13 setembro, 2005

Anestesias

O novo ano lectivo começou hoje, ou melhor, ontem, dado o adiantado da hora. O ano passado foi um início muito agitado devido aos problemas relacionados com a bronca da colocação de professores.
Este ano, de facto, não existiram problemas da colocação. Mas foram criados outros que não são menores: suspensão da progressão na carreira, aumento do tempo para a idade da reforma, aumento do horário de trabalho na escola, redução das horas de acumulação, etc, etc.
Dada a aparente normalidade com que se iniciou o ano lectivo a impressão que fica é que tudo vai bem...O corpo docente está doente ou anestesiado?

3 comentários:

Anónimo disse...

Os professores têm uma profissão de ajuda, a “matéria”com que trabalham são pessoas que necessitam deles. Esta talvez seja uma das razões porque levam o seu trabalho para a frente, esquecendo muitas vezes os seus direitos e as dificuldades por que têm de passar.
Este clima, que este governo em particular criou, em que coloca a opinião pública contra os docentes, não favorece em nada a educação. É só destruir para reinar!... E faz-me lembrar um documentário que vi sobre os judeus no início dos anos 30 na Alemanha. Perante os ataques alguns diziam “Se é só isto aguentamos!” Depois foi o que se viu...

Anónimo disse...

Os professores têm uma profissão de ajuda, a “matéria”com que trabalham são pessoas que necessitam deles. Esta talvez seja uma das razões porque levam o seu trabalho para a frente, esquecendo muitas vezes os seus direitos e as dificuldades por que têm de passar.
Este clima, que este governo em particular criou, em que coloca a opinião pública contra os docentes, não favorece em nada a educação. É só destruir para reinar!... E faz-me lembrar um documentário que vi sobre os judeus no início dos anos 30 na Alemanha. Perante os ataques alguns diziam “Se é só isto aguentamos!” Depois foi o que se viu...

Gonçalo Simões disse...

Esse é, de facto, um dos "handicaps" da nossa profissão.
Não lidamos com anónimos, mas com pessoas que até acabamos por conhecer bem e a quem nos afeiçoamos.
É uma profissão do humano, que não se compadece, por vezes, com interesses pessoais, que até são mais do que legítimos.