03 outubro, 2010

Orçamento participativo

Decorre durante o mês de Outubro a fase de votação nos projectos para a cidade no âmbito do Orçamento Participativo 2010/2011.

Estará disponível on line, no site do orçamento participativo (www.cm-lisboa.pt/op), a lista dos projectos submetidos a votação, elaborados a partir das propostas apresentadas pelos cidadãos na primeira fase do OP.

Tal como nos anos anteriores, a votação decorre on line, através do site do OP, mediante registo do participante. Assim, se ainda não o fez, faça o seu registo no site do orçamento participativo e escolha o seu projecto para a cidade. Se preferir, poderá participar numa Assembleia de Voto, utilizar o Autocarro do OP ou um dos espaços municipais com acesso gratuito à Internet para votar. Veja como no site do OP.

Para qualquer esclarecimento poderá contactar a CML, Direcção Municipal de Serviços Centrais, através do dos telefones 21 798 82 20 / 21 798 94 46 / 21 798 95 04 ou consultar o sítio Web www.cm-lisboa.pt/op.

Participe. Decida.

27 setembro, 2010

Magalhães: quase metade dos professores utiliza-o apenas uma vez por semana


Mais de 22 mil computadores Magalhães já foram distribuídos no 1.º ciclo desde o início do ano lectivo, sendo que quase metade dos professores inquiridos num estudo do GEPE assume que utiliza este equipamento na sala de aula apenas uma vez por semana.
Segundo este estudo, oito por cento dos professores do primeiro ciclo afirmam utilizar o portátil todos os dias, quatro por cento quatro vezes por semana, 14 por cento três dias por semana e 24 por cento duas vezes por semana.

25 setembro, 2010

Com as mãos



Aconteceu no dia 23 de Setembro, o dia em que o Luís faria 50 anos, o lançamento do seu último projecto: "Com as mãos - 24 artistas moçambicanos"
Alexandre Pomar, que apresentou a obra.


O Luís junto a uma das suas obras, uma fotografia de Maputo

23 setembro, 2010

Notícia do dia


Sai livro póstumo do fotógrafo Luís Abelard
Maputo, Quinta-Feira, 23 de Setembro de 2010:: Notícias

UM livro de fotografia retratando o trabalho de artistas plásticos moçambicanos é lançado hoje em Maputo, em evento a ter lugar na Associação Moçambicana de Fotografia (AMF). Da autoria de Luís Abelard, fotógrafo recentemente falecido, a obra é intitulada “Com as Mãos” e retrata o quotidiano de alguns dos principais intervenientes das artes plásticas do nosso país.
Quando concebeu e desenvolveu o projecto, Luís Abelard seleccionou 24 artistas plásticos moçambicanos enquanto trabalhavam nas suas obras, nas condições e nos seus locais habituais. Quis o fotógrafo registar a relação entre o criador e a sua obra, realçar a plasticidade da cor e a magia do movimento, os gestos e os momentos. Também pretendeu provocar o menor ruído possível e conseguir um resultado mais real e natural, mesmo tendo em conta os “riscos” em termos técnicos e estéticos.
As fotografias de cada artista estão acompanhadas por um texto de autores que conhecessem ou estivessem próximos dos modelos – contributos pessoais que, pela sua relação com a arte moçambicana, trazem o lado humano e emotivo de cada um deles.
Os artistas fotografados são Malangatana, Noel Langa, Samate, Bertina Lopes, José Pádua, Mankeu, Shikhani, Chichorro, Reinata, Victor Sousa, Ídasse, Naguib, Bata, Tomo, Gemuce, S. Dunduro, Sitoe, Ndlozy, Saranga, Jorge Dias, Gonçalo Mabunda, Anésia Manjate, Pekiwa e Pinto.
Os autores dos textos são Alda Costa, Álvaro Henriques, António Cabrita, António Sopa, Conceição Siopa, Jorge Dias, José Forjaz, José Luís Cabaço, Luís Carlos Patraquim, Marcelo Panguana, Maria Pinto de Sá, Mia Couto, Nataniel Ngomane, Paola Rolletta e Rita Chaves.
O livro, editado pela portuguesa Athena, uma chancela da editora Babel, será simultaneamente lançado em Lisboa.
O fotógrafo Abelard foi figura presente no panorama artístico nacional, tendo apresentado várias exposições em temáticas diversas, sendo a última das quais “Moçambique: a Ilha a Preto e Cor”, em que retratou a Ilha de Moçambique. A ideia de produzir este livro nasceu-lhe do contacto que foi tendo com as artes plásticas e com estes artistas moçambicanos, com quem cruzou caminhos e trocou impressões sobretudo em várias exposições que a capital do país vem acolhendo.
Falecido nos princípios do mês em Portugal, onde se encontrava em tratamento médico, Luís Abélard completaria hoje 50 anos.

Contra-senso


A escola de Lamego que, no ano passado, foi escolhida pela Microsoft para integrar a rede mundial de escolas inovadoras, fechou as portas. Os 32 alunos da EB1 de Várzea de Abrunhais - que dispunham de wireless e em cujas aulas os Magalhães trabalhavam conectados com o quadro interactivo - foram transferidos para um centro escolar onde não há telefone nem Internet.

22 setembro, 2010

Milhares em defesa da Suécia multicultural

As manifestações em Estocolmo foram desencadeadas por uma rapariga de 17 anos.

Felicia Margineanu está duplamente em choque. Primeiro, pelos avanços da extrema-direita no seu país; depois, porque desde que convocou uma manifestação de repúdio através do Facebook que o telefone não pára.

Aos 17 anos, ainda antes de poder votar, esta é a sua estreia na política.
Por causa dela, milhares de suecos (seis mil segundo a polícia) saíram à rua em Estocolmo na segunda-feira. Ouviam-se palavras de ordem como "Esmaguem os racistas", "Somos pela diferença" e "Sim à vida em conjunto, não ao racismo!". Vozes que antes tinham estado caladas e que agora desafiaram o conforto do sofá. "Depois das eleições havia muita gente a reagir com comentários furiosos. Em vez de ficar sentada, pensei no que poderíamos fazer", conta Felicia Margineanu. Em duas horas teve duas mil respostas e o movimento foi crescendo.

Estava mesmo a pedi-las...




Portugal tecnológico


De 22 a 26 na FIL

19 setembro, 2010

Com as mãos - 24 artistas moçambicanos de Luís Abélard


No dia 23 de Setembro, o dia em que o Luís celebraria os 50 anos, a Babel vai concretizar um dos projectos a que o Luís se dedicou e sobre uma coisa que ele sabia fazer muito bem: fotografar.



17 setembro, 2010

Os porquês do sexo esclarecidos no feminino

Amanhã, dia 18, às 14h00, na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa, realiza-se a conferência "Sexualidade Feminina, Mitos e Verdades.
 Bilhetes: 30€, à venda na Ticketline (www.ticketline.pt).
Site: sexualidadefeminina-mitoseverdades.blogspot.com 

14 setembro, 2010

A guerra da música

Sete anos depois da sua criação, a loja de música online iTunes vai finalmente entrar em guerra com um concorrente de peso: a Google pretende lançar uma loja concorrente a tempo das compras de Natal.


Mais concorrência significa guerra de preços, melhores serviços e maior facilidade de acesso a músicas digitais por parte dos consumidores que não fazem parte do universo da Apple (as músicas do iTunes só tocam em leitores iPod).

A filosofia da Google será diferente da que é seguida pela Apple: a gigante dos motores de busca acredita que o futuro está na "nuvem" (isto é, que todos os conteúdos são guardados e estão disponíveis online, por exemplo em plataformas como o Gmail e o Google Docs). Isso mesmo ficou patente quando a empresa comprou a Simplify Media, que permite sincronizar as músicas que os utilizadores têm guardadas no PC com os seus telemóveis Android. Na verdade, este é o grande objectivo da Google. Aliar a guerra dos telemóveis à guerra da música, apresentando uma alternativa cada vez mais credível ao iPhone e à bateria de serviços que a Apple tem à sua volta. É por isso que o serviço da Google não se limitará a vender músicas, mas também funcionará como um "cacifo" digital, a que se pode aceder a qualquer hora, em qualquer lugar e com qualquer equipamento. No caso da Apple, é preciso ter acesso ao PC ou ao iPod em que estão alojadas as músicas.
 

09 setembro, 2010

Fidel

Fidel Castro não acredita que hoje valesse a pena exportar o modelo cubano. "Já nem funciona connosco", respondeu ao jornalista da revista "The Atlantic".

08 setembro, 2010

Mãe... só há uma

Numa dessas escolas pluri-étnicas que o governo tanto gosta de publicitar, a professora mandou os alunos escreverem uma redacção que terminasse com a frase 'Mãe... só há uma'.
No dia seguinte chamou os alunos um a um para lerem as suas redacções.

O primeiro, Martim, filho de boas famílias lê o seu texto :
'No outro dia eu estava doente, espirrando, tossindo, febril, não conseguia comer nada, não podia brincar, nem vir à escola. Então,à noite, a minha mãe esfregou-me Vick Vaporub no peito, deu-me um leite bem quentinho com um comprimido, tapou-me com o meu edredon, dormi e no dia seguinte acordei bom.'
'Mãe... só há uma.'
Toda a classe aplaudiu, a professora elogiou, e deu-lhe um muito bom.

O segundo, Guilherme, típico representante da classe média, foi o aluno seguinte:
'No dia em que tivemos o último teste eu não sabia nada, não conseguia decorar nada, e comecei a chorar, a pensar que ia ter negativa.
Então a minha mãe sentou-se ao meu lado com o livro, explicou-me a matéria fez-me perguntas e já consegui dormir descansado.

Quando acordei senti que sabia tudo! Vim à escola, fiz a prova e tirei Muito Bom.'
'Mãe...... só há uma'.
A classe, emocionada, aplaudiu o Gui. A professora deu-lhe também um Muito Bom.


Chegou a vez do aluno representante das minorias étnicas, Makongo Ngombo:

'Ontem quando cheguei nos meus barraco, minha mãe estava na cama com um
homem que nem conheço, diferente do da semana passada. Quando me ouviu gritou para mim lá do quarto':
Makongo, seu preto filho da p........... , vai lá nos geladeira e traz duas cerveja.
Aí eu abri a geladeira, olhei lá dentro e gritei pra ela:
 'Mãe......  há uma!'

07 setembro, 2010

Portugal é o oitavo país mais perigoso para navegar na internet

Portugal encontra-se no oitavo lugar na lista dos países mais perigosos para navegar na internet do mundo, elaborada pela empresa de software de segurança, Antivírus Guard (AVG).
Os técnicos da AVG analisaram os registos de incidentes com vírus em mais de 100 milhões de computadores em todo o mundo, durante a última semana de Julho e traçaram um mapa de risco. Portugal aparece assinalado a encarnado – com a probabilidade de ter o computador infectado uma em cada 43 vezes que navega na internet.
Portugal é o único país da União Europeia no top dos 10 países de risco elevado. A lista é liderada pela Turquia. Os Estados Unidos estão em 9º lugar.

Portugal gasta 5200 euros por ano por aluno

Portugal gastou em 2007 cerca de 5200 euros com cada aluno no sector público, ficando no 16.º lugar entre 33 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), segundo um estudo divulgado hoje.

França vai pôr fim à igualdade perante a lei?

José Vitor Malheiros, Público

Os "criminosos de origem estrangeira" são as maçãs podres que contaminam a sociedade dos "verdadeiros franceses"


Os sindicatos franceses convocaram para hoje em todo o país manifestações de protesto contra as reformas da Segurança Social propostas pelo presidente Nicolas Sarkozy. A subida da idade de reforma dos 60 para os 62 anos constitui a principal razão da contestação sindical, mas os desfiles de rua irão certamente focar também outras razões de protesto, como as suspeitas de financiamento ilegal da campanha presidencial de Sarkozy em 2007, as suspeitas de favorecimento fiscal da multimilionária Liliane Bettencourt e de tráfico de influências envolvendo o ministro Eric Woerth e o escândalo do tratamento policial discriminatório dado aos ciganos - dos quais cerca de mil já foram expulsos para a Roménia e Bulgária nos últimos três meses.

As expulsões de ciganos têm sido o pico do icebergue da "política de segurança" de Sarkozy, que prometeu erradicar de França os "elementos criminosos de origem estrangeira". Estes "criminosos de origem estrangeira" são, de acordo com o discurso sarkozista, as maçãs podres que contaminam um tecido social francês de gema que é ordeiro e amante da paz.

Apesar da atenção que as expulsões de ciganos têm merecido - devido, em grande parte, às imagens pungentes captadas quando do desmantelamento de acampamentos de ciganos e da sua deportação -, existe outra medida anunciada, na mesma linha, que se revela ainda mais preocupante, não apenas devido às suas intenções, mas devido à fraca contestação que a oposição lhe tem dedicado.

Trata-se da alteração (i)legal que Sarkozy preconiza, no sentido de retirar a nacionalidade francesa aos franceses naturalizados que cometam crimes graves - nomeadamente contra elementos das forças da ordem. A medida, a ser aprovada, criará duas classes de cidadãos, definindo penas diferentes pelo mesmo crime para cidadãos "franceses de gema" e para "neofranceses", reinstaurando um sistema penal de base étnica de triste memória.

É irrelevante que o Sarkozy-filho-de-emigrantes acredite ou não nas patranhas da particular inclinação para o crime dos "ciganos de origem romena e búlgara" - ao longo do Verão foi preciso afinar o tiro e especificar etnias com cuidados de bordadeira, quando se descobriu que a esmagadora maioria dos chamados "ciganos nómadas" eram afinal... franceses. O que é relevante é que a estigmatização étnica seja possível no século XXI e se traduza em votos. O que Sarkozy pretende não é evidentemente aumentar a segurança, mas apenas garantir a sua reeleição em 2012 e conta com as tiradas e medidas xenófobas para recuperar uma popularidade que atingiu níveis mínimos desde a eleição.

As redes criminosas que existam no meio dos ciganos não são mais perigosas que a actividade dos banqueiros e não é por isso que se deportam os banqueiros - mas estes, como é sabido, são ricos.

Não está aqui em causa se existem redes de crime organizado entre os ciganos e se o nomadismo pode facilitar o seu encobrimento - há provas de que elas existem e a esquerda francesa faz mal em tentar recusar o óbvio. O que está em causa é o estabelecimento da equação cigano=criminoso e estrangeiro=criminoso que o Presidente e o Governo francês têm feito tudo para afirmar, alimentando os mais baixos sentimentos de uma classe média e baixa em perda de poder de compra e risco de desemprego. (Veja-se o apoio popular às declarações racistas do banqueiro Thilo Sarrazin na Alemanha.)

Hoje as ruas das cidades de França vão certamente encher-se de slogans anti-Sarkozy e os manifestantes vão congratular-se na sua solidariedade humanista com os emigrantes. Mas dentro de casa ficará uma camada considerável de pessoas, talvez crescente, para quem Sarkozy fala, que está pronta a aceitar leis diferentes para cidadãos conforme a sua origem geográfica ou a sua cor da sua pele, e que o estarão tanto mais quanto mais a situação social se degradar. Algo que teríamos considerado impensável em 1945.

04 setembro, 2010

Regresso às origens


Ontem, dia 3, completaram-se oito dias sobre a partida do Luís.
Juntámo-nos no Casal para devolver à terra um pouco dele. Moçambique partilhará o resto.






30 agosto, 2010

Até já, Luís



Hoje, dia 29 de Agosto, o Luís Abelard partiu para um outro ciclo, depois de ter vivido uma vida cheia de projectos. Entre eles está o livro de fotografias de 24 artistas moçambicanos "Com as mãos", que sairá em Setembro, e o projecto das fotografias aos amigos.
O meu texto para este projecto, que partilhei com ele em Dezembro de 2009, foi este:


Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.


Eugénio de Andrade


Foi algures, numa sala de aula da Vitorino Nemésio, nos idos anos 80, que tudo começou. Como diz o Alexandre O'Neill:
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

A partir daí foram os lugares e as vivências que nos foram cimentando neste modo de estar, tão nosso, que é mesmo fraterno: Cadaval , ténis, Tábua, comes, Coimbra, alegria, Inatel, cumplicidade, Vilas Covas, dor, Tábua, bebes, Piódão, fotografias, Altura, etc, etc…
E depois há esse lugar telúrico, o Casal, onde apetece sempre voltar, porque aí se semeia e cultiva estima e amizade, de um modo único.
Obrigado, por me teres dado este privilégio de poder ter partilhado contigo uma parte da minha vida.

Um abraço. Até já.

Gonçalo Simões



A resposta do Luís foi esta:

Adorei, adorei, adorei!

Um abração grande e beijos às tuas meninas todas.

luis

27 agosto, 2010

Britânica bate record de escrita de SMS


A britânica Melissa Thompson bateu o recorde do SMS escrito mais depressa de sempre, ao escrever uma frase complicada em 25,94 segundos.
De acordo com a agência Press Association o feito da jovem de 27 anos foi alcançado com um Samsung Galaxy, onde Melissa Thompson escreveu a mensagem «the razor-toothed piranhas of the genera Serrasalmus and Pygocentrus are the most ferocious freshwater fish in the world. In reality they seldom attack a human», em pouco menos de 26 segundos.

26 agosto, 2010

A bicicleta da Volkswagen

A Volkswagen apresentou o seu primeiro veículo de duas rodas.
A “VW e-Bike” não tem pedais, é dobrável, freio a disco nas duas rodas e funciona a bateria que pode ser recarregada no próprio carro, em corrente contínua ou numa tomada AC comum.
Foi concebida para se encaixar perfeitamente no compartimento do pneu de socorro do carro.



Os 50 Melhores Websites de 2010, segundo a Times


Lista dos 50 melhores eleitos pela Times



Vídeo e Música

Vimeo

Movieclips

Grooveshark

MOG

Labuat





Desporto

Sports-Reference

Rotoworld

Yardbarker

Total Pro Sports

Citizen Sports



Família e Crianças

Design Mom

Serious Eats

Babble

Etsy

Sesame Street



Notícias e Informação

Guardian

The Onion

The Daily Beast

National Geographic

WikiLeaks



Finanças e Produtividade

Mint

Wikinvest

StockMapper

Springpad

Wakerupper



Compras e Viagens

Groupon

Gilt Groupe

Rent the Runway

Stay

SeatGuru



Saúde e Fitness

Keas

Mayo Clinic

Walk Jog Run

Exercise TV

Fit by Fun


Redes Sociais

Gowalla

Foodspotting

Linkedin

StockTwits

Tumblr


Jogos

Kongregate

Cactus Squid

Pogo Newgrounds

Games.com



Educação

Livemocha

Chegg

MIT OpenCourseWare

Read Print

TED

Videovigilância

Até ao final do ano aproximadamente mil escolas vão contar com câmaras de vigilância para reforçar a segurança dentro e fora do espaço escolar.

Roger Federer




Site do MInistério da Educação

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Deve ser por causa do estatuto do aluno...

25 agosto, 2010

Cavaco Silva promulgou Estatuto do Aluno


O Presidente da República, Cavaco Silva, já promulgou o Estatuto do Aluno, que acaba com as provas de recuperação e volta a distinguir faltas justificadas e injustificadas.

What a Wonderful World


O músico e compositor norte-americano George David Weiss, criador de What a Wonderful World, imortalizada por Louis Armstrong, morreu aos 89 anos.



24 agosto, 2010

Formas de vida


Uma húngara de 19 anos, identificada como “Miss Primavera” está a leiloar a sua virgindade na televisão, através do canal “Tabu”. A mulher que mede 1,80 cm e que pesa 75 quilos afirma que nunca teve namorado e que está a fazer esta campanha para salvar a casa da mãe.

19 agosto, 2010

Expedição de regresso ao Titanic pode ser acompanhada online


O acompanhamento da expedição, que reúne arqueólogos e oceanógrafos e vai começar no próximo dia 22 de Agosto, vai poder ser feito através de um site criado para o efeito e com a ajuda de várias ferramentas da Web 2.0, como o Facebook, Twitter e YouTube.

Toshiba Libretto W100


Não tem teclado, mas tem dois ecrãs táteis. É o novo Libretto, um ultraportátil pequeno ao ponto de quase poder ser considerado um computador de bolso.




31 julho, 2010

Chegou enfim


Chegou enfim não o tempo do adeus, como diria o Ruy Belo, mas a hora de demandar as terras cálidas do sul.
Vou a banhos....
Voltarei.

30 julho, 2010

Como se continuam a destruir as escolas portuguesas

  José Manuel Fernandes, Público

Os alegados defensores da escola pública são os seus maiores inimigos. Porque não respeitam alunos e famílias.

Estamos na última semana de Julho e há pais a receber em casa cartas a dizerem-lhes que os seus filhos vão mudar de escola. A darem-lhes - teoricamente - a oportunidade de se manifestarem contra essa mudança. E cartas que são assinadas por entidades cuja designação faz lembrar o gonçalvismo: "comissões administrativas" nomeadas para os novos mega-agrupamentos. Comissões que, formalmente, só entram em funções a 1 de Agosto - mas que já estão a assinar cartas.

Isto que se está a passar um pouco por todo o país - desde as aldeias remotas do interior a concelhos das duas grandes áreas metropolitanas - não é incompetência e, muito menos, voluntarismo para "fazer andar as coisas mais depressa". Isto que se está a passar e está a desorganizar a vida de centenas, talvez milhares de escolas e de um número incalculável de famílias é apenas a mais recente manifestação de autoritarismo e centralismo do monstro da 5 de Outubro. Tudo porque no nosso sistema educativo os cidadãos valem pouco e os funcionários - sobretudo os funcionários mais papistas do que o papa - valem muito.

Tudo começou com duas ideias aparentemente boas: uma, a de que seria importante encerrar todas as escolas com menos de 21 alunos, pois, nestas, o grau de aprendizagem é pior e as crianças não socializam; outra, a de que se poderia gerir de forma integrada a rede de ensino, associando sob a mesma direcção os vários níveis de escolaridade.

É certo que qualquer destas ideias tem problemas. O principal óbice ao puro e simples encerramento de muitas microescolas é que estas são dos últimos sinais de vida em regiões do país totalmente desertificadas e envelhecidas. Perdendo a escola, não perdem apenas a companhia dos miúdos durante o dia, por vezes também perdem os seus pais. Por lá vive-se um definhamento que pagamos caro - que pagamos, por exemplo, nas vagas de incêndios florestais que enfrentamos todos os anos.

Já a teoria de que os mega-agrupamentos podem ser mais eficientes desafia experiências recentes em países como a Finlândia ou os Estados Unidos, que recomendam o regresso a escolas de "dimensão humana". Ora, de acordo com os dados oficiais, a média do número de alunos por mega-agrupamento é de 1700. Pior: muitos desses alunos estão espalhados por escolas diferentes, que perderam as suas chefias próprias e que agora foram reunidas porque, tal como fizeram com África as potências coloniais, os personagens de Kafka que habitam as Direcções Regionais de Educação pegaram na regra e no esquadro e trataram de cumprir as metas de "racionalização" definidas pelo poder central. Resultado: nos distritos de Viana do Castelo e de Aveiro ficaram no mesmo agrupamento escolas que distam 40 km entre si; no de Braga há um caso em que essa distância sobre para 60 quilómetros. Em muitos concelhos os mega-agrupamentos agrupam 20, 30, 40, 50 escolas diferentes e, pelo menos num caso, a demência foi ao ponto de juntar 63 escolas sob a mesma "comissão administrativa".

Vamos admitir, mesmo assim, que é bom eliminar todas as escolas com menos de 21 alunos e agrupar as escolas demasiado pequenas. Se existisse apenas esse objectivo, o processo teria de decorrer exactamente ao contrário. Nunca poderia ser uma direcção regional a convocar os directores das escolas e a ordenar-lhes o que deviam fazer. Nunca poderia comunicar-lhes que agora iam "fundir-se" e que, ou se entendiam sobre a nova "comissão administrativa", ou ela decidiria por eles. Nunca poderia ignorar por completo os pais. Nunca poderia tratar as autarquias locais como parceiros menores. Nunca poderia deixar de prestar contas sobre, por exemplo, quanto dinheiro se poupa com a reestruturação e quanto se gasta, depois, em transportes escolares.

Não é só grave o atabalhoamento legal, que poderá levar pais e autarquias a desencadearem providências cautelares que tornarão ainda mais caótico o regresso às aulas. Não é só grave terem-se dissolvido arbitrariamente órgãos de gestão eleitos há poucos meses, e após um processo de envolvimento das comunidades que nem sempre foi fácil. Não é só grave reinar a opacidade, recusando-se o ministério a entregar a lista das escolas que vão fechar apesar de proclamar que serão (reparem na exactidão) 701. O que se passou e vai passar assusta porque revela, mais uma vez, um ministério que funciona de forma tão "iluminada" como autista. Um ministério para quem a realidade não passa de um empecilho à célere concretização das suas medidas esclarecidas.

Mas tudo isto podia ser bem diferente. Imaginem, por exemplo, que o ministério não tinha poder sobre as escolas, que apenas as podia fiscalizar e assegurar padrões mínimos de aquisição de conhecimentos realizando exames nacionais. Imaginem que as escolas eram responsáveis perante os seus utilizadores: os alunos, os pais, as comunidades locais, os educadores. Imaginem que tinham real autonomia e, face a um orçamento, procuravam fazer o melhor e, naturalmente, ter o maior número de alunos. Imaginem que as autarquias eram verdadeiras parceiras, mais próximas e mais responsabilizáveis do que os burocratas do ministério. Imaginem que as escolas públicas tinham liberdade para encontrarem, nas comunidades mais pequenas, a melhor forma de atender as necessidades locais e, nas comunidades grandes, para concorrerem entre si pela excelência. Imaginem que o sistema não discriminava as escolas privadas e que, se uma criança de uma família pobre quisesse ir para uma escola privada, poderia levar consigo o dinheiro que custaria ao Estado a sua educação se continuasse numa escola pública.

Estranho Portugal seria esse onde os cidadãos seriam mais senhores dos seus destinos do que os burocratas iluminados. Estranho Portugal esse onde o império da cunha e da pequena aldrabice daria lugar a relações transparentes e fiscalizáveis. Estranho Portugal esse que se pareceria com a Suécia, com a Dinamarca, com a Holanda. Estranho Portugal esse onde não oscilaríamos entre o dirigismo salazarista, o dirigismo leninista e o dirigismo socratista. E que belo Portugal...

O que se está a passar este ano com o fecho das pequenas escolas e com os mega-agrupamentos é Portugal deste regime no seu pior. Desta vez, ao contrário do que sucedeu com a avaliação de professores, nem sequer existe uma boa causa, há só burocracia, centralismo e autoritarismo em nome de uns centavos. Desta vez, por causa da época do ano, quase não há reacções. Mas desta vez está-se, ao mesmo tempo, a dar uma terrível machadada na única reforma recente do sistema educativo que ia na boa direcção: a que dava mais autonomia e mais responsabilidade às escolas. Só que essa reforma era uma contradição nos seus próprios termos: Portugal é o país em que o "chefe" quer, pode e manda.

Felizmente nem todos amocham.

29 julho, 2010

Novos agrupamentos não têm suporte legal, acusa ANMP

Câmaras e associações de pais ameaçam com providências cautelares para impedir a fusão

A fusão de agrupamentos escolares, que o Ministério da Educação (ME) já deu como concluída, foi feita sem que existisse suporte legal para a sua concretização, denunciou ontem a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). "O Governo precipitou-se", comentou ao PÚBLICO o vice-presidente da ANMP, Fernando Campos, no final de uma reunião da direcção da associação, lembrando que as novas unidades foram criadas antes de ser aprovada a portaria que deveria fixar quais os procedimentos de criação, alteração e extinção dos agrupamentos de escolas e escolas não-agrupadas

Medalhas

Naide Gomes ganhou a medalha de prata no salto em comprimento dos Europeus de atletismo, com 6,92 metros,
Jéssica Augusto conquistou a medalha de bronze nos 10.000 metros.

27 julho, 2010

Um livro que é um computador ou um computador que é um livro?

Lê-se como se fosse num livro, escreve-se como se fosse numa máquina, gere-se como um computador... É o novo portátil da Toshiba, o primeiro do mundo com dois ecrãs. E pode vir a ser o grande concorrente do IPad.
O Libretto W100 é o que se pode chamar um computador de mão. Os seus ecrãs são táteis e medem sete polegadas cada (18 centímetros), e podem transformar-se rapidamente num teclado.

A Índia vai ter portátil a 25 euros


Um computador por 25 euros. Foi este o anúncio feito pelo ministro indiano dos Recursos Humanos, Kapil Sibal, que afirmou que o mesmo chegará às universidades no próximo ano.
O computador terá um ecrã táctil e o sistema operativo Linux, dispondo de um leitor de PDF, de pré-instalação para videoconferência, Wi-Fi, porta USB e 2GB de memória RAM.

Há contolos e.... controlos


"Porque é que o Luís Horta não vai fazer controlo para a c... da mãe dele?"
A frase, que circula na blogosfera, foi atribuída a Carlos Queiroz, mal-humorado no dia em que recebeu a brigada da Autoridade Antidopagem, em pleno estágio da selecção nacional, na Covilhã.

24 julho, 2010

Governo encerra 701 escolas e transfere 10 mil alunos


O Ministério da Educação anunciou ontem a conclusão do processo de reordenamento da rede escolar para o ano lectivo 2010/2011, acrescentando ter chegado a acordo com os municípios para o encerramento imediato de 701 escolas do 1.º ciclo, mais 200 do que o inicialmente previsto. Em Setembro, cerca de dez mil alunos vão por isso começar o ano em novos centros escolares e edifícios que, no entanto, poderão não ser os definitivos.

22 julho, 2010

Estatuto do aluno


A nova versão do Estatuto do Aluno, que acaba com as provas de recuperação e volta a distinguir faltas justificadas e injustificadas, deverá ser aprovada hoje no Parlamento com os votos favoráveis de PS e CDS/PP.

21 julho, 2010

Fenprof exige revisão "urgente" do regime jurídico da formação contínua


A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) exigiu hoje uma revisão “urgente” do regime jurídico da formação contínua, sublinhando que o Governo só a assegura anualmente a 30 por cento dos docentes, apesar de obrigatória.

O rio pela manhã

20 julho, 2010

Amazon já vende mais livros digitais que em papel



Os e-books estão a começar a ganhar mercado. Pelo menos, é o que está a acontecer nos EUA e na loja Amazon.

Os livros para o Kindle, o leitor digital da Amazon, já vendem mais que as versões normais nos EUA. A empresa anunciou ontem que vendeu 143 livros para Kindle por cada 100 em papel nos últimos três meses.

Portugal Tecnológico 2010


A terceira edição do Portugal Tecnológico vai realizar-se entre 22 e 26 de Setembro, dando a conhecer o que se faz nas áreas da tecnologia e da inovação.
O evento, que decorrerá na feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações, irá apresentar as principais novidades tecnológicas com impacto no dia-a-dia do país e das regiões.

16 julho, 2010

O seu a seu dono


Thanks Spain for getting the World Cup for Portugal. It turns out that according to the Tordesilhas Treaty signed in 1494, everything conquered by Spain east of 46 degree meridian, is indeed property of Portugal.
So, can you please Fedex the Cup now to Portugal?

Nove ex-administradores multados, 8 proibidos de exercer


A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários aplicou coimas a nove ex-administradores do BCP, num valor total de 4,325 milhões de euros, por prestação de informação falsa ao mercado e inibiu da actividade bancária oito deles pelo máximo de cinco anos.

Governo inglês recorre ao Facebook para conseguir ideias de poupança


A crise financeira que assola vários países europeus levou o governo inglês a tomar uma atitude inédita. Para conseguir novas ideias para combater a crise e reduzir a despesa o executivo decidiu recorrer ao Facebook.

O objectivo desta iniciativa é conseguir que os mais de 26 milhões de utilizadores desta rede social dêem o seu contributo com sugestões para poupar na despesa pública.

13 julho, 2010

França proíbe véu islâmico


O parlamento francês aprovou hoje, por esmagadora maioria, o projecto de lei que proíbe o véu islâmico integral em espaços públicos.

Leya passa a disponibilizar livros digitais


A partir do próximo mês de Setembro, o Grupo Leya vai passar disponibilizar livros em formato digital, através da livraria mediabooks.pt
Os primeiros livros a serem lançados em formato e-book serão obras de autores como José Saramago, António Lobo Antunes, Mia Couto e José Eduardo Agualusa.

11 julho, 2010

Foursquare é a nova moda nas redes sociais


Imagine que está numa cidade, que entra num restaurante, que escolhe um prato... agarra no telemóvel e torna-se visível para os seus amigos, vira critico de gastronomia, por exemplo, ou jornalista de ocasião. Isto é Foursquare , a nova moda nos Estados Unidos em expansão pelo resto do mundo.

10 julho, 2010

Cabeças há muitas...


O líder da Chechénia, região russa predominantemente muçulmana, elogiou os responsáveis pelos recentes ataques a mulheres que se passeiam de cabeça descoberta.

09 julho, 2010

Pais ponderam providências cautelares para impedir mega-agrupamentos


A Confederação das Associações de Pais (Confap) admite recorrer a providências cautelares para impedir a criação dos mega-agrupamentos de escolas já no início do próximo ano lectivo.

Promessas



Bobbi Eden fez uma promessa original aos seus seguidores no Twitter. Se a Holanda for campeã do mundo de futebol, a famosa actriz porno garante que vai fazer sexo oral a todos os seus seguidores na rede social, que já totalizam mais de trinta mil.
Antes do anúncio, os seguidores da actriz no Twitter não chegavam aos cinco mil, o que significa que mais de 25 mil novos utilizadores estão a levar a promessa bem a sério.

07 julho, 2010

A Internet deixa-nos mais inteligentes


Don Tapscott conduziu um projecto de investigação com um orçamento de quatro milhões de dólares e que envolveu 11 mil jovens em vários países. Os resultados contrariam muitas das críticas comuns ao impacto das novas tecnologias
Investigador, professor universitário, consultor e autor de vários livros, Don Tapscott, um canadiano nascido em 1947, lançou, em 1997, o livro “Growing Up Digital - The Rise of the Net Generation”.

Mais de uma década depois, e tendo por base um projecto de investigação milionário, voltou ao tema e publicou, em 2008, “Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World” (pelo meio, escreveu outros quatro livros sobre o impacto das tecnologias, incluindo, em co-autoria, o best-seller Wikinomics).

Tapscott - que há um ano sugeriu a Barack Obama que pusesse os olhos na iniciativa portuguesa de distribuir computadores aos alunos - esteve em Portugal para a conferência A Escola do Futuro na Era da Economia Digital (organização Diário Económico). Depois da extensa investigação, Tapscott chegou à conclusão de que a maioria das críticas às novas tecnologias é infundada. Mas defende serem precisas muitas mudanças para se aproveitar o potencial da geração que já cresceu online.

Há muita gente a defender que as novas tecnologias estão a criar cérebros preguiçosos, a diminuir a capacidade de atenção e de sociabilização. Há até quem tenha escrito que o Google nos está a tornar estúpidos. A sua posição é que todas estas afirmações são erradas?

Acredito que boa parte do impacto da revolução digital na forma como pensamos, colaboramos e trabalhamos ainda é desconhecido. Mas não concordo, em geral, com quem diz isso. Os dados simplesmente não sustentam essas afirmações. Os jovens são mais espertos do que nunca, o QI está ao nível mais alto de sempre, há mais estudantes a licenciarem-se. Sou contra os argumentos de que os jovens só pensam em 140 caracteres [o limite de caracteres para as mensagens no Twitter] ou têm o nível de atenção de uma mosca.

Mas há um problema. Um terço desta geração é espectacular. Outro terço está a safar-se bastante bem. Mas os que estão em baixo, mesmo em países como os EUA, Canadá ou Portugal, nem sequer estão a acabar o liceu. Sempre foi assim, mas não devia ser. Devíamos ter melhorias nesse último terço, mas isso não está a acontecer. Algumas pessoas culpam a Internet. Mas isso é como culpar a biblioteca pela ignorância dos alunos.

Na sua pesquisa não encontrou nenhuma consequência negativa do uso das tecnologias?

Há todo o tipo de problemas. Os jovens precisam de equilíbrio e às vezes perdem-no. A minha mulher é portuguesa e está a visitar família aqui. Um dos miúdos joga videojogos 40 horas por semana. É demasiado. A privacidade também é outro problema. Os jovens expõem demasiada informação.

Iraniana pode ser apedrejada até à morte

Só uma campanha internacional pode salvar Sakineh Mohammadie Ashtiani, 42 anos, de ser enterrada até ao pescoço e depois apedrejada. Isto, depois de já ter sido castigada com 99 chibatadas para confessar o crime de adultério. A pena capital pode ser aplicada a qualquer momento.

O alerta foi dado por Mina Ahadi, chefe da Comissão Internacional Contra o Apedrejamento e a Pena de Morte , que iniciou uma campanha internacional para pressionar o regime de Teerão a perdoar a mulher.

"Legalmente, não há nada a fazer. Sakineh pode ser apedrejada a qualquer minuto. Por isso mesmo, decidimos começar um movimento internacional. Só isso a pode salvar", disse a activista de direitos humanos.

Fenprof apoia quem queira levar a tribunal “mega agrupamentos” de escolas


A Federação Nacional de Professores vai apoiar os directores e conselhos gerais que pretendam avançar com processos em tribunal relacionados com a constituição de “mega agrupamentos de escolas”, anunciou hoje o seu secretário-geral, Mário Nogueira.

06 julho, 2010

Sinais


Sinais de Fernando Alves. Para ouvir na TSF

Governo adiou reforma curricular do 7.º ao 9.º ano do ensino básico


A reforma do 3.º ciclo foi adiada. No próximo ano lectivo, tudo ficará tal e qual como está. Ao contrário do que a ministra da Educação Isabel Alçada anunciara, não vão ser introduzidas mudanças nos 7.º, 8.º e 9.º anos e os alunos terão a mesma carga disciplinar, tão criticada pela Ministra.


03 julho, 2010

Finlândia: o direito à banda larga


A Finlândia tornou-se ontem o primeiro país do mundo a declarar a banda larga como um "direito legal" para toda a população.
A partir de agora todas as empresas de telecomunicações devem proporcionar aos finlandeses uma ligação a 1 megabite por segundo. Até 2015 essa ligação passará para 100 megabites.

O Conselho das Escolas quer suspender mega-agrupamentos


O Conselho das Escolas vai pedir ao Ministério da Educação (ME) que suspenda a reorganização do sistema educativo, que prevê a criação de mega-agrupamentos de escolas. Os directores das escolas públicas querem que o processo volte à estaca zero e que a sua implementação seja discutida com professores e pais. O documento saído de uma reunião daquele órgão, realizada ontem, critica o Governo por ter tomado a decisão sem antes ter consultado as comunidades educativas.

30 junho, 2010

Mitos e realidades


A propósito do mundial

Cumpriu-se o mar e o império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal.

Fernando Pessoa

Agora vai começar a caça às bruxas...

28 junho, 2010

12% da internet é pornografia


Diariamente, um quarto das pesquisas na internet são sobre pornografia sendo que 116 mil destas procuras são sobre pornografia infantil. A cada segundo são gastos 2500 euros e cerca de 28 mil pessoas estão a ver pornografia na internet.
Nos EUA, 40 milhões de pessoas admitem ser consumidores regulares de pornografia, destes um em cada três são mulheres. No emprego, 20% dos homens admite ver pornografia, contra 13% das mulheres.

Entretanto foi hoje aprovada, pela entidade responsável pela regulação da Internet, a criação de um domínio .xxx, destinado aos sites com conteúdos de pornografia

FIFA proíbe repetições de jogadas duvidosas nos estádios


O seleccionador Javier Aguirre foi o primeiro a dar o mote, confessando que a equipa só protestou depois de ter visto no ecrã gigante que Tévez estava em posição irregular no lance do primeiro golo. Horas antes, no Alemanha-Inglaterra, os adeptos também conseguiram perceber que o remate de Lampard bateu quase meio metro dentro da baliza.

Menos de um dia depois, a FIFA informou os responsáveis pela transmissão de conteúdo nos ecrãs que não podem ser mostradas repetições de lances duvidosos durante os jogos.

Afinal.... a quem é que interessa esconder a verdade?

26 junho, 2010

A resistência ao fecho de escolas


O processo de reorganização da rede escolar, desencadeado pelo Ministério da Educação, está a esbarrar no terreno com a oposição firme de órgãos escolares, autarquias, professores e associações de pais que estão a rejeitar muitas propostas de encerramentos de escolas e a fusão de agrupamentos. Concelho a concelho, de norte a sul do país, há queixas de ausência de diálogo, manifestações, ameaças de providências cautelares e até dentro do PS surgem vozes críticas pela forma como o processo está ser conduzido.

24 junho, 2010

Seis em cada dez menores dizem ter tido más experiências online


Sessenta e dois por cento das crianças e jovens inquiridos pela empresa de segurança informática Symantec dizem ter tido uma experiência negativa online, como exposição a nudez ou tentativas de contacto por parte de estranhos.

Das experiências negativas referidas, a mais comum foi a tentativa de contacto por parte de estranhos em redes sociais – o que aconteceu a 41 por cento das crianças e jovens. A segunda situação mais frequente foi a infecção por vírus informáticos. Já um quarto dos inquiridos queixou-se por terem sido exposto a nudez ou imagens violentas de forma involuntária e dez por cento falaram de estranhos que os tentaram convencer a conhecerem-se pessoalmente.

23 junho, 2010

Professores: nova legislação


«A carreira docente passa a estruturar-se numa única categoria, terminando a distinção entre professores e professores titulares».

Alteração ao Estatuto da Carreira Docente

 Nova regulamentação da avaliação do desempenho


O Google Maps já dá indicações em português e depois do Verão será possível pesquisar itinerários por voz no telemóvel, sem escrever


Um milhão de portugueses já usa o Google Maps no telemóvel, e dentro de pouco tempo poderão pedir um itinerário em voz alta, sem precisar de premir uma tecla. Esta será a próxima adição ao serviço Google Maps Navigation, que a gigante dos motores de busca acaba de disponibilizar com indicações sonoras em português.

Justificações para a ausência de Cavaco Silva

José Vítor Malheiros, Público

Os que dizem que nada justifica a ausência do PR no funeral de Saramago não têm uma pinga de razão.

1ª - Cavaco Silva nunca leu José Saramago. Tentou uma vez mas sempre achou aquelas frases demasiado compridas e complicadas e com pontuação muito, mas muito mal feita. Nunca percebeu por que razão havia (e há) pessoas que dizem que Saramago é um grande escritor mas suspeita que eles também nunca o leram e que o fazem apenas por pedantaria e porque são comunistas. É verdade que Nobel veio abanar um pouco esta convicção, mas apenas durante dez minutos. Afinal, não há nenhuma razão para que o Nobel também não tenha sido dado a Saramago por pedantaria e comunismo (os nórdicos não parece por causa do design, mas são muito comunistas).

2ª - Cavaco Silva leu Saramago. Fez sacrifício mas leu. Leu mas não gostou. O estilo de Saramago tem um... não sei... não gosta. Não é como... como outros escritores de que gosta, prontos. E os temas não lhe interessam muito. E o enredo parece-lhe fraco. Muita parra, pouca uva. Tudo aquilo podia-se contar de outra maneira. E há ali muito desrespeito pela tradição católica. Muito. E pela história de Portugal e pela religião. Aquilo nem é bem literatura, é quase só despeito.

3ª - Cavaco Silva não sabe se gosta ou não dos livros de Saramago. Mas sabe que antipatiza profundamente com o homem. Saramago dá-lhe cá uma raiva que ele nem sabe. E agora que morreu ainda mais porque toda a gente diz que ele era um figura ímpar da cultura portuguesa.

4ª - Saramago era um escritor medíocre. A verdadeira crítica de Saramago foi feita por um membro do Governo de Cavaco Silva em 1992, Lara, então subsecretária de Estado da Cultura - por quem aliás o Doutor Jivago se viria a apaixonar num filme lindíssimo.

5ª - Saramago era comunista. E ateu.

6ª - Só lá iam estar comunistas e companhons de Rute e até podia ter de ouvir coisas desagradáveis.

7ª - Alguém que pode escolher os Açores e escolhe Lanzarote só merece desprezo.

8ª - Cavaco Silva tem de mostrar que é diferente de Manuel Alegre, que é um homem de cultura.

9ª - Cavaco Silva é presidente de todos os portugueses, mas o Saramago não é espanhol? A mulher pelo menos tem um sotaque.

10ª - Isso de "presidente de todos os portugueses" não pode ser visto de uma forma fundamentalista.

11ª - Os Açores estavam óptimos, óptimos.

12ª - Cavaco Silva tinha prometido à família umas férias nos Açores e não tinha prometido nada ao Saramago.

13ª - Se tivesse de ir ao funeral de todos os portugueses que ganharam um Nobel não fazia mais nada.

14ª - Os dois dias de luto nacional significam que Saramago era uma figura nacional ímpar a quem o país muito deve e que os portugueses admiram e respeitam, mas o PR só vai aos funerais de figuras de três dias de luto para cima.

15ª - Depois da triste figura que o seu Governo fez quando censurou O Evangelho segundo Jesus Cristo, Cavaco Silva jurou que odiaria Saramago para além da morte. Talvez tenha sido exagerado, mas uma jura é uma jura.

16ª - O PR só vai a funerais de amigos ou conhecidos.

17ª - Não era na outra semana?

Fica provado que há não uma mas várias justificações para a ausência do Presidente da República nas cerimónias fúnebres de Saramago. A ausência pode ter sido devida a iliteracia, sectarismo, grosseria, mesquinhez, cálculo político, medo, provincianismo, confusão entre o gosto pessoal e pose de Estado ou outra razão.

21 junho, 2010

Violações prevenidas por preservativos... com dentes


Um homem que tente violar uma mulher que esteja a usar o "Rape-aXe" não esquecerá o crime: com uns ganchos que se cravam na pele do pénis do violador, o preservativo feminino é o mais recente método anti-violação.

Professores 'adoecem' para não ver exames


A julgar pelo volume de atestados médicos apresentados anualmente por esta altura, a época de exames nacionais não parece fazer bem nenhum à saúde dos professores. Para se esquivarem à tarefa de correcção das provas, são muitos os que metem baixa.

José Saramago

CARTA PARA JOSEFA, MINHA AVÓ

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo - e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira - sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietnan é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa; já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (contaste-mo tu ou terei sonhado que mo contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos - e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti - e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são como as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila necessidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»
É isto que eu não entendo - mas a culpa não é tua.

19 junho, 2010

Pacheco: "O primeiro-ministro mentiu"

Pacheco Pereira, na sua declaração de voto, respondeu às duas perguntas que estiveram na base do inquérito: se o Governo interveio ou não no processo e se Sócrates mentiu ao Parlamento.

"Sim, houve participação governamental (em particular com origem no primeiro-ministro e executada por quadros do PS colocados em posições cimeiras em empresas em que o Estado tem qualquer forma de participação directa ou indirecta) numa tentativa de, em ano eleitoral, controlar vários órgãos de comunicação social, nomeadamente a TVI".

"Sim, o primeiro-ministro sabia, foi informado pessoalmente do que se passava e, por via indirecta, conhecemos indicações suas sobre o modo como os executantes deviam proceder. E, por isso, mentiu ao Parlamento. Ele não queria ter a fama (de controlar a comunicação social), sem ter o proveito (de a controlar de facto) e procedeu e permitiu que procedessem em consequência, conforme as suas intenções publicamente anunciadas no congresso do PS."

Relatório foi aprovado pelo PSD, CDS, PCP e BE. O PS votou contra. E o presidente da comissão, Mota Amaral, absteve-se.


18 junho, 2010

Out of Africa



Guloso envia ketchup à selecção

Chega amanhã a Joanesburgo, África do Sul, um carregamento de 100 quilos de ketchup da Guloso, dirigido à selecção nacional de futebol.


Pacheco Pereira. "As escutas provam tudo"


Na sua declaração de voto, Pacheco Pereira diz que era fácil concluir a partir das escutas que o primeiro-ministro mentiu, e afirma que a Comissão de Inquérito será julgada politicamente por ter sido impedida de chegar à verdade.

17 junho, 2010

Stand by me


Basta clicar aqui e assistir a uma coisa absolutamente impressionante, quer a nível técnico, quer a nível musical.
Trata-se de um grupo de pessoas, que não se conhecem entre si .. É aqui que entram os técnicos de som e de imagem, voluntários e sem remuneração, que se ocuparam de captar o som de cada um dos "cantores", individualmente a nível mundial (uma vez que são actuações ao ar livre e isso é extremamente difícil de fazer sem "ruídos exteriores").
Posto isto e remisturado, atingindo um nível de pureza musical notável, chegamos a esta maravilha musical conseguida através de alta tecnologia, e que num instante, junta as pessoas de todo o mundo, fazendo-as sentir e falar ao mesmo tempo a mesma linguagem universal... a música.
Momentos como este, de grande dedicação e generosidade, fazem-nos ainda ter alguma esperança na "raça humana"


http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=253974
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16 junho, 2010

Isto vai mal quanto a novos causídicos


Cerca de 90 por cento dos 275 licenciados em Direito que realizaram, em Março, o exame de acesso ao estágio da Ordem dos Advogados (OA) foram excluídos.

A santíssima ignorância

Rui Tavares, Público

Um dia Rui Pedro Soares será apenas um nome que ligaremos a um escândalo político que já lá vai. Pouco antes de desaparecer na obscuridade, porém, decidiu fazer declarações em que comparava a comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI aos "tribunais da Inquisição".

Rui Pedro Soares talvez não entenda que, enquanto este for lembrado, o seu nome será para os portugueses (incluindo, não pense ele outra coisa, aqueles que votam no seu partido) o emblema da mediocridade e da arrogância que chega ao poder e ao privilégio por intermédio de favorecimentos e favoritismos, que exerce esse poder da forma mais gabarolas e irresponsável, tendo como único objetivo satisfazer o mando do político que o pôs naquele lugar, e que para desempenhar tal tarefa é pago num ano muito mais do que muitos portugueses esforçados e honestos ganham trabalhando a vida toda.

Por gente como ele, Ricardo Rodrigues, e outros, se falará um dia de "tralha socrática".

Para a maioria dos portugueses (incluindo os do PS) Rui Pedro Soares não passou nunca de uma espécie de capanga de luxo, encarregado de despachar os trabalhinhos sujos dos outros. Para lá disso, a sua atitude só surpreendia pela desfaçatez e descaramento. E agora juntou-lhe uma ignorância gritante e ofensiva.



Vamos recapitular brevemente as principais diferenças entre um tribunal da Santíssima Inquisição e uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Num tribunal da Inquisição, Rui Pedro Soares poderia ser preso por denúncias anónimas ou meros rumores. Uma vez preso, ficaria nas masmorras até que os seus juízes se dessem por satisfeitos com as suas declarações. Ficar em silêncio não seria, evidentemente, um opção. Rui Pedro Soares seria provavelmente torturado para falar. O tribunal teria então de determinar se ele estava ou não arrependido e, para tal, agradeceria se ele pudesse denunciar mais três ou quatro pessoas. Depois de um tempo de prisão indeterminado, Rui Pedro Soares poderia ser sujeito a castigos corporais ou à pena de morte.

Tenha-se ainda em conta que o Tribunal da Inquisição (ou tribunais, por eram vários) tinham uma rede de milhares de espiões pelo país todo (os "familiares") e que, além de um tribunal religioso era também uma agência étnica/racial que pôs durante um par de séculos milhares de portugueses a elaborarem certidões para provarem que não tinham antepassados judeus (as "habilitações de limpeza de sangue e geração").

Agora a Comissão Parlamentar de Inquérito, vulgo CPI. Rui Pedro Soares foi chamado a uma comissão composta por representantes eleitos da nação que pretendiam extrair um julgamento político de certos acontecimentos de que ele tinha sido um ator-chave. Sendo o julgamento político, a CPI não se destinava a punir nem a castigar. Acresce ainda que, com razão ou sem ela, a CPI se auto-limitou na utilização de certos meios de prova (as célebres escutas). Lá chegado, Rui Pedro Soares decidiu não falar, tal como noutra comissão tinha decidido falar durante largos minutos sobre futebol e outros assuntos que ocuparam desnecessariamente tempo precioso. Toda a gente achou que ele estava no seu direito e não lhe aconteceu nada por isso.

As diferenças estão claras. Deveríamos estar todos satisfeitos por uma CPI não ser como a inquisição, a começar por Rui Pedro Soares. Em troca, ele deveria poupar este povo cansado à exibição da sua pesporrente ignorância.

15 junho, 2010

Google Docs permite colaboração em tempo real


A Google introduziu novas funcionalidades nas aplicações de produtividade Docs. A principal novidade surge no modo de colaboração que permite editar documentos em tempo real.

Navegar é preciso



14 junho, 2010

Três em cada quatro alunos copiam na universidade


Nas universidades, três em cada quatro alunos assumem copiar nos exames e 90 por cento destes já o faziam no liceu. Às cábulas tradicionais vieram entretanto juntar-se métodos mais sofisticados, partilhados na internet.


13 junho, 2010

Ministério da Educação gasta 1,8 milhões de euros com exames


O Ministério da Educação vai desembolsar quase 1,8 milhões de euros para assegurar a correcção de 356 127 exames do secundário previstos.
Cada professor que corrigir uma prova de exames nacionais do 10.º ao 12.º anos tem "direito à importância ilíquida de cinco euros".

Os chumbos estão a diminuir devido a limpeza nas estatísticas


É uma relação de causa e efeito que está patente nas estatísticas dos últimos anos divulgadas pelo Ministério da Educação: mais do que a um alegado maior facilitismo dos exames, a queda abrupta de chumbos entre os alunos do 3º ciclo e do ensino secundário tem ficado a dever-se sobretudo ao número crescente de jovens "desviados" para as vias profissionalizantes, na sequência de uma reforma aprovada em 2004 pelo ministro do PSD, David Justino, e que foi concretizada e ampliada nos anos seguintes pela ministra socialista Maria de Lurdes Rodrigues.
"Indirectamente, induziu-se assim uma melhoria dos resultados que, infelizmente, não tem a ver com uma melhoria da qualidade do ensino ou dos alunos. Trata-se tão-só de um efeito estatístico", frisa ao PÚBLICO Joaquim Azevedo, membro do Conselho Nacional de Educação e investigador da Universidade Católica do Porto.

11 junho, 2010

Mau serviço


O Público de hoje informa:
Os sites e endereços de correio electrónico de milhares de escolas públicas que se encontravam alojados nos servidores das Fundação para a Computação Científica Nacional estiveram inacessíveis durante pelo menos oito dias devido à migração destas páginas para uma nova plataforma de rede fornecida pela Portugal Telecom.

Acontece que as plataformas Moodle estão igualmente em baixo. O mais estranho é que ninguém diz o que se passa. Ninguém responde aos e-mails enviados....

Relatório PT/TVI: Primeiro-ministro mentiu ao Parlamento


O relatório final da comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI conclui que o primeiro-ministro, José Sócrates, não disse a verdade ao Parlamento quando, a 24 de Junho de 2009, afirmou não ter conhecimento da tentativa de entrada da PT no capital da TVI.

10 junho, 2010

Celebrar

Pedro Lomba, Público

Mais que uma vez tenho escrito sobre este dever: o dever de comemorar. "Quem muito cronica muito repetica", disse uma vez João Bénard da Costa (fez um ano que o escritor morreu e lembro-o agora). Hoje, dia 10 de Junho, feriado de Camões e das Comunidades, tenciono repetir-me. Não para me juntar aos cronistas fatais do nosso declínio, explorando obsessões com o passado. Mas porque quero falar da exacta frustração que sempre senti num país que praticamente não celebra nada, que, pior, parece alimentar uma raiva envergonhada contra a dimensão comemorativa que deve existir na vida pública.

Nós, portugueses, não celebramos. E o pouco daquilo que celebramos (vitórias futebolísticas, certas festas religiosas) chega para demonstrar como temos sido rotineiramente ensinados para não celebrar nada. Temos sido educados para recusar o dever de comemorar na política e fora da política, desprezando rituais, símbolos, imagens, memórias colectivas, toda essa corrente de experiências não racionais de que as sociedades e as pessoas também dependem.

Há um cinismo de direita que consiste em apresentar o país como irremediavelmente perdido. Mas há um cinismo de esquerda, mais nocivo porque mais tolerado, que ataca a própria existência de uma cultura da celebração. Podemos comemorar talvez a descida do desemprego, porque reduzimos a política à economia. Tudo o resto passará por proselitista e controverso. Mas não se pensa que, para fazer descer o desemprego, é também importante que um país se organize em torno de valores colectivos, que celebre esses valores, que honre os seus símbolos e exemplos, que actue em função de uma retórica pública. O todo antes das partes.

Nenhum Estado pode dispensar essa retórica, pela simples razão de que nada tem depois capaz de a preencher.

Para que os portugueses a interiorizassem, era preciso que a educação pública não tivesse fomentado em todos nós um autêntico muro de silêncio e vergonha. Pergunto sempre: em quantas escolas, do secundário à universidade, se celebra dignamente o início e o fim do ano lectivo, a atribuição dos diplomas e prémios, a entrada e a saída dos estudantes? Gerações de alunos passaram anos pelas universidades sem nunca terem sentido que fizeram parte de alguma coisa. Receberam passivamente um serviço, como se fossem ao hospital. Não admira que a maioria esqueça depressa que lá andou.

Era preciso que o discurso dominante na política não fosse o do mais absoluto desprezo por qualquer retórica pública. A América percebe a importância da expressão "em busca da felicidade" inscrita na sua Declaração da Independência. Pensa que, através da sua força persuasiva, as pessoas empenhar-se-ão em busca dos seus projectos de felicidade. Apesar de termos uma Constituição palavrosa, entre nós reina uma incapacidade de verbalizar ideias semelhantes.

Era preciso uma cultura da celebração plenamente aberta à distinção e à solenidade. Celebrar significa solenizar, distinguir, reconhecer. O acto de celebrar requer alguma humildade e desprendimento. Celebra-se não tanto o que fomos, mas o que valorizamos em grupo e o que queremos ser. Tudo aspectos que a nossa baixa educação histórica e cívica repele.

Nas últimas décadas o preço da nossa paz política foi esse: uma sociedade hostil e indiferente a qualquer política simbólica. Uma sociedade sem sentido da História, da grandeza, da aspiração. E por isso também uma sociedade que perdeu o dever de comemorar, resignada que está à sua vulgaridade e vazio.

08 junho, 2010

A Maior Exposição Fotográfica do Mundo


As montras de 62 lojas do Chiado vão, a partir de quinta-feira, expor imagens captadas pelas lentes de 200 fotógrafos nacionais, no âmbito daquela que a organização diz ser a «Maior Exposição Fotográfica do Mundo».

As montras vão servir de galerias. Serão cerca de 120 montras, de 62 lojas situadas na Rua do Carmo, na Rua Nova do Almada e no Largo do Chiado.



A arte de crescer

Pedro Lomba, Público

É fácil disparar sobre a ministra da Educação pela mais recente experiência do nosso ensino público: o salto automático para o 10.º ano dos alunos com mais de 15 anos repetentes do 8.º ano, desde que aprovados nos exames finais. Será mais um exemplo de "facilitismo", de "laxismo", de falta de exigência, tudo o que se diz nestas alturas.

Para fugir às críticas, Isabel Alçada argumentou que a medida é apenas um "incentivo" para que estudantes relapsos reentrem no sistema, tornem a acreditar neles próprios e completem então o ensino básico. A ministra acabou por sintetizar a sua fé de maneira quase dramática: "Eu acredito que a vontade move o mundo". Podemos dizer que, na sua afabilidade e transparência, nunca uma declaração política de um titular da pasta da Educação me pareceu tão expressiva.

A vontade de quem? A vontade dos estudantes, claro. A vontade dos tais estudantes que foram sistematicamente chumbando de ano, que não cumpriram as regras de avaliação, que não foram submetidos a qualquer ensino ou aprendizagem formal (aqui, do 9.º ano) mas que agora, por "incentivo" do ministério, podem finalmente passar de ano através dum regime de exame.

Diz-lhes o sistema: é verdade que vocês tiveram várias oportunidades; não se saíram bem; não se aplicaram nem aprenderam. Mas não se preocupem, porque nós podemos aligeirar as nossas regras incentivando-vos para que acreditem na vossa "vontade".

A vossa "vontade" é soberana. Na realidade, o sistema pode sempre adaptar-se, reformar-se, simplificar-se no sentido de se aproximar e ajustar às dificuldades dos alunos. E não existem limites para essa adaptação. Não existem limites para os "incentivos" possíveis. Têm negativas a mais? Nenhum problema: em vez de passarem com duas, passam com nove. Chumbam no exame de Junho? Não há problema: repetem em Julho. E se chumbarem em Julho? Fazem em Dezembro. Sempre a mesma lógica.

Por trás disto está obviamente uma cultura, que, mais do que o "facilitismo", é o aspecto que me interessa ressaltar. Esta, se virmos bem, é uma cultura que se pensa a si mesma como perpetuamente disponível, sempre à medida das necessidades e dos problemas dos destinatários. O princípio número um desta cultura chama-se: soberania e conveniência individual. Como se não fossem os alunos que tivessem de receber os valores da escola, mas os valores da escola que tivessem de incorporar as características especiais dos alunos.

E, no entanto: como é que nós crescemos? Já pensaram nisso? E como é que a escola nos influencia nesse processo de crescimento?

Pensemos assim. Há 100 anos o crescimento baseava-se numa espécie de filosofia da imperfeição. Nascíamos imperfeitos, cheios de lacunas e limitações e precisávamos do ensino precisamente para atalhar essas falhas. A escola era uma disciplina, certamente selectiva, mas na qual cada pessoa aprendia a conhecer-se a si mesma, a aperfeiçoar-se e a suprir os seus defeitos. A literatura do século XIX está cheio de representações deste modelo.

Nos últimos 50 anos surgiu outro tipo de pedagogia. O adolescente deste tempo é alguém que estamos obrigados a compreender. Em vez de olharem para os estudantes como criaturas falíveis e em formação, começou-se a destacar a ideia de que estamos todos envolvidos num processo de descoberta pessoal, numa busca pela nossa autenticidade e, nesse sentido, a educação precisa ela própria de se adaptar a esse processo.

No princípio era a cultura. No século XIX e creio que em parte do século XX o conceito de aprendizagem era inseparável desse aperfeiçoamento pessoal que começava a partir da escola. Não era o mundo que se tinha de adaptar a nós, mas nós que nos tínhamos de adaptar ao mundo. E esse era um processo difícil, aquilo a que muitas vezes se chamava "a formação do carácter". Como já vivemos tão embrenhados noutro mundo, somos incapazes de compreender os seus sinais.

Calendário do mundial



07 junho, 2010

iPhone 4

Steve Jobs, o patrão da Apple, apresentou hoje a quarta geração do iPhone, em São Francisco, EUA. Mais fino, o telemóvel foi completamente redesenhado, suporta multitasking (corre várias aplicações em simultâneo) e faz vídeo em HD.

A quarta versão do telefone da Apple chega a Portugal em Setembro, altura em que será colocado à venda em 88 países.

Paga-me um café


«Paga-me um café e conto-te
a minha vida»

o inverno avançava
nessa tarde em que te ouvi
assaltado por dores
o céu quebrava-se aos disparos
de uma criança muito assustada
que corria
o vento batia-lhe no rosto com violência
a infância inteira
disso me lembro


outra noite cortaste o sono da casa
com frio e medo
apagavas cigarros nas palmas das mãos
e os que te viam choravam
mas tu ,não,nunca choraste
por amores que se perdem


os naufrágios são belos
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas ,acreditas?
E temos saudades desse mar
que derruba primeiro no nosso corpo
tudo o que seremos depois

«pago-te um café se me contares
o teu amor»

José Tolentino Mendonça


Pontapé de saída


Helena Paixão e Teresa Pires casaram hoje de manhã numa conservatória de Lisboa e tornaram-se nas primeiras pessoas do mesmo sexo a casarem em Portugal.

O alfaiate lisboeta


Muito mais do que um blog fotográfico...

05 junho, 2010

Skype para iPhone

Desde que foi lançada, no início desta semana, a aplicação Skype, que permite efectuar chamadas por VoIP através da ligação 3G do iPhone, já teve cerca de cinco milhões de downloads.
Esta aplicação foi desenhada para permitir que os utilizadores façam e recebam chamadas gratuitas entre Skypes num período experimental, que irá decorrer até ao final deste ano. Assim como chamadas para telemóveis e telefones fixos a preços reduzidos.
A Skype irá, em breve, revelar os tarifários para esta nova aplicação.

04 junho, 2010

O eurodeputado Rui Tavares cria bolsas a partir do próprio bolso


O eurodeputado português Rui Tavares anunciou hoje o lançamento de bolsas de estudo que cobrem várias áreas profissionais, financiadas com 1 500 euros mensais a partir dos seus próprios rendimentos.
“Independentemente de achar que deve haver uma política pública para as bolsas de estudo acho que não faz mal que os indivíduos também possam participar (…) Eu, apesar de o salário de eurodeputado não ser essa coisa tão grande quanto se diz, posso fazê-lo agora", afirmou o deputado eleito pelo Bloco de Esquerda.

Novas escutas provam que Armando Vara sabia de tudo


Novos elementos das escutas telefónicas do processo Face Oculta, demonstram que Armando Vara mentiu em várias respostas que deu à comissão parlamentar de inquérito ao negócio PT/TVI. Além disso, põem em causa as respostas do primeiro-ministro.

Ao contrário do que afirmou aos deputados, Armando Vara foi sendo informado dos contactos entre a PT e os espanhóis da Prisa (proprietária da estação), soube antecipadamente e discutiu as deslocações de Rui Pedro Soares (administrador executivo da operadora) a Madrid e conhecia o conteúdo das minutas do negócio.

O então vice-presidente do BCP chegou a dar orientações sobre quando é que José Eduardo Moniz e a mulher (respectivamente, director e pivô da estação) tinham de sair, e numa conversa com um dos seus interlocutores comenta-se que José Sócrates foi avisado «antes de fecharem o negócio».

01 junho, 2010

Governo vai encerrar 900 escolas


A ministra da Educação afirmou hoje que no final do processo de reorganização da rede escolar mais de 900 escolas básicas com menos de 21 alunos deverão encerrar, abrangendo um universo máximo de 15 mil crianças.