13 fevereiro, 2011

Dirigentes escolares exigem suspensão do processo de avaliação e pedem justiça


O actual modelo de avaliação de desempenho do pessoal docente foi hoje fortemente criticado, no Porto, por muitos dirigentes de escolas públicas que exigem que o Ministério da Educação (ME) o suspenda por que entendem que o modelo em curso “não garante justiça na avaliação nem promove a qualidade da escola pública”. E até se “construir um modelo de avaliação de desempenho simples, exequível e justo, deve, igualmente ser suspensos todos os efeitos dele decorrentes, nomeadamente na progressão na carreira e nos concursos”.

12 fevereiro, 2011

Fotografia vencedora da World Press Photo

O retrato de uma mulher afegã, mutilada no nariz, valeu à repórter sul-africana Jodi Beiber o grande prémio do concurso internacional World Press Photo 2010. O vencedor foi hoje anunciado em Amesterdão. A fotografia, que foi capa da revista “Time” a 1 de Agosto de 2010, revela uma jovem afegã de 18 anos, Bibi Aisha, a quem o marido cortou o nariz e as orelhas por ela ter voltado para a família, depois de o acusar de maus tratos. Bibi Aisha voltou depois a fugir do marido que a maltratava diariamente e contou a sua história. A jovem foi ajudada por uma organização de apoio a mulheres vítimas de violência e enviada para os Estados Unidos, onde mais tarde foi operada.

Argélia: o seguinte?


Cerca de duas mil pessoas estão a marchar no centro de Argel reclamando a mudança de regime e gritando palavras de ordem contra o Presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, apesar do forte dispositivo policial montado para impedir o avanço da manifestação, que foi proibida pelas autoridades.

11 fevereiro, 2011

Egipto: o virar da página


Demorou, mas foi. Ao fim de 18 dias a múmia faraónica ruiu.
Começa um novo ciclo.

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10 fevereiro, 2011

40 por cento das empresas bloqueia redes sociais


40 por cento das empresas bloqueio o acesso dos seus funcionários às redes sociais
Este número é apresentado num relatório da Cisco, que refere ainda que nos casos em que o acesso é permitido os funcionários despendem, em média, 24 minutos para aceder às redes sociais.

Entre os países em que o tempo gasto é maior está a Espanha, com 30 minutos, seguindo-se a França e o Reino Unido com 25 minutos e a Alemanha com 20 minutos.



Wael Ghonim foi a injecção de adrenalina que reanimou a revolta no Egipto

“A liberdade é uma bênção pela qual vale a pena lutar.” A primeira mensagem que Wael Ghonim publicou no Twitter, após dez dias detido, voltou a ser de incitamento à sublevação. O executivo da Google, um dos principais promotores da revolta no Egipto a partir da Internet, estava preso desde 27 de Janeiro. Foi libertado esta segunda-feira.

O carregador único para telemóveis está a chegar à Europa


Já aconteceu a toda a gente: estamos no escritório, o telemóvel apita continuamente avisando que a bateria precisa de ser recarregada, e não há ninguém que nos valha. Cada marca (e, muitas vezes, diferentes modelos da mesma marca) de telemóveis usa o seu próprio carregador. Mas estes dias de incompatibilidade estão para acabar.

09 fevereiro, 2011

We are all Khaled Said Murder




Aqui tão perto

José Vítor Malheiros, Público

Eu preciso de saber quantas pessoas estão neste momento em Tahrir Square.

Há cerca de duas semanas que a minha rotina diária começa e acaba com visitas aos mesmos sites da Internet: a BBC e a Al-Jazira. Claro que não são os únicos e, a par destes, visito muitos outros sites de informação, de canais de televisão, de jornais, de blogues e, como não podia deixar de ser, sigo também os acontecimentos pelo Twitter e pelo Facebook e pelo Flickr e pelo YouTube, nos posts e nos tweets e nas fotos e nos vídeos de jornalistas, de organizações humanitárias, de investigadores, de pessoas comuns, de egípcios e de gente de todas as nacionalidades. Mas a BBC e a Al-Jazira têm sido os meus companheiros fiéis nesta tentativa de acompanhar os acontecimentos no Egipto. Os meus e os de muitos milhões de pessoas, em todo o mundo.

Não me deito sem saber como está a Praça Tahrir, não tomo o pequeno-almoço sem ver o que se passa nas ruas do Cairo. A BBC e a Al-Jazira não me contam apenas o que se passa, nem me mostram só entrevistas com especialistas, com políticos ou com pessoas da rua, nem põem apenas os seus repórteres a contar o que viram. Fazem tudo isso, mas mostram-me o que se passa na praça. E eu preciso de saber quantas pessoas estão neste momento em Tahrir Square. Às vezes preciso de esperar, porque a imagem está em diferido, mas é preciso ver em directo, preciso de ver como as pessoas se movem, se andam ou se correm, se vão todas na mesma direcção ou em sentidos diferentes, preciso de saber onde estão os tanques e quantos são. Preciso de ver como se mexem as figuras em beige. Se há projécteis em fogo pelo ar. Se há dois grupos que correm para a mesma clareira. Aprendi a ler a imagem de Tahrir Square quase como um analista militar. Os canais às vezes dividem o ecrã em dois, para que eu possa ver Tahrir Square de um lado, live, enquanto alguém fala do outro lado do ecrã, no estúdio. É como uma webcam das antigas, daquelas que olhávamos no início da Web, apontada para o quarto de um estudante num qualquer canto do mundo, só para nos mostrar que era possível, só para nos mostrar que estava lá, como uma luz de presença no quarto de uma criança. Só que agora as câmaras da televisão abrem a janela da minha Internet sobre o Cairo. Às vezes, quando abro um destes sites há um pivot a falar sobre outra coisa, um debate, cada vez com mais frequência o vídeo é ocupado com acontecimentos de outros pontos do mundo, mas eu espero para ver como está Tahrir Square. Aquela ilha de liberdade está, de alguma forma, sob a nossa protecção, através das televisões e da Internet. Precisamos de ver e de mostrar a todos que vemos, que sabemos o que se passa - se não noutras ruas pelo menos em Tahrir. Se fomos todos berlinenses com a televisão dos anos 60, nova-iorquinos com a TV cabo em 2001, somos hoje egípcios com a Internet.

Todas estas janelas fazem mais do que mostrar-nos as notícias. A Internet, o Facebook, o Twitter, o Flickr, o YouTube mostram-nos as pessoas. Uma por uma. Não sei se na praça estão 200.000 pessoas ou 2 milhões, mas sei que uma delas é a jovem Miral, sei que muitas foram mobilizadas pela morte do jovem Khaled Said, sei como falam, como se exprimem, como escrevem, sei que são como eu, sei o que querem e o que querem parece-me a coisa mais normal e mais justa do mundo.

E elas sabem que nós sabemos não por causa dos (tardios, tardios) discursos dos políticos, mas porque lhes mandamos mensagens e tweets e comentários às fotos tremidas tiradas com os telemóveis e porque há quem escreva no Flickr MY HEART IS IN EGYPT e porque, apesar de não falarem a mesma língua que nós e de escreverem aqueles rabiscos incompreensíveis nos seus estandartes e nas paredes e nos tanques, eles falam a mesma língua que nós: a procura da liberdade.




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Símbolos


Wael Ghonim é o director de marketing da Google para o Médio Oriente que criou a página do Facebook Kolane Khaled Said (Somos todos Khaled Said). Foi preso e acaba de ser libertado.
Khaled Said foi um jovem assassinado pela polícia em Alexandria e que se tornou um ícone da revolução.


As lágrimas de Wael Ghonim



08 fevereiro, 2011

Veto


Ora aí está a chamada magistratura de influência.... para as piores decisões.

O Presidente da República vetou hoje o diploma do Governo sobre prescrição de medicamentos que permite que a prescrição da marca do medicamento pelo médico seja substituída pelo farmacêutico, quer por medicamentos genéricos, quer por outro essencialmente similar.

07 fevereiro, 2011

Para grandes males....


A senadora socialista flamenga Marlene Temmerman propôs uma iniciativa inédita para resolver o impasse político na Bélgica, que já bateu o recorde de país europeu que mais tempo viveu sem um Governo. Propõe a abstinência sexual para que os políticos se entendam.

05 fevereiro, 2011

O virar da página



O fim de Hosni Mubarak está próximo. Vem aí a transição.


Ciberactivismo


Depois da Tunísia e do Egipto, os ciberactivistas do grupo Anonymous estão a atacar sites pertencentes ao Governo do Iémen

O regime do presidente Ali Abdullah Saleh tornou-se o novo alvo preferido dos membros do Anonymous, um grupo de ciberactivistas apoiantes da liberdade de expressão na Internet.

O primeiro site a ser atacado foi precisamente a página Web do presidente do Iémen.

Tudo o que espoliámos à "geração sem remuneração"

José Manuel Fernandes, Público

Para uns terem "direitos adquiridos" para sempre, outros ficaram sem direitos nenhuns: os mais novos, os nossos filhos.

Quando o FMI chegou pela segunda vez a Portugal, em 1983, eu tinha 26 anos. Num daqueles dias de ambiente pesado, quando havia bandeiras pretas hasteadas nos portões das fábricas da periferia de Lisboa, quando nos admirávamos com ser possível continuar a viver e a trabalhar com meses e meses de salários em atraso, almocei com um incorrigível optimista no Martinho da Arcada. Nunca mais me esqueci de uma sua observação singela: "Já reparaste como, apesar de todos os actuais problemas, a nossa geração vive melhor do que as dos nossos pais? Tenta lembrar-te de como era quando eras miúdo..."

Era verdade: a minha geração viveu e vive muito melhor do que a dos seus pais. E eles já viveram melhor do que os pais deles. Mas quando olho para a geração dos meus filhos, e dos que são mais novos do que eles, sinto, sei, que já não vai ser assim. E não vai ser assim porque nós estragámos tudo - ou ajudámos a estragar tudo. Talvez aqueles que são um bocadinho mais velhos do que eu, os verdadeiros herdeiros da "geração de 60", os que ocuparam o grosso dos lugares do poder nas últimas três décadas, tenham um bocado mais de responsabilidade. Mas ninguém duvide que o futuro que estamos a deixar aos mais novos é muito pouco apetecível. E que o seu presente já é, em muitos aspectos, insuportável.

Começámos por lhes chamar a "geração 500 euros", pois eram licenciados e muitos não conseguiam empregos senão no limiar do salário mínimo. Agora é ainda pior. Quase um em cada quatro pura e simplesmente não encontra emprego (mais de 30 por cento se tiverem um curso superior). Dos que encontram, muitos estão em call centers, em caixas de supermercados, ao volante de táxis, até com uma esfregona e um balde nas mãos, apesar de terem andado pela universidade e terem um "canudo". Pagam-lhes contra recibos verdes e, agora, o Estado ainda lhes vai aplicar uma taxa maior sobre esse muito pouco que recebem. Vão ficando por casa dos pais, adiando vidas, saltitando por aqui e por ali com medo de compromissos.

Há 30 anos, quando Rui Veloso fixou um estereótipo da minha geração em A rapariguinha do shopping, a letra do Carlos Tê glosava a vaidade de gente humilde em ascensão social, fosse lá isso o que fosse: "Bem vestida e petulante/Desce pela escada rolante/Com uma revista de bordados/Com um olhar rutilante/E os sovacos perfumados/.../Nos lábios um bom batom/Sempre muito bem penteada/Cheia de rimel e crayon..."

Hoje, quando os Deolinda entusiasmam os Coliseus de Lisboa e do Porto, o registo não podia ser mais diferente: "Sou da geração sem remuneração/E não me incomoda esta condição/Que parva que eu sou/Porque isto está mal e vai continuar/Já é uma sorte eu poder estagiar..." Exacto: "Já é uma sorte eu poder estagiar", ou mesmo trabalhar só pelo subsídio de refeição, ou tentar a bolsa para o pós-doc depois de ter tido bolsa para o doutoramento e para o mestrado e nenhuma hipótese de emprego. Sim, "Que mundo tão parvo/Onde para ser escravo é preciso estudar..."

É a geração espoliada. A geração que espoliámos.

Sem pieguices, sejamos honestos: na loucura revolucionária do pós-25 de Abril, primeiro, depois na euforia da adesão à CEE, por fim na corrida suicida ao consumo desencadeada pela adesão à moeda única e pelos juros baixos, desbaratámos numa geração o rendimento de duas gerações. Talvez mais. As nossas dívidas, a pública e a privada, já correspondem a três vezes o produto nacional - e não vamos ser nós a pagá-las, vamos deixá-las de herança.

Quisemos tudo: bons salários, sempre a subir, e segurança no emprego; casa própria e casa de férias; um automóvel para todos os membros da família; o telemóvel e o plasma; menos horas de trabalho e a reforma o mais cedo possível. Pensámos que tudo isso era possível e, quando nos avisaram que não era, fizemos como as lapas numa rocha batida pelas ondas: enquistámos nas posições que tínhamos alcançado. Começámos a falar de "direitos adquiridos". Exigimos cada vez mais o impossível sem muita disposição para darmos qualquer contrapartida. Eram as "conquistas de Abril".

Veja-se agora o país que deixamos aos mais novos. Se quiserem casa, têm de comprá-la, pois passaram-se décadas sem sermos capazes de ter uma lei das rendas decente: continuamos com os centros das cidades cheios de velhos e atiramos os mais novos para as periferias. Se quiserem emprego, mesmo quando são mais capazes, mesmo quando têm muito mais formação, ficam à porta porque há demasiada gente instalada em empregos que tomaram para a vida. Andaram pelas universidades, mas sabem que, nelas, os quadros estão praticamente fechados. Quando têm oportunidade num instituto de investigação, dão logo nas vistas, mas são poucas as oportunidades para tanta procura. Pensaram ser professores mas foram traídos pela dinâmica demográfica e pela diminuição do número de alunos. Sonharam com um carreira na advocacia, mas agora até a sua Ordem se lhes fecha. Que lhes sobra? As noites de sexta-feira e pensarem que amanhã é outro dia...

E observe-se como lhes roubámos as pensões a que, teoricamente, um dia teriam direito: a reforma Vieira da Silva manteve com poucas alterações o valor das reformas para os que estão quase a reformar-se ao mesmo tempo que estabelecia fórmulas de cálculo que darão aos jovens de hoje reformas que corresponderão, na melhor das hipóteses, a metade daquelas a que a geração mais velha ainda tem direito. Eles nem deram por isso. Afinal, como poderia a "geração "casinha dos pais"" pensar hoje no que lhe acontecerá daqui a 30 ou 40 anos?

Esta geração nunca se revoltará, como a geração de 60, por estar "aborrecida", ou "entediada", com o progresso "burguês". Esta geração também não se mobilizará porque... "talvez foder". Mas esta geração, que foi perdendo as ilusões no Estado protector - ela sabe muito bem como está desprotegida no desemprego, por exemplo... -, habituou-se também a mudar, a testar, a arriscar e, sobretudo, a desconfiar dos "instalados".

Esta geração talvez já tenha percebido que não terá uma vida melhor do que a dos seus pais, pelo menos na escala que eles tiveram relativamente aos seus avós. Por isso esta geração não segue discursos políticos gastos, nem se deixa encantar com retóricas repetitivas, nem acredita nos que há muito prometem o paraíso.

Por isso esta geração pode ser mobilizada para o gigantesco processo de mudança por que Portugal tem de passar - mais do que um processo de mudança, um processo de reinvenção. Portugal tem de deixar de ser uma sociedade fechada e espartilhada por interesses e capelinhas, tem de se abrir aos seus e, entre estes, aos que têm mais ambição, mais imaginação e mais vontade. E esses são os da geração "qualquer coisa" que só quer ser "alguma coisa". Até porque parvoíce verdadeira é não mudar, e isso eles também já perceberam...

03 fevereiro, 2011

Iémen


Já cheira a jasmim nas ruas do Iémen...

Google Art Project


A Google lançou o googleartproject.com

Cada imagem tem 7 biliões de pixels, o suficiente para fazer zooms impressionantes e não perder nenhum detalhe.

Podemos navegar pelos museus como se fosse o Google Street, visitando salas e acedendo às suas obras, assim como criar as nossas próprias coleções para desfrutá-las posteriormente.

02 fevereiro, 2011

Que parva que eu sou


"Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição. Que parva que eu sou! Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar. Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..."





01 fevereiro, 2011

Google ajuda os egípcios


A empresa norte-americana Google Inc. lançou um serviço especial que permite às pessoas no Egipto enviarem mensagens para o microblog Twitter através de uma simples mensagem de voz por chamada telefónica, dispensando assim o acesso à Internet, que as autoridades no Egipto mantêm bloqueada desde a semana passada.