31 dezembro, 2005
UM BOM ANO!
30 dezembro, 2005
Perspectivas a fechar o ano
António Costa, no Diário Económico: "O ministro das Finanças anunciou o aumento salarial da função pública para 2006: 1,5%. É uma má notícia para os funcionários públicos no imediato, mas é uma boa notícia para o país no médio e longo prazo."
Octávio Ribeiro, no Correio da Manhã: "Quando é que em Portugal, veremos um sindicato defender as promoções por mérito, os prémios de produção diferenciados, os despedimentos agilizados para os relapsos ineptos? Nunca."
Eficácia
Premissa 2: A Caixa Geral de Depósitos tem 9000 processos de empréstimo à habitação, que se encontram em contencioso.
Conclusão: Há pessoas que são bem pagas para mostrarem que são ineficazes.
29 dezembro, 2005
Consanguinidade
28 dezembro, 2005
Onde estamos
- está mais idosa;
- tem menos filhos ( a maioria das famílias tem apenas três membros);
- casa-se menos e cada vez mais tarde;
- a taxa de mortalidade tem vindo a diminuir;
- ligeira diminuição da criminalidade;
- aumento da taxa de desemprego;
- aumento das habilitações académicas.
Por outro lado, em 2004, as viagens de férias e lazer para o estrangeiro aumentaram 50% relativamente a 2003. Tempos de crise?
Sinais dos tempos
Entre 22 e 25 de Dezembro as três operadoras portuguesas (TMN, Vodafone e Optimus) processaram 195,5 milhões de mensagens escritas (SMS) e 1,36 milhões de mensagens multimédia (MMS).
Certamente que o início do novo ano vai tentar destronar este recorde natalício.
Um fenómeno com uma dimensão desta natureza não pode ser considerado uma moda efémera. Assim, tudo leva a crer que estamos perante claros sinais de adopção e uso de novas formas de comunicação que as novas tecnologias permitem.
26 dezembro, 2005
Cartas ao Pai Natal
Um blog, criado pelos alunos do Instituto Piaget Miguel Torga, de Coimbra, serviu para alguns alunos pedirem presentes ao Pai Natal
As cartinhas, e também alguns desenhos digitalizados de quem não sabe escrever, estão disponíveis no endereço http://painatal2005.blogspot.com
Pesquisas no Google
O motor de pesquisa Google.com revelou os 10 termos mais procurados em 2005.
A lista, como se pode comprovar, revela surpresas. Em primeiro lugar ficou o My Space, rede social da Microsoft. Em segundo, vem o Ares, programa de partilha de arquivos. Em terceiro, aparece o portal chinês Baidu.
2 – Ares
3 – Baidu
4 – Wikipedia
5 – Orkut
6 – iTunes
7 – Sky News
8 – World of Warcraft
9 – Green Day
10- Leonardo da Vinci
Por outro lado, Janet Jackson, Xbox 360, Tsunami e Katrina ocuparam o lugar de destaque no ranking dos dez termos mais procurados pelos cibernautas no Google News em 2005.
26 de Dezembro de 2004
Apostas
Ou a fama dos nossos candidatos já vai muito longe ou as empresas de apostas estão sem imaginação... ou os candidatos têm ar de palhaços...
23 dezembro, 2005
Crise?
É obra!
Barrela
Pelos vistos é mesmo refractário à água e ao sabão...Uma barrela, no início do novo ano, não lhe ficava nada mal!
19 dezembro, 2005
Boas Festas e Bom Ano
12 dezembro, 2005
Hecatombe
05 dezembro, 2005
Avaliação formativa porque não?
Na sequência de uma reunião de grupo em que se discutiram questões relacionadas com a avaliação e em que fui "acusado" de dar excessiva ênfase à avaliação formativa, em detrimento da sumativa, partilho “L’évaluation démystifiée” de Charles Hadji.
Toda a avaliação formativa é uma avaliação informativa. E é este aspecto informativo que é a sua característica essencial. Na medida em que informa é formativa, quer seja instrumentada ou não, acidental ou deliberada, quantitativa ou qualitativa. Uma avaliação não tem que estar de acordo com qualquer modelo metodológico para ser formativa.
Uma avaliação formativa elucida os dois actores principais do processo. O professor, que é informado dos efeitos reais do seu trabalho pedagógico, pode, a partir daí, regular a sua acção. O aluno, não só fica a saber onde está, como pode tomar consciência das dificuldades que encontra de modo a ser capaz de reconhecer e corrigir os seus erros.
A avaliação formativa tem uma função “correctora”. Quer o professor quer o aluno devem poder “corrigir” a sua acção, alterando, em caso de necessidade, o dispositivo pedagógico. A avaliação formativa implica, para o professor, maleabilidade e vontade de adaptação. Um dos indicadores que nos permite reconhecer do exterior uma avaliação formativa é exactamente o aumento da variedade didáctica. Uma avaliação que não é seguida por uma alteração das práticas do professor tem poucas hipóteses de ser formativa. Por isso se compreende porque é que muitas vezes se diz que a avaliação formativa é contínua.
01 dezembro, 2005
Avaliação das escolas
Aí se fez referência ao modelo de avaliação escocês e a 3 perguntas essenciais a que as escolas devem responder:
- em que é que a escola é boa
- como é possível demonstrar isso
- o que é que a escola pode fazer para melhorar.
Ou seja, ainda temos uma grande caminhada pela frente...
Ele não come
Hoje deparei com este magnífico texto de Joaquim Fidalgo:
O homem não come. O homem não come!... Com medo de que possa estar por perto alguma câmara de televisão e o apanhe nessa actividade humaníssima que é mastigar, ele não come em público... Vinha na última Sábado, numa reportagem que supostamente mostrava Cavaco Silva "na intimidade". Lá contava o repórter que Cavaco tinha ido buscar um prato com comida, num pequeno-almoço buffet com um conjunto de pessoas, mas, quando se preparava para dar ao dente, logo o atento assessor, em pânico, lhe recordou: "Não coma!" É que havia umas equipas de TV por ali. E o homem não comeu. Lá ficou, quietinho, com o prato à sua frente. Imagine-se! A síndroma do bolo-rei não passou...
Por estas e por outras é que o homem me inspira pouca confiança. A gente não sabe quem ele é. A gente não sabe como ele é. A gente não sabe o que ele pensa. A gente ouve o que ele diz mas a gente nunca sabe o que ele pensa, porque nunca sabe se o que ele diz é o que ele pensa, ou se é apenas o que ele pensa que é suposto dizer naquela circunstância. Nunca lhe sai nada de espontâneo, que ele não deixa. Nunca se mostra ao natural, que ele não quer. Que pessoa é ele, afinal?
Subscrevo completamente.
Só lhe falta o autocolante a dizer:"Se quer perder peso agora pergunte-me como. Cavaco Silva"
29 novembro, 2005
Autonomia das escolas
Em discusssão estarão não só as questões teóricas da autonomia, mas alguns exemplos práticos.
Num tempo em que as escolas e a classe docente são os pomos da discórdia vale a pena aprofundar um conceito que pouco mais tem sido do que isso.
O programa pode ser consultado aqui.
25 novembro, 2005
Sonhos e pesadelos
Como diria o José Mário Branco: foi um sonho lindo que acabou...
Para comemorar a efeméride nada melhor do que a libertação do Bibi....Estão bem um para o outro.
23 novembro, 2005
Os verdadeiros artistas são os professores de portruguês
Francamente, MLR!!! Que discriminação! Então os outros professsores, não têm esse direito? Não podem mostrar que são uns verdadeiros artistas?
20 novembro, 2005
Dietas forçadas
Pelos vistos, desde então, uma coisa já aprendeu: não se abre a boca em público. Pelo menos para falar.
E, a julgar pela silhueta, também deixou de comer bolo rei!
Como soe dizer-se: não come, não fala... o que é que realmente fará este homem?
A próstata
15 novembro, 2005
Efeméride
Tudo começou num já longínquo Outono. Tudo começou num tempo em que soube bem desafiar as coisas, as circunstâncias, os outros e nós próprios...
Temos tentado gerir, desde então, este espaço, procurando, de um modo informal, que ele seja um local de comunicação, de encontro e de perspectiva.
É um certo olhar sobre as coisas. Um olhar nosso, mas também um olhar partilhado. Cúmplice. São modos de ver, de sentir. A vida. O mundo. Aqui. E daqui.
05 novembro, 2005
Colheitas
01 novembro, 2005
Justiça ou terror?
Os chamados casos mediáticos dos últimos anos permitiram a todos os cidadãos ficarem com uma ideia da justiça. Péssima em geral. Mas durante alguns anos podia parecer que tudo se resumia a desorganização de serviços, a falta de computadores, tiranices de funcionários ressabiados, pequenas corrupções, desleixos e pequenas infâmias, juízes rezingões mais preocupados com a forma que com a vida, leis antiquadas ou contraditórias que alguém se tinha esquecido de mudar, ou advogados brilhantes capazes de encontrar os mais pequenos buraquinhos da lei através dos quais conseguiam empurrar os seus clientes.
Hoje, porém (e em parte graças ao caso Felgueiras), percebemos que não é assim. E percebemos que não é assim não pelas coisas estranhas que chegaram ao nosso conhecimento mas pela maneira como o colectivo de profissionais da justiça assobia para o ar perante essas coisas estranhas.
A justiça tem cadáveres no armário. E começam a cheirar mal.
29 outubro, 2005
28 outubro, 2005
Perspectivas
Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes: quando os Sócrates forem apenas filósofos, os Alegres apenas crianças e os Cavacos apenas instrumentos musicais...
23 outubro, 2005
O regresso dos rankings
Sazonalmente, por esta época, somos brindados com a publicação do “ranking” das escolas. Desta vez foi a própria ministra que se atreveu a dizer que estes números são muito pobres pois dizem muito pouco das escolas e do seu trabalho. Vá lá.
O que constatamos de diferente este ano? No essencial nada. No acessório tudo. Mas o acessório é, nalguns casos, essencial.
A Escola de Pampilhosa da Serra lá continua, ano após ano, na cauda da lista. No topo a luta é renhida. Mas, é claro, que campeiam as escolas particulares. Pudera.
Como já tivemos oportunidade de escrever noutra ocasião estes números pouco nos dizem sobre a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem. Mostram sim que a composição dos corpos docente e discente são factores determinantes.
Como é que se "mede" a composição e a evolução do corpo discente? Através da avaliação, no início de um ciclo de estudos (por exemplo, no 10º ano), dos "inputs" e, posteriormente, no final do ciclo (em exames do 12º ano). Só assim é que poderemos ajuizar sobre o real contributo da escola e as mais valias que proporcionou. Porque se é certo que o patamar de entrada em que se situam os alunos do Colégio Mira Rio é necessariamente diverso do dos alunos de Pampilhosa da Serra, o mesmo é de esperar do patamar de saída. Assim, a questão que se coloca é: qual o grau de progressão que os alunos de ambas as escolas fizeram? Constatadas as diferenças iniciais, será então muito razoável concluir que a progressão de um valor em Pampilhosa é muito mais significativa que a de dois ou três valores no Colégio Mira Rio. Os alunos da Pampilhosa têm, de facto, de fazer um grande esforço para progredirem um valor; pelo contrário, os do Colégio Moderno quase nem necessitam de qualquer esforço para progredirem alguns valores. Isso faz toda a diferença. E não há escala que seja capaz de "medir" esse esforço.
Uma outra questão relativa ao corpo discente diz respeito ao número de alunos que ingressam, anualmente, em cada disciplina, no 10º ano e quantos chegam ao final do 12º ano, realizando as respectivas provas de exame. Através do acompanhamento de coortes de alunos para verificar o seu percurso escolar é que há condições para podermos fazer comparações. Porque escolas haverá que não querem correr o risco de "levar a exame" alunos que "lhes estraguem a média". Por isso os aconselham, ou pressionam, a desistir ou a anular a matrícula!
Por outro lado, o corpo docente desempenha igualmente um papel essencial. Mas que podem fazer as escolas públicas em relação aos professores que o Ministério da Educação lá colocou, e que têm um desempenho manifesta e visivelmente insuficiente? Rigorosamente nada, porque o sistema de avaliação do desempenho docente é uma mistificação! Assim, as escolas públicas têm que "aturar" "professores" que não querem, que são incompetentes e dos quais não se conseguem livrar.
Investigações?
O Ministério Público e a Polícia Judiciária (PJ) lançaram na semana que findou na sexta-feira a maior operação de sempre sobre a banca portuguesa: a «Operação Furacão», que visava descobrir indícios de evasão fiscal, fraude fiscal e falsificação de documentos.
À partida esta parecia ser uma excelente notícia. A questão é que o BES soube com antecedência que o BCP, BPN e Finibanco também estavam a ser alvo de investigação por parte do Ministério Público (MP), havendo violação do segredo de justiça. Ou seja, o MP revelou ao BES o nome das entidades que estavam a ser investigadas.
Tudo isto, é claro, só para não haver surpresas. Assim, quando a Judiciária lá chegar eles já têm a papelada toda prontinha e facilitarem assim o trabalho...
21 outubro, 2005
etwinning
O novo portal (www.etwinning.net), está mais fácil do que nunca para que as escolas e professores possam estabelecer e beneficiar das parcerias eTwinning.
Todos os meses o portal tem um tema diferente com notícias, entrevistas, materiais didácticos e um "fórum temático" para partilhar ideias. Por exemplo, o tema de Outubro é o eclipse solar, ilustrado através da matemática, ciências, ambiente e geografia; o tema de Novembro diz respeito às TIC na educação, inspirado pela Cimeira Mundial para a Sociedade da Informação.
16 outubro, 2005
Fotografia
World Press Photo: uma exposição de fotografia. A não perder. No CCB.
Para quem não puder ir aqui fica o link para o site onde é possível ver os "Winners Gallery 2005".
http://www.worldpressphoto.org/
15 outubro, 2005
Seriedade?
Alguns analistas interpretaram as vitórias de Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras e Isaltino Morais nas eleições de domingo como um prémio dado pelos eleitores a pessoas com problemas com a Justiça.
Essa leitura é errada.
O eleitorado não premiou autarcas por terem problemas judiciais.
O que se pode dizer é que o eleitorado não penalizou autarcas com problemas judiciais - o que é substancialmente diferente.(...)
A conclusão a tirar destas eleições não é, portanto, a de que se premiou o crime, mas a de que se esqueceu o crime valorizando-se a obra e o carisma.
Quer isto dizer que estes candidatos só serão derrotados quando nas suas terras aparecerem adversários com a mesma capacidade de realização - e de afirmação - e idêntico carisma.
A seriedade só por si não chega para vencer eleições.
14 outubro, 2005
Percursos
Importará para onde?
A Alice (do País das Maravilhas) não sabia para onde ir. Por isso, lhe responderam que não interessava o caminho a seguir.
Aqui e agora o que conta é o percurso, a viagem propriamente dita. Não o destino.
Uma leitura plausível
Continuo a pensar que o essencial da derrota do PS nestas autárquicas se ficou a dever à dificuldade de apear presidentes camarários em funções e à escolha localizada de maus candidatos. Mas nem sequer vejo uma derrota assim tão demolidora, muito longe do que foi a dimensão e o significado político, aí sim, da derrota de 2001. Bastaria que o PS não tivesse perdido para o PSD 11 câmaras por menos de cem votos, que Francisco Assis tivesse vindo de Bruxelas para fazer campanha no Porto um mês mais cedo ou que tivesse sido escolhido qualquer outro candidato em Lisboa, e toda a leitura política destas eleições teria de ser revista à luz de outros resultados. Mas os 20 ou 30 desfechos locais que permitem ver no desfecho global uma derrota clara dos socialistas não consentem, nem podem consentir, uma extrapolação política para a relação de confiança entre o eleitorado e o actual Governo. Essa leitura é ilegítima por natureza e perigosa para o futuro imediato.
09 outubro, 2005
Premonitório
Ora como já não chovia há anos, há que interpretar este providencial sinal. Certamente alguma coisa está a mudar.
07 outubro, 2005
Da indiferença às ilações
O que mais dói é que já nos é indiferente que seja o Carmona ou o Carrilho que vão passar a dirigir os destinos da capital. Para mal dela e de nós. Preferiríamos, de longe, um Zé Sá Fernanades ou uma Maria José N Pinto em vez de um daqueles trastes, que só vão fazer mais do mesmo.
Quanto ao resto haverá certamente grandes ilações a tirar dos resultados de Felgueiras, Gondomar, Oeiras, Amarante. Para o bem e para o mal.
04 outubro, 2005
Eclipsar
Anda por aí muito mano que o melhor que nos poderiam fazer era eclipsar-se. Mas de vez.
01 outubro, 2005
Ainda os magistrados
Que querem, afinal, os magistrados? Querem manter e até aumentar as suas imensas regalias. Querem continuar a ser titulares de órgãos de soberania, mas ganhar como gestores (mais do que o próprio Presidente da República). Querem continuar a pertencer ao Estado, mas tratar-se em clínicas privadas e usufruir dos melhores médicos, tudo gratuitamente. Querem que 97 por cento dos processos judiciais fiquem parados quase três meses por ano para que eles tenham 13 dias de férias no Natal, 10 na Páscoa e 60 no Verão.
Magistrados e funcionários têm tido direito a um sistema de saúde milionário. Os Serviços Sociais do Ministério da Justiça estabeleceram convenções com os médicos mais caros, todos os tratamentos e internamentos têm sido feitos em clínicas privadas; abastecem-se em supermercados especiais a preços mais baratos. Os magistrados têm direito a transportes gratuitos; muitos utilizam prerrogativas funcionais em benefício pessoal (como ir de graça ao futebol); quase todos auferem subsídios de renda de casa mas vivem em casa própria; compensações para despesas específicas foram transformadas em remunerações permanentes, mas não pagam IRS. Chega-se ao ponto de essas remunerações serem incorporadas nas reformas mas não serem tributadas, tudo porque alguns magistrados assim o decidiram no "exercício do poder soberano de ser juiz em causas de interesse próprio". Alguns até recebem ajudas de custo iguais às dos membros do Governo só para irem ao seu local de trabalho (...)
A greve dos magistrados judiciais é a maior machadada na credibilidade da justiça, mas terá um mérito inegável: fará o povo tomar consciência de que os verdadeiros problemas da justiça resultam mais da cultura corporativa e antidemocrática dos magistrados do que das leis ou da acção dos políticos. Um bom magistrado faz boa justiça mesmo com as más leis, mas um mercenário nunca faz justiça, serve-se dela. Talvez se compreenda então que é altura de expulsar os mercenários para aproveitar e incentivar os bons magistrados que ainda restam e trabalham quase na clandestinidade.
Aposentado
O ex-presidente da CML recusou todas as ofertas de emprego (dos maiores escritórios de advogados, de várias empresas de consultoria, da Microsoft, da Nasa e até da loja chinesa de Campolide) e resolveu reformar-se aos 49 anos (só para chatear o Sócrates). Em declarações ao IP, Santana Lopes revelou-se “maravilhado” com esta nova etapa da sua vida. Passa as manhãs em casa a ver o programa do Goucha e à tarde, depois do “Rex, o Cão Polícia”, vai até ao jardim da Parada, jogar à malha com os novos amigos, até começarem as novelas da TVI. Fez-se assinante da revista “Tempo Livre”, do INATEL, e já se inscreveu numa excursão de idosos às Grutas de Mira D’Aire. Apesar da idade, “Ele ainda está cheio de genica”, garantem os amigos mais próximos.
Magistrados
O pior que pode acontecer a uma classe sócio-profissional que decide fazer greve é essa greve não incomodar ninguém nem impressionar ninguém. Porque uma greve é uma forma de pressão e não há pressão alguma quando a greve não incomoda ninguém. Uma greve de transportes, uma greve da TAP, uma greve dos trabalhadores da EDP, incomodam milhares ou milhões. Uma greve na justiça não incomoda ninguém: para aqueles que esperam um ano por um simples despacho e dez anos por uma sentença, uma semana de greve de juízes, magistrados do Ministério Público e funcionários judiciais não incomoda rigorosamente nada (...)
Hoje, os juízes e o Ministério Público podem gritar aos quatro ventos que estão a ser maltratados e desconsiderados que ninguém mexerá uma palha para os defender. Para quê defender quem não nos defende? Quem está sempre pronto a reclamar por isto, por aquilo e por aqueloutro, pelas férias, pelos subsídios, pelas regalias, e jamais pelos direitos dos desgraçados que esperam em vão por uma justiça que é quase sempre má ou tardia? Nunca pela cabeça dos senhores magistrados passou a ideia de se imaginarem na pele de um cidadão que é vigarizado por terceiro e que contrata um advogado a quem paga, sustenta despesas prévias para meter a acção em tribunal e que confia que, tendo tudo feito conforme é recomendável num Estado de direito, a justiça lhe há-de reconhecer a sua razão, em tempo útil para salvaguardar a sua actividade profissional e recompensá-lo dos prejuízos sofridos. E que, afinal, espera em vão, anos a fim, até realizar ou que a justiça chega tão tarde que já não lhe serve de nada e apenas gastou mais dinheiro, ou então que lhe é negada a razão, a pretexto de formalismos processuais e bizantinices jurídicas que ninguém de boa-fé consegue reconhecer como justiça. Mas nada disso incomodou jamais os senhores magistrados. Nunca os incomodou o facto de o objectivo essencial da sua actividade - que é o serviço público - servir para tudo menos para cumprir a sua função. Como se a justiça, primeiro que tudo, devesse servir os que a servem e não os que a ela recorrem e a pagam.
Os portugueses do delgado
"os portugueses já interiorizaram e decidiram: querem Cavaco como PR. Ponto final."
Quais portugueses?
23 setembro, 2005
Ele anda (mesmo) por aí
O ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa Pedro Santana Lopes vai receber a partir de Outubro uma pensão de 3.178 euros, segundo uma listagem da Caixa Geral de Aposentações a que a Agência Lusa teve acesso. Segundo o documento, Santana vai receber a reforma como ex-presidente de Câmara Municipal.
Sem comentários
O país assistiu incrédulo ao regresso de alguém que é acusado de corrupção passiva, abuso de poderes e peculato, que fugiu à justiça, que desafiou de forma acintosa as regras do Estado de direito, para no final verificar que é possível fazer isto tudo e sair em liberdade. Mais: concorrer ainda a um lugar público, o mesmo onde terá cometido os crimes de que é acusada.
16 setembro, 2005
C versus C
A despedida acabou por fazer história, quando Carrilho ignorou Carmona, ao que este ripostou: "Então não me cumprimenta? Extraordinário! Que grande ordinário!"
Dispensamos escumalha deste nível.
Não é possível impludi-los?
Avaliação do desempenho
A medida parece interessante. Mas não é menos importante saber se a escola está interessada ou não na renovação. O que implica que a avaliação do desempenho docente seja feita em moldes completamente diferentes daqueles que têm sido feitos até agora. Há coragem política para isso?
Porque anda por aí muito mercenário...a merecer ser corrido do sistema.
Moralidade
Acabam assim, daqui em diante, as "reformas" a que os deputados tinham direito ao fim de 12 anos de permanência na Assembleia da República, bem como as subvenções vitalícias que recebiam o Presidente da República, os membros do Governo, os representantes da República nas regiões autónomas, os membros do Conselho de Estado e ainda os juízes do Tribunal Constitucional.
Já não era sem tempo!
14 setembro, 2005
Denúncias
Trata-se de um blog que denuncia um rol de coisas.
A não perder.
13 setembro, 2005
Anestesias
Este ano, de facto, não existiram problemas da colocação. Mas foram criados outros que não são menores: suspensão da progressão na carreira, aumento do tempo para a idade da reforma, aumento do horário de trabalho na escola, redução das horas de acumulação, etc, etc.
Dada a aparente normalidade com que se iniciou o ano lectivo a impressão que fica é que tudo vai bem...O corpo docente está doente ou anestesiado?
11 setembro, 2005
Efemérides
O primeiro 11 de Setembro foi há 4 anos. Depois disso já houve outros.
E o mundo continua impotente...face à barbárie.
10 setembro, 2005
A terra vista do céu

Já aqui se tinha feito referência ao trabalho do francês Yann Arthus-Bertrand, a propósito de uma exposição fotográfica que esteve patente no Terreiro do Paço, intitulada "A terra vista do céu". Aqui fica de novo o link para quem perdeu a exposição e o site, onde podem ser vistas fotografias espectaculares...
E a propósito de vistas saliente-se que nos últimos tempos tem feito muito furor o earthgoogle, um programa que permite ver ao pormenor um pouco de todo o mundo, a começar pela nossa casa...(como aqui se documenta). O download do programa pode ser fito a partir daqui.
Implosões
E não se pode impludi-lo? Ou será mais eficaz explodi-lo?
08 setembro, 2005
Cenários
Viaja-se pelo país e, por onde quer que se vá, o cenário repete-se: por todo o lado há cartazes relativos à campanha para as autarquias com caras e slogans a pedirem a intervenção dos pirómanos. Que, infelizmente, ainda não os descobriram, porque andam ocupados com outras coisas. É pena, porque sempre se poupavam algumas matas...
07 setembro, 2005
Que verão!
Não há memória: foi um verão verdadeiramente escaldante.
Concursos

No regresso a casa, e ao abrir a correpondência, deparei com a surpresa: a Porto Editora informava-me que tinha ganho o 3º prémio (um "Atlas do Mundo - Compacto") do concurso fotográfico cujo tema foi "o verde". Para quem concorre pela primeira vez...
Entretanto, via e-mail, chegou-me a informação relativa à abertura de um novo concurso fotográfico sobre as férias. Aqui fica o link para o regulamento e, naturalmente, a foto premiada.
O regresso
Por vezes, sabe bem sentirmos saudades.
23 agosto, 2005
Sinais
Até breve.
28 julho, 2005
Os mundos de Carrilho
Sendo Carrilho um distinto professor de Filosofia não é de mais pretender que ele pense e saiba que não pode ter um pé nas revistas cor-de-rosa e outro na política pura, onde se discutem ideias e projectos. Porque são dois mundos distintos, senão opostos. Os desastres de Carrilho começaram quando os tentou juntar.
27 julho, 2005
Moralidade
A mais recente é a das acumulações. O limite é um máximo de 6 horas semanais para quem não tem qualquer redução da componente lectiva. Porque, existindo reduções, o número de horas diminui proporcionalmente.
Mas o que urge perguntar é: porquê esta preocupação com os professores do ensino básico e do secundário? E os do ensino superior? E os outros funcionários públicos? Podem todos acumular, não é?
Já há muito que tinhamos percebido que quando não há moralidade nem todos comem...
26 julho, 2005
Com s ou com ç? Faz toda a diferença...
"Sansões aos jornalistas. Sim ou não?
Debater publicamente temas da actualidade, é o objectivo". Sic
Já tínhamos percebido que os jornalistas são pessoas com uma força extraordinária, ou seja sansões ...
24 julho, 2005
23 julho, 2005
Suspeitas
Ao que consta, parece que os correctores dos exames estranharam que os resultados fossem óptimos na parte da escolha múltipla, o que não sucedia com o resto da prova.
Já se suspeitava que muita coisa acontece durante os exames...
Quantas mais Abade Baçal haverá por aí? Nunca o saberemos! E é isso que dói.
19 julho, 2005
De pequenino...
Itália encabeça o ranking europeu quanto ao número de utilizadores de telemóveis, de acordo com esta sondagem.
11 julho, 2005
06 julho, 2005
O primeiro Salão Erótico de Lisboa, de quinta-feira a domingo passado, teve mais de 35 mil visitantes, de acordo com os números da organização divulgados esta terça-feira.
Ora aqui está a verdadeira estratégia para combater o défice.
02 julho, 2005
ISALTINO Morais tem quatro pontos de vantagem em Oeiras sobre a candidata do PSD (e sua antiga número dois, Teresa Zambujo), de acordo com uma sondagem.
Enquanto isto - ou por causa disto? - O Departamento Central de Investigação e Acção Penal, liderado pela procuradora Cândida Almeida, está a passar a pente fino as licenças de construção atribuídas pelo Departamento de Urbanismo da Câmara de Oeiras durante a presidência de Isaltino Morais.
Mais a norte, em Gondomar, Valentim Loureiro deverá suceder a si próprio como presidente da Câmara, de acordo com a sondagem que o EXPRESSO publica esta semana, e uma vez mais com maioria absoluta.
Os vilões sabem perpetuar-se no poder.
Por estes dias, a movimentação de pessoas e de viaturas, na zona norte do Parque das Nações, tem sido de tal ordem que se assemelha à euforia do Euro 2004.
Só que desta vez a emoção é outra: o salão erótico de Lisboa está mesmo a transformar esta zona do parque das Nações numa hora de ponta...
01 julho, 2005
Segundo o Independente de hoje, o ICEP cometeu um erro crasso numa campanha internacional de promoção das tecnologias de informação e da inteligência artificial desenvolvidas em Portugal. Anúncios publicados nas revistas “Time” e “The Economist” remetem os interessados para uma página da internet que pura e simplesmente não existe. Os dois anúncios custam 16 mil contos por semana.
Há alguns dias, o ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, negou em conferência de imprensa que a proposta de alteração à Lei do Orçamento do Estado para 2005, conhecida como Orçamento Rectificativo (OER), contenha erros, admitindo apenas “incorrecções” num quadro do relatório que acompanha o documento...
Hoje, ficou a saber-se que o relatório da Comissão de análise da situação orçamental, conhecida como Comissão Constâncio, contém um "erro" numa soma de um quadro que uma vez corrigido conduz a um défice público, de 2005, de 6,72 por cento do produto interno bruto (PIB), em vez dos 6,83 por cento que constam do documento.
Com tanta gralha podemos concluir que afinal o desempenho dos alunos a Matemática não é assim tão mau! Ou melhor, está tudo ao mesmo nível.
Os números são mesmo a perdição deste país!
Isaltino diz que estranha a coincidência de ter sido constituído arguído em plena pré-campanha eleitoral.
Coitado!
26 junho, 2005
Esta é, segundo o Expresso, a lista das reformas de excepção:
- Juízes e magistrados do Ministério Público
- Militares dos três ramos das Forças Armadas, da Guarda Fiscal e da Guarda Nacional Republicana e pessoal militarizado do Exército e da Marinha
- Funcionários e agentes da PSP
- Pessoal de Investigação Criminal da Polícia Judiciária
- Pessoal do serviço de Informações Estratégicas de Defesa e Militares (SIEDEM)
- Pessoal da carreira de investigação e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e do Serviço de Informação e Segurança (SIS)
- Bombeiros profissionais;
- Conservadores, notários e oficiais dos registos e do notariado
- Oficiais de justiça
- Educadores de infância e professores do 1º ciclo do ensino básico (ensino público)
- Médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica
- Pessoal dos serviços de telecomunicações aeronáuticos e pessoal dos serviços do tráfego aéreo
- Portageiros e fiscais de portagem
- Trabalhadores das Administrações Portuárias e pessoal do Instituto Marítimo-Portuário
- Vigilantes de natureza, mestres florestais principais, mestres florestais e guardas florestais
- Pessoal de matadouros públicos nas Regiões Autónomas
- Pessoal diverso da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, da Inspecção-Geral das Actividades Económicas, do Instituto Geográfico Português, I.P., do Instituto Nacional de Medicina Legal e do Instituto de Meteorologia, I.P. e dos extintos Instituto de Produtos Florestais, Instituto de Produtos Químicos Farmacêuticos, Instituto dos Têxteis e da Alta Autoridade Contra a Corrupção
- Pessoal de empresas públicas.
25 junho, 2005
Acaba de ser conhecido o resultado do concurso de professores. Duas evidências:
Primeira: Desta vez não tivemos direito às trapalhadas do ano passado.
Segunda: cem mil candidatos não mudaram a sua situação. Quer isto dizer que queriam mudar, pois por isso concorreram. E se queriam mudar é porque não estão bem onde estão. E se não estão bem onde estão... não admira que as coisas não corram de feição...
Nem precisávamos de tamanho número para comprovar que a causa educativa não anda nada bem...
De Inglaterra chega-os uma notícia curiosa:
Para combater o absentismo escolar o governo multou em 75 euros por criança, os pais que levaram os filhos para férias durante o ano lectivo.
Com o absentismo discente que por aí grassa, esta é certamente uma boa estratégia para equilibrar o défice!
A uma pergunta sobre se não previra que o vídeo no qual aparece com a família seria mais falado do que as suas propostas, M M Carrilho respondeu:
"O que está a dizer é que os jornalistas são débeis mentais e não se interessam pelo essencial. Pobre país que tem uma classe jornalística assim".
Quando questionado sobre as propostas para a cidade de Lisboa, a resposta de MMC foi lapidar: "Tenho 38 760 caracteres de propostas e ideias".
São caracteres a mais!
Daniel Oliveira no Expresso:
"A maioria dos jornalistas não tem agenda, não faz agenda, não olha sequer para nenhuma agenda. E não investiga nada. São apenas artistas de variedades, prontos para entreter o público com aquilo que o público quer. Mas se o «arrastão» existiu nos jornais e nas televisões, nas conversas de café e de autocarro, quem sou eu para o negar? Vou na onda: isto vai de mal a pior, já nem se pode sair à rua.
(...) Quem tem capacidade para organizar quinhentos assaltantes não vai para uma praia de pelintras palmar carteiras".
24 junho, 2005
Esta chegou-me por e-mail e não resisto a postá-la.
Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados. Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda.
De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade. Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!
Ora veja-se:
o nosso Presidente da República é um reformado;
o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado;
o nosso ministro das Finanças é um reformado;
o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
o ministro das Obras Públicas é um reformado;
gestores ilustres e activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?...) são reformados;
o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
entre os autarcas, garantiu-o o presidente da ANMP, há "centenas, se não milhares" de reformados;
o presidente do Governo Regional da Madeira é, entre muitas outras coisas que a decência não me permite escrever aqui, um reformado; e assim por diante...
Digam-me lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados, que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita, que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos! Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós. Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...
Joaquim Fidalgo
Jornalista
Ainda o Público: "Muitos autarcas portugueses, em particular os que acumulam os seus lugares de vereadores ou presidentes de câmara com os de membros dos órgãos sociais de empresas municipais e intermunicipais, auferem vencimentos próximos dos do Presidente da República".
Pois é, já tinhamos percebido que o cargo é muito apetecível!
Dos jornais:
"A Federação Nacional de Professores (Fenprof) concorda com a redução do número de professores que têm funções sindicais de 1327 para 450 ainda este ano, proposta hoje pelo primeiro-ministro, José Sócrates". Concorda? A gente lê e desconfia, não é? O que é que vão querer em troca? Porque 1327 é muita gente...
E anda o estado a pagar o salário a estes 1327 energúmenos para eles lhe fazerem a cama...
23 junho, 2005
Última hora do Público:
"Forças de segurança ameaçam endurecer formas de luta".
Contra quem?
Já não consigo ouvi-los. Nem sequer faço já um esforço para isso. Só me provocam indignação.
Falo de sindicalistas. Que podem ser dos professores, da função pública e de outras corporações. É tudo excessivamente corporativo.
Porque a gente ouve-os e todo aquele palavreado soa a falso. Precebemos que no fundo da questão o que está em causa é mesmo o seu tacho. Por isso lutam procurando mostrar um abnegado esforço. Mas já não convencem. E quanto mais falam menos vontade temos de os ouvir.
Se não os podemos exterminar pelo menos ponham-nos a trabalhar! Que bem precisam. Que bem precisa o país.
Do Blog dos Marretas
João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, relatou à rádio TSF ter visto "professores chorarem na sala de professores com raiva por quererem fazer greve e estarem sem saber se a podem fazer sem terem consequências disciplinares".
Ora aqui está uma dúvida que afecta a Humanidade desde os primórdios: como tomar uma atitude sem arcar com as consequências?
Chorar baba e ranho pode ser uma solução, pode sim senhor, mas não resolve nada.
22 junho, 2005
21 junho, 2005
18 junho, 2005
Ainda, e sempre, Eugénio de Andrade:
Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Link para outros poemas
15 junho, 2005
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
____
Frente a frente
Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!
Eugénio de Andrade
14 junho, 2005
10 junho, 2005
Esperança de vida masculina
Fonte: Murcon de Júlio M Vaz:
Agora já existe mais uma justificação!!
Contemplar o peito das mulheres, é bom para a saúde dos homens e ajuda-os a viver mais tempo!... Foi o que revelou um estudo realizado por um grupo de pesquisadores alemães. Eles concluiram que olhar fixamente todos os dias, durante 10 minutos, para os seios de uma mulher, é tão benéfico como uma boa meia-hora de exercícios físicos.
Este estudo, efectuado ao longo de 5 anos, num grupo de 200 homens (voluntários), demonstrou que todos os que aproveitaram o espectáculo entusiasmante e diário de belos seios femininos, sofriam menos de doenças cardio-vasculares e tinham menos problemas de hipertensão do que os que não olharam para os seios todos os dias. O Dr. Karen Weatherby, que dirigiu os estudos, afirmou que: "Olhar para os seios de uma bela mulher durante 10 minutos, em cada dia, é o equivalente a uma meia-hora de aeróbica. A excitação sexual aumenta a frequência cardíaca, e é benéfica para a circulação do sangue.
Nós pensamos que, com tal prática diária, os homens podem aumentar a esperança de vida em pelo menos 5 anos."
NOTA FINAL: Eu sabia que tinha de haver uma explicação... Os homens não são tarados, estão é preocupados com a sua saúde!!!
30 maio, 2005
Em França foi o que se viu: um rotundo NÃO à constituição europeia.
Alexandra Lucas Coelho, Na Pública, escreve sobre um outro não ainda mais preocupante: "eles NÃO querem sexo"!
Ao que isto chegou!
Ontem no Estádio Nacional, no jogo da final da Taça, claudicou a teoria, que por aqui andou, que afirmava que as equipas que trajam de vermelho tinhamm vantagem competitiva sobre o adversário. Pelos vistos o Setúbal mostrou que não é bem assim.
Já agora fica a tentativa de explicação: "A coloração vermelha é uma característica sexualmente seleccionada, um sinal relacionado com a testosterona, que atesta a qualidade dos machos em vários animais. Em algumas espécies não humanas, a posição de dominância de um macho pode ser aumentada experimentalmente fornecendo-lhe estímulos artificiais vermelhos".
Clara Barata. na Pública.
28 maio, 2005
José Manuel Fernandes fala-nos de "um estudo agora divulgado onde se conclui que as estatísticas mostram que, no desporto, as equipas que trajam de encarnado têm uma vantagem competitiva sobre os seus adversários. Ao que parece, a «cor de sangue» exerce um efeito que diminui a capacidade de resposta dos opositores que optaram por trajar outros tons".
Comentários para quê?
Miguel Cadilhe, o mais emblemático ministro das Finanças de Cavaco Silva, acusa-o de ser o principal responsável pelo Novo Sistema Retributivo da Função Pública, que conduziu ao enorme aumento da massa salarial dos funcionários no início dos anos 90 e que representa hoje 15% do PIB, sendo a terceira administração pública mais cara da União Europeia.




