Saramago e a Bíblia:
Aqui
Por sua vez o eurodeputado social-democrata Mário David exortou Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir “envergonhado” com as recentes declarações do Nobel.
Saramago e a Bíblia:
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Por sua vez o eurodeputado social-democrata Mário David exortou Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir “envergonhado” com as recentes declarações do Nobel.
Sazonalmente, aí estão eles, os rankings.
Todos sabemos que valem o que valem. Apesar disso, há quem teime em dar-lhes mais valor do que aquele que têm.
Como sabemos, o ensino público ganha muito pouco com isto.
O dossier do Público
A CM de Lisboa lançou recentemente um serviço online onde se podem fazer queixas sobre problemas existentes na cidade.
http://naminharua.cm-lisboa.pt/
O BE e o PCP apresentaram na (nova) AR iniciativas legislativas que visam a suspensão da avaliação dos professores.
A ver vamos se é desta que a chamada oposição se une para manter a coerência sobre o que afirmou outrora.
A ministra da Educação afirmou hoje que as escolas enfrentam “obstáculos e dificuldades” sem paralelo na história do sector para conseguirem responder ao alargamento da escolaridade obrigatória para os 12 anos.
A ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que intervinha na cerimónia comemorativa dos 100 anos do Liceu Camões, em Lisboa, considerou o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos “uma das mais importantes medidas” do mandato que agora termina, mas admitiu que esta alteração implicará o aumento das “dificuldades e dos obstáculos hoje já sentidos” nas escolas.
Alargar é fácil.Os problemas vêm depois...
O concurso escolar "A minha escola e a prevenção da infecção VIH" dinamizado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida e pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular foi lançado publicamente a 2 de Dezembro de 2008, no Centro Cultural de Belém, e teve como objectivo estimular a realização de projectos de educação para a saúde na área da prevenção da infecção VIH nas escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário. Na data em que findou o prazo para a recepção de inscrições, 28 de Fevereiro de 2009, contaram-se 216 candidaturas de escolas básicas e secundárias de todo o país. A 30 de Junho de 2009 terminou o prazo para envio dos relatórios das actividades realizadas pelas escolas no âmbito do concurso.
Tendo em conta os critérios acima mencionados, o júri atribuiu os prémios às seguintes escolas:
ENSINO BÁSICO
1º Prémio Escola EB 2/3 João Afonso de Aveiro. Aveiro
2º Prémio Escola EB 2/3 Dr. João Barros, Figueira da Foz
3º Prémio Escola EB 2/3 Alexandre Herculano, Sra. da Guia, Santarém
Prémios de Mérito
Impacto na Comunidade Escola EB 2/3 D. Manuel I, Pernes - Santarém
Inovação Escola Secundária c/ 3º ciclo de Ponte de Lima
Coordenação do Projecto Escola EB 2/3 Evaristo Nogueira, S. Romão - Seia
ENSINO SECUNDÁRIO
1º Prémio Escola Profissional de Torredeita
2º Prémio Escola Secundária de Ermesinde
3º Prémio Escola Secundária Rainha Santa Isabel, Estremoz
Prémios de Mérito
Impacto na Comunidade Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, Portimão
Inovação Escola Secundária com 3º ciclo do Fundão
Coordenação do Projecto Escola Secundária c/ 3º ciclo D. Manuel I, Beja
A sessão pública de entrega dos prémios vai ocorrer às 11h00 do dia 7 de Outubro no Fórum Cultural de Ermesinde.
Registo, com agrado, que a Escola Profissional de Torredeita conquistou o 1º prémio, no Ensino Secundário.
José Vítor Malheiros, Público
Resta esperar que Obama saiba distinguir entre a promoção da paz e o abandono das responsabilidades globais dos EUA.
Nos últimos dias ficámos a saber tudo aquilo que Obama ainda não fez e que, caso tivesse feito, poderia ter justificado plenamente a atribuição do prémio da Paz que o Comité Nobel Norueguês decidiu entregar-lhe na semana passada.
Mas ficámos também a saber tudo aquilo que Obama já fez pela paz e, mesmo que se considere o currículo insuficiente para justificar o prémio norueguês (a quem toda a gente tem chamado "sueco"), devemos concordar que é alguma coisa - a começar pelo seu "esforço para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", pelo seu trabalho "para alcançar um mundo sem armas nucleares", pela sua defesa da "diplomacia multilateral" e pela "ênfase no papel que as Nações Unidas e outras instituições internacionais" devem ocupar em vez da pose arrogante, unilateral, belicista e imperialista de W. Bush.
As críticas a esta atribuição do Nobel a Obama giram sempre em torno de uma declaração segundo a qual o Presidente americano "não fez nada" - ou "ainda" não fez nada, conforme as expectativas da pessoa que fala - em prol da paz. Penso que é absurdo dizer que Obama não fez nada pela paz e partilho o sentimento do Comité Nobel Norueguês quando este diz que o Presidente americano deu às pessoas de todo o mundo "um sentimento de esperança num futuro melhor" - e partilho o seu sentimento de que isso não é pouco. É evidente que é mais fácil termos consciência de uma corrida nuclear (e mais ainda de uma guerra nuclear) que de uma détente- adétentecorre bem quando nada acontece -, mas seria profundamente errado imaginar que o discurso de Praga,soft power por excelência, não possui poder. São as palavras que mudam o mundo, são as palavras que criam o mundo, são as palavras que mobilizam as pessoas e foi por aqui que Obama começou. Dizer que o discurso de Obama no Cairo foram apenas palavras é estar fora do mundo e desconhecer como funcionam as pessoas - seria nem sequer perceber o princípio e o fim da política. Reconhecer a importância dessa mudança de discurso (que é estratégica porque é mobilizadora de vontades e de acção por todo o mundo, porque cria uma nova norma e novos procedimentos) é simplesmente honesto.
Posto isto, é evidente que este prémio Nobel constitui um incentivo a uma dada linha de acção - como o Nobel faz tantas vezes - mais do que um reconhecimento da acção passada. O Nobel da Paz já foi dado a pessoas menos do que recomendáveis (Henry Kissinger e Yasser Arafat vêm naturalmente à ideia) e o Nobel da Paz, mais do que uma instância de justiça histórica, gosta de se ver como um instrumento político de promoção da paz - mesmo quando tem de engolir uns sapos.
O que o Nobel da Paz dado a Obama significa é a renovação do aval dado pelo mundo democrático a esta nova postura dos EUA, é um incentivo e uma declaração de apoio - apoio de que Obama necessita em termos globais mas também nacionais, acossado como está por uma extrema-direita cada vez mais arrogante e mais violenta nos seus ataques ao Presidente.
É verdade que o Nobel pode ser um presente envenenado para Obama - como Jorge Almeida Fernandes referia no sábado nestas páginas -, mas resta-nos esperar que, usando a coragem e a inteligência que já demonstrou, o Presidente americano não peque nem por excesso (para mostrar internamente a sua determinação) nem por defeito (cedendo a uma imagem pacifista) e saiba distinguir entre a verdadeira promoção da paz e o que seria o abandono das responsabilidades globais dos EUA. É evidente, por exemplo, que a paz no Afeganistão nunca se alcançará através do abandono militar e deixando o terreno livre aos taliban, mas através de uma política que alie o reforço da intervenção militar à construção de escolas. É isso que Obama tem de compreender e de fazer.
É certo que, com este Nobel, Obama fica a dever. E trata-se de uma dívida demasiado grande para poder ser perdoada. Mas ficou também claro que se trata de uma dívida que muitos de nós, em todo o mundo, queremos ajudá-lo a pagar.
Notícia do Público:
E, ao fim de oito anos, o Óscar foi para uma escola pública. O que acontece pela primeira vez desde que os rankings das escolas do secundário começaram a ser publicados. Mas este feito não aponta para uma tendência. Pelo contrário: no rankingde 2009, elaborado, como os dos anos anteriores, com base nas médias dos oito exames nacionais das disciplinas mais concorridas, as escolas públicas têm a sua pior performance dos últimos anos. Só uma tem lugar entre as 20 com melhores médias (há quatro anos estavam sete no lote) e essa é a primeira da lista, mas é também um caso especial.
Trata-se da Escola Secundária Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, uma escola do ensino especializado, que tem alunos do 1.º ao 12.º ano. No secundário, 14 fizeram exame este ano e só à disciplina de Matemática. Média alcançada: 15,81 (numa escala de 0 a 20), mais baixa que os 16,30 alcançados em 2008 pela Academia de Música de Santa Cecília, que o ano passado ocupou o primeiro lugar. A escola de Braga é também a primeira pública na listagem das escolas do ensino básico. Surge na 14.ª posição entre os estabelecimentos de ensino com mais de 50 provas realizadas, com uma média de 3,89.
Qual a razão pela qual ainda se continuam a revelar estes resultados? A quem é que servem? Seguramente não é à escola pública!
Foi uma longa noite.... com muitos solavancos.
Resistimos, estoicamente, para podermos saborear o desfecho de Lisboa. Já a madrugada se fazia sentir quando chegou a boa nova da maioria absoluta do António Costa e, por isso, a eleição da Maria João, vereadora nº 9.
Valeu a pena ver como Costa vale muito mais que Sócrates.
João, cá estamos para dar o nosso contributo para uma cidade mais humana.
A presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu hoje uma nova forma de organização da escola pública, que em vez de chumbar os alunos com dificuldades se preocupe mais com uma aprendizagem de qualidade.
"Este sistema de percursos educativos que temos não serve nem o desenvolvimento do país nem os alunos. Se olharmos para o que se faz noutros países, as crianças têm mais apoios desde que começam a apresentar dificuldades", frisou Ana Maria Bettencourt. A responsável do CNE participava na conferência de abertura da cerimónia comemorativa do 30º aniversário do Instituto Politécnico de Setúbal, perante duas centenas de pessoas, sobre "Democratização da educação e pedagogia: questões e desafios".
Haja condições para que isso se faça.
Portugal é um dos 100 países para onde a Amazon.com vai vender o Kindle, o aparelho para ler livros em formato electrónico que até agora só estava disponível nos Estados Unidos.
O preço total do Kindle para Portugal, com as taxas de importação e as despesas de envio será de 359,98 dólares (244,50 euros). Em alguns casos o preço dos livros não vai ser o mesmo que é cobrado nos Estados Unidos (os livros que nos EUA custam 9,99 dólares poderão custar de 11.99 a 13.99 dólares - dizem que estes preços incluem IVA.
Rui Tavares, Público
Ainda não faz dois meses, um grupo de jovens "guerrilheiros simbólicos" subiu à varanda da Câmara Municipal de Lisboa para aí substituir a bandeira da República pela monárquica. Na altura, argumentei numa destas crónicas que eles se tinham limitado a prestar uma involuntária vassalagem ao simbolismo da República. O que os jovens monárquicos tinham feito era ritualizar - ou seja, repetir os gestos - da proclamação da República; e a ritualização é uma forma de homenagem.
Chegado o dia do 99º aniversário da República Portuguesa, eis que a pior machadada contra este simbolismo foi desferida - nem mais nem menos - pelo Presidente da dita República.
(É sempre assim, não é? E aqui está um pensamento perturbador: não há piores inimigo de um sistema do que os seus principais agentes. Não esperem que os monárquicos belisquem o simbolismo republicano; para isso está cá o Presidente da República. Não peçam aos comunistas para destruir o capitalismo; os banqueiros dão cabo dele muito mais depressa.)
Que fez Cavaco Silva? Ao retirar o seu discurso dos Paços do Concelho de Lisboa, onde a República foi proclamada e é tradição os presidentes discursarem, demonstrou menos respeito pelo simbolismo republicano do que os jovens monárquicos que é suposto combaterem-no. Ao mudar esse discurso para o Palácio de Belém, levou a República a prestar-lhe vassalagem a ele no dia em que era suposto ser ele a prestar homenagem à República - prestar homenagem à história da República que começou ali e de que ele é apenas uma parte. Como disseram vários blogues, o que Cavaco Silva fez foi transformar o Dia da República em Dia da Presidência. Nada que espante em alguém que nunca teve grande sensibilidade interpretativa que, em sentido lato, é sensibilidade cultural.
Isto já seria suficientemente mau. Receio que pior ainda seja a razão apresentada. Por causa da proximidade com as eleições autárquicas, alega-se, Cavaco Silva considerou que discursar da varanda de uma câmara municipal o colocaria numa situação de parcialidade indesejável.
Ora, daquela varanda foi proclamada (e não por acaso) a República que naquele dia se comemorava. Na sua ânsia de se afastar de tudo e de todos, com medo sabe-se lá de que contágio, Cavaco Silva acabou por perder a melhor das oportunidades para fazer pedagogia democrática, enaltecendo o valor das eleições autárquicas.
Falando aos portugueses a partir da varanda, Cavaco Silva lembraria que a República começou numa câmara municipal. E diria, por exemplo, que, embora ela faça 99 anos no país, naquela câmara municipal já tem mais de cem anos.
Sim, notaria ele, a primeira vitória dos republicanos, ainda antes de haver República no país, foi nas eleições para a vereação de Lisboa que se realizou pouco mais de um ano antes do 5 de Outubro de 1910. E - para que ficasse claro que falava para todo o país e não só para a capital - explicaria que as eleições locais são cruciais porque as cidades - e as vilas, e as aldeias - são os primeiros laboratórios da política.
E poderia terminar dizendo que, após um ano de três eleições, desejaria que os portugueses não se revelassem cansados de política. Porque a política começa e acaba sempre perto de nós. E porque, como vemos, na varanda de uma qualquer câmara municipal do país pode caber desde a resolução do problema mais prosaico à proclamação do mais alto idealismo.
Vasco Pulido Valente, no Público
Parece que, por enquanto, Manuela Ferreira Leite não vai sair da presidência do PSD. Em vez disso, que seria com certeza imerecido vexame, sairá na "melhor altura" até ao fim do precário mandato, que recebeu o ano passado. Espera ainda uma espécie de compensação no próximo domingo. Quer pôr a casa em ordem. E, sobretudo, evitar a eventual eleição de Pedro Passos Coelho, que ela acha, ou dizem que ela acha, um "Sócrates de segunda". Os vários bandos do partido, que se preparam para uma nova guerra civil, não se opõem, desde que ela não exagere e marque rapidamente as "directas" para Janeiro ou Fevereiro de 2010. Mesmo Marcelo é contra uma defenestração imediata, que em princípio favorece o PS. Só um péssimo resultado no dia 12 apressará as coisas.
Há, neste momento, cinco candidatos à sucessão: Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar Branco. E é esta a tragédia do PSD. Para começar, Marcelo e Marques Mendes já estiveram à frente do partido e não chegaram a parte alguma. Nem um, nem outro representam hoje para o PSD e o país (por muita inteligência e habilidade que tenham) a unidade e a reforma de que o partido precisa. Pelo contrário, trazem inevitavelmente consigo o peso morto e, a prazo, fatal de uma vida velha e velhas querelas. Passos Coelho (de resto, uma excelente pessoa) é, como diz com razão Ferreira Leite, uma nulidade enfatuada. Paulo Rangel, além de um grande entusiasmo e de uma retórica brumosa e um pouco arcaica, nunca mostrou qualquer qualidade política superior. E Aguiar Branco não existe.
Oproblema do PSD não mudou de 1995 para cá. O dr. Cavaco criou um deserto à sua volta. Entre um populismo provinciano, e às vezes grosso, e meia dúzia de técnicos na reforma ou muito bem arrumados nos "negócios", não deixou ninguém. Basta seguir os fantásticos sarilhos da "espionagem", para se ver o género de gente de quem ele gosta. Não admira que, depois do "cavaquismo", o PSD ficasse sem cabeça ou, se preferirem, com uma dezena de putativas cabeças, que mutuamente se anulavam. Os "sindicatos" de voto e as maiores câmaras (que "davam" empregos) começaram a mandar e, como era inevitável, estabeleceram uma absoluta confusão. Uma confusão que as "directas" (ganhe quem ganhar), a interferência directa ou indirecta de Belém e as relações com o Governo de Sócrates só podem aumentar.
Em Algés foi assim: Socialistas e apoiantes de Isaltino travaram-se de insultos e de empurrões
Presidente da Câmara de Oeiras, confiante na vitória expressa nas sondagens, desafiou o PS em arruada onde ouviu chamarem-lhe "corrupto".
Cada município tem os autarcas que merece. O mesmo se pode dizer do país.
Alemães avisados que venceram o concurso 21 dias antes do despacho de Portas.
Representante da MAN Ferrostaal soube a 4 de Setembro de 2003 que consórcio alemão tinha ganho o concurso.
Paulo Portas, então ministro da Defesa, só assinou a proposta de adjudicação a 25 de Setembro de 2003.
Revelar certos segredos é a alma de certas comissões.
O arquitecto Frank Gehry cobrou à EPUL – Empresa Pública de Urbanização de Lisboa – 600 dólares à hora (cerca de 649 euros, ao câmbio da altura) pela elaboração do projecto de reabilitação urbana do parque Mayer. O projecto, que foi promovido por Pedro Santana Lopes quando era presidente da Câmara de Lisboa, custou à EPUL um total de 2,9 milhões de euros, dos quais 2,2 milhões foram pagos ao ateliê de Frank Gehry.
Boa Santana!
O Decreto-Lei n.º 270/2009, publicado ontem, deve ter chegado com atraso à imprensa nacional. A colheita de dividendos não chegou a tempo de interferir na votação do dia 27.