30 maio, 2006
A avaliação dos professores
Os sindicatos dizem que o Ministério da Educação comprou uma guerra. Estavam mesmo a precisar de argumentos desta natureza para animarem as suas hostes...
Sou simultâneamente professor e encarregado de educação. Nesta última qualidade conheço de perto algumas "barbaridades" de que as minhas filhas são vítimas. Que são perpetradas por supostos professores. E sobre os quais gostava que me fosse dada a possibilidade de me manifestar, em relação ao mau desempenho que prestam... A questão é que não estamos todos no mesmo barco: nem todos acompanhamos do mesmo modo o percurso dos nossos educandos. E isso parece-me muito mais importante do que a eventual participação, na escola, em três ou quatro reuniões anuais. Essas reuniões, de um modo geral, pouco nos dizem sobre o que são os professores, como trabalham e qual o seu real desempenho. Os indícios têm que ser encontrados noutros locais...e por outras vias... Porque a participação dos pais na vida da escola é um singelo eufemismo....
Pelos vistos ficou muita gente amedrontada com esta suposta participação dos pais na avaliação dos docentes. Quem não deve não teme, não é? Afinal quem tem medo de quê e de quem? Pela parte que me toca não vou ter as noites menos tranquilas....
O mais estranho é que sobre as coisas que são verdadeiramente gravosas nesta proposta não se fale. Exemplos: a existência de cotas quer para profesores titulares, quer para as menções de excelente e muito bom; o aumento do horário da trabalho para os professores do ensino secundário; a diminuição do número de horas de redução da componente lectiva (de 8 para 6) e a entrada em vigor somente aos 50 anos, assim como um sistema de avaliação anual (como se fosse possível avaliar anualmente 150.000 professores; é o desnorte completo!!!), etc, etc...
27 maio, 2006
Guerra à comida de plástico
Já há muito tempo que vinha levantando esas interrogações: se as escolas têm a função de educar e formar porque é que não o fazem no campo da alimentação? Porque é que nesta área a escola só deseduca? Porque é que o Ministério da Educação não legisla, proibindo o consumo de certas coisas nas escolas?
Agora chega-nos de Inglaterra esta notícia: Chocolates, batatas fritas, pastilhas elásticas, refrigerantes gaseificados, leite gordo e carne de "baixa qualidade" são alguns dos ingredientes que, a partir do próximo ano lectivo, fazem parte de uma lista de alimentos proibidos nas escolas inglesas.
Palavras para quê?
Uma pedrada no charco
Já não era sem tempo...
22 maio, 2006
Sinais dos tempos
Mas lá fora a coisa não está nada melhor. Na BBC um suposto expert em Internet foi literalmente trocado por um taxista candidato a um emprego. Dizem as notícias que o taxista falou sobre a internet como se se tratasse de um verdadeiro expert, sem que a suposta mente do entrevistador evidenciasse qualquer suspeita. Sobre o legítimo expert ficou por apurar a sua perícia em taxi driver.
13 maio, 2006
Sob que signo?
Ele é assim: não pode estar longe das luzes da ribalta. Por isso, se não falam dele... fala ele de si.
“Sob o signo da verdade” é a sua mais recente produção, em livro, onde procura explicar como o tramaram quando foi candidato à Câmara de Lisboa.
Este tipo já tem idade – e inteligência pensaria a maior parte de nós, mas pelos vistos andamos equivocados – para ter aprendido algumas coisas da vida. Pelos vistos continua infante. Como o Dinis. Da parte da Bárbara também não se esperariam grandes e sábios conselhos... Que família tão unida!
08 maio, 2006
Cowparade Lisboa 2006


Um dia destes - a partir de 14 de Maio - vamos ter a capital invadida por uma manada de vacas...
Para aguçar o apetite aqui ficam dois exemplares.
Mas há mais. A manada toda pode ser vista aqui
22 abril, 2006
Os (i)legítimos - 2
Desta vez trata-se de Ricardo Almeida, deputado eleito pelo PSD, que esteve a substituir um colega que se encontrava com mandato suspenso, entre 1999 e Abril de 2006.
Ora entre 1997 e 2004 este digno representante da nação conseguiu a proeza de escapar a uma pena de nove meses sem carta de condução. Além disso, esquivou-se a pagar ao Estado 1100 euros de multas e uma caução de 1500 euros. Por coincidência, uma multiplicidade de dificuldades nos 17 processos de contra-ordenação que lhe foram instaurados nesses sete anos fizeram com que a maioria acabasse arquivada ou amnistiada.
Nada mau.
21 abril, 2006
Pari...... quê?
Imposta por decreto, tal como convém, quando não há outra alternativa.
Os (i)legítimos
Pelos vistos não fui só eu. Pelo menos 120 (i)legítimos deputados da nação fizeram o mesmo. É claro que foram "visitar" as bases... pois é necessário - e urgente! - a aproximação entre os eleitores e os eleitos!
As "medidas" de que entretanto se fala para evitar as faltas de quorum (porque este é que é o cerne da questão!), só servem para que tudo continue na mesma e a AR igual a si própria. Paz à sua alma!
05 abril, 2006
Partida
01 abril, 2006
PRACE ou PREC?
A transformação de 414 organismos públicos em 294 é um facto. Quais serão os outros?
Será o PRACE o PREC da administração pública?
Copianços
Está para breve a publicação do livro de João Pedro George "Couves & Alforrecas, Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto" onde é analisada a obra da autora de
"Não há Coincidências".
João George demonstra que afinal há excessivas coincidências na escrita de Margarida R Pinto: plagia-se a si própria.
É só rir
"Parece-me um bocado propagandex, à Socratex, mas se for verdadex é bonzex".
31 março, 2006
Tácticas
Simples, não?
Justificações


Tenho andado bastante afastado deste local. O tempo não tem dado para tudo. Há coisas que vão ficando para trás. Com pena minha, é claro!
A primavera entretanto chegou e quase que não dei (ou não demos?) ainda por ela. Que pena!É sobretudo sintomático.
Fica, na tentiva de em redimir, a partilha de um olhar sobre o rio.
25 março, 2006
Influências
Acabamos de saber, pelos meios de comunicação social, que o chefe da repartição do Departamento de Armas e Explisivos da PSP não só é chefe desta repartição como é igualmente cabecilha de uma organização de tráfico de armas.
Para algum sossego nosso (se ainda for possível!) diga-se que é um dos 29 detidos da operação contra o tráfico de armas.
Opados
Para oferecer esta pipa de massa aos seus accionistas é porque a PT está mesmo cheia de bago. Há muito que já todos tinhamos percebido que ela nos andava a ir ao bolso. Pelos vistos vai continuar. Usque tandem PT abutere patientia nostra?
20 março, 2006
Lapsos
Homenagem
Fernando Gil (1937-2006), faleceu ontem, em Paris.
18 março, 2006
Empatas
Na gíria a expressão utiliza-se para os "empatas f****. Pelos vistos os orgasmos do Minsitério Público estão a ser diferidos devido à intromissão da Juciciária.Francamente. Há coisas que não se fazem!
12 março, 2006
Falta de atitude
Desfez, com esta atitude, a imagem que granjeou em toda a sua vida.
Temos homem
Amores
Fidelidades, perguntar-se-á?
03 março, 2006
Delito de opinião
Não bastou a sua capacidade técnica. Opinou e não lhe perdoaram por isso. Não por ter opinado, mas por ter a coragem de dizer que a sua opinião não coincide com a da maioria.
JMF concluiu que o politicamente correcto é, também, uma forma perigosa de fundamentalismo.
02 março, 2006
Há fazer... e fazer
Fazer a América do Sul toda? É obra!
Braço de ferro
O líder dos sociais-democratas madeirenses não gostou que Virgílio Pereira tenha classificado de "garotos" os deputados do PSD por requererem a avaliação mental de um parlamentar do PS.
Temos homem!
Pontos nos iis
"Conheço uma escola superior que dá umas pós-graduações que aceleram a progressão das carreiras dos docentes do ensino secundário. Vão lá espreitar aos sábados de manhã, só para terem uma ideia de a quem andamos a confiar os nossos filhos..."
Isso já a gente sabe há muito, pois tudo se compra. Também sabemos que a progressão na carreira está suspensa!
Ingenuidade
Há uma oposição sistemática e gratuita da Fenprof ao Ministério. Eles têm uma agenda que nada tem a ver com a Educação.
Por onde é que esta senhora tem andado?
27 fevereiro, 2006
Ingenuidade
Há uma oposição sistemática e gratuita da Fenprof ao Ministério. Eles têm uma agenda que nada tem a ver com a Educação.
Por onde é que esta senhora tem andado?
18 fevereiro, 2006
Iniciativas
Que irá ele fazer por isso?
Caldeiradas, perdão, Calderoli
O Ministro italiano das Reformas, de seu nome Roberto Calderoli, afirmou esta semana que havia mandado fazer t-shirts com os cartoons e que iria usá-las a partir desse dia.
Até este momento não sabemos se as duas coisas aconteceram. O que sabemos é uma terceira: Silvio Berlusconi quer a demissão do ministro.
Aquele tipo quer mesmo meter-se numa grande caldeirada...
À espera de Godot
É só para recordar que continuamos... à ESPERA... pacientemente como convém e é nosso lema... sem vermos necessidade de incendiar a procuradoria... embora não nos falte a vontade, diga-se.
A busca e a apreensão de material no jornal 24 horas, é mesmo para impressionar e desviar as atenções do essencial. É um verdadeiro tiro no pé.
Quem noticia não pode ser responsável pelo que que existe ou acontece.
Tabuada
Nove árbitros de primeira categoria, os presidentes do Futebol Clube do Porto e do Boavista e diversos membros da Federação e da Liga de Clubes vão ser investigados pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) do Ministério Público (MP), por suspeitas de conluio na adulteração da classificação dos árbitros.
Já há muito se tinha percebido que não é necessário que chova para que os relvados de futebol se transformem em terrenos pantanosos.
Também já há muito aprendemos, nos bancos da escola primária, que nove noves fora é nada.
A árvore e a floresta
"Isto é assustador, confessa a dinamarquesa Lea Steen, citada pelo PÚBLICO, vimos isso acontecer com os Estados Unidos, com Israel, mas de repente tornou-se muito mais próximo de nós, das nossas vidas quotidianas."
Esta é, com efeito, uma das primeiras consequências da "crise" das caricaturas: a consciência da proximidade e da vulnerabilidade europeia face ao ódio do extremismo islâmico.
(...)
O que fazer face ao fosso que se cava inexoravelmente? Em primeiro lugar, reconhecer que estamos em guerra - o pior cego é aquele que não quer ver. Não uma guerra convencional, mas já não há guerras convencionais. Estamos perante uma escalada extraordinariamente perigosa desencadeada e alimentada pelo Irão, com o objectivo de liderar o mundo islâmico na guerra contra o Ocidente (...)
Em segundo lugar, compreender que o tempo da diplomacia e da mão estendida acabou (...)
Em terceiro lugar, é fundamental manter uma frente unida procurando um consenso o mais alargado possível, nomeadamente nas relações transatlânticas.
Finalmente numa guerra que é em grande parte ideológica - querer ver apenas "interesses" é impedir-se de compreender a natureza profundamente ideológica do islamismo - há que travá-la também do ponto de vista ideológico sem complexos. Defender com firmeza e com clareza aquilo que é a essência do Ocidente - a liberdade individual, a democracia política, o primado da lei, os direitos humanos, a liberdade cultural e de expressão - é a nossa responsabilidade, e em primeiro lugar dos dirigentes ocidentais.
17 fevereiro, 2006
Crueldade
15 fevereiro, 2006
14 fevereiro, 2006
Disfunções
"Um em cada cinco portugueses sofre de disfunção sexual. A diminuição do desejo, disfunção eréctil e ejaculatória são os principais problemas do homem português":
Parafraseando o F. Pessa: E esta hein?
13 fevereiro, 2006
Indícios
"As páginas da Internet que fazem negócio juntando casais de cibernautas solitários deverão render 232 milhões de euros este ano na Europa, revela um estudo da empresa Jupiter Research. A previsão ultrapassa em 43% o valor registado em 2005".
É muita massa! Mas é também o indíco de muito, mas de outas(s) coisa(s)...
Silêncio! Estou a conduzir
"Conduzir um automóvel e ao mesmo tempo conversar com os restantes ocupantes do veículo pode ser tão perigoso como falar ao telemóvel, revela um estudo da Universidade de Michigan".
Estamos mesmo condenados ao mutismo.
11 fevereiro, 2006
Separar as águas
"Perante o cenário, a única posição de Portugal, da Europa e do Ocidente seria declarar, sem histeria nem medo, que não se pode conversar com quem nos aponta uma arma à cabeça. E que as leis islâmicas valem no Islão, não aqui".
Henrique Monteiro:
"A reacção, no fundo, não é contra uma ofensa ou ataque. É contra a modernidade, contra um mundo que acaba e outro que desponta. Perante isto, a Europa, mãe deste novo mundo, encolhe-se, assusta-se."
Fernando Madrinha
"(...) o famoso choque de civilizações não só parece inevitável como está realmente em curso".
10 fevereiro, 2006
Manipulação
"Foi só depois de um encontro da Organização da Conferência Islâmica que as caricaturas de Maomé publicadas num jornal dinamarquês se transformaram numa crise. As manifestações da ira muçulmana foram coordenadas por regimes interessados em travar pressões ocidentais para se democratizarem. Sem esta manipulação, as caricaturas teriam o efeito que começaram por ter no Egipto, em Outubro. Nenhum".
06 fevereiro, 2006
Liberdade
A religião muçulmana proíbe que se retrate Maomé.
Assim, é suposto que, como bons seguidores dos ensinamentos da sua religião, os muçulmanos nunca tenham visto o retrato do profeta.
Perguntas que daqui derivam:
1. Afinal protestam porquê? Porque viram. O que é proibido.
2. Se o islamismo proibe que se retrate Moisés, os árabes conhecem-no de onde? Como podem ter a certeza que é a cara de Maomé que aparece nos cartoons?
Em1770 Voltaire escreveu uma carta a um sacerdote em que afirmava : "Detesto o que o senhor escreve, mas daria a minha vida para tornar possível que continuasse a escrever".
Dar a vida? Pelos vistos há quem o não mereça!
05 fevereiro, 2006
Risota
Esperemos que se confirme o dito popular: o último a rir....
Ópio
"O velho preceito marxista continua certo: a religião, todas as religiões, funcionam, na maior parte das vezes, como o ópio do povo. Acontece que o povo precisa de ópio. (...) O marxismo ignorou esta verdade fundamental e começou aí a sua perdição."
04 fevereiro, 2006
Tácticas
É muita fruta! Ou falta dela?
Os cartoons da polémica
Visite o site e participe no forum.
Código de valores
"Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença: seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não".
Subscrevo. Completamente.
O autarca modelo
O presidente da Câmara de Gondomar e da Liga de Clubes responde por 26 situações relacionadas com o Sport Clube de Gondomar e dois casos de prevaricação na autarquia. Nada mau, Valentim!
03 fevereiro, 2006
Uma banda ainda muito estreita
Não se duvida que a ligação exista. Mais, é crucial que exista. Porém, agora, a questão é outra. O que é que as escolas estão a fazer com a banda larga? Todos sabemos que ainda é muito pouco.
O recente despacho que contempla a criação de um coordenador de TIC nas escolas pode vir a ser um primeiro passo para a disseminação e a utilização das novas tecnologias como recurso educativo. Mas não quer dizer que seja.
Em termos da real utilização das TIC a banda ainda é demasiadamente estreita.
27 janeiro, 2006
O ano de 2016
24 janeiro, 2006
O Anibal
Cavaco ganhou e será o próximo Presidente. Em termos práticos a diferença não será grande entre ele ou outro. Em termos simbólicos é enorme! Porque não é fácil revermo-nos naquele busto. Esperemos que o país possa vir a ganhar com isso, já que a simbologia, por vezes, não passa disso.
20 janeiro, 2006
A vingança de Isaltino
Sondagens

A 48 horas do acontecimento são estas as previsões de um estudo feito pela Universidade Católica a 3700 eleitores. Ainda há 23% de indecisos, o que quer dizer que muita coisa pode mudar até ao final de domingo.
Por sua vez para a Eurosondagem (Expresso-Sic-Renascença) os resultados são estes:
Cavaco: 53%, Soares 16,9%, Alegre 16,2%, Jerónimo 7,2%, Louça 5,8% e Pereira 0,9%
Então, vamos a uma 2ª volta ou não?
Dar a cara
17 janeiro, 2006
Há escutas.... e escutas..
"Os políticos estão cansados de saber que houve escutas, atropelos, exageros, e têm vivido com isso. Só que agora apareceu na lista o telefone do... Presidente. E se tivesse sido o meu, também se indignavam?".
14 janeiro, 2006
E não se pode exterminá-lo?
A precisarem de ser decapitadas, há por aí algumas cabeças!
13 janeiro, 2006
A vingança serve-se fria
"Se ele for eleito, os portugueses ficam sem saber, a partir de domingo a oito, quem manda no país. Se Cavaco Silva, se José Sócrates. Fica uma dúvida no ar (...)
E, das duas, uma: ou Cavaco Silva consegue fazer alguma coisa para evitar que a situação continue má, e então vamos ter (...) conflito institucional, ou, então, não consegue fazer e vamos ter mais problemas e mais conflitos sociais."
09 janeiro, 2006
Dúvida
31 dezembro, 2005
UM BOM ANO!
30 dezembro, 2005
Perspectivas a fechar o ano
António Costa, no Diário Económico: "O ministro das Finanças anunciou o aumento salarial da função pública para 2006: 1,5%. É uma má notícia para os funcionários públicos no imediato, mas é uma boa notícia para o país no médio e longo prazo."
Octávio Ribeiro, no Correio da Manhã: "Quando é que em Portugal, veremos um sindicato defender as promoções por mérito, os prémios de produção diferenciados, os despedimentos agilizados para os relapsos ineptos? Nunca."
Eficácia
Premissa 2: A Caixa Geral de Depósitos tem 9000 processos de empréstimo à habitação, que se encontram em contencioso.
Conclusão: Há pessoas que são bem pagas para mostrarem que são ineficazes.
29 dezembro, 2005
Consanguinidade
28 dezembro, 2005
Onde estamos
- está mais idosa;
- tem menos filhos ( a maioria das famílias tem apenas três membros);
- casa-se menos e cada vez mais tarde;
- a taxa de mortalidade tem vindo a diminuir;
- ligeira diminuição da criminalidade;
- aumento da taxa de desemprego;
- aumento das habilitações académicas.
Por outro lado, em 2004, as viagens de férias e lazer para o estrangeiro aumentaram 50% relativamente a 2003. Tempos de crise?
Sinais dos tempos
Entre 22 e 25 de Dezembro as três operadoras portuguesas (TMN, Vodafone e Optimus) processaram 195,5 milhões de mensagens escritas (SMS) e 1,36 milhões de mensagens multimédia (MMS).
Certamente que o início do novo ano vai tentar destronar este recorde natalício.
Um fenómeno com uma dimensão desta natureza não pode ser considerado uma moda efémera. Assim, tudo leva a crer que estamos perante claros sinais de adopção e uso de novas formas de comunicação que as novas tecnologias permitem.
26 dezembro, 2005
Cartas ao Pai Natal
Um blog, criado pelos alunos do Instituto Piaget Miguel Torga, de Coimbra, serviu para alguns alunos pedirem presentes ao Pai Natal
As cartinhas, e também alguns desenhos digitalizados de quem não sabe escrever, estão disponíveis no endereço http://painatal2005.blogspot.com
Pesquisas no Google
O motor de pesquisa Google.com revelou os 10 termos mais procurados em 2005.
A lista, como se pode comprovar, revela surpresas. Em primeiro lugar ficou o My Space, rede social da Microsoft. Em segundo, vem o Ares, programa de partilha de arquivos. Em terceiro, aparece o portal chinês Baidu.
2 – Ares
3 – Baidu
4 – Wikipedia
5 – Orkut
6 – iTunes
7 – Sky News
8 – World of Warcraft
9 – Green Day
10- Leonardo da Vinci
Por outro lado, Janet Jackson, Xbox 360, Tsunami e Katrina ocuparam o lugar de destaque no ranking dos dez termos mais procurados pelos cibernautas no Google News em 2005.
26 de Dezembro de 2004
Apostas
Ou a fama dos nossos candidatos já vai muito longe ou as empresas de apostas estão sem imaginação... ou os candidatos têm ar de palhaços...
23 dezembro, 2005
Crise?
É obra!
Barrela
Pelos vistos é mesmo refractário à água e ao sabão...Uma barrela, no início do novo ano, não lhe ficava nada mal!
19 dezembro, 2005
Boas Festas e Bom Ano
12 dezembro, 2005
Hecatombe
05 dezembro, 2005
Avaliação formativa porque não?
Na sequência de uma reunião de grupo em que se discutiram questões relacionadas com a avaliação e em que fui "acusado" de dar excessiva ênfase à avaliação formativa, em detrimento da sumativa, partilho “L’évaluation démystifiée” de Charles Hadji.
Toda a avaliação formativa é uma avaliação informativa. E é este aspecto informativo que é a sua característica essencial. Na medida em que informa é formativa, quer seja instrumentada ou não, acidental ou deliberada, quantitativa ou qualitativa. Uma avaliação não tem que estar de acordo com qualquer modelo metodológico para ser formativa.
Uma avaliação formativa elucida os dois actores principais do processo. O professor, que é informado dos efeitos reais do seu trabalho pedagógico, pode, a partir daí, regular a sua acção. O aluno, não só fica a saber onde está, como pode tomar consciência das dificuldades que encontra de modo a ser capaz de reconhecer e corrigir os seus erros.
A avaliação formativa tem uma função “correctora”. Quer o professor quer o aluno devem poder “corrigir” a sua acção, alterando, em caso de necessidade, o dispositivo pedagógico. A avaliação formativa implica, para o professor, maleabilidade e vontade de adaptação. Um dos indicadores que nos permite reconhecer do exterior uma avaliação formativa é exactamente o aumento da variedade didáctica. Uma avaliação que não é seguida por uma alteração das práticas do professor tem poucas hipóteses de ser formativa. Por isso se compreende porque é que muitas vezes se diz que a avaliação formativa é contínua.
01 dezembro, 2005
Avaliação das escolas
Aí se fez referência ao modelo de avaliação escocês e a 3 perguntas essenciais a que as escolas devem responder:
- em que é que a escola é boa
- como é possível demonstrar isso
- o que é que a escola pode fazer para melhorar.
Ou seja, ainda temos uma grande caminhada pela frente...
Ele não come
Hoje deparei com este magnífico texto de Joaquim Fidalgo:
O homem não come. O homem não come!... Com medo de que possa estar por perto alguma câmara de televisão e o apanhe nessa actividade humaníssima que é mastigar, ele não come em público... Vinha na última Sábado, numa reportagem que supostamente mostrava Cavaco Silva "na intimidade". Lá contava o repórter que Cavaco tinha ido buscar um prato com comida, num pequeno-almoço buffet com um conjunto de pessoas, mas, quando se preparava para dar ao dente, logo o atento assessor, em pânico, lhe recordou: "Não coma!" É que havia umas equipas de TV por ali. E o homem não comeu. Lá ficou, quietinho, com o prato à sua frente. Imagine-se! A síndroma do bolo-rei não passou...
Por estas e por outras é que o homem me inspira pouca confiança. A gente não sabe quem ele é. A gente não sabe como ele é. A gente não sabe o que ele pensa. A gente ouve o que ele diz mas a gente nunca sabe o que ele pensa, porque nunca sabe se o que ele diz é o que ele pensa, ou se é apenas o que ele pensa que é suposto dizer naquela circunstância. Nunca lhe sai nada de espontâneo, que ele não deixa. Nunca se mostra ao natural, que ele não quer. Que pessoa é ele, afinal?
Subscrevo completamente.
Só lhe falta o autocolante a dizer:"Se quer perder peso agora pergunte-me como. Cavaco Silva"
29 novembro, 2005
Autonomia das escolas
Em discusssão estarão não só as questões teóricas da autonomia, mas alguns exemplos práticos.
Num tempo em que as escolas e a classe docente são os pomos da discórdia vale a pena aprofundar um conceito que pouco mais tem sido do que isso.
O programa pode ser consultado aqui.
25 novembro, 2005
Sonhos e pesadelos
Como diria o José Mário Branco: foi um sonho lindo que acabou...
Para comemorar a efeméride nada melhor do que a libertação do Bibi....Estão bem um para o outro.
23 novembro, 2005
Os verdadeiros artistas são os professores de portruguês
Francamente, MLR!!! Que discriminação! Então os outros professsores, não têm esse direito? Não podem mostrar que são uns verdadeiros artistas?
20 novembro, 2005
Dietas forçadas
Pelos vistos, desde então, uma coisa já aprendeu: não se abre a boca em público. Pelo menos para falar.
E, a julgar pela silhueta, também deixou de comer bolo rei!
Como soe dizer-se: não come, não fala... o que é que realmente fará este homem?
A próstata
15 novembro, 2005
Efeméride
Tudo começou num já longínquo Outono. Tudo começou num tempo em que soube bem desafiar as coisas, as circunstâncias, os outros e nós próprios...
Temos tentado gerir, desde então, este espaço, procurando, de um modo informal, que ele seja um local de comunicação, de encontro e de perspectiva.
É um certo olhar sobre as coisas. Um olhar nosso, mas também um olhar partilhado. Cúmplice. São modos de ver, de sentir. A vida. O mundo. Aqui. E daqui.
05 novembro, 2005
Colheitas
01 novembro, 2005
Justiça ou terror?
Os chamados casos mediáticos dos últimos anos permitiram a todos os cidadãos ficarem com uma ideia da justiça. Péssima em geral. Mas durante alguns anos podia parecer que tudo se resumia a desorganização de serviços, a falta de computadores, tiranices de funcionários ressabiados, pequenas corrupções, desleixos e pequenas infâmias, juízes rezingões mais preocupados com a forma que com a vida, leis antiquadas ou contraditórias que alguém se tinha esquecido de mudar, ou advogados brilhantes capazes de encontrar os mais pequenos buraquinhos da lei através dos quais conseguiam empurrar os seus clientes.
Hoje, porém (e em parte graças ao caso Felgueiras), percebemos que não é assim. E percebemos que não é assim não pelas coisas estranhas que chegaram ao nosso conhecimento mas pela maneira como o colectivo de profissionais da justiça assobia para o ar perante essas coisas estranhas.
A justiça tem cadáveres no armário. E começam a cheirar mal.
29 outubro, 2005
28 outubro, 2005
Perspectivas
Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes: quando os Sócrates forem apenas filósofos, os Alegres apenas crianças e os Cavacos apenas instrumentos musicais...
23 outubro, 2005
O regresso dos rankings
Sazonalmente, por esta época, somos brindados com a publicação do “ranking” das escolas. Desta vez foi a própria ministra que se atreveu a dizer que estes números são muito pobres pois dizem muito pouco das escolas e do seu trabalho. Vá lá.
O que constatamos de diferente este ano? No essencial nada. No acessório tudo. Mas o acessório é, nalguns casos, essencial.
A Escola de Pampilhosa da Serra lá continua, ano após ano, na cauda da lista. No topo a luta é renhida. Mas, é claro, que campeiam as escolas particulares. Pudera.
Como já tivemos oportunidade de escrever noutra ocasião estes números pouco nos dizem sobre a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem. Mostram sim que a composição dos corpos docente e discente são factores determinantes.
Como é que se "mede" a composição e a evolução do corpo discente? Através da avaliação, no início de um ciclo de estudos (por exemplo, no 10º ano), dos "inputs" e, posteriormente, no final do ciclo (em exames do 12º ano). Só assim é que poderemos ajuizar sobre o real contributo da escola e as mais valias que proporcionou. Porque se é certo que o patamar de entrada em que se situam os alunos do Colégio Mira Rio é necessariamente diverso do dos alunos de Pampilhosa da Serra, o mesmo é de esperar do patamar de saída. Assim, a questão que se coloca é: qual o grau de progressão que os alunos de ambas as escolas fizeram? Constatadas as diferenças iniciais, será então muito razoável concluir que a progressão de um valor em Pampilhosa é muito mais significativa que a de dois ou três valores no Colégio Mira Rio. Os alunos da Pampilhosa têm, de facto, de fazer um grande esforço para progredirem um valor; pelo contrário, os do Colégio Moderno quase nem necessitam de qualquer esforço para progredirem alguns valores. Isso faz toda a diferença. E não há escala que seja capaz de "medir" esse esforço.
Uma outra questão relativa ao corpo discente diz respeito ao número de alunos que ingressam, anualmente, em cada disciplina, no 10º ano e quantos chegam ao final do 12º ano, realizando as respectivas provas de exame. Através do acompanhamento de coortes de alunos para verificar o seu percurso escolar é que há condições para podermos fazer comparações. Porque escolas haverá que não querem correr o risco de "levar a exame" alunos que "lhes estraguem a média". Por isso os aconselham, ou pressionam, a desistir ou a anular a matrícula!
Por outro lado, o corpo docente desempenha igualmente um papel essencial. Mas que podem fazer as escolas públicas em relação aos professores que o Ministério da Educação lá colocou, e que têm um desempenho manifesta e visivelmente insuficiente? Rigorosamente nada, porque o sistema de avaliação do desempenho docente é uma mistificação! Assim, as escolas públicas têm que "aturar" "professores" que não querem, que são incompetentes e dos quais não se conseguem livrar.
Investigações?
O Ministério Público e a Polícia Judiciária (PJ) lançaram na semana que findou na sexta-feira a maior operação de sempre sobre a banca portuguesa: a «Operação Furacão», que visava descobrir indícios de evasão fiscal, fraude fiscal e falsificação de documentos.
À partida esta parecia ser uma excelente notícia. A questão é que o BES soube com antecedência que o BCP, BPN e Finibanco também estavam a ser alvo de investigação por parte do Ministério Público (MP), havendo violação do segredo de justiça. Ou seja, o MP revelou ao BES o nome das entidades que estavam a ser investigadas.
Tudo isto, é claro, só para não haver surpresas. Assim, quando a Judiciária lá chegar eles já têm a papelada toda prontinha e facilitarem assim o trabalho...
21 outubro, 2005
etwinning
O novo portal (www.etwinning.net), está mais fácil do que nunca para que as escolas e professores possam estabelecer e beneficiar das parcerias eTwinning.
Todos os meses o portal tem um tema diferente com notícias, entrevistas, materiais didácticos e um "fórum temático" para partilhar ideias. Por exemplo, o tema de Outubro é o eclipse solar, ilustrado através da matemática, ciências, ambiente e geografia; o tema de Novembro diz respeito às TIC na educação, inspirado pela Cimeira Mundial para a Sociedade da Informação.
16 outubro, 2005
Fotografia
World Press Photo: uma exposição de fotografia. A não perder. No CCB.
Para quem não puder ir aqui fica o link para o site onde é possível ver os "Winners Gallery 2005".
http://www.worldpressphoto.org/
15 outubro, 2005
Seriedade?
Alguns analistas interpretaram as vitórias de Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras e Isaltino Morais nas eleições de domingo como um prémio dado pelos eleitores a pessoas com problemas com a Justiça.
Essa leitura é errada.
O eleitorado não premiou autarcas por terem problemas judiciais.
O que se pode dizer é que o eleitorado não penalizou autarcas com problemas judiciais - o que é substancialmente diferente.(...)
A conclusão a tirar destas eleições não é, portanto, a de que se premiou o crime, mas a de que se esqueceu o crime valorizando-se a obra e o carisma.
Quer isto dizer que estes candidatos só serão derrotados quando nas suas terras aparecerem adversários com a mesma capacidade de realização - e de afirmação - e idêntico carisma.
A seriedade só por si não chega para vencer eleições.
14 outubro, 2005
Percursos
Importará para onde?
A Alice (do País das Maravilhas) não sabia para onde ir. Por isso, lhe responderam que não interessava o caminho a seguir.
Aqui e agora o que conta é o percurso, a viagem propriamente dita. Não o destino.
Uma leitura plausível
Continuo a pensar que o essencial da derrota do PS nestas autárquicas se ficou a dever à dificuldade de apear presidentes camarários em funções e à escolha localizada de maus candidatos. Mas nem sequer vejo uma derrota assim tão demolidora, muito longe do que foi a dimensão e o significado político, aí sim, da derrota de 2001. Bastaria que o PS não tivesse perdido para o PSD 11 câmaras por menos de cem votos, que Francisco Assis tivesse vindo de Bruxelas para fazer campanha no Porto um mês mais cedo ou que tivesse sido escolhido qualquer outro candidato em Lisboa, e toda a leitura política destas eleições teria de ser revista à luz de outros resultados. Mas os 20 ou 30 desfechos locais que permitem ver no desfecho global uma derrota clara dos socialistas não consentem, nem podem consentir, uma extrapolação política para a relação de confiança entre o eleitorado e o actual Governo. Essa leitura é ilegítima por natureza e perigosa para o futuro imediato.
09 outubro, 2005
Premonitório
Ora como já não chovia há anos, há que interpretar este providencial sinal. Certamente alguma coisa está a mudar.
07 outubro, 2005
Da indiferença às ilações
O que mais dói é que já nos é indiferente que seja o Carmona ou o Carrilho que vão passar a dirigir os destinos da capital. Para mal dela e de nós. Preferiríamos, de longe, um Zé Sá Fernanades ou uma Maria José N Pinto em vez de um daqueles trastes, que só vão fazer mais do mesmo.
Quanto ao resto haverá certamente grandes ilações a tirar dos resultados de Felgueiras, Gondomar, Oeiras, Amarante. Para o bem e para o mal.
04 outubro, 2005
Eclipsar
Anda por aí muito mano que o melhor que nos poderiam fazer era eclipsar-se. Mas de vez.
01 outubro, 2005
Ainda os magistrados
Que querem, afinal, os magistrados? Querem manter e até aumentar as suas imensas regalias. Querem continuar a ser titulares de órgãos de soberania, mas ganhar como gestores (mais do que o próprio Presidente da República). Querem continuar a pertencer ao Estado, mas tratar-se em clínicas privadas e usufruir dos melhores médicos, tudo gratuitamente. Querem que 97 por cento dos processos judiciais fiquem parados quase três meses por ano para que eles tenham 13 dias de férias no Natal, 10 na Páscoa e 60 no Verão.
Magistrados e funcionários têm tido direito a um sistema de saúde milionário. Os Serviços Sociais do Ministério da Justiça estabeleceram convenções com os médicos mais caros, todos os tratamentos e internamentos têm sido feitos em clínicas privadas; abastecem-se em supermercados especiais a preços mais baratos. Os magistrados têm direito a transportes gratuitos; muitos utilizam prerrogativas funcionais em benefício pessoal (como ir de graça ao futebol); quase todos auferem subsídios de renda de casa mas vivem em casa própria; compensações para despesas específicas foram transformadas em remunerações permanentes, mas não pagam IRS. Chega-se ao ponto de essas remunerações serem incorporadas nas reformas mas não serem tributadas, tudo porque alguns magistrados assim o decidiram no "exercício do poder soberano de ser juiz em causas de interesse próprio". Alguns até recebem ajudas de custo iguais às dos membros do Governo só para irem ao seu local de trabalho (...)
A greve dos magistrados judiciais é a maior machadada na credibilidade da justiça, mas terá um mérito inegável: fará o povo tomar consciência de que os verdadeiros problemas da justiça resultam mais da cultura corporativa e antidemocrática dos magistrados do que das leis ou da acção dos políticos. Um bom magistrado faz boa justiça mesmo com as más leis, mas um mercenário nunca faz justiça, serve-se dela. Talvez se compreenda então que é altura de expulsar os mercenários para aproveitar e incentivar os bons magistrados que ainda restam e trabalham quase na clandestinidade.






