28 fevereiro, 2009

As editoras e o acordo ortográfico


Diário de Notícias de hoje:
A possibilidade de o Acordo Ortográfico ser implementado já no próximo ano lectivo, em escolas-piloto, está a gerar apreensão entre os editores de livros escolares. Segundo dizem, há muito que esperam conhecer os planos do Ministério da Educação sobre esta matéria. Agora, exigem uma clarificação definitiva.
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Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, que acusou a Leya de só pensar " no lucro "e chegou a sugerir às escolas que "pensem se querem continuar a usar livros" deste grupo editorial.

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E não se pode exterminá-los? Ao acordo e ao AA?

27 fevereiro, 2009

Provedor de Justiça já recebeu parecer sobre avaliação docente


Segundo o DN de hoje:
O provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, já recebeu o parecer jurídico onde é posta em causa a constitucionalidade de vários aspectos da avaliação de professores, nomeadamente a questão da obrigatoriedade da entrega dos objectivos individuais.
Entretanto, a Federação Nacional dos Professores entrega hoje, em Lisboa, a primeira de três providências cautelares visando suspender o processo.

Concurso de professores


Foi hoje publicado o decreto-lei 51/2009 que regulamenta o concurso de professores para 2009/12.

26 fevereiro, 2009

Videoprojectores


Trinta mil vídeoprojectores começaram esta quinta-feira a ser distribuídos em escolas públicas do País, cumprindo-se assim mais um objectivo do Plano Tecnológico de Educação (PTE), noticia a Agência Lusa.

A notícia pode ser lida no novo canal informativo TVI24, estreado hoje, cujo aparecimento se saúda e a quem se augura isenta e saudável informação.

As redes sociais estão a mudar o cérebro?


De acordo com o Diário de Notícias de hoje:

Uma Neurologista inglesa alerta para as consequências do Facebook. O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.

Providência cautelar


A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, entrega amanhã, sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

O resto da notícia

25 fevereiro, 2009

Sociedade do espectáculo


Chama-se Jade Goody. Ficou conhecida no Big Brother e agora, que sofre de uma doença de cancro em estado terminal, decidiu fazer, de alguns dos momentos da sua vida, um negócio. Vendeu os direitos do seu casamento por 900 mil euros e vendeu o exclusivo do baptizado dos seus filhos.
Agora prepara-se para vender a sua morte. Em directo. Como convém.

Uns têm jeito para o negócio; outros não têm escrúpulos!

Humor corrosivo


Retomo do Umbigo os descritores marginais dos colegas da Escola Secundária Matias Aires

Excesso de zelo


"A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai devolver os livros apreendidos em Braga, na Feira do Livro em Saldo e Últimas Edições, em virtude de a capa reproduzir uma fotografia de uma obra de arte, informou hoje a Direcção Nacional".
A capa do livro em questão continha uma pintura de Gustave Courbet.

O resto da notícia no Diário Digital.


Este excesso de zelo, à semelhança do que aconteceu com o Magalhães do Carnaval de Torres Vedras começa a ser muito inquietante. Em ambas as situações se verificou uma ordem e, mais tarde, uma contra-ordem, a provar que a ordem foi uma burrice.

24 fevereiro, 2009

Ainda a avaliação: como a teimosia conduz ao caricato



Público, 24.02.2009, Maria do Rosário Gama

Serão o oportunismo, a incoerência, o medo e a conflitualidade os valores que o ministério defende para as escolas?

Desde 10 de Janeiro de 2008, data da publicação do Decreto Regulamentar 2/2008 sobre a avaliação de desempenho do pessoal docente, que as energias do Ministério da Educação têm sido consumidas na imposição do modelo de avaliação de desempenho, contestado desde o início pela sua inaplicabilidade, como veio a ser reconhecido, e que levou ao modelo simplificado, mais conhecido por Simplex, publicado no Decreto-Regulamentar 1-A/2009 no dia 5 de Janeiro (um ano depois do primeiro).
Durante o ano civil de 2008, as Escolas dedicaram horas e horas do seu tempo a reuniões a fim de prepararem todos os mecanismos que conduziriam à aplicação do modelo, tendo algumas delas iniciado mesmo a observação de aulas. Quando foram dados os primeiros sinais de que havia grandes debilidades no processo, a equipa ministerial deveria ter estado atenta aos problemas denunciados e ter suspendido a aplicação do modelo de avaliação, para haver tempo de, ainda no decorrer desta legislatura, se chegar a uma proposta de um novo modelo de avaliação, aceite pela maioria dos intervenientes no processo.
Mas o autismo característico desta equipa não os deixou ouvir o protesto de 100.000 professores na rua no dia 8 de Março de 2008 nem o dos 120.000 professores que voltaram à rua em Novembro de 2008, para contestarem o modelo. A intransigência continuou.
Será que o Governo tem sondagens que lhe garantem que "a teimosia" da ministra da Educação lhes traz maior número de votos? Porque só assim se compreende a insistência na aplicação de um modelo que, mais uma vez, foi denunciado na reunião de Janeiro de 2009, em Santarém, quando os presidentes dos conselhos executivos entregaram à ministra da Educação um manifesto reiterando o pedido de suspensão, baseados na artificialidade desta avaliação: um professor pode atingir o grau de excelente mesmo sem ter aulas assistidas (basta ser avaliador dos colegas) e todos os professores podem ter Bom ainda que as suas aulas assim não o comprovem, uma vez que a componente científico-pedagógica é avaliada "a pedido".
No dia 7 de Fevereiro, 212 presidentes de conselhos executivos, reunidos em Coimbra, emitiram um comunicado cujas conclusões são as seguintes: na legislação publicada não figura nenhuma referência à obrigatoriedade de entrega dos objectivos individuais pelos docentes, nem à sua fixação pelo presidente do conselho executivo; os objectivos constantes no projecto educativo e no plano anual de actividades da escola são referência adequada, em si mesmos, à avaliação de desempenho docente.
Com data de dia 8, foi enviado para as escolas um mail da DGRHE em que é referido que "os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo". Um pouco mais adiante pode ler-se: "Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que: No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (...)"
Este ponto vem de encontro às conclusões dos presidentes dos conselhos executivos: dizer que o director/presidente "poderá" não significa obrigatoriedade de fixar os objectivos, além de que é reconhecida a importância dos objectivos do Projecto Educativo e do Plano Anual de Actividades aprovados e fixados para todo o ano lectivo desde o início do mesmo. Desta polémica resultam situações caricatas, a saber:
- O período de avaliação que seria suposto ter-se iniciado em Fevereiro de 2008, está agora a iniciar-se na maioria das escolas, na sequência da publicação do Decreto Regulamentar 1-A/2009 publicado a 5 de Janeiro, e termina em 31 de Dezembro de 2009.
- Os professores que apresentam agora os seus objectivos, vão fazê-lo tendo em vista a sua prestação até ao final do ano lectivo: terão certamente que garantir a assiduidade, mesmo que até agora não tenha sido a ideal; terão que garantir os apoios educativos ainda que até agora possam ter descurado este aspecto; irão participar em todas as actividades que a escola organizar a partir de agora, mesmo que tenham ficado em casa em comemorações ou actividades levadas a efeito desde o período iniciado em Janeiro de 2008; passarão a relacionar-se activamente com a comunidade e farão todas as acções de formação que lhe faltam, ainda que nenhuma tenha sido disponibilizada. Depois, quando em 31 de Maio entrar o novo director, não necessariamente coincidente com o actual presidente do conselho executivo, o mesmo não poderá avaliar os professores porque não teve contacto funcional com os mesmos durante o tempo necessário para que seja cumprido o processo de avaliação: terá que ser o actual presidente do conselho executivo a avaliar os colegas. Mas pode acontecer que o presidente actual se tenha entretanto aposentado: vai buscar-se a casa para atribuir a avaliação? Ou pode acontecer que, por qualquer motivo, o presidente actual não esteja disponível para se candidatar a director. Neste caso, é já como professor em igualdade de circunstâncias com os seus colegas, que os vai avaliar? E se, eventualmente, um dos professores em avaliação é o novo director que passará a partir de Janeiro de 2010 a avaliar o seu actual avaliador?
Por outro lado, aliciam-se os professores a candidatarem-se a ter aulas assistidas para terem classificação de mérito, à troca de mais uns euros no final de dois períodos de avaliação, apesar de os pressupostos que levaram à contestação deste modelo (professores titulares artificialmente colocados a avaliar os seus colegas, sem os mesmos lhes reconhecerem competências) se manterem. Sendo assim, está a fomentar-se o oportunismo de alguns, eventualmente menos competentes na sua prática lectiva, ao candidatarem-se à classificação de mérito, aproveitando as vagas que as quotas disponibilizam, na ausência de opositores ao processo de avaliação. São estes os valores que o ministério defende para as escolas? Oportunismo, incoerência, medo, angústia, conflitualidade?
Será que a equipa ministerial fica satisfeita com o número de professores que entregaram os objectivos mesmo que isso signifique um clima de perturbação e de agudização de conflitos que contribui para um funcionamento anormal das escolas? Serão estas as virtualidades que a opinião pública vê nesta insistência, mesmo que a avaliação roce a caricatura? É esta situação que é premiada nas sondagens?
Este assunto não perdeu a actualidade: o Ministério da Educação ainda está a tempo de repor a serenidade e a seriedade no trabalho das escolas.

21 fevereiro, 2009

Banhos de sol










Por estes dias (aproveitando a pausa carnavalesca) sabe bem rumar a sul, em demanda se terras mais cálidas e apanhar um banho de sol, por exemplo, nas praias do Ancão, da Manta Rota ou do Barril.

19 fevereiro, 2009

É Carnaval... mas há quem leve a mal!


A blogosfera está ao rubro, alimentada pelos episódios que a época carnavalesca está a suscitar.
Assim, um dos motes é o que se está a passar no agrupamento de escolas de Paredes de Coura, por causa da participação ou não num desfile de Carnaval.
Professores de um lado, Dren e pais do outro e alunos no meio.
Vai ser uma bela refrega (com ou sem máscaras)!
Quem ficará com os despojos?
A notícia

O outro mote, foi dado pelo Ministério Público ao proibir uma sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras.
Já nem se pode brincar aos Magalhães...
Para ouvir na TSF

Convicções e fronteiras


O cardeal D. José Saraiva Martins considerou ontem que «a homossexualidade não é normal» e que "os homessexuais não podem educar crianças".
Em matéria de anormalidade e deseducação a Igreja tem um currículo invejável... E quem tem telhados de vidro...

Para ouvir

Abolir ou não abolir?


Sob o título "Ministério disponível para abolir vagas no acesso a professor titular" o Jornal de Notícias informa:
"O Ministério da Educação manifestou-se esta quarta-feira disponível para abolir a existência de vagas no acesso à categoria de professor titular, a segunda e mais elevada da carreira docente, anunciaram sindicatos de professores".

Contudo.... está pressuposto que continua por abolir o essencial: titulares e não titulares...

A notícia no JN.
A notícia no Público


18 fevereiro, 2009

Explicações, pressões e lapsos



No meio das pressões e dos lapsos MLR lá vai ter que ir à AR para prestar explicações.

Público de hoje:
"Ao mesmo tempo que a representante do movimento dos 212 presidentes de conselhos executivos de escolas denunciava o recurso a "formas de pressão", a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência decidia, ontem, pedir explicações ao Governo sobre o processo de avaliação de desempenho dos professores.
De acordo com a proposta apresentada pelo PSD e aprovada por unanimidade, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues será chamada a dizer quais as "consequências legais e disciplinares" para os professores que não entregarem os objectivos individuais, no âmbito da avaliação. Mas também nas escolas o tema continua a suscitar polémica".

Mais notícias no Público online:

Presidentes de Conselhos Executivos denunciam “pressão” do Ministério da Educação

Pergunta sobre professores que não entregaram objectivos foi “um lapso”

17 fevereiro, 2009

14 fevereiro, 2009

Protesto original no dia dos namorados


"O movimento juvenil da oposição russa Nós decidiu utilizar o Dia dos Namorados para protestar contra a política do Governo chefiado por Vladimir Putin, recorrendo à «greve de sexo»

O resto da notícia no Sol

Professores em guerra jurídica contra ministério


"Nas próximas semanas vai dar entrada no tribunal administrativo uma providência cautelar contra os objectivos individuais da avaliação. Entretanto, os sindicatos e o advogado Garcia Pereira acusam ministério e escolas de intimidação e abuso de poder, e até já admitem possíveis queixas-crime"

O resto da notícia no DN de hoje


Parecer


Parecer (documento completo) de Garcia Pereira sobre a avaliação do desempenho.

Arrasador...


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13 fevereiro, 2009

Parecer arrasa diplomas da avaliação


"Os diplomas relativos ao novo estatuto da carreira docente e ao modelo de avaliação de desempenho contêm "várias ilegalidades" e "múltiplas inconstitucionalidades". É esta a conclusão a que chega o advogado Garcia Pereira, especialista em Direito do Trabalho, num parecer encomendado por um grupo de professores e hoje publicamente apresentado".
O parecer, hoje apresentado, foi encomendado por um grupo de professores a Garcia Pereira, tendo sido pago por cerca de 1 500 docentes.

Ver o resto da notícia no Expresso online.