20 julho, 2006

(Des)responsabilidades

Segundo o Diário Digital de hoje " O PS responsabilizou esta quinta-feira o anterior Executivo PSD/CDS pela situação polémica em torno dos exames nacionais. Em debate na Assembleia da República (AR), os socialistas consideraram que a reforma curricular de 2004 é responsável pelos fracos resultados registados em provas de diversas disciplinas, nomeadamente Química e Física".
Com a canícula que por aí grassa como é possível que se sacuda a água do capote?

Dúvida

Foi dada a oportunidade, aos alunos que realizaram o exame de Química do 12º ano, código 642, e Física 615 de poderem repetir o exame, por causa dos "valores médios relativamente baixos" (sic).
No exame de Física e Química A do 11º ano, código 715, a média nacional foi de 7,6 valores. Ou seja, inferior, por exemplo, à média do exame de Química, código 642.

Uns podem repetir... e os outros?

13 julho, 2006

Dia fatal

11 de Setembro
11 de Março
11 de Julho
Nova Iorque
Madrid
Bombaim
2001
2004
2006

Salão erótico

Por estes dias... - a acreditar no Diário de Notícias - a coisa (digo bem, a coisa!) vai animar.

"Além do recorde (que pretende ser mundial) da performer espanhola Sonia Baby, que vai retirar da vagina uma corrente metálica com 20 metros de comprimento - a marca anterior são 15 metros e a autora da proeza é a mesma, ao que se sabe -, a II Edição Internacional do Salão Erótico de Lisboa promete também uma zona de swing, destinada à troca de parceiros entre casais, e um espaço de 400 metros quadrados, palco de luta na lama entre mulheres".

A notícia mais completa. Aqui.

Maus sintomas

Ainda a propósito do futebol: Transformamos os vencidos em heróis e contentamo-nos com a celebração das derrotas. Que se passa?

08 julho, 2006

Auto-estima

Hoje dava-nos jeito uma vitória sobre a Alemanha....
Para provar ao mundo - e também a nós mesmos - que nessa idolatria moderna (em que o futebol se transformou) até somos melhores que alguns dos "grandes". Se o desfecho nos for favorável, ficamos certamente melhores connosco mesmos. E provaremos que não somos assim tão últimos e tão maus em tudo...
É pena é que seja no futebol e não possamos estar neste pelotão em muitas outras coisas que são decisivamente mais importantes... e que, essas sim, fazem a diferença.

03 julho, 2006

Perspectivas

Ricardo Araújo Pereira, na Visão:
"O País divide-se, por estes dias, em dois tipos de pessoas: as que só falam de futebol e as que acusam amargamente as outras de só falarem de futebol."

Maria Filomena Mónica no Público:
"...passei a dividir a Humanidade em três grupos: os que gostam de ler, os que gostam de política e os que gostam de futebol. Como o comprova a forma como passo os serões, enquadro-me no primeiro grupo".
No seu artigo Filomena Mónica não só mostra que sabe que dos 23 jogadores portugueses seleccionados, 15 jogam no estrangeiro, como mostra que sabe os clubes em que jogam. É sabedoria a mais para quem "quase sem dar por isso, passou ao lado da actividade que, exceptuando a guerra, mais excita os homens". Ora cada qual se excita com o que lhe dá mais jeito. Algumas mulheres, pelos vistos, também são excitáveis pelas leituras que fazem. Mesmo que seja sobre o futebol.
Que monotonia devem ser os serões lá por casa!

02 julho, 2006

O regresso

Pedro Santana Lopes, igual a si mesmo:
Gosto de trabalhar juridicamente e sinto que já estou na calha e em forma outra vez. Mas a política tem uma adrenalina diferente.

01 julho, 2006

Poluição verbal

Quando foi confrontado com as afirmações que fez, relacionadas com os inspectores do ambiente, que deviam ser "corridos à pedrada", Fernando Ruas afirmou que "mediu bem as palavras".
Convenhamos que há por aqui um estilo excessivamente prosaico quando, na era da banda larga, se propõe correr alguém à pedrada...
O ambiente anda, de facto, muitííííííííssimo poluído. Ruas, deu um soberano contributo para isso. Outra coisa não seria de esperar de um lídimo autarca, e presidente. Neste caso, da associação nacional dos municípios. Que preside, e bem, ao estilo trauliteiro...

25 junho, 2006

Cante-se o hino

Foi negada a nacionalidade portuguesa a uma mulher nascida na Índia. Dizem as notícias que pela simples razão de que não sabia o hino nacional.
Há, como dizem os causídicos, que fazer doutrina do acórdão: quem não domine as estrofes escritas em 1891 pelo dramaturgo Henrique Lopes de Mendonça, e a música de Alfredo Keil, não merece ser português!
Devia ser por isso que Paulo Portas tentou impôr, aquando da sua passagem por algo a que chamaram Ministério, que nas escolas as crianças deveriam cantar quotidianamente o hino...Certamente para impedir que, se houvesse provas de exame sobre o hino, receonhecêssemos, de um dia para o outro, que Portugal tem muito, mas muito poucos, portugueses.
Os três jogos que a equipa pátria já realizou até agora no Mundialde de futebol constituiram, certamente também eles, momentos propícios para se ir trauteando a letra e a música do hino nacional. Porque não se sabe se um dia destes Maria de Lurdes Rodrigues não se vai lembrar de nos chamar a todos a fazer exame de nacionalidade.
Assim, a continuação de Portugal na luta pelo título insere-se dentro da estratégia nacional do governo de Sócrates, daquilo que é conhecido por "Novas Oportunidades". Não só para o título, mas sobretudo para o hino e para a nacionalidade!

23 junho, 2006

Os filósofos em campo

Por estes dias o futebol tem sido (e continuará a ser, pelas melhores e pelas piores razões e pelo melhor e pelo pior resultado!), o tema mais glosado...
Sugiro, para descontrair, a visão de um clássico entre filósofos da Alemanha e da Grécia.
Irresistível!
Aqui

21 junho, 2006

Aferir o quê?

Começou a senda dos exames.
São milhares aqueles que vão (de)mo(n)strar, uma vez mais, que a escola continua pelas ruas da amargura.
Afinal o que é que os exames avaliam? O que há de comum entre aquilo que se ensina ao longo de um ano lectivo e aquilo que o aluno é obrigado a mostrar que sabe, no espaço de 2 horas, perante um questionário de exame? São dois percursos que só a muito custo se cruzam.
Por isso, os resultados são aquilo que sabemos. O que não quer dizer que os alunos não saibam, e que o sistema esteja tão mal como o pintam. Que pintam mesmo!E com que cores!

17 junho, 2006

O elixir.... do futebol

Baptista-Bastos, no Jornal de Negócios:
"Há qualquer coisa de imoral nesta imprensa acrítica (...). Inculca a ideia de que se joga a grandeza da pátria nos rectângulos verdes do Mundial de Futebol e, sem pejo nem lucidez, trata de "heróis" os futebolistas. Poucas vezes o jornalismo português desceu tão baixo."
(...) "O futebol é, hoje, a marca d"água dos aproveitadores do poder, como o fora no tempo do salazarismo."

Pacheco Pereira:
"O país está aos saltos, doente de futebol: subitamente, Portugal no lugar da cabeça pôs uma bola."

13 junho, 2006

Pretextos


O futebol é um óptimo pretexto para que se revelem as misérias de um mundo, que se diz civilizado.
A loucura já começou.

06 junho, 2006

Ou há moralidade ou...

Luís Marques Guedes, eminente líder parlamentar do PSD, quis mostrar trabalho. O resultado foi a apresentação de uma proposta à Assembleia da República tendo em vista a criação do Dia do Cão.
E que é feito da restante bicharada, começando pela parceira do dito cujo cão, isto é, a dita cuja cadela? Não será também ela merecedora do seu dia? Ou a elas só lhes é devida a noite, por serem cadelas?
Lá no fundo creio que compreendo a intenção da proposta: na parte que me toca, vêm aí dias de cão!

30 maio, 2006

A avaliação dos professores

Foi divulgada a proposta do ME sobre a revisão do estatuto da carreira docente. Falou-se muito das alterações ao sistema de avaliação do desempenho dos professores. A participação dos pais/encarregados de educação e dos resultados dos alunos no processo de avaliação tem sido o tema mais glosado nos últimos dias. Com demagogia qb.

Os sindicatos dizem que o Ministério da Educação comprou uma guerra. Estavam mesmo a precisar de argumentos desta natureza para animarem as suas hostes...

Sou simultâneamente professor e encarregado de educação. Nesta última qualidade conheço de perto algumas "barbaridades" de que as minhas filhas são vítimas. Que são perpetradas por supostos professores. E sobre os quais gostava que me fosse dada a possibilidade de me manifestar, em relação ao mau desempenho que prestam... A questão é que não estamos todos no mesmo barco: nem todos acompanhamos do mesmo modo o percurso dos nossos educandos. E isso parece-me muito mais importante do que a eventual participação, na escola, em três ou quatro reuniões anuais. Essas reuniões, de um modo geral, pouco nos dizem sobre o que são os professores, como trabalham e qual o seu real desempenho. Os indícios têm que ser encontrados noutros locais...e por outras vias... Porque a participação dos pais na vida da escola é um singelo eufemismo....

Pelos vistos ficou muita gente amedrontada com esta suposta participação dos pais na avaliação dos docentes. Quem não deve não teme, não é? Afinal quem tem medo de quê e de quem? Pela parte que me toca não vou ter as noites menos tranquilas....

O mais estranho é que sobre as coisas que são verdadeiramente gravosas nesta proposta não se fale. Exemplos: a existência de cotas quer para profesores titulares, quer para as menções de excelente e muito bom; o aumento do horário da trabalho para os professores do ensino secundário; a diminuição do número de horas de redução da componente lectiva (de 8 para 6) e a entrada em vigor somente aos 50 anos, assim como um sistema de avaliação anual (como se fosse possível avaliar anualmente 150.000 professores; é o desnorte completo!!!), etc, etc...

27 maio, 2006

Guerra à comida de plástico

Finalmente!
Já há muito tempo que vinha levantando esas interrogações: se as escolas têm a função de educar e formar porque é que não o fazem no campo da alimentação? Porque é que nesta área a escola só deseduca? Porque é que o Ministério da Educação não legisla, proibindo o consumo de certas coisas nas escolas?
Agora chega-nos de Inglaterra esta notícia: Chocolates, batatas fritas, pastilhas elásticas, refrigerantes gaseificados, leite gordo e carne de "baixa qualidade" são alguns dos ingredientes que, a partir do próximo ano lectivo, fazem parte de uma lista de alimentos proibidos nas escolas inglesas.
Palavras para quê?

Uma pedrada no charco

As medidas ontem anunciadas relacionadas com as farmácias são, do ponto de vista simbólico, uma boa pedrada no charco do monopólio das corporações.
Já não era sem tempo...

22 maio, 2006

Sinais dos tempos

Por cá os hospitais foram invadidos por grupos de alunos, que tinham em comum a dolescência e a coceira, para além, é claro, de incomensuráveis horas de ingestão de morangos, pelos vistos, com acúcar. São os frutos silvestres da televisão que por cá temos...
Mas lá fora a coisa não está nada melhor. Na BBC um suposto expert em Internet foi literalmente trocado por um taxista candidato a um emprego. Dizem as notícias que o taxista falou sobre a internet como se se tratasse de um verdadeiro expert, sem que a suposta mente do entrevistador evidenciasse qualquer suspeita. Sobre o legítimo expert ficou por apurar a sua perícia em taxi driver.

13 maio, 2006

Sob que signo?

Manuel Maria Carrilho continua a descarril(h)ar.
Ele é assim: não pode estar longe das luzes da ribalta. Por isso, se não falam dele... fala ele de si.
“Sob o signo da verdade” é a sua mais recente produção, em livro, onde procura explicar como o tramaram quando foi candidato à Câmara de Lisboa.
Este tipo já tem idade – e inteligência pensaria a maior parte de nós, mas pelos vistos andamos equivocados – para ter aprendido algumas coisas da vida. Pelos vistos continua infante. Como o Dinis. Da parte da Bárbara também não se esperariam grandes e sábios conselhos... Que família tão unida!