÃO VOU ENTREGAR.

Colega, se fazes parte daqueles a que me dirijo acima MAS que tomaste a decisão de ser Avaliado e pedes para ser avaliado nos parâmetros de MUITO BOM» ou «EXCELENTE», permite que, respeitosamente, te exprima a minha
TOTAL DESAPROVACÃO, POIS QUE A TUA DECISÃO É, em meu entender, ABSOLUTAMENTE OPORTUNISTA.
Firmas a tua ascensão, justamente, sobre Aqueles que estão a lutar pela tua Dignificação e a da nossa classe.

Como podes exigir de mim compaixão, intervenção e ajuda, quando te queixas que os outros (poderão ser os familiares, vizinhos, instituições, órgãos vários, etc.) se comportaram de forma indigna e oportunista para contigo?
Não é exactamente o mesmo que estás a fazer agora?
Que legitimidade moral tens para exigir um Estatuto da Carreira Docente que promova a Dignificação da Classe a que tu pertences?

Colega, permite-me ainda, com todo o respeito, apelar à alteração da tua decisão inicial ( sou uma eterna crente na natureza humana), dizendo-te que estou seriamente convicta de que estamos a um passo da nossa VITÓRIA,
não a hipotequemos agora por um «prato de lentilhas».
Sejamos, TODOS, agora que o precisamos mais do que nunca,
UNIDOS, DIGNOS, CORAJOSOS E FIRMES.

A DIGNIFICAÇÃO DA CARREIRA DOCENTE OBRIGA-NOS A ESTA DIGNIDADE INDIVIDUAL!

Respeitosamente,

Célia Tomás, Professora de Filosofia da Escola Secundária de Odivelas
(20 Janeiro 2009)

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