Um estudo publicado pela revista France Football revela que o treinador português José Mourinho, ao serviço do Inter de Milão, é o treinador mais bem pago do Mundo com rendimentos a rondar os 13 milhões de euros anuais.
Um estudo publicado pela revista France Football revela que o treinador português José Mourinho, ao serviço do Inter de Milão, é o treinador mais bem pago do Mundo com rendimentos a rondar os 13 milhões de euros anuais.
Na cerimónia da assinatura histórica pelo Presidente Obama das novas medidas da política de Saúde, o vice-presidente Joe Biden, enquanto apertava a mão a Obama, afirmou: «It's a big fucking deal».
António Coimbra, presidente executivo da Vodafone, disse hoje que a criação da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM), que gere os programas e.escola e e.escolinha, foi proposta pelo Governo, o contrário do que tinha afirmado Mário Lino.
O Presidente Obama pode reclamar um extraordinário feito político que iludiu os seus antecessores nos últimos cem anos: a assinatura da mais profunda reforma do funcionamento do sistema de saúde.
Sabia que um grupo consegue tomar decisões mais inteligentes do que os seus elementos individualmente? António Câmara, professor universitário e director executivo da Ydreams explicou como e porquê, numa conferência na Culturgest.
Alegre, a propósito do PEC:
"O esforço de contenção que é pedido aos portugueses é desigualmente distribuído...
(...)
Não é moralmente aceitável impor o congelamento dos salários na função pública, enquanto gestores de empresas com capitais públicos, recebem milhões de euros de prémios e de benefícios. É um escândalo para a saúde da República".
O Ministério da Educação decidiu retirar as alterações que apresentou esta semana ao Estatuto da Carreira Docente, muito contestadas pelos sindicatos de professores, com o intuito de terminar rapidamente o processo de revisão daquele diploma.
O Governo aprovou, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros uma proposta de lei, para combater o bullying nas escolas. As novas regras vão permitir suspender de forma imediata alunos agressivos, durante o tempo em que decorrer o processo disciplinar....
Redes com temáticas para todos os gostos:
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O Ministério da Educação entregou aos sindicatos um projecto de lei da nova estrutura da carreira docente que prevê o fim dos concursos dos professores, quebrando o acordo com aquelas estruturas, já que este tema nunca tinha sido negociado, disseram hoje os sindicatos.
O Museu da Cidade vai mostrar «em breve» como era Lisboa antes de 1755, através de uma aplicação informática 3D, que permitirá passear virtualmente por ruas e entrar em alguns monumentos que o terramoto destruiu.
Trata-se de um novo serviço lançado na Internet: a possibilidade de rezar.
A iniciativa é dos jesuítas. Cânticos, textos bíblicos e de reflexão.
Foram entregues ao Ministério da Educação cinco propostas para o fornecimento dos computadores ultra-portáteis que serão distribuídos pelos alunos do 1.º ciclo do ensino básico. O concurso internacional terminou ontem e apenas uma das propostas não é de empresas portuguesas.
Em causa está o fornecimento de 250 mil computadores ao longo dos próximos três anos.
A JP Sá Couto, responsável pelos Magalhães, já há muito tinha garantido que ia participar. Estão ainda na corrida as empresas portuguesas Prológica (com duas propostas) e Inforlândia (dona da marca de computadores Insys). Já a taiwanesa Acer juntou-se à alemã Bechtle Direct para entrar no concurso. Não há data marcada para anunciar o vencedor.
Chegamos a dedicar-lhe mais de 13 horas por semana. Usamo-la para procurar informação e comunicar. Acreditamos que é nela que vamos encontrar "aquela" pessoa que nos vai fazer felizes. Mas, ao mesmo tempo, tememo-la.
Estamos a falar da Internet, que quatro em cada cinco adultos consideram que devia tornar-se um "direito fundamental", como já acontece em países como a Finlândia e a Estónia.
A ministra da Educação anunciou hoje que vai apresentar um diploma para reforçar os poderes dos directores de escola para que os alunos agressores possam ser suspensos imediatamente logo após a ocorrência da agressão.
Foi necessária a morte do Leandro...
Sindicatos e ministra da Educação deviam sentar-se hoje à mesa para discutir o Estatuto da Carreira e a avaliação dos professores. Mas Isabel Alçada ainda não fez chegar as suas propostas aos sindicalistas, que falam agora numa «verdadeira confusão» nas escolas.
A idade de reforma dos funcionários públicos vai aumentar para os 65 anos já em 2012 ou em 2013 e não em 2015 como estava inicialmente previsto. O anúncio foi feito hoje pelo ministro das Finanças no final da reunião com os parceiros sociais, para lhes apresentar as linhas gerais do Programa de Estabilidade e Crescimento.
Só faltava mais esta!
Quatro em cada cinco adultos no mundo inteiro consideram que o acesso à Internet é um direito humano fundamental, conclui uma sondagem feita para a BBC em 26 países e publicada hoje.
O estudo, realizado pela GlobeScan, apurou que 87 por cento daqueles que já acederam à Internet consideram que estar ligado à rede é "um direito fundamental para todos" e 71 por cento dos que não usam este recurso consideram que deveriam ter acesso à Internet.
É na Coreia do Sul que existe a maior percentagem de pessoas a considerar o acesso à Internet como um "direito fundamental" (96%), revela uma sondagem feita para a BBC em 26 países.
"Em cada minuto que passa, há vinte horas de vídeo que são colocadas nos servidores do YouTube. Mil e duzentos minutos de vídeo em cada minuto. Se quiséssemos reunir uma equipa capaz de visionar o material que lá fosse colocado de hoje em diante, teríamos de contratar mais de 5000 pessoas. E a equipa teria de ir crescendo.
E, em cada dia que passa, mais de mil milhões de vídeos do YouTube são descarregados e vistos por utilizadores em todo o mundo. Vídeos que vão desde uma interpretação da 6ª Sinfonia de Tchaikovsky pela Filarmónica de Berlim a um clip de um jovem sul-coreano no seu quarto a arrancar da guitarra eléctrica o cânone de Pachelbel. Ou um vídeo do cozinheiro britânico Jamie Oliver a explicar as maneiras de cozinhar arroz. Ou um documentário sobre as eleições birmanesas deste ano, filmado por activistas que combatem o regime.
(...)
A Web não fez uma revolução. Fez muitas revoluções. E não há muitos paralelos na História em termos de impacto - podemos pô-la a par do computador, da televisão, do telefone e do automóvel, para ficarmos pela era industrial",
Este é parte de um texto de José Vitor Malheiros escrito no Público de ontem, sábado, na celebração dos 20 anos deste jornal.
O resto do artigo pode ser lido aqui.
Chamava-se Leandro Filipe e tinha 12 anos. Atirou-se ao rio Tua porque sofria violência física e psicológica por parte dos colegas de escola.
Que tipo de escola é esta que estamos a criar, que deixa que os seus alunos acabem com a vida aos 12 anos?
John Herlihy, o "patrão" da Google na Europa disse que dentro de três anos os dispositivos móveis vão ser o suporte principal de acesso a conteúdos e a entretenimento.
A opinião de John Herlihy foi expressa na conferência Digital Landscapes, que decorreu na Irlanda, notícia o The Register. O vice-presidente da Google e responsável máximo da empresa na Europa é da opinião que a entrada da Google no mercado dos telemóveis através do Android veio reforçar a missão da empresa: "tornar a informação universal".
Segundo Herlihy, "os computadores de secretária vão ser irrelevantes dentro de três anos". Para justificar esta opinião, o responsável da Google referiu que "no Japão a maioria da pesquisa já é feita através de smartphones e não de PCs".
Pedro Lomba, Público
As eleições internas do PSD estão, como se antevia, fortemente bipolarizadas. Continuarão bipolarizadas até ao fim, por muito que Aguiar Branco, um senhor respeitável e competente, tente em vão dar sinais de vida. Havia por isso alguma expectativa, exagerada como são sempre todas as expectativas, para o debate entre Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho anteontem na SIC Notícias.
Um debate é apenas um debate. Este não correu bem a Paulo Rangel, que esteve defensivo e cauteloso em demasia. Desgraçadamente para ele, também não correu bem a Passos Coelho, que, com os seus maneirismos, as falas decoradas e a agressividade metida a despropósito, numa tentativa forçada de se sobrepor a Rangel que apenas serviu para expor o seu sentimento de inferioridade, confirmou a principal crítica que lhe tem sido feita: a de que é um político sem espessura, sem pensamento próprio, que tenta a todo o custo fazer-se passar pelo que não é.
Nesta coluna, devo notar, não faço parte do clube dos "analistas" e menos ainda dos politólogos-comentadores, muito em voga nos nossos dias, que entre citações do último jornal da Universidade de Helsínquia, sustentam opiniões tão políticas, subjectivas (e por isso discutíveis) como todas as outras. O meu critério é claro: defendo aquilo em que acredito e critico aquilo em que não acredito. Não há distanciamento, nem objectividade possível. Exerço o meu direito a ser saudavelmente tendencioso. E, nesta eleição do PSD, se fosse militante, eu não hesitaria: escolheria Paulo Rangel. E até avanço porquê: pela primeira vez desde que tenho memória na vida política portuguesa, encontro um político no centro-direita (tirando Paulo Portas) que se formou, educou e politizou autonomamente fora das querelas infecciosas que minam aquele partido.
Quando afirmo que Passos Coelho se faz passar pelo político que manifestamente não é, ocorrem-me vários exemplos deste estilo. Eis um político que tenta em permanência transmitir uma imagem, uma experiência, um perfil de renovador, apresentando-se sempre na sua suposta frescura e juventude, como se fosse um outsider, mas que, na verdade, anda metido na política desde a adolescência e interiorizou todos os seus vícios e dependências. Mudar o quê?
Eis um político que quer liderar um partido, que aspira a ser oposição a José Sócrates, mas manteve com ele no último ano e meio uma relação de cumplicidade tácita, fazendo mais oposição interna do que externa e silenciando-se num conjunto de questões centrais. Eis um político que deseja vender a ideia de que possui um percurso profissional autónomo quando, sejamos claros, tem atrás dele a figura tutelar de Ângelo Correia. Mudar o quê?
Eis um político que que tenta passar um ar juvenil, ágil e "moderno" nas entrevistas, dizendo que leu isto e fumou aquilo; que descobriu aos 45 anos e qualquer coisa que era "liberal", depois de nunca lhe ter sido conhecida uma ideia e maturação política em décadas de "carreira" partidária. Eis um político que promete mudança e sangue-novo, mas que surge aliado ao pior do aparelhismo, do menezismo, do marco-antonismo e outros ismos, mais desse grande mentor de rotundas que é Fernando Ruas. Sim, mudar o quê?
Quase seis anos de José Sócrates deveriam ser a nossa vacina contra a plastificação na política. Não tivemos já que chegue de políticos postiços, com os seus guiões que eles repetem sem perceber, o seu comércio de poses em público, o estilo de autómato, aquele profissionalismo mediático que é no fundo um disfarce de coisa nenhuma? Não tivemos disso que chegue? Pode ser que continuem a querer disso, até acordarem no dia seguinte vítimas de uma ilusão que deixaram passar.
Entre causas e consequências, Arlindo Martins procura explicar o lugar charneira da motivação no processo de aprendizagem.
Aqui

A Associação ELO SOCIAL presta diversos serviços, através do Emprego Protegido, a custos reduzidos e de qualidade garantida.
Entre eles, têm a Secção de Carpintaria, Estofamento e Restauro.
Sofás e cadeiras que necessitem de ser estofados e consertados podem entregar-lhes esse trabalho com a certeza de que vos irá surpreender quanto à qualidade e preço. Neste momento, por falta de adequada divulgação estão quase sem trabalho - daí estarem a fazer uma promoção na redução do seu preço de tabela até 30%!
Para aqueles que residam na área de Lisboa, eles vão a casa gratuitamente buscar e entregar, como apresentam orçamento para a reparação.
Trabalham igualmente para empresas.
Peço que divulguem também esta mensagem junto dos vossos amigos e conhecidos.
No dia 24 de Junho, o Procurador-geral da Republica foi informado pessoalmente das escutas. A partir desse dia, as conversas mudam de tom e há troca de telemóveis. Quem avisou os visados?
O lóbi das farmácias
As escutas interceptam Armando Vara a diligenciar ao mais alto nível para que o Conselho de Ministros fizesse decreto como o presidente da Associação de Farmácias exigia, avança a edição do SOL desta sexta-feira.
Aqui
Chama-se a Pordata e é um projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos. É uma base de dados com estatísticas sobre os vários sectores da sociedade Portuguesa. É gratuita e estreou-se hoje na Internet.
António Barreto, responsável pelo projecto, lembra que a Pordata pretende pôr em prática a regra dos três cliques - precisamente o número de vezes que um urtilizador terá de tocar nas teclas do rato para cruzar variáveis, produzir gráficos ou estimar variações a partir dos dados fornecidos "em bruto" pela nova base de dados estatísticos.
O portal que já está disponível para consulta contempla ainda as pesquisas por temas, sectores e intervalos temporais ou aritméticos.
Pedro Lomba, Público
Um país tem obrigação de se conhecer a si próprio. Ainda por cima, sendo velho de carga e experiências como nós somos. Já conhecemos de ginjeira as nossas condições geográficas e climatéricas para nos deixarmos enganar tão facilmente pela natureza. Deveria ser ao contrário. Não era a natureza que, ingrata, deveria estar a enganar-nos; nós é que deveríamos estar preparados para a fintar.
É mais ou menos aquilo que acontece a um homem de idade que, conhecendo com exactidão aquilo de que padece, persevera nos mesmos erros. Portugal é esse ser ancião. Se quiser, pode perfeitamente tirar da algibeira uma lista dos desastres maiores que lhe aconteceram no último século, para perceber melhor as suas vulnerabilidades. Sabendo os riscos a que está sujeito, poderia igualmente poupar-se mais.
Porque a natureza que temos é também a que sempre tivemos. Portugal não é como aqueles países desgraçados que todos os anos precisam de artes elaboradas para se protegerem contra vulcões, monções e tufões cada vez mais imprevisíveis. A natureza portuguesa, talvez por ser portuguesa, concede-nos o privilégio de ser pacífica e respeitadora. Quase não damos por ela. Não incomoda. Se tem dias, tem-nos muito espaçadamente. Aí, conforme aconteceu na Madeira, rebela-se e pode fazer estragos a sério.
É por ser tão essencialmente previsível que a natureza portuguesa não é de fiar. Corremos sempre o risco de andar distraídos se confiarmos nela em demasia. Os lisboetas e os algarvios vivem sob a ameaça de sofrer um tremor de terra e um maremoto que mais dia, menos dia pode dar cabo deles. As cidades costeiras e de baixa altitude são permeáveis à ocorrência de cheias e inundações. As ilhas atlânticas são naturalmente mais vulneráveis a intempéries e ao mau ordenamento do território.
Desconheço se a tempestade que assolou a Madeira poderia ter sido antecipada e não foi; nem se os seus danos poderiam ter sido minimizados. Também não é a altura certa para apurar responsabilidades e responsáveis, se é que eles existem.
Só estou a lembrar que temos de aprender a enganar a natureza. Existem cada vez mais formas e métodos científicos para o podermos fazer. Temos de investir nisso. A natureza portuguesa, apesar de traiçoeira, não é assim tão esperta. Não é tão esperta como nós. Devemo-lo às vítimas do desastre madeirense.
Ao mesmo tempo, na República começaram as hostilidades presidenciais. Fernando Nobre, o mais recente candidato às eleições do próximo ano, largou este comentário ontem em entrevista ao i: "Não podemos ter um senhor que foi durante 34 anos deputado do PS, vice-presidente da Assembleia da República indicado pelo PS, que pertence a um partido de que continua a ser deputado, diga que quer dinamizar um movimento de cidadania."
Quem pensava que as eleições à esquerda iriam ser Manuel Alegre e ponto final, enganou-se absurdamente. Já se percebeu que Alegre não cria o consenso nas esquerdas. Pior: que Alegre se precipitou na apresentação da sua candidatura, arrastando consigo o Bloco de Esquerda. O estado difícil de Sócrates também não o ajuda. Em circunstâncias normais, Alegre deveria ter comentado as suspeitas sobre a conduta do primeiro-ministro no caso TVI. Precisando do PS e de Sócrates, opta por manter o silêncio.
Bem sei que muita água ainda irá correr pelas pontes. Para começar, as águas são turvas. Estranhamente, sobre o melhor candidato que a esquerda e o centro-esquerda poderiam apresentar nas próximas presidenciais - Jaime Gama - e o único que talvez ameace Cavaco Silva, ninguém ainda disse uma palavra.
Nos últimos meses, a Parque Escolar adjudicou as obras em três escolas da Zona Centro a um consórcio constituído por duas empresas de construção civil de Braga. Uma das parceiras, a Britalar, foi durante seis anos dirigida por um dos administradores da empresa pública. O valor global dos contratos ascende a 35 milhões de euros.
Vasco Pulido Valente, Público
O primeiro-ministro, por estranho que pareça, anda em campanha no seu próprio partido. Já reuniu o Secretariado Nacional, a Comissão Nacional e o grupo parlamentar; e vai reunir a também os "companheiros de caminho" das "Novas Fronteiras". Tudo isto é mau sintoma: é o sintoma de que ele começa a perder a confiança da gente a que deve o poder. Mas, como de costume, Sócrates fez de mais. Esta despropositada reafirmação de autoridade não o fortalece. Pelo contrário, revela pública e dramaticamente a sua fraqueza. Claro que será sempre apoiado por órgãos que ele mesmo em grande parte formou e que ninguém vai dizer agora o que, de facto, pensa. Quem está contra ele, não levantará um dedo até o ver perdido. Por enquanto, espera em silêncio e segurança atrás da "lealdade" à seita: uma desculpa inatacável.
Tanto para fora como para dentro, o exercício é frívolo. Principalmente, porque Sócrates nem sequer escondeu a sua verdadeira preocupação: a hipótese (de resto, longínqua) de que o PS, com a cumplicidade de Cavaco, o substitua como primeiro-ministro, continuando no Governo. Fora as piedades da praxe sobre a urgência de pensar nos genuínos "problemas" do país (por outras palavras, de não pensar, nem discutir os sarilhos em que ele alegadamente se meteu), a mensagem desta peregrinação às fontes é muito simples: suceda o que suceder, "o líder sou eu". Sócrates nunca se afasta da sua pessoa e do seu destino, que evidentemente confunde com a pessoa e o destino dos portugueses. Não lhe serviu de emenda o desastre a que essa obsessão pouco a pouco levou.
Foi o ilimitado ego que Deus lhe deu que o provocou a uma guerra com os média, inteiramente nociva e desnecessária. E que, no fundo, explica o desprezo e a fúria com que trata o mais leve obstáculo à sua vontade. Na gabarolice simplória de provinciano como no desrespeito pela oposição, no insulto imperdoável e gratuito como na fantasia de que é uma pura vítima da mentira e da calúnia, há invariavelmente um ponto comum: a ideia de que Sócrates não é comparável à multidão de metecos da política indígena. Que um belo dia os metecos se fartassem dele não lhe passou pela cabeça; e muito menos que pedissem um socialista qualquer mais suportável para o lugar dele. Ele é o líder, o líder sem substituto concebível. Ele é o único Sócrates de Portugal e do universo. O PS que fique ciente
O Governo entrega quarta-feira aos sindicatos uma nova versão do projecto de alteração ao Estatuto da Carreira Docente (ECD), mas não se comprometeu a traduzir nesse diploma alguns dos aspectos acordados ...
Os deputados franceses estão impedidos de navegar em sites pornográficos nos computadores da Assembleia Nacional.
Os responsáveis pelo sistema informático do parlamento francês activaram um filtro, tendo os parlamentares sido informados através de um comunicado interno onde se pode ler que o principal objectivo é impedir o acesso a sites com conteúdos "ilícitos e perversos" e susceptíveis de alojar vírus informáticos.

O projecto ENCONTROS percorreu Moçambique com a apoio do Programa INOV-ARTE, dgARTES e da Unesco. Durante 8 meses viajei por Moçambique com uma mochila cheia de livros em branco, que foram pouco a pouco ganhando vida. Desenhei um projecto de literacia comunitária com base na ideia que a experiência de construir um livro (literalmente) com a nossa história de vida fornece-nos mais ferramentas para entendermos quem somos e o mundo que nos rodeia. Em algumas situações limite ajuda a sobreviver: treinando competências cognitivas que podem ser determinantes no desenvolvimento social e económico de comunidades muito pobres. A partir da ideia de planificação e de story board, todos os participantes trabalharam comigo num ritmo diário, recebendo um livro em branco, lápis, pincéis e tintas. A partir daí com uma grande liberdade de expressão, escreviam em português ou em línguas locais e ilustravam a sua história. No final, os livros eram apresentados à comunidade numa exposição/festa e passavam a pertencer uma “biblioteca comunitária”. Um dos lugares por onde passei e que mais marcou a minha “história” foi o campo de refugiados da UNHCR, em Nampula, com refugiados provenientes maioritariamente da República Democrática do Congo, Ruanda e Burundi (Margarida Botelho).
A possibilidade de ver vídeos com som em jornais ou revistas parece ser uma ideia saída de Hollywood, mas não é. Em breve será possível em Portugal ler uma publicação e encontrar um vídeo na página, graças a uma tecnologia denominada Video in Print (VIP) que vai agora ser lançada pela empresa Pixel em Portugal, que se torna um dos primeiros países na Europa a utilizá-la.
Os vídeos nas páginas dos jornais portugueses podem surgir ainda na primeira metade do ano.
A taxa de penetração de telemóvel em Portugal ultrapassou os 90 pontos percentuais, revela um Barómetro de Telecomunicações publicado pela Marktest
De acordo com os dados divulgados pela empresa de estudos de mercado, no trimestre móvel de Dezembro de 2009, o número de portugueses com mais de 10 anos com acesso ao telemóvel rondava os 8,4 milhões.
O barómetro indica ainda que a penetração de telemóvel em Portugal é superior entre os jovens, onde atinge os 99 pontos percentuais na população com idades entre os 15 e 34 anos.
Também no intervalo etário anterior, que vai dos 10 aos 14 anos, a taxa de penetração de telemóvel é de 91 por cento.
O YouTube adiciou uma nova funcionalidade ao portal, que tem como finalidade funcionar como um sistema de controlo parental, que bloqueará os conteúdos relacionados as temáticas escolhidas pelos utilizadores.
Quando o modo de segurança estiver activado as pesquisas efectuadas não darão resultados relacionados com as palavras-chave escolhidas, como «nudez» ou «sexo».
A introdução desta ferramenta é um a resposta dos responsáveis da rede social de vídeos às crescentes preocupações com o acesso quase ilimitado das crianças a conteúdos considerados inapropriados.
Refira-se que o Youtube já bane do portal os vídeos de pornografia, sexo explícito e violência.
A China exigiu aos Estados Unidos a anulação imediata do encontro previsto para 18 de Fevereiro entre o presidente norte-americano, Barack Obama, e o Dalai Lama, o líder tibetano exilado, anunciou a agência noticiosa chinesa.
Rui Tavares, Público
Então é assim que Sócrates acaba.
Faz sentido. A imprensa foi sempre a sua grande fraqueza e - pelo menos após o "caso da licenciatura" - a sua grande causa de descontrolo emocional. Várias vezes ele foi prevenido, mas de nada serviu. E assim se perdeu.
Não gosto de ver isto acontecer. Tenho amizade por Sócrates - se é adequado escrevê-lo aqui, importa-me agora nada. Sócrates é de centro-esquerda, o que significa que estando eu muito à sua esquerda, significa também que ele não é completamente alheio à minha "família". Não retiro nenhum prazer da sua queda, e Zeus sabe como já me diverti a ver cair outros políticos. E, acima de tudo, sinto-me absolutamente exterior a uma agressiva arena feita de "anti-socráticos" para quem tudo vale desde que atinja em cheio o alvo do seu ódio e de "socráticos" para quem nunca se passa nada de errado, nada é irregular, nada se pode saber nem comentar. Nem esclarecer: se formalmente só há o "nada", como se pode esclarecer o nada?
Para uns nenhuma formalidade vale, para os outros só as formalidades valem.
Ouçam, uns e outros: eu não preciso de escutas - legais ou ilegais - para decidir sobre atos - legais ou ilegais - do primeiro-ministro. Nunca precisei. Quando critiquei o primeiro-ministro por causa da maneira como ele lidava com a imprensa, foi sempre até por causa de algo que ele tinha feito ou dito de forma inteiramente legal e legítima. E perguntavam-me: mas não tem um primeiro-ministro o direito de processar jornalistas ou a necessidade de exteriorizar a sua cólera quando se sente injuriado? Os processos ou os exabruptos contra jornalistas não são ilegais.
Mas há vários problemas, respondia eu. Nem tudo o que é legal é legítimo; nem tudo o que é legítimo é correto. Isto é verdade para o mais insignificante dos cidadãos, e muito verdade para um primeiro-ministro.
O primeiro e mais grave problema é que um primeiro-ministro dá ao resto da cadeia de comando - na administração, no seu partido e nas suas clientelas - o sinal de que é desejável assediar ou controlar a imprensa.
O segundo é que se tornam plausíveis todas as histórias sobre o primeiro-ministro e o desejo de controlar a imprensa. Para lá de todas as formalidades, as recentes especulações sobre uma rede em torno do primeiro-ministro, e com o objetivo de controlar a imprensa, são então isso: perfeitamente plausíveis.
E aí entra o terceiro problema. Uma história plausível não é nunca suficiente para condenar um cidadão, mas é mais do que suficiente para fazer um primeiro-ministro perder a confiança dos outros cidadãos.
Isto sempre foi uma possibilidade. E foi isto - cada um destes passos - que agora sucedeu.
Teoricamente, resta uma opção a Sócrates. Diz-se num parágrafo:
"Caros concidadãos: sem prejuízo da presunção de inocência das pessoas em concreto, quero repudiar aqui - no caso de se confirmar - a utilização do meu nome para quaisquer tentativas de compra ou controlo de grupos de media. Nunca dei, pessoalmente - sublinho, pessoalmente, já para não dizer política ou institucionalmente -, quaisquer indicações nesse sentido a Armando Vara, Paulo Penedos ou Rui Pedro Soares. Quaisquer diligências que eles possam ter feito com esse objetivo são gravíssimas e ilegítimas."
Se Sócrates não pode dizer isto - ou se em consciência sabe que não pode dizê-lo, o que deveria ir dar ao mesmo -, deve começar a preparar-se para não afundar consigo o seu partido, o seu Governo e o seu país.
Todas as escolas que estiveram, estão ou virão a estar em obras, no âmbito do programa de modernização dos seus edifícios tutelado pela Parque Escolar, vão deixar de integrar o património do Estado para passar a ser propriedade daquela entidade pública empresarial. Para já, está decidido que as obras, lançadas há três anos, abrangerão 332 das 445 escolas públicas de Portugal continental que têm ensino secundário, mas a intervenção poderá ser alargada a mais outras 38.
No próximo ano lectivo já não entram em vigor os programas de Língua Portuguesa dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos. O Ministério da Educação decidiu adiar, uma vez que está prevista uma revisão curricular e a definição das metas de aprendizagem para o ensino básico.
Vasco Pulido Valente, Público
Paulo Rangel anunciou anteontem a sua candidatura à presidência do PSD. Parece que se "antecipou" a José Pedro Aguiar-Branco, com que andava a combinar não se percebe o quê. O gesto foi considerado "deselegante" e não lhe trouxe qualquer vantagem, excepto uma entrevista de minutos em que não disse nada de original ou de consequente. Como Aguiar-Branco se vai declarar, ou já se declarou, e Pedro Passos Coelho já anda por aí em campanha, o PSD tem agora três putativos "chefes". É mau? Parece que não. Manuela Ferreira Leite, pelo menos, não acha. "Quantos mais melhor", disse ela, como se estivesse a vender bilhetes para uma sessão de circo e não acreditasse muito no espectáculo. Cá de fora tudo aquilo cheira a improvisação e a desastre.
Porque a verdade é esta: nenhum dos três - ou serão quatro? - artistas que se apresentam entusiasma ninguém. Nunca nenhum fez nada que o recomendasse para inspirar e unificar o partido; ou para, eventualmente (e com muito azar nosso), ser primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho é um jovem simpático, produto da JSD, sem peso, prestígio e maturidade, com ideias confusas sobre o mundo e o país. Paulo Rangel passou pela direcção do grupo parlamentar, em que se distinguiu por uma oratória bombástica, à século XIX, e conseguiu depois ganhar uma eleição para o Parlamento Europeu. E Aguiar-Branco, um advogado do Porto, substituiu agora Paulo Rangel em S. Bento, com alguma competência, mas sem grande brilho. Por que razão qualquer deles se imagina destinado a pastorear a Pátria é um puro enigma.
Não representam uma política, uma causa, um movimento. Portugal não os pediu e a esmagadora maioria dos portugueses nem sequer os conhece. De resto, apareceram em cena um pouco ao acaso. Pedro Passos Coelho, porque era da "casa" e as "distritais" gostam dele (coisa que, para o cidadão comum, só o prejudica). Paulo Rangel, porque Sócrates, que detesta toda a gente, o detesta também a ele. E Aguiar-Branco, porque no meio da algazarra vigente conseguiu conservar uma certa suavidade e um módico de boas maneiras. Não é muito. E, pior ainda, manifesta o vácuo em que se tornou o PSD. Um candidato forte corria o risco de abanar e dividir o partido. Estas três nulidades, por mais "rupturas" que prometam, não correm o riso de perturbar o estado comatoso do PSD. São um sintoma, não são uma saída.
A Google tornou o serviço de correio electrónico Gmail uma nova rede social, com a introdução de uma nova ferramenta que pretende rivalizar com o Facebook.
Denominada Google Buzz, a nova ferramenta está a ser incluída no Gmail e permite partilhar actualizações, fotografias, vídeos e aceder a serviços de mensagens instantâneas em tempo real com os contactos de e-mail, o que poderá ser uma aplicação para competir com o Twitter.
Outra das características do Buzz semelhante à das redes sociais é o facto de sugerir amigos ao utilizador do Gmail em função das mensagens trocadas e do histórico das conversas.
Segundo a Google a aplicação suporta a integração com outros serviços, como o Picasa, o Google Reader, o Flickr, o Blogger ou o Twitter.
Veja o vídeo com a apresentação da nova aplicação
José Manuel Fernandes, Público
Os casos recentes são apenas as últimas cenas de um pesadelo que se iniciou quando Armando Vara tutelava a RTP
A 25 de Junho de 2009, José Sócrates jantou com Henrique Granadeiro na casa de Manuel Pinho. O chairman da PT informou então o primeiro-ministro que a compra da TVI pela empresa de telecomunicações não se concretizaria. No dia seguinte, no Parlamento, Sócrates anuncia aos jornalistas que se vai opor a um negócio que, nessa altura, já não existia. Estranho? Não, como o mesmo Sócrates explicou quarta-feira: "Do ponto de vista formal, o Governo não foi informado."
Pronto, e assim está tudo resolvido. Do "ponto de vista formal" nunca nada aconteceu. A começar pelo conteúdo das escutas reveladas pelo Sol, pois o senhor presidente do Supremo Tribunal e o senhor procurador-geral entenderam não haver indícios de crime contra o Estado de direito nesses documentos.Logo esses documentos não existem. E tudo o resto quer-se fazer passar por "normal".
Ou seja, é normal que um ex-jotinha de 32 anos, Rui Pedro Soares, seja nomeado para a administração da PT e premiado com um salário anual de mais de um milhão de euros. É normal que esse "gestor" em ascensão trate com Armando Vara, um outro "gestor" de fresca data e socrático apadrinhamento, da compra da TVI pela PT e discuta com ele e com Paulo Penedos a melhor forma de afastar José Eduardo Moniz e acabar com o Jornal de Sexta. É normal que um jornal propriedade de um "grupo amigo" publique manchetes falsas para dar uma justificação política e económica à compra da TVI pela PT. É normal que seja depois esse "grupo amigo" a comprar a TVI beneficiando de apoios financeiros do BCP de Armando Vara e da PT. É normal que, na sequência dessa aquisição, Moniz deixe a direcção da estação e acabe oJornal de Sexta.
Se tudo isto é normal, também é normal que o BCP, que tinha uma participação no jornal Sol, tenha criado dificuldades de última hora à viabilização financeira daquele título, quando nele saíram as primeiras notícias sobre a investigação inglesa ao caso Freeport. Tal como é coincidência Vara já ser nessa altura administrador do BCP. Também será normal que o Turismo de Portugal tenha discriminado a TVI em algumas das suas campanhas - o mesmo, de resto, que fez com o PÚBLICO - e que o presidente desse organismo seja Luís Patrão, o velho amigo de Sócrates desde os tempos de liceu na Covilhã. Como normal será Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas, ter reuniões no ministério com Rui Pedro Soares quando o seu interlocutor natural é o presidente da PT. Como Lino disse à Sábado, é assim quando se conhece muita gente nas empresas. Como homem bem relacionado não se estranha que tenha recebido, de acordo com o Correio da Manhã, uma "cunha" de Armando Vara no âmbito do processo Face Oculta. No fundo é tudo boa gente.
Mas como todos estas factos padecem de várias "informalidades", passemos a eventos mais formais, que sabemos mesmo que aconteceram, que foram testemunhados e até deram origem a processos na ERC. Como o das pressões exercidas pelos assessores de José Sócrates para desencorajarem qualquer referência pelas rádios e televisões à investigação do PÚBLICO sobre as condições em que o primeiro-ministro completou a sua licenciatura. Como o de o Expresso, que rompeu o bloqueio e prosseguiu com a investigação, ter sofrido depois um "boicote claro" e "uma hostilidade total do primeiro-ministro", como escreveu esta semana o seu director, Henrique Monteiro. Ou como o das palavras ameaçadoras dirigidas por Sócrates a um jornalista do PÚBLICO por alturas do congresso em que foi eleito líder, em 2004: "Você tem de definir o que quer para a sua vida e para o seu futuro."
Excessos de quem ferve em pouca água? Infelizmente não. A actuação metódica e planeada sempre foram uma marca deste primeiro-ministro e dos que lhe são mais próximos no PS. Por isso, quando Vara teve a tutela da comunicação social, criou um monstro chamado Portugal Global que integrava a RTP, a RDP e a Lusa e nomeou para a sua presidência um deputado do PS, João Carlos Silva. Pouco tempo depois, caído Vara em desgraça, seria José Sócrates a conseguir colocar na RTP o seu amigo Emídio Rangel. Um favor logo retribuído: na noite eleitoral que se seguiu (e que determinaria a demissão de Guterres), os únicos comentadores em estúdio foram o próprio Sócrates e o seu advogado, Daniel Proença de Carvalho; e na curta travessia do deserto até ao PS regressar ao poder, Sócrates pôde ter, a convite de Rangel, um programa semanal de debate com Santana Lopes. Já primeiro-ministro apressou-se a propor um conjunto de leis - estatuto do jornalista, lei da televisão, lei sobre a concentração dos órgãos de informação - que se destinavam, segundo Francisco Pinto Balsemão, a "debilitar e enfraquecer os grupos privados" de informação - ou seja, os que não dependem do Governo.
E não, não é verdade estarmos apenas perante mal-entendidos, excessos pontuais ou uma mera má relação com as críticas: estamos face a uma forma de actuar autoritária e que não olha a meios para atingir os fins. Até porque o que se relatou é apenas a pequena parte do que temos vivido (vide caso Crespo).
Da mesma forma não existe nenhuma má vontade congénita dos jornalistas para fazer de Sócrates, como lamentou Mário Soares, o primeiro-ministro mais mal tratado pelos órgãos de informação. O que houve de novo foi Portugal ter como primeiro-ministro alguém que esteve várias vezes sob investigação judicial (por causa de um aterro sanitário na Cova da Beira, por causa do Freeport), cujo processo de licenciatura levantou dúvidas e que se distinguiu como projectista de maisons no concelho da Guarda. Isto para além de ter mostrado uma tal incontinência ao telemóvel que somou e soma dissabores em escutas realizadas noutros processos, como os da Câmara da Nazaré, da Casa Pia e, agora, no Face Oculta.
Ainda é possível achar que tudo é normal? Ou porventura desculpável? Só se estivéssemos definitivamente anestesiados.

Um grupo de mulheres grita em protesto a partir do telhado da sua casa nos dias seguintes ao anúncio dos resultados das polémicas eleições presidenciais no Irão.
A imagem é uma das várias tiradas pelo fotógrafo italiano Pietro Masturzo em Junho do ano passado em Teerão e foi considerada a melhor fotografia de 2009 pelo júri do World Press Photo.
A Federação Nacional de Professores (FENPROF) manifestou hoje a sua «frustração» perante a inexistência de uma contraproposta da tutela para alterar os horários dos professores e acusou o Governo de desinvestir na Educação.
A divulgação das escutas está a afectar a imagem do primeiro-ministro e há dirigentes socialistas que começam a olhar para o líder como um problema.
Quando o navio se começa a afundar....
José Vítor Malheiros, Público
O que o lobby das petrolíferas pretende é lançar a dúvida entre os cidadãos sobre o aquecimento global.
Os meses que antecederam a cimeira do clima de Copenhaga, em Dezembro último, um jornalista que escrevesse num jornal de alguma importância coisas como a) "o planeta está a aquecer" b) "o aquecimento do planeta pode provocar uma catástrofe climática" ou c) "o aquecimento do planeta é em grande medida de origem humana" arriscava-se a ser objecto de uma verdadeira barragem de mails onde essas ideias eram contestadas, classificadas como resultado de investigação errada ou fraudulenta, identificadas como fazendo parte de uma conspiração anticapitalista e onde eram fornecidos links para sites que contestavam o aquecimento global.
A operação era demasiado generalizada, demasiado sincronizada e demasiado organizada para ser fruto do acaso. Era evidente que se tratava de uma operação de contra-informação global, estruturada e bem financiada. E, nos últimos meses, tem vindo a lume alguma informação sobre essa operação, referindo, por exemplo, o financiamento por parte de empresas como a ExxonMobil.
O objectivo destas operações não é apagar da mente dos cidadãos de todo o mundo o conhecimento que têm sobre o aquecimento global. O objectivo é apresentar o ponto de vista dos chamados "cépticos" como sendo tão válido como o ponto de vista consensual na comunidade científica, defendido pelo IPCC, e forçar os media a tratar ambas as perspectivas de uma forma "equilibrada", de forma a lançar a dúvida entre os cidadãos e a reduzir o apoio político ao combate ao efeito de estufa.
É normal que existam cientistas honestos cépticos quanto ao aquecimento global e/ou às suas causas. Mas esse facto não invalida o imenso consenso científico que existe no mundo sobre o efeito de estufa nem o imenso consenso social sobre a conveniência de o combater. E isto independentemente do que se pense da maior ou menor correcção da atitude deste ou daquele investigador ou até da existência de erros nesta ou naquela investigação particular - que, a existirem, devem ser naturalmente corrigidos. Apesar disso, porém, as provas são inúmeras e esmagadoras.
O lobby da contra-informação, no entanto, tem aqui a seu favor dois pontos de peso. O primeiro é a atitude de abertura que é base da cultura científica, que leva os investigadores a considerar com seriedade qualquer argumento que contrarie o consenso, por heterodoxo que seja. O segundo é a atitude dos media, onde os jornalistas especializados escasseiam e são cada vez mais pressionados a produzir prosa a metro e onde a competência tende a ser substituída por uma atitude mais "distanciada" e "profissional" (e menos arriscada) e que muitas pessoas confundem com "balanced reporting": citar A, citar B, lavar daí as suas mãos e deixar o leitor extrair as suas conclusões ou mergulhar na confusão total. É com base neste critério que há escolas e jornais que tratam o evolucionismo e o criacionismo como duas visões equivalentes do mundo. E o mesmo pode acontecer com o aquecimento global.
É evidente que não cabe aos media definir o que é a verdade científica do momento, mas o seu papel também não se pode resumir a citar as várias partes de uma discussão - principalmente quando essa discussão está viciada por interesses escondidos.
Os media devem produzir racionalidade e permitir que os cidadãos façam escolhas informadas - não contribuir para a cacofonia. Neste caso, a racionalidade passa por saber quem fala e quem paga a quem para dizer o quê. "Follow the money" sempre foi uma boa regra do jornalismo.
Na Dinamarca está a testar-se, em algumas escolas, a possibilidade de os alunos usarem a Internet nos exames.
A notícia pode ser lida aqui
Os ministérios alemães do Interior e do Consumo declararam guerra ao serviço Google Street View, por considerarem que viola o direito à intimidade e à própria imagem dos cidadãos.
São na sua maioria autores de blogues. As suas simpatias políticas vão da esquerda à direita. Uniram-se para pedir esclarecimentos sobre o caso Face Oculta depois das revelações feitas pelo semanário "Sol". Lançaram uma petição pública “pela liberdade” e, quinta-feira, às 13h30, manifestam-se frente à Assembleia.
No manifesto, que pode ser lido aqui, começam por afirmar que “o primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião”
Essa dificuldade, acrescentam, tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados”. “Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão”, diz o documento.
Acabei de ler e assinar esta petição online:
«REGRA DOS 95 (Idade+anos de serviço)»
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1158
Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.
As crianças e jovens recorrem cada vez mais à Internet para fazerem os trabalhos escolares. No entanto, o objetivo é sobretudo plagiar, não fazer pesquisas, alerta a investigadora Cristina Ponte, coordenadora do EU Kids Online Portugal.
O ex-ministro socialista João Cravinho afirma que «o centro da corrupção grave em Portugal» está «no sector político». «Isso é o grande problema que nós temos pela frente», declarou o autor de um pacote anti-corrupção recusado pelo Governo.
É sempre bom lembrar!
É um fenómeno incontornável: as redes sociais estão cada vez mais na moda. O exemplo mais recente é o "Grupo de Apoio ao Jornalista Mário Crespo".
Este grupo, criado na sequência da polémica crónica do jornalista sobre um conversa que o primeiro-ministro José Sócrates teria tido, já conta com mais de dois mil fãs.
Paralelamente, há o grupo "Sócrates: Deixa o Mário Crespo em paz!!!" que conta com quase mil fãs.
Movimentos independentes e sindicatos de professores defenderam hoje que será cada vez mais difícil manter a ordem nas escolas sem uma alteração urgente ao Estatuto do Aluno em matéria de acção disciplinar, faltas e provas de recuperação.
O Alexandre Pomar colocou no seu blog os postais de Maputo que o meu amigo Luís Abélard costuma enviar daquelas paragens.
Partilho convosco essas belas obras.
O ministro das Finanças assumiu hoje na Assembleia da República que se enganou nas previsões das contas públicas, mas negou que houvesse a intenção de enganar o público.
“As previsões falharam redondamente em todo o lado e não foi porque houvesse intenção de enganar”, disse o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Ministros de aviário...
Se morrem 1000 pessoas de gripe A num país rico, estamos perante uma pandemia.
Morrem milhões de pessoas em África por causa do paludismo é um problema deles...
Por Esther Mucznik, Público
Esta crónica não é sobre os filósofos, é sobre as pessoas e sobre o vínculo profundo que os une até ao fim da vida.
"Fiel e infiel, sempre com amor." Esta declaração faz parte de um poema que Hannah Arendt escreveu em 1958 (e nunca enviou) a Martin Heidegger por ocasião da publicação, nos EUA, do seu livro A Condição Humana. Na carta escrita nessa altura, Hannah afirma: "Se as relações entre nós os dois não se tivessem complicado, ter-te-ia perguntado se podia dedicar-to. Este livro deve-te quase tudo em todos os aspectos..."
"Complicada" é um termo demasiado simples para definir a relação de Hannah Arendt e Martin Heidegger ao longo de mais de meio século. Uma relação feita de paixão, afinidade e veneração intelectual, raiva e decepção política, amor sempre. É ela que é a trama da peça Hannah e Martin de Kate Fodor, actualmente em cena no Teatro Aberto [na foto]. A encenação de João Lourenço e o trabalho dos actores conseguem transmitir a complexidade dessa relação, assim como o contexto histórico que a marca irremediavelmente.
Esta crónica não é sobre os filósofos, é sobre as pessoas e sobre o vínculo profundo que os une até ao fim da vida. Hannah tem dezoito anos quando conhece Heidegger, inscrevendo-se nas suas aulas de Filosofia na Universidade de Marburgo. Estamos em 1924, Heidegger aos trinta e cinco anos já exercia um intenso fascínio entre os alunos e as suas aulas eram as mais concorridas. Em 1925 tornam-se amantes e esse vinculo intenso permanecerá ao longo das suas vidas apesar de todas as rupturas e vicissitudes. O que não deixa de nos questionar: o que une a mulher judia, militante antinazi da primeira hora, e o filósofo que logo em 1933 adere ao partido nacional-socialista e celebra Hitler?
Tudo os separava à partida. Ela era judia, cosmopolita "uma rapariga de terras estrangeiras", de uma família judaica liberal, culta e economicamente desafogada. Pertencia a uma geração de jovens que se viam a si próprios como judeus e como alemães, mas principalmente como intelectuais. Walter Benjamin, Hans Jonas ou Guershom Sholem faziam parte dessa geração para quem a cultura era o cimento e o alimento. Heidegger, em contrapartida, era um homem casado e com dois filhos, de origem modesta, educado numa disciplina rígida e conservadora por pais católicos que o destinavam para padre e cujos primeiros estudos foram a teologia. O encontro com o amor livre de Hannah leva-o a infringir todas as regras por que tinha pautado a sua vida.
O que atrai Hannah em Heidegger? Em primeiro lugar, sem dúvida, o fascínio intelectual: "Ninguém consegue, nem conseguiu no passado, dar uma aula como tu", escreverá ela ainda em 1974, relembrando as aulas a que assistira meio século antes. Para quem "pensar é viver", Heidegger é aquele que a ensinou a pensar, é o seu mentor. Apesar do seu compromisso posterior com o nazismo, este permanecerá aos olhos de Hannah o filósofo mais importante da modernidade ocidental. Mas mais do que isso: ele é também o homem que a torna mulher e o vinculo que os une é físico e psíquico, não apenas intelectual. A relação amorosa dura pouco tempo, mas marcará Hannah para sempre. Mesmo recém-casada com o primeiro marido, Günther Stern, em 1929, ela escreve a Heidegger: "Não me esqueças, e não esqueças a que ponto eu sei vivamente, profundamente, que o nosso amor se tornou a bênção da minha vida..." A que ponto esse amor a levará, trinta anos mais tarde, a tentar limpar a imagem maculada de Heidegger no pós-guerra, é algo difícil de saber até porque a sua afinidade intelectual espiritual com ele era genuína.
Com a vitória do nacional-socialismo e a subida ao poder de Hitler, os seus caminhos separam-se e obrigam cada um a escolher o seu campo. As ideias deixam o terreno meramente teórico e passam a ter consequências práticas, o contexto pessoal, familiar e histórico faz o resto. Hannah assume cada vez mais a sua identidade judaica ("sou em primeiro lugar judia, e alemã apesar de tudo") e vê com angústia e grande lucidez os tempos que se avizinham. Em 1933, depois de uma breve estadia na prisão, foge da Alemanha, acabando por se instalar em França, onde Raymond Aron é dos raros intelectuais franceses que tentam ajudar os refugiados alemães em fuga de Hitler. A 2 de Maio de 1941, depois de uma fuga do campo francês de internamento em Gurs e de uma estadia de seis meses em Lisboa, "onde a Europa vomita o conteúdo do seu estômago envenenado", Hannah embarca para os EUA com o segundo marido e companheiro de toda a vida, Heinrich Blücher.
Heidegger, em contrapartida, adere ao nacional-socialismo e trai todos seus amigos e colegas por serem judeus, meio judeus ou simplesmente por serem pacifistas. Karl Jaspers, cuja mulher era judia, escreverá mais tarde: "Foi o único dos meus amigos de quem discordei em 1933, o único que me traiu." Heidegger partilhava com Hitler a fé na missão espiritual da raça germânica e a Universidade era para ele o elemento central dessa missão. Em 1933 aceita ser reitor da Universidade de Friburgo, no quadro de uma política de afastamento dos "não-arianos" da função pública para assegurar a "homogeneidade racial". A 1 de Maio, adere ao partido nazi.
Heidegger nunca se retractou. Apesar disso, a partir de 1950, depois de um longo período de silêncio e ruptura, Hannah e Heidegger reataram relações que vão perdurar até à morte da primeira em 1975. A partir dessa data e contrariando uma decisão anteriormente tomada, Hannah passa a ser uma das maiores divulgadoras da obra de Heidegger nos EUA. Mais do que isso, ela contribui para o absolver do seu passado, minimizando o seu envolvimento com o nazismo. Sem nunca abdicar das suas próprias opiniões e princípios, Hannah ajudou-o a limpar o seu nome e a recuperar a sua reputação. Poder das ideias ou poder do amor?
P.S.: Esta crónica foi inspirada não só pela peça em cena no Teatro Aberto, mas, entre outros, pelo livro de Elzbieta Ettinguer, Hannah Arendt e Martin Heidegger, editado pela Relógio d"Água. Contrariamente ao que está escrito na badana, a autora morreu em 2005. Era uma sobrevivente do gueto de Varsóvia, do qual conseguiu fugir juntando-se à resistência polaca. É pena que a Relógio d"Água não se tenha preocupado em actualizar a biografia da autora. Mas vale a pena ler o livro...
Investigadora em assuntos judaicos (esther.mucznik@netcabo.pt)

Chama-se iPad, e é a nova coqueluche da Apple. Vai custar a partir de 499 dólares e deverá chegar a Portugal e ao resto do mundo dentro de apenas dois meses.
Tem um ecrã de 9.7 polegadas (25 centímetros) que é sensível ao tacto, uma espessura de de centímetro e meio e pesa 680 gramas.
Steve Jobs fez ontem a apresentação deste novo "brinquedo", que vem revolucionar o conceito de portátil.
Demonstrações da apresentação
Aqui
Aqui
e
Aqui
A Câmara de Lisboa decidiu ontem pôr à discussão pública a possibilidade de nascerem na zona da Matinha, junto à linha férrea e nas imediações do rio, sete torres de 18 ou 19 andares cada uma. O plano de pormenor em que se insere esta urbanização, que inclui outros prédios mais baixos, foi encomendado pela autarquia ao gabinete de arquitectura Risco, que pertenceu até há pouco mais de dois anos ao actual vereador do Urbanismo de Lisboa, Manuel Salgado.
Em 2005, a autarquia estabeleceu para aquela zona, situada perto da Expo, um índice de construção hoje considerado por muitos excessivo. "É exageradíssimo", criticou ontem o vereador Sá Fernandes. "É criticável", concordou outro vereador, Nunes da Silva. A opção do gabinete de arquitectura, que é hoje dirigido pelo filho de Manuel Salgado, passou por fazer crescer em altura sete dos prédios da urbanização, de forma a permitir alguma área livre ao nível do solo. Se esta solução não for aprovada, explicou o presidente do município, António Costa, a alternativa passa por uma ocupação mais extensiva do solo, embora com edifícios mais baixos. "Se não quisermos as torres, sacrificamos espaço público", salientou. "Eu prefiro o modelo das torres, mas não dou a minha vida por este desenho urbano", disse.
Os utilizadores de sítios como o Facebook ou o Orkut orgulham-se de ter centenas de amigos mas uma investigação concluiu que o círculo de relacionamento destas pessoas é igual ao daqueles que não estão presentes nas redes sociais.
Segundo um estudo da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, o cérebro humano só é capaz de administrar um máximo de 150 amigos nas redes de relacionamento da internet.
O objectivo da jornalista Elena Di Cioccio não podia ser mais claro quando abordou a mega-estrela e marido de Victoria Beckham: tocar, com as mãos, no pénis do futebolista David Beckham! "Queria descobrir se os seus testículos eram, de facto, tão grandes como se dizia", comentou a jornalista.
Deixe o seu carro estacionado num parque da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), entregue o seu filho aos cuidados de uma empresa especializada que o transportará até à escola e utilize o metro ou o autocarro para chegar ao emprego. É esta a ideia do Bus"ina, um serviço que estará disponível em Fevereiro e que pode ser contratado pontualmente ou mensalmente, com um valor a partir dos 115 euros.
O objectivo deste serviço integrado, fruto de uma parceria entre a EMEL e a Easy Bus, é contribuir para a diminuição das deslocações de automóveis dentro da cidade e fomentar o uso dos transportes públicos, dando em simultâneo aos pais a garantia de que os seus filhos são conduzidos em segurança até às escolas. A iniciativa só abrange estabelecimentos escolares, privados ou públicos, no concelho de Lisboa e não impõe qualquer limite de idade aos alunos
Fazer sexo faz bem. Estudo americano afirma que praticar sexo duas vezes por semana ajuda a diminuir a incidência de diabetes e a reduzir a tensão arterial. Mas só aos homens!
O studo americano afirma que ter relações sexuais duas vezes por semana ajuda a diminuir a incidência de diabetes e a reduzir a tensão arterial. O estudo, publicado esta semana no "American Journal of Cardiology", garante que o sexo não só faz bem ao relacionamento entre o casal, como também ajuda a proteger o coração. No estudo feito por médicos do New England Research Institute, homens com uma vida sexual menos activa têm uma incidência maior de distúrbios, como a disfunção sexual, o colesterol e a hipertensão.
Segundo a investigadora Susan A. Hall, coordenadora do estudo, fazer sexo de duas a três vezes por semana pode ter um efeito protector para o coração. Para além da prática do sexo poder ser um exercício de intensidade moderada, as hormonas libertadas após a ejaculação, ajudam a equilibrar uma série de funções metabólicas. Segundo os pesquisadores os homens com mais disposição para o sexo costumam ser menos sedentários e cuidarem melhor da saúde.
O estudo demonstra também que homens que fazem sexo em média uma vez por mês têm o dobro dos problemas de saúde daqueles homens que têm relações sexuais mais do que uma vez por semana.
A pesquisa foi realizada em 1165 homens com idade média de 50 anos, sem histórico de doenças do coração, no início do estudo. Os participantes foram acompanhados durante 16 anos.
Ainda bem que há provas!
Cavaco Silva condecorou hoje "personalidades que exerceram funções públicas de alto relevo", entre as quais Pedro Santana Lopes. Na cerimónia, o Presidente da República afirmou estar a cumprir "um acto de justiça em relação aos portugueses que serviram o país".
Não havia necessidade!!!!!
Francisco Miguel Valada, Público
Nem a Einstein foi dado o impróprio privilégio de ver teorias não provadas serem directamente vertidas em texto legislativo.
São diversos os argumentos a favor do Acordo Ortográfico de 1990 (AO 90), mas todos partilham uma característica comum: são rebatíveis, quer no plano retórico, quando de retórica se alimentam, quer no plano factual, quando de factos alheios à realidade se servem. No plano técnico, continuamos todos à espera, uns impávidos, alguns serenos e outros nem uma coisa nem outra, que se rebata o irrebatível e se proponha o princípio revolucionário, com bases de sustentação, aniquilador de toda a doutrina em matéria ortográfica e de todos os pareceres fundamentados, escalpelizadores deste AO 90. Escalpelizadores e reprovadores, sublinhe-se. Sentados, continuaremos todos à espera.
Nem a Einstein foi dado o impróprio privilégio de ver teorias não provadas serem gratuitamente abraçadas e directamente vertidas em texto legislativo. Já agora, nem ao LNEC. Einstein, para provar que Newton estava errado, teve de aguardar por um eclipse solar. O LNEC, para ver conclusões suas transformadas em lei (refiro-me ao relatório sobre o novo aeroporto de Lisboa), teve de levar a cabo estudos. Quanto aos autores do AO 90, não precisam estes da teoria sancionada nem de estudos, servindo-se do eclipse científico. Felizmente, para todos nós, a Física vale-se exclusivamente de factos comprováveis e a quem avalia aeroportos e pontes não basta tecer uma avaliação subjectiva, devendo apresentar argumentação tecnicamente válida. A Linguística também tem factos comprováveis e comprovados para apresentar, mas já todos percebemos que há ciências mais iguais do que outras.
Um argumento factual, que eu julgara definitivamente afastado da argumentação pró-AO 90, porque medularmente falso, adrede ligeiro e notoriamente avulso, é o da ortografia "excludente". Já alhures tive oportunidade de rebater este argumento, perante o Sr. Embaixador Lauro Moreira. Devo repetir-me, aqui e agora, perante a incrível frase de José Mário Costa "Há toda a diferença entre uma língua, a nossa, com duas ortografias oficiais (repito: ortografias oficiais), antagónicas e excludentes entre si, e o inglês" (PÚBLICO, 12/01/2010).
O princípio "excludente" carece de explicação e passo a explicá-lo. "Excludente", na argumentação pró-AO 90, significa que uma criança brasileira reprovará numa escola portuguesa se utilizar a norma ortográfica do Português do Brasil e que uma criança portuguesa reprovará numa escola brasileira se utilizar a norma ortográfica do Português europeu. Pretendem os defensores do AO 90 que este quadro se alterará com a aplicação do AO 90. Nada de mais falso.
Se uma criança portuguesa escrevesse numa redacção a improvável frase: "Após o doutoramento do meu pai, comecei a sentir-me afectado", não creio que, numa escola brasileira, se concentrassem tanto no c de "afectado", mas antes se preocupassem com o "doutoramento" que deveria ser "doutorado", com o "do meu pai" que se imporia ser "de meu pai" e com o "a sentir-me" no lugar de "me sentindo", ou seja: "Após o doutorado de meu pai, comecei me sentindo afetado". Poderíamos então, à ortografia "excludente", acrescentar a morfossintaxe e o léxico "excludentes". Mas não nos centremos na subjacente ideia de "unificação da língua portuguesa", pois de ortografia aqui se trata.
Vamos aos factos. Segundo José Mário Costa, a ortografia "excludente" não se aplica ao Inglês. Limito-me, como matéria de séria reflexão, a deixar duas notas sobre a redacção em Inglês, a nível académico: uma da Universidade de Oxford (Reino Unido) e outra da Universidade de Stanford (EUA), para que as coisas surjam como são e não como se pensa que poderiam ser.
A primeira distingue um "não" em maiúsculas ("NOT") relativamente ao putativo uso da grafia consuetudinária do Inglês dos EUA ("Use British English rather than American English, e.g.: towards; amid; while; NOT toward; amidst; whilst") (1) e a segunda, em caso de dúvida, aconselha um dicionário americano e não um britânico ("Please use American spelling. If unsure, please consult Webster"s Tenth New Collegiate Dictionary and use the first entry of spelling") (2). Posso voltar a este argumento, mas penso que ficámos esclarecidos.
Acresce ainda não poder esta matéria ser "arrumada na prateleira da história" (José Mário Costa, PÚBLICO, 12/01/2010), considerando a relevância dos argumentos por mim e por outros apresentados. Arrumam-se argumentos, após dissecados e determinada a sua improcedência. Quando não, a sua relevância mantém-se. Pelo contrário, faltam aos argumentos do AO 90 estudos que os sustentem, tornando-os numa espécie de ornitorrinco, um enigma na classificação, um desafio semiótico. As conclusões do AO 90 foram traçadas, quer numa bissectriz contrária à doutrina, quer numa trissectriz que ignora a realidade. A propósito, "bissectriz", segundo o AO 90, passa a "bissetriz", mantendo-se, contudo, "trissectriz". Porquê? Perguntai aos autores do AO 90, que assim decidem em Vocabulário, ou olhai os lírios do campo e obtereis a mesma resposta.
O AO 90 limita-se a ignorar toda a doutrina, pretendendo-se parecer, mas sem método visível para sequer o parecer. Ao contrário do ornitorrinco, que tem acção benigna no meio que o envolve, o AO 90 apenas se distingue por ser diferente. Autor de Demanda, Deriva, Desastre - os três dês do Acordo Ortográfico (Textiverso, 2009)
1) http://www.ox.ac.uk/branding_toolkit/writing_and_style_guide/spelling.html
2) http://ual.stanford.edu/pdf/pwr_boothestyleguide.pdf
Retomo algumas das inquietações que começam a proliferar nas escolas e que o PG sistematizou assim:
Como é possível aceitar que as avaliações deste ciclo avaliativo contem para posteriores progressões quando as escolas usaram critérios muito diferentes para a atribuição de Bons (e não só)? Há escolas onde só conhecem números inteiros, alegando que a aplicação do ME só permite isso (e então os Bons com 7,5 são transformados em 8, equivalentes a M. Bom), outras onde as classificações estão até às décimas como se prevê na legislação) e outras onde se deram ao requinte de chegar às milésimas? É que isto não é nada irrelevante porque numa graduação de Bons para eventual progressão, um 7,001 valerá mais do que um 7,4 arredondado para 7. Assim como um 7,5 arredondado para 8 valerá mais do que um 7,8. Acham que isto não irá provocar imensas confusões, distorções e injustiças? Basta os professores da escola A (corridos a 7 por arredondamento por defeito) saberem que foram ultrapassados pelos da escola B porque tiveram classificação até às décimas.
O que dizer de professores com classificação de 9 e 10, mas que tiveram Bom por não se terem submetido a aulas assistidas ou ausência de quota para tal menção, a serem ultrapassados por M. Bons com classificação de 8 só porque deram abrigo a um avaliador renitente ou contrariado em duas aulas ao longo de num ano lectivo? Será esse o sistema justo de recompensa pelo mérito?
As organizações de ajuda humanitária lançaram um apelo mundial de ajuda para os esforços de salvamento e recuperação no Haiti, mas alertam para a necessidade de direccionar essas ajudas correctamente
Eis algumas pistas da InterAction, coligação internacional de organizações de assistência humanitária:
- Não recolha água, alimentos nem roupas para o Haiti porque o país não dispõe das infra-estruturas necessárias para os distribuir;
- Opte por doar dinheiro a organizações de ajuda humanitária reconhecidas, permitindo aos profissionais obterem exactamente aquilo que é preciso sem sobrecarregar os recursos já escassos para os transportes e armazenamento;
- Quem quiser voluntariar-se para ajudar no terreno tem que ter experiência anterior em cenários de calamidade ou em países estrangeiros, ou possuir capacidades técnicas em carência no momento, e deve fazê-lo através de uma organização reconhecida de assistência humanitária. Mais informação disponível no Centro de Informações sobre Desastres Internacionais, agência ligada ao gabinete de Assistência em Calamidades das Nações Unidas, em www.cidi.org.
Organizações portuguesas que estão a aceitar donativos para o Haiti:
Cáritas Portuguesa – pode fazer donativos na conta "Cáritas Ajuda Haiti", com o NIB 003506970063000753053 da Caixa Geral de Depósitos
Cruz Vermelha Portuguesa – pode fazer donativos para o Fundo de Emergência da organização em vários bancos, indicados no site http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/, ou por telefone para o número 760 20 22 22 de atendimento automático (custo da chamada é de 0,60€ + IVA)
Ajude a Missão de emergência da AMI no Haiti – contribua para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672 Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços
Associação Amurt – contribua para esta organização através da conta na CGD. NIB: 0035 2168 00020393630 21 ou cheque à ordem de Amurt - Associação de Apoio Social e Humanitário, enviados para Rua Visconde de Santarém, nº 71 3º andar, Sala 1 1000 - 286 Lisboa. Mais informações em http://www.amurt.pt/donativos
Angariação de Fundos "Emergência no Haiti" da Oikos – contribua para esta campanha com transferências bancárias para o NIB: 0035 0355 00029529630 85, em conta da Caixa Geral de Depósitos.
Associação para a Cooperação, Intercâmbio e Cultura – os donativos poderão ser feitos através do número bancário 0033.0000 45207093568 05 e os bens alimentares não perecíveis e medicamentos devem ser entregues na sede da associação, na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, em Lisboa.
Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência – foi aberta uma conta destinada a recolher donativos para respostas de emergência (0046 0017 00600031123 74).
Rede Miqueias (de igrejas evangélicas) – campanha SOS Haiti – donativos para a conta 0697 6358 596 30, da Caixa Geral de Depósitos (NIB - 0035 0697 0063 5859 63074).
Até 7 de Fevereiro no Centro Cultural de Cascais podem ver-se as imagens do rosto de Clara Pinto Correia no decurso do (de um?) orgasmo.
Algumas expressões: aqui
Ai fama.... ao que obrigas!
Partilho o texto do meu caro amigo João Nuno Sales, apelando à participação na votação do orçamento participativo.
Amigos
A Câmara de Lisboa está a desenvolver uma interessante proposta no âmbito da gestão da cidade: o Orçamento Participativo (OP). Através do OP, os cidadãos podem apresentar propostas concretas e votar em projectos, num valor máximo de 5 milhões de euros, para o orçamento do próximo ano. Os projectos mais votados, até ao valor acima referido, serão integrados na proposta de orçamento e plano de actividades municipal.
Convido-vos a aceder ao site http://www.cm-lisboa.pt/index.php?idc=525, registarem-se e votarem no projecto com que mais se identifiquem.
Se não tiverem uma causa própria ou se considerarem que todos são muito válidos ou interessantes, convido-vos a votar no projecto com o número 115 (requalificação do centro do Lumiar por baixo do Eixo Norte Sul) que resulta de uma proposta inicial minha e que poderá permitir que eu ou os meus não vos suje a casa com os sapatos enlameados.
De qualquer modo a votação é até dia 15 de Janeiro e o acto em si permite intervir na vida da cidade apenas teclando no computador.
Até ao momento que vos escrevo só 2260 pessoas votaram o que é desesperadamente pouco.
o exercício da cidadania republicana também vale para monárquicos,
Vota e passa a palavra
joão nuno
Tal como em 2009, quando foi realizada a primeira edição da iniciativa em Lisboa, 10 de Janeiro pretende ser o dia para andar sem calças no metro lisboeta, à semelhança do que tem vindo a acontecer noutras cidades do mundo.
A iniciativa está marcada para as 15 horas de domingo na Praça de Alvalade e de acordo com os organizadores os únicos requisitos são «disposição para tirar as calças no metro» e «capacidade de o fazer sem perder a compostura nem quebrar a personagem».
A promoção da 2ª Viagem Anual de Metro "Sem Calças!" em Lisboa está a decorrer no blogue oficial do grupo e os seus organizadores pedem a quem quiser participar para divulgarem o evento nas redes sociais, para cativar o maior número de pessoas.
Nesse blogue é possível ainda encontrar um conjunto de instruções e dicas, para que tudo corra como se fosse normal.
Texto integral do acordo de princípios entre o Ministério da Educação e os sindicatos.
Face aos condicionalismos existentes e a todos os antecedentes, poder-se-á dizer que o texto final é um acordo razoável, "bem sacado", com compromissos mútuos.
Estamos, de facto, perante um acordo de princípios. Há por aqui muita coisa ainda a legislar, não se sabe bem em que termos. Por exemplo: que tipo de grelhas é que irão ser criadas para a observação de aulas; qual o peso da formação contínua.
Aspectos que me parecem mais positivos: o fim da divisão entre professores titulares e não titulares e a criação de uma carreira única; responsabilização dos mais habilitados por tarefas específicas; a possibilidade de candidatura a especialização funcional em termos de exclusividade ou predominante de determinado tipo de funções; o programa de formação especializada em avaliação.
Aspectos que me parecem menos positivos: a não contagem dos 28 meses em que a carreira esteve congelada; condicionalismos no acesso ao 5º e 7º escalões; o papel do relator (pois é da sua proposta que vai depender o veredicto final); condicionalismos até 2015, para quem se encontra no escalão 9, no acesso ao 10 escalão; contagem dos efeitos da avaliação realizada em 2007/09.
A esquerda parlamentar aprovou hoje a proposta de lei do Governo que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas exclui a adopção, diploma que mereceu o voto contra do PSD e CDS-PP.
Um corrupio por quatro salas, quatro pisos e mais de 14 horas de negociações. Ontem, no Ministério da Educação (ME), foi o tudo por tudo por um acordo, que chegou já durante esta madrugada.
Resta saber quem ganhou o quê com este acordo. Porque é impossível que todos tenham ganho. No meio de tanta negociata é legítimo perguntar o que terão ganho a educação e o ensino.
Pedro Lomba, Público
As escutas fortuitas a José Sócrates no caso Face Oculta começam a cair naquele enorme buraco dos silêncios convenientes. Há muita coisa que não percebemos e contradições que não batem certo. Quase toda a gente já está desatenta ou desinteressada. Os políticos nada dizem porque temem o efeito de ricochete ("não se metem com os outros, para não se meterem com eles"). E, salvo excepções, os juristas portugueses que deveriam exibir o seu desconforto (conforme sucedeu em Itália perante Berlusconi) estão calados.
A perplexidade da opinião pública também tem prazo de validade. Reparem que não é por acaso que temos vindo a conhecer, tardiamente e a conta-gotas, os despachos do procurador-geral da República e do presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). As primeiras certidões com escutas datam do início do Verão. Mas Pinto Monteiro andou desde Novembro para dizer se divulgava ou não o conteúdo do seu despacho de arquivamento, até finalmente recusar a 24 de Dezembro a sua divulgação. O primeiro despacho em que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça sustenta a nulidade dos actos de intercepção e transcrição é de 3 de Setembro, seguido de outro de 27 de Novembro. Mas só há poucos dias é que o seu conteúdo apareceu.
É sempre mais proveitoso publicitar decisões judiciais passíveis de controvérsia quando os factos arrefeceram. Deve ser esse o "amadurecimento das decisões" a que se referia um juiz-desembargador, António Santos Carvalho, num artigo no PÚBLICO de sábado. Só que eu não vejo aqui "amadurecimento". Vejo decisões que se tornaram definitivas pelo decurso do tempo e que foram explicadas a más horas, já num contexto de distanciamento em relação aos factos.
Decisões como essas serão sempre menos escrutinadas e mais ignoradas. Quem é que se deu ao trabalho de ler à lupa os dois despachos de Noronha do Nascimento que declaram a nulidade das certidões com escutas a Sócrates? Quem é que se perguntará sobre o acerto dos seus argumentos e consequências? Quem é que lembrará de questionar por que é que quem delas tinha de recorrer (o Ministério Público) não recorreu?
Em Novembro tomámos conhecimento, pelos jornais, de que as escutas a Armando Vara, autorizadas por um juiz de instrução, tinham interceptado acidentalmente comunicações de José Sócrates. Dessas conversas resultaram "conhecimentos fortuitos" que, segundo os magistrados do processo, indiciariam a prática de crimes. Esses "conhecimentos fortuitos", diz a lei e disse-o Costa Andrade neste jornal, podem ser aproveitados noutro processo, desde que indiciem crimes do catálogo.
Pinto Monteiro chutou tudo para o presidente do STJ e Noronha do Nascimento decidiu o contrário. Sempre que o primeiro-ministro intervier em comunicações interceptadas, o presidente do STJ entende que é dele a competência para autorizar essa intercepção e a sua transcrição; e é dele a competência para decidir se os respectivos "conhecimentos fortuitos" são relevantes para o processo em que foram interceptadas ou para outro processo "instaurado ou a instaurar". Ou seja: tratando-se do primeiro-ministro, o presidente do STJ atribuiu-se a si próprio o poder inigualável para ser simultaneamente juiz de instrução, investigador criminal e titular da acção penal. Pelo meio ainda repreendeu o juiz de instrução de Aveiro, que interpretou a lei como tantos outros interpretariam.
Agora, alguém me explique o seguinte: como é que, com esta interpretação da lei, um primeiro-ministro que no futuro for alvo de uma escuta fortuita pode ser verdadeiramente investigado e sujeito, se for caso disso, ao respectivo procedimento criminal? Para já, a conclusão é simples e trágica: 35 anos após o 25 de Abril, temos um primeiro-ministro, este ou qualquer outro, praticamente blindado, mesmo que confesse os piores crimes. Isto não é um Estado de direito baseado no princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei. Concluam vocês aquilo que é.
A Universidade de Aveiro instalou painéis solares e já consome a energia que produz. O próximo passo será assegurar o aquecimento de mais cinco edifícios da instituição.
Mais de 5000 pessoas foram detidas na China em 2009 no âmbito de uma campanha contra a pornografia na Internet, anunciou o ministério da Segurança Pública, prometendo para este ano uma repressão acrescida.
Numa campanha de "purificação da Internet", as autoridades chinesas oferecem mil euros a quem denunciar sites pornográficos.
A justificação biológica para a maior - ou mais assumida - tendência masculina para a infidelidade não é totalmente descabida. É pelo menos esta a conclusão que se retira do livro Química do Amor e do Sexo, da professora universitária Madalena Pinto. A testosterona - hormona que os homens produzem em quantidades 20 a 30 vezes superiores às mulheres - é a principal culpada.
"Homens com menor tendência para o casamento, ou com maior tendência para o adultério ou ainda com maior propensão para o divórcio demonstram frequentemente um nível médio e alto de testosterona", escreve a professora de Química Orgânica e Química Farmacêutica e Medicinal na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.
Já temos um alibi!
A Amazon revelou que pela primeira vez na história da empresa conseguiu vender mais livros electrónicos para o leitor Kindle do que livros físicos. O marco foi atingido no dia de Natal.
Um canal televisivo de informação estatal chinês transmitiu uma reportagem onde defende que os videojogos online, bastante populares no país, são responsáveis pelo aumento dos casos de toxicodependência, gravidez adolescente e homicídios.
E que mais????
De acordo com a fabricante de antivírus a lista reúne os programas maliciosos que se destacaram em 2009 «pela utilização de engenharia social ou pelos efeitos visíveis nos computadores».
Para facilitar a sua identificação, a Panda Security baptizou cada um dos vírus citados na lista com uma particularidade específica.
No topo do ranking vem o Conficker.C, que é definido pela empresa como «o mais problemático», pois «passou o ano a causar sérias infecções, tanto em empresas como em utilizadores particulares».
O vírus «mais vingativo» foi o DirDel.A, que segundo a fabricante é um malware que «espalha a sua vingança pelos utilizadores infectados, substituindo progressivamente pastas das diferentes directorias com cópias de si mesmo». O nome resulta do facto de o vírus ser «distribuído num ficheiro com o nome Vendetta.exe, com o típico ícone de pastas do Windows», justifica a Panda.
Ao longo da lista encontram-se ainda o vírus «mais viajado» (o Sinowal.VZR, que se escondia em bilhetes de avião falsos), o «mais bisbilhoteiro» (o Waledac.AX, que finge ser um programa gratuito que permite ler SMS de outros utilizadores), o «mais afectivo» (o BckPatcher.C, um worm que substitui a imagem de fundo do ambiente de trabalho do computador infectado com a mensagem ‘virus kiss 2009) ou os «mais hipocondríacos» (o WinVNC.A e o Sinowal.WRN que se propagaram através de mensagens alusivas à gripe A)