10 março, 2009

Webcegonhas



O Webcegonhas – Condoninho da Renata resulta de uma parceria entre o jornal Público, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e a Redes Energéticas Nacionais (REN). É um projecto de divulgação e sensibilização ambiental que pretende dar a conhecer as acções que a REN desenvolve para a conservação da cegonha-branca e que vai permitir o acompanhamento de um ninho da espécie, através da montagem de uma câmara de filmar num apoio de uma linha de muito alta tensão. Imagens que vão poder ser vistas e comentadas em directo num blogue alojado no Público online.

O projecto pode ser lido aqui, assim como se podem ver, em directo, as cegonhas.

Tibete



A China fez do Tibete "Um inferno na terra".

Foram muito duras as palavras que o Dalai Lama usou para falar dos 50 anos da sua fuga para o exílio. Perante milhares de tibetanos reunidos em Dharamsala, na Índia, o líder espiritual reiterou que o Tibete deve gozar de uma “autonomia significativa”. Mas acusou as autoridades chinesas de levar “o inferno para a Terra” no “Tecto do Mundo”.

Público de hoje

09 março, 2009

Cabeça a prémio


A blogosfera está cheia dos dislates de Margarida Moreira, a directora regional da educação do norte. O seu culto pela língua materna tem servido para alimentar muitas glosas.
Agora é a associação de pais do Porto que exige a sua demissão, considerando que é "surda e muda na resolução dos problemas" para além de "irresponsável e incompetente".

Para ouvir na TSF.

Greve não trava exames mas pode atrasar avaliações


Segundo o DN de hoje, "A hipótese de os professores pararem durante as avaliações aos alunos do terceiro período está definitivamente em cima da mesa. Apesar de as paralisações na época dos exames estarem limitadas pelo cumprimento de serviços mínimos, os sindicatos avisam que é possível retardar as notas".

08 março, 2009

Vencer a crise


Boas notícias, neste domingo, dos Europeus de Pista Coberta que se estão a realizar em Turim, na Itália:
- Rui Silva sagrou-se campeão europeu dos 1500 metros.
- Sara Moreira conquistou a medalha de prata nos 3000 metros.

Mea culpa?


Público:
O Grupo Parlamentar do PS admitiu hoje que algumas medidas da actual política educativa "não correram muito bem", apelando aos sindicatos para que respondam ao "esforço de revisão de decisões" do Governo com uma maior "maleabilidade".

Por sua vez Joge Pedreira acusa sindicatos de «inflexibilidade» e «hipocrisia»

Afinal em que é que ficamos?

07 março, 2009

Não havia necessidade!


Notícia do Expresso de hoje:



Ministério da Educação pede desculpa....
Lá fica ferida de morte a menina dos olhos de Sócrates....

90% dos remédios à venda na Net são falsos


Mais de 90% de uma amostra dos remédios adquiridos pelos portugueses na Internet e analisados pelo Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento são contrafeitos. É esta a conclusão de uma investigação que analisou 80 amostras de produtos encomendados em sites não autorizados de venda de medicamentos em 2008.
Os mais comprados são para impotência sexual, cancro e emagrecimento..

O resto da notícia no DN

É hoje, é hoje!







Mais informação aqui ou aqui

06 março, 2009

Cá se fazem, cá se pagam!


Com o título "PS volta a descer nas sondagens e está cada vez mais longe da maioria absoluta", o Público informa que "o Partido Socialista voltou a descer na intenção de voto dos portugueses, segundo revela o barómetro Renascença/SIC/Expresso, da responsabilidade da Eurosondagem, divulgado hoje".

Finalmente uma boa notícia! Já não era sem tempo...

Informação


Os professores da ESVN abaixo assinados, que não entregaram os objectivos individuais, reunidos no dia 4 de Março de 2009, consideraram o seguinte:

1. Não exerceram o direito de definir e entregar os objectivos como forma de protesto perante o modelo de avaliação imposto pelo Ministério da Educação;
2. O facto de não terem entregue os OI não os coloca em situação contrária ao que está disposto na legislação em vigor;
3. Salientam o facto de o Presidente da CAP ter estabelecido objectivos individuais, de acordo com o Projecto Educativo da Escola.

Assinaturas:

05 março, 2009

Fenprof vai apresentar queixa contra o ME


Público de hoje:
A Fenprof entregou hoje a segunda de quatro providências cautelares para suspender a avaliação docente e anunciou que vai apresentar queixas judiciais contra o Ministério da Educação por considerar que a tutela quer obrigar as escolas a “procedimentos ilegais”.

Eureka!!!Já não era sem tempo...

ME alimenta a divisão entre os professores


Os presidentes dos conselhos executivos das escolas acusaram, esta quarta-feira na Assembleia da República, o Ministério da Educação de estar a dividir os professores com o processo de avaliação de desempenho.
Os deputados da oposição apoiaram as denúncias dos professores.

Para ouvir na TSF

03 março, 2009

Quadros interactivos


Notícia no site do Plano Tecnológico
:
O Ministério da Educação deu hoje início à instalação de 6.000 quadros interactivos nas escolas públicas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e com ensino secundário, prevista no âmbito do Concurso Público Internacional para a aquisição de bens e serviços necessários ao fornecimento, instalação, manutenção e help-desk de apoio aos referidos equipamentos.

Só faltam mesmo é os PCs...

Katie Melua


Uma voz serena e soberba...



02 março, 2009

Escolas estão a dispensar professores dos objectivos


Os presidentes dos conselhos executivos das mais de 200 escolas que se opõem ao actual modelo de avaliação estão a dispensar da entrega de objectivos individuais os professores que ainda não o fizeram. Isto apesar de os fundamentos da decisão estarem ainda longe de ser consensuais

Notícia no DN de hoje.

O país (ir)real



Segundo informação constante do Público de hoje, Vilares da Vilariça, situada no concelho de Alfândega da Fé, já tem TV e Internet móvel gratuita.
Em compensação... falta a estrada alcatroada...

01 março, 2009

Que farei com esta "comunicação"?





Trata-se de uma saída aparentemente airosa, pois deixa muita coisa em aberto. Por um lado descompromete, por outro compromete...
É uma forma de notificação original.


Chantagem


No congresso do PS , realizado neste fim-de-semana, Sócrates prometeu que se o PS ganhar as próximas eleições a escolaridade passará a ser obrigatória até ao 12º ano.
Damos de barato que isto já devia ter sido feito há muito. O que impressiona é que esta "promessa" apareça sob a forma de chantagem: querem o alargamento da escolaridade obrigatória? Então votem PS.
É o votas!

A correlação entre recursos e médias


Segundo o Público de hoje:

Os cursos com médias mais altas, como Medicina, são tendencialmente preenchidos por alunos de famílias com mais recursos, revela um estudo na Universidade de Lisboa, que conclui que o acesso ao ensino superior não é “apenas uma questão de mérito”
O estudo também, salienta que “as faculdades com notas de acesso mais baixas (Letras, Psicologia e Ciências da Educação) recrutam sobretudo alunos provenientes de famílias mais desfavorecidas, as filhas e os filhos de empregados administrativos, pessoal dos serviços e vendedores, operários e artífices”.

A impressão com que se fica é que há "estudos" que parece que descobriram a pólvora...Há quanto tempo é que esta correlação é uma evidência?

28 fevereiro, 2009

As editoras e o acordo ortográfico


Diário de Notícias de hoje:
A possibilidade de o Acordo Ortográfico ser implementado já no próximo ano lectivo, em escolas-piloto, está a gerar apreensão entre os editores de livros escolares. Segundo dizem, há muito que esperam conhecer os planos do Ministério da Educação sobre esta matéria. Agora, exigem uma clarificação definitiva.
...
Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, que acusou a Leya de só pensar " no lucro "e chegou a sugerir às escolas que "pensem se querem continuar a usar livros" deste grupo editorial.

...
E não se pode exterminá-los? Ao acordo e ao AA?

27 fevereiro, 2009

Provedor de Justiça já recebeu parecer sobre avaliação docente


Segundo o DN de hoje:
O provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, já recebeu o parecer jurídico onde é posta em causa a constitucionalidade de vários aspectos da avaliação de professores, nomeadamente a questão da obrigatoriedade da entrega dos objectivos individuais.
Entretanto, a Federação Nacional dos Professores entrega hoje, em Lisboa, a primeira de três providências cautelares visando suspender o processo.

Concurso de professores


Foi hoje publicado o decreto-lei 51/2009 que regulamenta o concurso de professores para 2009/12.

26 fevereiro, 2009

Videoprojectores


Trinta mil vídeoprojectores começaram esta quinta-feira a ser distribuídos em escolas públicas do País, cumprindo-se assim mais um objectivo do Plano Tecnológico de Educação (PTE), noticia a Agência Lusa.

A notícia pode ser lida no novo canal informativo TVI24, estreado hoje, cujo aparecimento se saúda e a quem se augura isenta e saudável informação.

As redes sociais estão a mudar o cérebro?


De acordo com o Diário de Notícias de hoje:

Uma Neurologista inglesa alerta para as consequências do Facebook. O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.

Providência cautelar


A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, entrega amanhã, sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

O resto da notícia

25 fevereiro, 2009

Sociedade do espectáculo


Chama-se Jade Goody. Ficou conhecida no Big Brother e agora, que sofre de uma doença de cancro em estado terminal, decidiu fazer, de alguns dos momentos da sua vida, um negócio. Vendeu os direitos do seu casamento por 900 mil euros e vendeu o exclusivo do baptizado dos seus filhos.
Agora prepara-se para vender a sua morte. Em directo. Como convém.

Uns têm jeito para o negócio; outros não têm escrúpulos!

Humor corrosivo


Retomo do Umbigo os descritores marginais dos colegas da Escola Secundária Matias Aires

Excesso de zelo


"A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai devolver os livros apreendidos em Braga, na Feira do Livro em Saldo e Últimas Edições, em virtude de a capa reproduzir uma fotografia de uma obra de arte, informou hoje a Direcção Nacional".
A capa do livro em questão continha uma pintura de Gustave Courbet.

O resto da notícia no Diário Digital.


Este excesso de zelo, à semelhança do que aconteceu com o Magalhães do Carnaval de Torres Vedras começa a ser muito inquietante. Em ambas as situações se verificou uma ordem e, mais tarde, uma contra-ordem, a provar que a ordem foi uma burrice.

24 fevereiro, 2009

Ainda a avaliação: como a teimosia conduz ao caricato



Público, 24.02.2009, Maria do Rosário Gama

Serão o oportunismo, a incoerência, o medo e a conflitualidade os valores que o ministério defende para as escolas?

Desde 10 de Janeiro de 2008, data da publicação do Decreto Regulamentar 2/2008 sobre a avaliação de desempenho do pessoal docente, que as energias do Ministério da Educação têm sido consumidas na imposição do modelo de avaliação de desempenho, contestado desde o início pela sua inaplicabilidade, como veio a ser reconhecido, e que levou ao modelo simplificado, mais conhecido por Simplex, publicado no Decreto-Regulamentar 1-A/2009 no dia 5 de Janeiro (um ano depois do primeiro).
Durante o ano civil de 2008, as Escolas dedicaram horas e horas do seu tempo a reuniões a fim de prepararem todos os mecanismos que conduziriam à aplicação do modelo, tendo algumas delas iniciado mesmo a observação de aulas. Quando foram dados os primeiros sinais de que havia grandes debilidades no processo, a equipa ministerial deveria ter estado atenta aos problemas denunciados e ter suspendido a aplicação do modelo de avaliação, para haver tempo de, ainda no decorrer desta legislatura, se chegar a uma proposta de um novo modelo de avaliação, aceite pela maioria dos intervenientes no processo.
Mas o autismo característico desta equipa não os deixou ouvir o protesto de 100.000 professores na rua no dia 8 de Março de 2008 nem o dos 120.000 professores que voltaram à rua em Novembro de 2008, para contestarem o modelo. A intransigência continuou.
Será que o Governo tem sondagens que lhe garantem que "a teimosia" da ministra da Educação lhes traz maior número de votos? Porque só assim se compreende a insistência na aplicação de um modelo que, mais uma vez, foi denunciado na reunião de Janeiro de 2009, em Santarém, quando os presidentes dos conselhos executivos entregaram à ministra da Educação um manifesto reiterando o pedido de suspensão, baseados na artificialidade desta avaliação: um professor pode atingir o grau de excelente mesmo sem ter aulas assistidas (basta ser avaliador dos colegas) e todos os professores podem ter Bom ainda que as suas aulas assim não o comprovem, uma vez que a componente científico-pedagógica é avaliada "a pedido".
No dia 7 de Fevereiro, 212 presidentes de conselhos executivos, reunidos em Coimbra, emitiram um comunicado cujas conclusões são as seguintes: na legislação publicada não figura nenhuma referência à obrigatoriedade de entrega dos objectivos individuais pelos docentes, nem à sua fixação pelo presidente do conselho executivo; os objectivos constantes no projecto educativo e no plano anual de actividades da escola são referência adequada, em si mesmos, à avaliação de desempenho docente.
Com data de dia 8, foi enviado para as escolas um mail da DGRHE em que é referido que "os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo". Um pouco mais adiante pode ler-se: "Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que: No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (...)"
Este ponto vem de encontro às conclusões dos presidentes dos conselhos executivos: dizer que o director/presidente "poderá" não significa obrigatoriedade de fixar os objectivos, além de que é reconhecida a importância dos objectivos do Projecto Educativo e do Plano Anual de Actividades aprovados e fixados para todo o ano lectivo desde o início do mesmo. Desta polémica resultam situações caricatas, a saber:
- O período de avaliação que seria suposto ter-se iniciado em Fevereiro de 2008, está agora a iniciar-se na maioria das escolas, na sequência da publicação do Decreto Regulamentar 1-A/2009 publicado a 5 de Janeiro, e termina em 31 de Dezembro de 2009.
- Os professores que apresentam agora os seus objectivos, vão fazê-lo tendo em vista a sua prestação até ao final do ano lectivo: terão certamente que garantir a assiduidade, mesmo que até agora não tenha sido a ideal; terão que garantir os apoios educativos ainda que até agora possam ter descurado este aspecto; irão participar em todas as actividades que a escola organizar a partir de agora, mesmo que tenham ficado em casa em comemorações ou actividades levadas a efeito desde o período iniciado em Janeiro de 2008; passarão a relacionar-se activamente com a comunidade e farão todas as acções de formação que lhe faltam, ainda que nenhuma tenha sido disponibilizada. Depois, quando em 31 de Maio entrar o novo director, não necessariamente coincidente com o actual presidente do conselho executivo, o mesmo não poderá avaliar os professores porque não teve contacto funcional com os mesmos durante o tempo necessário para que seja cumprido o processo de avaliação: terá que ser o actual presidente do conselho executivo a avaliar os colegas. Mas pode acontecer que o presidente actual se tenha entretanto aposentado: vai buscar-se a casa para atribuir a avaliação? Ou pode acontecer que, por qualquer motivo, o presidente actual não esteja disponível para se candidatar a director. Neste caso, é já como professor em igualdade de circunstâncias com os seus colegas, que os vai avaliar? E se, eventualmente, um dos professores em avaliação é o novo director que passará a partir de Janeiro de 2010 a avaliar o seu actual avaliador?
Por outro lado, aliciam-se os professores a candidatarem-se a ter aulas assistidas para terem classificação de mérito, à troca de mais uns euros no final de dois períodos de avaliação, apesar de os pressupostos que levaram à contestação deste modelo (professores titulares artificialmente colocados a avaliar os seus colegas, sem os mesmos lhes reconhecerem competências) se manterem. Sendo assim, está a fomentar-se o oportunismo de alguns, eventualmente menos competentes na sua prática lectiva, ao candidatarem-se à classificação de mérito, aproveitando as vagas que as quotas disponibilizam, na ausência de opositores ao processo de avaliação. São estes os valores que o ministério defende para as escolas? Oportunismo, incoerência, medo, angústia, conflitualidade?
Será que a equipa ministerial fica satisfeita com o número de professores que entregaram os objectivos mesmo que isso signifique um clima de perturbação e de agudização de conflitos que contribui para um funcionamento anormal das escolas? Serão estas as virtualidades que a opinião pública vê nesta insistência, mesmo que a avaliação roce a caricatura? É esta situação que é premiada nas sondagens?
Este assunto não perdeu a actualidade: o Ministério da Educação ainda está a tempo de repor a serenidade e a seriedade no trabalho das escolas.

21 fevereiro, 2009

Banhos de sol










Por estes dias (aproveitando a pausa carnavalesca) sabe bem rumar a sul, em demanda se terras mais cálidas e apanhar um banho de sol, por exemplo, nas praias do Ancão, da Manta Rota ou do Barril.

19 fevereiro, 2009

É Carnaval... mas há quem leve a mal!


A blogosfera está ao rubro, alimentada pelos episódios que a época carnavalesca está a suscitar.
Assim, um dos motes é o que se está a passar no agrupamento de escolas de Paredes de Coura, por causa da participação ou não num desfile de Carnaval.
Professores de um lado, Dren e pais do outro e alunos no meio.
Vai ser uma bela refrega (com ou sem máscaras)!
Quem ficará com os despojos?
A notícia

O outro mote, foi dado pelo Ministério Público ao proibir uma sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras.
Já nem se pode brincar aos Magalhães...
Para ouvir na TSF

Convicções e fronteiras


O cardeal D. José Saraiva Martins considerou ontem que «a homossexualidade não é normal» e que "os homessexuais não podem educar crianças".
Em matéria de anormalidade e deseducação a Igreja tem um currículo invejável... E quem tem telhados de vidro...

Para ouvir

Abolir ou não abolir?


Sob o título "Ministério disponível para abolir vagas no acesso a professor titular" o Jornal de Notícias informa:
"O Ministério da Educação manifestou-se esta quarta-feira disponível para abolir a existência de vagas no acesso à categoria de professor titular, a segunda e mais elevada da carreira docente, anunciaram sindicatos de professores".

Contudo.... está pressuposto que continua por abolir o essencial: titulares e não titulares...

A notícia no JN.
A notícia no Público


18 fevereiro, 2009

Explicações, pressões e lapsos



No meio das pressões e dos lapsos MLR lá vai ter que ir à AR para prestar explicações.

Público de hoje:
"Ao mesmo tempo que a representante do movimento dos 212 presidentes de conselhos executivos de escolas denunciava o recurso a "formas de pressão", a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência decidia, ontem, pedir explicações ao Governo sobre o processo de avaliação de desempenho dos professores.
De acordo com a proposta apresentada pelo PSD e aprovada por unanimidade, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues será chamada a dizer quais as "consequências legais e disciplinares" para os professores que não entregarem os objectivos individuais, no âmbito da avaliação. Mas também nas escolas o tema continua a suscitar polémica".

Mais notícias no Público online:

Presidentes de Conselhos Executivos denunciam “pressão” do Ministério da Educação

Pergunta sobre professores que não entregaram objectivos foi “um lapso”

17 fevereiro, 2009

14 fevereiro, 2009

Protesto original no dia dos namorados


"O movimento juvenil da oposição russa Nós decidiu utilizar o Dia dos Namorados para protestar contra a política do Governo chefiado por Vladimir Putin, recorrendo à «greve de sexo»

O resto da notícia no Sol

Professores em guerra jurídica contra ministério


"Nas próximas semanas vai dar entrada no tribunal administrativo uma providência cautelar contra os objectivos individuais da avaliação. Entretanto, os sindicatos e o advogado Garcia Pereira acusam ministério e escolas de intimidação e abuso de poder, e até já admitem possíveis queixas-crime"

O resto da notícia no DN de hoje


Parecer


Parecer (documento completo) de Garcia Pereira sobre a avaliação do desempenho.

Arrasador...


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13 fevereiro, 2009

Parecer arrasa diplomas da avaliação


"Os diplomas relativos ao novo estatuto da carreira docente e ao modelo de avaliação de desempenho contêm "várias ilegalidades" e "múltiplas inconstitucionalidades". É esta a conclusão a que chega o advogado Garcia Pereira, especialista em Direito do Trabalho, num parecer encomendado por um grupo de professores e hoje publicamente apresentado".
O parecer, hoje apresentado, foi encomendado por um grupo de professores a Garcia Pereira, tendo sido pago por cerca de 1 500 docentes.

Ver o resto da notícia no Expresso online.



12 fevereiro, 2009

Charles Darwin


Faz hoje 200 anos que nasceu Darwin. Com ele determinado tipo de visões deixaram de fazer sentido.

A Gulbenkian leva a cabo duas notáveis iniciativas:

A evolução de Darwin - Uma exposição comemorativa

Ciclo de conferências: A Evolução de Darwin

Não há coincidências


Ontem foi anunciada uma Conferência de Imprensa, para o dia 13, às 14 horas, destinada à divulgação do parecer do Dr. Garcia Pereira...

Hoje a FENPROF anunciou que vai realizar uma conferência de imprensa no dia 13, às 15 horas...

Ilações? Cada um que as tire!

Dúvidas pertinentes


Retomo do MUP duas questões que um colega da Escola Secundária de Paredes colocou à Ministra da Educação.

Formação contínua

Mudança de escola

Isto é que vai uma crise!


Cicciolina, a famosa estrela pornográfica, já chegou ao Porto. Tem uma missão ingrata: animar o Salão Erótico da cidade.
Será que vai conseguir? Aceitam-se apostas...

A notícia da TSF de que "O negócio do sexo está a ver os seus lucros afectados pela actual crise financeira", ainda fará sentido?

11 fevereiro, 2009

Conferência de Imprensa


Conferência de Imprensa - Divulgação do Parecer (Completo) do Doutor Garcia Pereira

Lisboa: Hotel Altis, Sala Milão
13 de Fevereiro
14.00 horas

Quando as coisas não correm bem


A propósito da reunião de hoje entre o Ministério da Educação e as estruturas sindicais, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira,dixit:

"Infelizmente não correu tão bem [a reunião com a Fenprof] como a reunião da manhã [com a FNE], não se tendo verificado pontos de convergência que permitam neste momento considerar que o processo negocial venha a concluir-se com um entendimento".

Dúvida metódica: É possível que as coisas corram bem, simultaneamente, para o lado do Ministério e para o lado dos professores?

Mais informação no Público

O uso da Internet no ensino básico


Notícia do Diário Digital:
Mais de 22 por cento dos alunos do ensino básico afirmam que nunca utilizam a Internet na sala de aula e quando o fazem é sobretudo em Tecnologias da Informação e Comunicação e em Área de Projecto.
Segundo um inquérito do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 22,3 por cento dos alunos dizem que «nunca» utilizam a Internet na sala de aula, 64,1 por cento «às vezes», 12,1 por cento «muitas vezes» e apenas 1,5 por cento «todos os dias ou quase».
«As crianças dizem usar pouco a internet na sala de aula, na relação com a escola ou com os professores e muito raramente é introduzida no ensino de disciplinas curriculares».

O Reino da Macacada: Uma carta aberta

Carta aberta da Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima de Esgueira (Aveiro), ao Director Geral dos Recursos Humanos da Educação

Pôr os pontos nos iis...

Crónica de uma morte anunciada


Um texto de Fernando Cortes Leal.

10 fevereiro, 2009

Os 212 magníficos


Comunicado dos 212 Presidentes dos CE reunidos em Coimbra no dia 7 de Fevereiro.

Depois disto, é caso para perguntar: Ainda há quem entregue OIs?

Primeiras achas


Paulo Guinote começou hoje a revelar o conteúdo do parecer de Garcia Pereira, num post siginificativamente intitulado "Da inexistência de qualquer obrigação legal válida de apresentação, pelos docentes, dos seus “objectivos individuais”.
O post de Guinote deve ser digerido em lume brando. Como convém. Fica, desde já, a conclusão para serenar alguns ânimos:
"Em suma: nenhuma obrigação existe fixada por norma legalmente válida, de apresentação pelos docentes dos respectivos objectivos individuais. E, consequentemente, entendemos que, por tal razão, rigorosamente nenhuma consequência, seja ela de natureza disciplinar (e inexistindo qualquer pretensa infracção disciplinar pois que, em Estado de direito, não é devida obediência aos actos ou regulamentos da Administração que contrariem a Lei) ou de outra (v.g. de uma pretensa “suspensão” da respectiva contagem do tempo de serviço".

A notícia no Público de hoje

Para ouvir na TSF
Jornal de Notícias

Começou o incêndio da pradaria...

09 fevereiro, 2009

Irresponsáveis, disse ele!


Segundo a TSF:
"O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, classificou, esta segunda-feira, como «irresponsável» qualquer recurso aos tribunais para contestar a validade da avaliação de desempenho dos professores".

Como é Carnaval... ninguém leva a mal o que diz o secretário de Estado...

Para ouvir na TSF.

Estruturação da carreira


Notícia no site do Ministério da Educação:
"O Ministério da Educação apresentou às associações sindicais propostas sobre a estruturação da carreira, designadamente a introdução de novos escalões e a regulamentação de um prémio de desempenho de acordo com os resultados da avaliação".

Como se pode ver na proposta lá estão algumas cerejas em cima do bolo.
Para aliciar os professores titulares que se encontram, actualmente, no fim da carreira é dada a possibilidade de acederem a um novo escalão, o 4º, se tiverem duas avaliações consecutivas com Muito Bom ou Excelente.
Para os que não conseguirem chegar a titulares, podem ter um novo escalão, o 7º
Só não se percebe como é que isto é apresentado como uma alternativa ao fim da divisão da carreira. Só pode ser por estarmos (quase) em tempo de Carnaval...

Chama-se a isto pescar à linha...

Prelúdio musical


Esta semana a bomba vai rebentar....
Por isso nada melhor do que introduzir já um tema musical a condizer com o que aí vem...BOMBA



08 fevereiro, 2009

Água mole em pedra dura...


Sob o título "Presidentes dos Conselhos Executivos reiteram pedido de suspensão da avaliação de professores", o jornal Público noticia:
"Os 212 presidentes de Conselhos Executivos (PCE) de escolas e agrupamentos de todo o país decidiram hoje, numa reunião que decorreu em Coimbra, reiterar o pedido de suspensão do modelo de avaliação de desempenho dos professores que se encontra em vigor".
...
"Relativamente aos objectivos, lembramos que não há normativos legais que obriguem à sua apresentação e por isso consideramos não haver razão para alarme", disse Isabel Le Guê. Depois, acrescentou que "o importante é que os professores percebam que são livres e que não se sintam coagidos a tomar uma decisão"

07 fevereiro, 2009

Uma conjugação problemática


Notícia do Expresso:
"Apesar da existência de "dificuldades", o processo de avaliação do desempenho de professores está a decorrer com "normalidade" e exige um esforço de recuperação, afirmou hoje a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues".
"Está tudo a correr com normalidade. Com dificuldades, mas com normalidade", afirmou a ministra.

Como é possível conjugar "dificuldades" com "normalidade"?
É caso para dizer, como noutra circunstâcia histórica: Reina a ordem em todo o país!

(Des)Inquietações


Andam mesmo a querer desinquietar-nos a vida!

Testemunho da Teresa Marques na sua Teia.

Toca a malhar!


A propósito de moções... a conversa deu nisto:
Edmundo Pedro, um histórico do PS, afirmou que há um total desinteresse pela discussão das moções. E disse mais: "há quem tenha medo de falar no PS".

Por sua vez, Augusto Santos Silva, ministro da propaganda, afirmou:
"Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique. Estou-me a referir ao PCP e ao Bloco de Esquerda".

Para ouvir na TSF

06 fevereiro, 2009

Eureka!


Parece que finalmente a Fenprof caiu na real, e prepara-se para ir a reboque dos pioneiros. Por vezes, vale mais tarde do que nunca!
Sob o título "Fenprof quer impugnar avaliação dos professores nos tribunais", o Público de hoje informa:
"A Fenprof anunciou esta tarde que vai avançar com um processo de impugnação em tribunal das medidas do Ministério da Educação que simplificam a avaliação dos professores, por duvidar da sua legalidade e constitucionalidade".

Além disso, a notícia esclarece que "Mário Nogueira indicou que, com base nos resultados já apurados na escolas onde terminou o prazo de entrega dos Objectivos Individuais (OI), a Fenprof calcula que no total entre 50 a 60 mil professores não entregarão os OI".

Levantar o véu... e não só


Sob o título "Fumo (Quase) Branco Na Frente De Luta Jurídica", Paulo Guinote aguça o apetite para o que aí vem.
As perspectivas não podiam ser melhores....

Deixa-os pousar!

05 fevereiro, 2009

Sinais contrários


Notícia no Público de hoje:
"Hoje, a três dias da reunião dos Presidentes dos Conselhos Executivos (PCE) marcada para o próximo sábado, em Coimbra, já há mais 52 representantes de escolas do país inscritos do que aqueles que no início de Janeiro se encontraram em Santarém para contestarem o actual modelo de avaliação de desempenho dos professores".

Por sua vez o DN informa:
"A revelação de que houve delegados sindicais a entregarem os seus objectivos individuais de avaliação está a criar mal-estar na Federação Nacional dos Professores (Fenprof). O secretário-geral da estrutura, Mário Nogueira, considera mesmo que quem o fez deve deixar essas funções"

04 fevereiro, 2009

Há sempre alguém que resiste


Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre, Trova do vento que passa

O blog Quadro de Honra e o blog Mobilização e Unidade dos Professores têm vindo a fazer a actualização dos números.
Como se pode verificar, são muitos aqueles que resistem, que dizem não a esta avaliação.
Afinal ainda há muitos professores com espinha dorsal!

03 fevereiro, 2009

Mais de 700 professores já contribuíram para pagar batalha jurídica


Notícia do Expesso online:

O parecer ao advogado Garcia Pereira foi encomendado por um grupo de docentes que quer contestar nas escolas e nos tribunais as regras do Ministério da Educação relativas à avaliação de desempenho.

Em duas semanas, mais de 700 professores responderam ao apelo lançado por um grupo de docentes, depositando 10 euros numa conta bancária criada exclusivamente para pagar um parecer jurídico encomendado ao advogado Garcia Pereira.


Em causa estão aspectos como eventuais penalizações pela não entrega dos objectivos individuais ou a introdução de alterações à lei através de decretos de valor jurídico inferior e que vieram simplificar a avaliação.

...
E tu, já colaboraste?
Aqui está o NIB: 001800032016735902029

A guerra dos números


Segundo o Público de hoje, "O Ministério da Educação (ME) estima que "a maioria" dos professores entregou os objectivos individuais no âmbito do processo de avaliação de desempenho, enquanto os sindicatos, também sem números concretos, garantem que "dezenas de milhares" não o fizeram".
Na Escola Secundária Vitorino Nemésio ainda se procede à contagem rigorosa. Mas uma coisa é já certa: uma esmagadora maioria não entregou os OI.

Ainda é muito cedo para contar espingardas... Na certeza porém de que nem sempre quem tem mais é que ganha a guerra (pois é disso que se trata!).
Veja-se aqui (Promova) uma outra contagem.

...Deixa-os poisar!

02 fevereiro, 2009

Sinais dos tempos (difíceis)


Notícias do país de Obama:

1. Na Florida, um casal ficou muito desgostoso com a morte do seu cão, um Lavrador de nome Sir Lancelot. Por isso pagou 155 mil dólares (cerca de 118 mil euros) para clonar o animal.
2. Natalie Dylan, uma americana de 22 anos, descobriu um verdadeiro filão: decidiu leiloar a sua virgindade. E como há gente capaz de tudo, a parada já vai nos módicos 2,88 milhões de euros.

Ou seja, aqueles que economizaram para os dias piores começam já a gastar, pois os piores dias já chegaram.

Dúvidas metódicas


Os últimos dias foram férteis na revelação de alguns aspectos da natureza humana.

No caso dos docentes, sabemos que foram muitos os que, à última da hora, roeram a corda, e, num ápice, mandaram às urtigas compromissos que tinham tomado e os princípios em que sustentaram o que disseram e o que fizeram nos últimos tempos. Onde está a palavra de honra?

É claro que o Ministério da Educação não deixará de usar o número dos que capitularam, entregando os OI, como uma arma perante a opinião pública.

O que surpreende, na atitude daqueles que capitularam, é o facto de terem deixado cair, de um modo tão fácil, aquilo pelo qual tão empenhadamente lutaram. E ficar-nos-á sempre a dúvida se isso foi feito de modo genuíno.

E assim os vimos passar para o outro lado.
Uns, porque já nem dói nada - bastou entregar o papelinho com a meia dúzia do OI e fica automaticamente garantido o Bom - nem lhes fez grande mossa. Nestes haverá uns que embarcaram nesta via pela facilidade que ela oferecia, enquanto que outros apesar do embarque optaram, de modo consciente, por não concorrer às menções de Excelente e de Muito Bom, em consideração por aqueles que, pelo facto de continuaram fiéis aos seus princípios, decidiram ficar de fora.

Outros há que, de um modo pouco solidário com os colegas que continuam a resistir e a lutar, se vão aproveitar e beneficiar da ausência destes, para concorrerem às menções de Excelente e de Muito Bom, pois será muito mais fácil obtê-las sendo poucos a concorrer do que sendo muitos. Manda a ética que deveriam ter enjeitado esta opção, por uma questão de decoro. Não fazendo isso, ficarão sempre devedores aos restantes colegas. Quer aos que permaneceram nas trincheiras, quer aos que por decoro entregaram OI, mas não embarcaram na candidatura às menções.

Numa situação desta natureza é triste constatar que as conquistas de uns sejam feitas à custa de outros?

Depois disto, e a partir de agora, poderemos continuar a confiar na palavra e a granjear a estima daqueles que, ao roer a corda, tiraram disso proveito, e, nalguns casos, proveito duplo?

Como é que o umbigo de alguns pode ser a coisa mais importante do mundo?

Serão o medo e/ou a incerteza que farão girar uma parte do mundo?

A partir de agora o que vai mudar no clima das escolas?

30 janeiro, 2009

Água mole em pedra dura...


DA NÃO ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS NÃO RESULTA PERDA DE TEMPO DE SERVIÇO

Com a intenção de intimidar os professores e entregarem os objectivos individuais de avaliação, têm sido postos a circular diversos boatos, que vão desde a impossibilidade de concorrer nos próximos concursos até a alegadas perdas de tempo de serviço.

Por exemplo, há professores que foram informados, por escrito, de que, da não entrega de objectivos individuais, resultará a não contagem do tempo de serviço em avaliação para efeitos de futura progressão.
Essa informação não tem qualquer fundamento legal pelo que, sempre que um professor receba tal notificação, deverá dirigir à entidade que o/a notifica, o seguinte Requerimento:

“Eu, (nome), professor do ___ grupo, da Escola/Agrupamento ________________, venho requerer a V.ª Ex.ª, nos termos do disposto nos artigos 120.º a 122.º e 124.º do Código de Procedimento Administrativo, que me sejam dados a conhecer os fundamentos legais da informação recebida de que, por não ter entregado os objectivos individuais de avaliação, me será descontado tempo de serviço para efeitos de progressão.”

A entidade a quem é requerida esta informação fica obrigada a responder por escrito devendo o/a professor/a, logo que receber a resposta, dirigir-se ao seu Sindicato.

A Direcção

Fonte

Novos rumos na formação contínua


Segundo o Público de hoje perspectivam-se algumas alterações no âmbito da formação contínua de professores.

Decorre de 2 de Fevereiro a 2 de Março, o concurso para apresentação de candidaturas ao apoio financeiro do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH) para as acções de formação contínua de professores, para o corrente ano.
O concurso destina-se, exclusivamente, aos Centros de Formação de Associações de Escolas (CFAE) que, depois, deverão contratualizar com as restantes entidades acreditadas (ou seja, as associações profissionais e as instituições de ensino superior), dois terços da formação que cada centro vai gerir.

Isto quer dizer várias coisas:
1. As associações profissionais e as instituições de ensino superior vão deixar de poder candidatar-se directamente aos fundos comunitários, para financiarem a formação que fazem. Assim, a formação que vierem a oferecer vai ter que ser paga pelos formandos.
2. Por outro lado, as associações profissionais e as instituições de ensino superior vão passar a “trabalhar” para os CFAE, ficando na dependência destes.
3. Terminando as candidaturas em 2 de Março, lá para o final do ano, mais coisa menos coisa, deve aparecer o resultado do concurso...

A notícia acrescenta o seguinte:
“O secretário de Estado, Valter Lemos, também não aceita que os docentes tenham sido prejudicados com o atraso na disponibilização de verbas. "Certamente que fizeram formação nos últimos cinco anos ou antes." E, se não for o caso, "têm até fim de Dezembro de 2009 para fazer as 25 horas que, este ano, são necessárias à avaliação", argumentou.”

Enfim, é mais uma acha para a fogueira - que continua em combustão lenta, própria das grandes combustões.

Enterrar a carapuça... ou roer a corda?


Afinal, o burro devo ser mesmo eu…

E, de repente, o Complex virou mais um Simplex! O 2 que o 1 já foi chão que deu uvas!... Era mesmo disto que eu estava à espera! Estava a ver que nunca mais chegava a hora de entregar os objectivos individuais! Sim, porque, agora, esta já é a avaliação que eu queria! Foi por esta avaliação Simplex 2 que eu participei nas manifestações /concentrações e greves que desde o ano passado têm vindo a realizar-se! Foi por esta avaliação Simplex 2 que eu assinei as várias moções com as quais concordei e nas quais assumi que não participaria mais neste modelo de avaliação! Ah! Mas era o Complex! Agora, não! É o Simplex! O 2! O Complex? As quotas? Uf! Isso já lá vai! Consegui que tudo fosse substituído! Valeu a pena todo o meu esforço! Pelo menos até ao próximo ano sou avaliado sem ser pelo Complex! Para o ano regressa o Complex?! Não me vão apanhar desprevenido! Podem contar comigo! Serei o exemplo de coerência e de dignidade que fui este ano! Cá estarei pronto para mais umas manifestações e umas greves! Nem que seja sozinho! Sim, que pela defesa da dignidade da minha classe não há sacrifício que eu não faça! E como não há duas sem três… cá fico à espera do Simplex 3!

José Aníbal Félix de Carvalho – Professor NEDOI (não entregou os objectivos individuais) da Escola Sec. S. Pedro – Vila Real

Publicado por Promova

Garcia Pereira vai alegar inconstitucionalidades


Segundo o DN de hoje, "O advogado Garcia Pereira vai emitir, "no início da próxima semana", um parecer sobre a entrega de objectivos individuais, onde deverá sustentar a existência de inconstitucionalidades na forma como a avaliação de desempenho foi posta em prática".
Agora é que isto vai animar!...

Acrescente-se que Garcia Pereira foi "contratado" por um grupo de docentes, para realizar este trabalho. Paulo Guinote é um dos promotores da iniciativa.
Acontece que vai ser necessário pagar a Garcia Pereira. Por isso, todas as ajudas são bem-vindas para a conta colectiva que está já em andamento. Do género: 5€, 10€, etc...

Fica o número da conta bancária para depósito ou transferência:
NIB: 001800032016735902029
IBAN: PT50001800032016735902029

29 janeiro, 2009

Uma nova divisão na carreira

Ricardo M. sugere, a propósito da situação presente, uma classificação dos professores em Professores DOI e Professores Não DOI. Ou seja, Professores que Definiram os Objectivos Individuais e Professores que Não Definiram os Objectivos Individuais.
Embora reconheça que a sua nomenclatura tem mais sonoridade, e é mais mediática, proponho uma nova designação, mais consentânea com os factos, pois dou de barato que a definição de objectivos existe, independentemente de haver ou não entrega dos mesmos. Por isso, a entrega ou a não entrega é aqui a pedra de toque, e não a definição.
Assim, vou mais longe, e proponho:
1. Uma nova divisão na carreira com a seguinte nomenclatura:
- PEOIProfessores que Entregaram os Objectivos Individuais
- PNEOI - Professores que Não Entregaram os Objectivos Individuais
2. Que a nova divisão e a nomenclatura sejam inscritas na revisão do estatuto da carreira docente que está para acontecer.

Voyeurismo puro... e duro

Segundo o Público "As autoridades inglesas consideram Sócrates suspeito e querem ver as contas bancárias do primeiro-ministro".
Estes Ingleses só querem mesmo é espreitar....

28 janeiro, 2009

Porque não entrego os OI


Vejo, com mágoa, que são muitos os que começam a abandonar o barco. Vejo com mágoa, que muitos saltam a cerca e se passam para o outro lado. E não compreendo como é que o que até agora fez sentido, de repente, deixou de fazer. Que sentido tiveram as greves e as manifestações que fizemos? Que sentido têm as posições que, colectivamente, assumimos?
O que é que mudou? O modelo de avaliação, nós mesmos ou as duas coisas? Como é que o facilitismo do simplex pode fazer com que deixe de fazer sentido tudo aquilo que fizemos até agora? Como podemos, tão facilmente, vender-nos por um prato de lentilhas?

Todos temos razões para vacilar. Cada qual terá, para si mesmo e para os restantes colegas, uma mão cheia de argumentos, provavelmente válidos e presumivelmente justos. Argumentos para abdicar todos temos, pois são os mais fáceis de arranjar. Apesar de válidos e de justos. Eu também tenho os meus que, em substância, não diferem dos da maioria.
Mas quando os coloco num dos pratos da abalança os argumentos que tenho (e que são muitos) para entregar os objectivos individuais, tenho também que colocar no outro prato os argumentos de natureza contrária. Estes, apesar de serem menos, têm o peso dos valores intemporais e, por isso, valem mais. Estou a falar de coerência, dignidade, verticalidade e ética.

Não me vergo, por muito que isso me possa vir a custar os mais diversos dissabores, em termos pessoais e profissionais.
Não me vergo, apesar de saber que outros podem beneficiar da minha verticalidade. Espero que lhes faça bom proveito.
Não sou, nem quero ser, herói nem mártir. Mas, como tudo tem um preço, neste caso assumo a minha responsabilidade e espero que cada qual saiba assumir a sua.

Não pactuo com este modelo de avaliação, edificado sobre uma divisão artificial da carreira em professores e professores titulares, onde muitos destes chegaram não pelo mérito mas por via administrativa.
Não pactuo com este modelo de avaliação, assente sobre quotas que servem propósitos meramente economicistas.
Não pactuo com este modelo, dito de avaliação do desempenho, mas mais preocupado com a avaliação da eficácia do que do desempenho, que abdica de ambas, na sua versão simplex,
Não pactuo com este modelo de avaliação na sua versão simplex, pois isso equivaleria a aceitar a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes.
Não pactuo com este modelo de avaliação na sua versão simplex, porque é imoral definir, a menos de cinco meses do final deste ciclo de avaliação, os objectivos que deveriam ter sido estabelecidos no seu início e válidos para dois anos.
Não pactuo com este modelo de avaliação na sua versão simplex, porque se tornou uma caricatura do que é uma avaliação.
Não pactuo com este modelo de avaliação, por mais voltas que lhe dêem e por mais simplex que o tornem, pois é hediondo, na sua génese.

Não sei bem o que me espera pelo facto de ter decidido não entregar os objectivos individuais. Não sei bem as consequências que aí vêm. Sejam quais forem, cá estarei, no meu posto, confiante que posso continuar a viver de cabeça bem erguida. Numa postura vertical.
E se outros vierem a beneficiar desta minha atitude, espero que vivam bem e que sejam muito felizes com o benefício que a minha postura, eventualmente, lhes possa proporcionar.
Hoje sinto muito orgulho nesta minha atitude e, consequentemente, em ser professor. Lamento que muitos outros não possam dizer o mesmo. Mas dos fracos não reza a história!

Lisboa,28 de Janeiro de 2009

Gonçalo Simões


27 janeiro, 2009

As "melhorias" do 1º Ciclo


O site do Ministério da Educação continua com a propaganda do costume. Aí se diz hoje:
"O estudo sobre a reorganização do ensino no 1.º ciclo, realizado por uma equipa de peritos internacionais independentes, elogia as melhorias introduzidas neste nível de ensino, nos três últimos anos, apresentando recomendações para que as medidas continuem a ser desenvolvidas de uma forma positiva".

O que aí não se diz é que o estudo foi uma encomenda do governo, que foi bem paga. Mal pudera que os peritos internacionais não viessem elogiar. Então paga-se para quê? É o que se chame dinheiro bem empregue!

Veja-se aqui a contra-análise do insuspeito Matias Alves. Arrasadora.
Ramiro Marques faz igualmente uma análise exaustiva e crítica.

26 janeiro, 2009

Esclarecimentos da Fenprof

Esclarecimentos Sobre as Implicacoes Da Nao Entrega de Objectivos1

Professor em avaliação




(Des)orientação


Resposta da DGRHE a um PCE, sobre o que fazer no caso dos professores que não entregam objectivos individuais:

“Recorda-se ainda que os normativos que regulam o modelo de avaliação de desempenho estabelecem princípios e orientações de carácter geral e a avaliação de desempenho docente concretiza-se no respeito pela especificidade e autonomia de cada escola. Neste contexto a escola deve definir se avalia os docentes que não procederam à entrega dos objectivos individuais, do mesmo modo que deve decidir se define os objectivos para os docentes que os não entregarem.

Com os melhores cumprimentos
DGRHE.”

O que se pode concluir daqui é que haverá procedimentos muito diversos a nível nacional. Cada escola fará como entender.... É a república das bananas!

Depoimento


Entregar ou não os OIs: O depoimento de António Galrinho na Educação do meu Umbigo.

Apanhar o comboio das TIC


Cavaco Silva inaugurou hoje o canal da Presidência da República no Youtube. Aqui
Além disso, a Presidência também está presente no Sapo Vídeos, Flickr e Twitter, onde disponibiliza informação relativa às iniciativas que toma.

É um claro sinal de que o PR não quer perder o comboio das novas tecnologias. Ainda bem!

Brandi Carlile - The Story



Começar a semana com a música do momento: The story




25 janeiro, 2009

Recta final

Entrámos na contagem decrescente.
À medida que os prazos para a entrega dos objectivos individuais (OIs) se vão esgotando a intranquilidade vai crescendo.
Muitos dos que desde sempre estiveram contra este modelo de avaliação foram, a pouco e pouco, sendo convencidos pela “bondade” das sucessivas recauchutagens que se foram operando. Se no início a coisa “doía”, agora com a versão simplex a sensação que fica é que já não “dói” nada. Basta entregar um papelinho (desejavelmente um A4) com meia dúzia de objectivos (se forem mais têm que ser justificados!)… e pronto! Está garantido o direito à contagem do tempo de serviço e, consequentemente, à classificação de BOM.
Chegados a esta fase cada qual interroga o amigo, o colega: então vais entregar? A resposta de uns escuda-se na reposta dos outros.

Quantos vão entregar os OIs?
O presidente do CE irá estabelecer os OIs para aqueles que os não entregarem?
Quantos vão concorrer às menções de Muito Bom ou de Excelente?
Quem é mais favorecido em cada um dos cenários?

Tudo depende dos números, é claro. Se numa dada escola/agrupamento todos entregarem os OIs, mas ninguém se candidatar àquelas duas menções ninguém é beneficiado ou prejudicado por isso. Todos estão no mesmo pé de igualdade e em condições de obterem o Bom.
Do mesmo modo, a situação mantém-se, se forem só alguns a entregar os OIs. Não é por uns entregarem e outros não que aqueles benificiam da ausência destes.
Por outro lado, quanto menor for o número de candidatos àquelas duas menções mais hipóteses terão os poucos que se candidatarem de as alcançar. Assim, se um pequeno número de colegas concorrer àquelas duas menções mais fácil será, para cada um deles, conseguir uma das menções.
Por outro lado, se um grande número de colegas concorrer àquelas duas menções mais difícil será, para cada um deles, conseguir alcançá-las.
Em suma, aquilo que alguns conseguem é feito, em parte, à custa do número de colegas que estão (ou não estão) na mesma situação. Ou seja, uns beneficiam, naturalmente, da ausência dos outros. Poder-se-á falar em oportunismo? Em imoralidade?

A que é que se deve esta ausência? Teimosia, casmurrice, partidarismo, antes quebrar que torcer, coerência, integridade e dignidade são conceitos que traduzem realidades e razões de ser diversas. Cada qual sabe das suas.

Interrogação final: como é possível credibilizar um modelo que supostamente vai avaliar um docente durante dois anos e que, na prática, diz respeito a somente 4 meses e meio (Fevereiro a Junho)?

E não se pode avaliá-las?

Segundo o Público de hoje, "o secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, sustentou ontem, em declarações à Lusa, que "não tem absolutas garantias" de que a formação prestada por todas as instituições de ensino superior "corresponda aos padrões de qualidade exigível" à profissão docente. Pedreira adiantou que existem "indícios" de facilitismo e eventual inflação de notas em alguns cursos, e citou os casos da Escola Superior de Educação Jean Piaget, e do Instituto Superior de Ciências Educativas, ambos privados, onde se formou um terço de todos os professores admitidos no sistema nos últimos dez anos.
Esta situação, segundo Pedreira, justifica que se mantenha a exigência de um exame para o ingresso na profissão, conforme estipulado no actual Estatuto da Carreira Docente".


Perguntas:
1. Porque é que não se ataca o problema a montante? Se há instituições de ensino superior que não sabem formar professores, os que são "formados" é que têm que arcar com a responsabilidade disso?
2. Que avaliação é que tem sido feita a essas instituições de ensino superior?
3. Como é que o Secretário de Estado diz o que disse e não faz nada para inverter a situação nessas instituições?

Perguntar "e não se pode avaliá-las?" é uma mera pergunta retórica. Pelos vistos, se tem existido avaliação neste domínio, é mesmo para "inglês ver"....

Quantos seremos?

QUANTOS SEREMOS?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

Miguel Torga

Levar a carta a Garcia

O advogado Garcia Pereira está a fazer um parecer sobre o estatuto da carreira docente e a avaliação dos professores, um trabalho que lhe foi encomendado por Paulo Guinote. Guinote soube levar a carta a Garcia, coisa que outros, com mais responsabilidades, não têm sabido fazer.
Em declarações à TSF, considerou que há várias inconstitucionalidades no processo de avaliação dos professores e no Estatuto da Carreira Docente.


Para ouvir na TSF.


24 janeiro, 2009

Só pode ser mesmo uma cabala!

Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, falou. E disse coisas que colocam o sobrinho em não muitos bons lençóis, no caso Freeport. É caso para dizer: quem tem tios tem sarilhos.
Há quem diga que tudo isto não passa de uma cabala, pois não é possível que Sócrates tenha falado com o inglês Charles Smith. O domínio que na ocasião tinha da língua inglesa não dava para tanto (pois ainda não tinha feito exame de inglês técnico!). Só se tivesse sido através de desenhos...

O Blasfémias explica.

23 janeiro, 2009

Toca a despachar!

Enquanto o Parlamento votava o Projecto de lei do CDS/PP para parar este modelo de avaliação (que tal como se esperava acabou por ser chumbado, tendo-se registado 113 votos a favor e 116 contra), o governo revia e republicava no DR mais um despacho refazendo as famosas grelhas.
Trata-se do Despacho n.º 3006/2009 (ver aqui) que altera e republica o anexo xvi ao despacho n.º 16 872/2008, de 7 de Abril, que aprova os modelos de impressos das fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente, bem como as ponderações dos parâmetros classificativos constantes das fichas de avaliação.

No mesmo Diário da República pode ler-se que a Ministra da Educação, publicou dois outros despachos.
Num deles (Despacho n.º 3007/2009), nomeia a licenciada Maria Helena Fernandes Caniço para sua assesora; no outro (Despacho n.º 3008/2009), nomeia a licenciada Alexandra Isabel Francisco Duarte para prestar funções de assessoria técnica.

Será agora que a Ministra vai passar a ter assesores (mais) competentes?

Proposta da Fenprof

A Fenprof fez a apresentação da sua proposta de carreira e de avaliação do desempenho
Aqui.

Escapadinha

E que tal uma escapadinha por 16€ ou até mesmo menos? Nada mau, não é?
É o que a easyJet está a fazer: a promover voos desde €15,99 por toda a Europa. Há trajectos Madrid - Lisboa desde €11,99.

Aqui.

Obama e a Internet

Segundo informa a Exame Informática, Obama quer usar a Internet para criar mais transparência.
Deste modo, o site da Casa Branca já pôs termo a todas as restrições à cópia de conteúdos aí alojados.
É um sinal muito claro de uma nova postura. Que importa realçar.

Fixação dos objectivos individuais

Foi colocada à DGRHE à seguinte questão:
Quais as consequências legais e/ou de carácter administrativo da não entrega de objectivos individuais por parte dos docentes?

A resposta foi esta:

Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo,

Em resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho, informamos:

O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola. Nas situações em que esse prazo não seja cumprido, deverá o director/presidente do conselho executivo notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências, ou seja, o período sem avaliação, não será considerado para efeitos da evolução da carreira docente.

No entanto, uma vez que, quando existe falta de acordo, prevalece a posição do avaliador, poderá o director/presidente do conselho executivo fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola.

Com os melhores cumprimentos
DGRHE

Ver as respostas da DGRHE a este tipo de questão aqui e também aqui.

Todas as perguntas e respostas da DGRHE sobre a avaliação do desempenho: aqui.

22 janeiro, 2009

Escolas rejeitam simplex





Lista das escolas que, em coerência com posições já assumidas, continuam a dizer Não ao Simplex:

Aqui: Fenprof

Aqui: Ramiro Marques

ou

Aqui: Mobilização e Unidade dos Professores


Dignidade

Colega, se fazes parte dos 120.000 professores que LUTAS por um

* Modelo de Avaliação de Desempenho Justo, Exequível e Formativo,
* um Estatuto da Carreira Docente que promova a tua Dignificação e a da Classe,
* um Ensino Público de Qualidade, Inclusivo e Democrático,

NÃO queres entregar os Objectivos Individuais, mas tens RECEIO, permite que eu possa partilhar contigo INFORMAÇÃO, para que, em consciência e liberdade individual, possas tomar a tua decisão.
Eu já a fiz. NÃO VOU ENTREGAR.

Colega, se fazes parte daqueles a que me dirijo acima MAS que tomaste a decisão de ser Avaliado e pedes para ser avaliado nos parâmetros de MUITO BOM» ou «EXCELENTE», permite que, respeitosamente, te exprima a minha
TOTAL DESAPROVACÃO, POIS QUE A TUA DECISÃO É, em meu entender, ABSOLUTAMENTE OPORTUNISTA.
Firmas a tua ascensão, justamente, sobre Aqueles que estão a lutar pela tua Dignificação e a da nossa classe.

Como podes exigir de mim compaixão, intervenção e ajuda, quando te queixas que os outros (poderão ser os familiares, vizinhos, instituições, órgãos vários, etc.) se comportaram de forma indigna e oportunista para contigo?
Não é exactamente o mesmo que estás a fazer agora?
Que legitimidade moral tens para exigir um Estatuto da Carreira Docente que promova a Dignificação da Classe a que tu pertences?

Colega, permite-me ainda, com todo o respeito, apelar à alteração da tua decisão inicial ( sou uma eterna crente na natureza humana), dizendo-te que estou seriamente convicta de que estamos a um passo da nossa VITÓRIA,
não a hipotequemos agora por um «prato de lentilhas».
Sejamos, TODOS, agora que o precisamos mais do que nunca,
UNIDOS, DIGNOS, CORAJOSOS E FIRMES.

A DIGNIFICAÇÃO DA CARREIRA DOCENTE OBRIGA-NOS A ESTA DIGNIDADE INDIVIDUAL!

Respeitosamente,

Célia Tomás, Professora de Filosofia da Escola Secundária de Odivelas
(20 Janeiro 2009)

21 janeiro, 2009

Aberração

Segundo o Público, "o director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação, Carlos Alberto Pinto-Ferreira, confirmou hoje, em resposta ao PÚBLICO, a alteração do método de classificação dos itens de resposta fechada “verdadeiro/falso” em todas os exames nacionais que contenham aquele tipo de questão. Nas provas anteriores, quem qualificasse de forma errada uma de oito afirmações verdadeiras ou falsas obtinha, ainda assim, a classificação máxima. Nos exames nacionais de 2009 quem errar apenas uma será classificado com zero pontos, não havendo classificações intermédias".

Lá se vai o sucesso estatístico!

Integridade

Em reunião realizada no dia 21/01/2009, relacionada com a avaliação do desempenho docente, os professores da Escola Secundária Vitorino Nemésio presentes na reunião votaram a ratificação da posição tomada em 12 de Novembro de 2008, relativa à suspensão da sua participação neste processo de avaliação do desempenho docente.
Votaram a favor da ratificação 41 professores.
Verificaram-se 10 abstenções.
Não se registaram votos contra.

Oportunismo

A tomada de posse de Obama foi aproveitada para a propagação de mais um vírus na Internet, segundo revelou a Panda Security. Assim, se vir notícias a piscar a dizer que Barack Obama se recusou a assumir a presidência, não vá lá clicar. Essa é apenas a mais nova táctica para propagar código malicioso através da Internet.

A contagem das espingardas

Segundo o Diário Digital "A direcção da bancada do PS está a mobilizar os seus deputados para chumbarem sexta-feira o diploma do CDS-PP que visa suspender a avaliação dos professores, admitindo mesmo tirar «consequências políticas» se o resultado lhe for negativo".
Na hora do desespero vale tudo...

20 janeiro, 2009

A realização de um sonho


Barack Obama tomou hoje posse como 44º presidente dos Estados Unidos, sendo o primeiro Presidente afro-americano do país.
Cumpre-se assim o "I have a dream" de Martin Luther King, de 28 de agosto de 1963.

O discurso da tomada de posse tem realismo, determinação e esperança...

Um discurso realista:
Que estamos no meio de uma crise, já todos sabem. A nossa nação está em guerra, contra uma vasta rede de violência e ódio. A nossa economia está muito enfraquecida, consequência da ganância e irresponsabilidade de alguns, mas também nossa culpa colectiva por não tomarmos decisões difíceis e prepararmos a nação para uma nova era. Perderam-se casas; empregos foram extintos, negócios encerraram. O nosso sistema de saúde é muito oneroso; para muita gente as nossas escolas falharam; e cada dia traz-nos mais provas de que o modo como usamos a energia reforça os nossos adversários e ameaça o nosso planeta.

À mistura com esperança:
Neste dia, viemos para proclamar o fim dos ressentimentos mesquinhos e falsas promessas, as recriminações e dogmas gastos, que há tanto tempo estrangulam a nossa política (...)
A partir de hoje, devemos levantar-nos, sacudir a poeira e começar a tarefa de refazer a América.
Para onde quer que olhamos, há trabalho paraa fazer. O estado da economia pede acção, corajosa e rápida, e nós vamos agir – não só para criar novos empregos mas para lançar novas bases de crescimento. Vamos construir estradas e pontes, redes eléctricas e linhas digitais que alimentam o nosso comércio e nos ligam uns aos outros.
Vamos recolocar a ciência no seu devido lugar e dominar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade do serviço de saúde e diminuir o seu custo. Vamos domar o sol e os ventos e a terra para abastecer os nossos carros e pôr a funcionar as nossas fábricas. E vamos transformar as nossas escolas e universidades para satisfazer as exigências de uma nova era.
Podemos fazer tudo isto. E tudo isto iremos fazer.

(...)

América. Face aos nossos perigos comuns, neste Inverno das nossas dificuldades, lembremo-nos dessas palavras intemporais. Com esperança e virtude, enfrentemos uma vez mais as correntes geladas e suportemos as tempestades que vierem. Que seja dito aos filhos dos nossos filhos que quando fomos testados recusámos que esta viagem terminasse, que não recuámos nem vacilámos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levámos adiante a grande dádiva da liberdade e entregámo-la em segurança às futuras gerações.

A partir de hoje, vira-se uma nova página na história da América. E todos ansiamos que não seja só lá... Assim saiba Obama capitalizar as expectativas que com ele se geraram. Há que vencer os desafios, mesmo sendo difíceis, como diz Barack.