26 dezembro, 2005

Cartas ao Pai Natal

Um blog, criado pelos alunos do Instituto Piaget Miguel Torga, de Coimbra, serviu para alguns alunos pedirem presentes ao Pai Natal

As cartinhas, e também alguns desenhos digitalizados de quem não sabe escrever, estão disponíveis no endereço http://painatal2005.blogspot.com

Pesquisas no Google

O motor de pesquisa Google.com revelou os 10 termos mais procurados em 2005.
A lista, como se pode comprovar, revela surpresas. Em primeiro lugar ficou o My Space, rede social da Microsoft. Em segundo, vem o Ares, programa de partilha de arquivos. Em terceiro, aparece o portal chinês Baidu.

1 – My Space
2 – Ares
3 – Baidu
4 – Wikipedia
5 – Orkut
6 – iTunes
7 – Sky News
8 – World of Warcraft
9 – Green Day
10- Leonardo da Vinci

Por outro lado, Janet Jackson, Xbox 360, Tsunami e Katrina ocuparam o lugar de destaque no ranking dos dez termos mais procurados pelos cibernautas no Google News em 2005.


26 de Dezembro de 2004

Faz hoje um ano que a terra tremeu na Indonésia ao largo da costa ocidental da ilha de Samatra do Norte. Nas horas seguintes, as ondas gigantes transformaram o que era um paraíso de férias num autêntico inferno. O último balanço contabiliza 217.000 mortos.

Apostas

Depois da polémica com o site da empresa austríaca Betandwin, onde os nomes dos candidatos à Presidência da República apareciam num portal de apostas, agora é a vez da BetFit, uma empresa sediada na Costa Rica.
Ou a fama dos nossos candidatos já vai muito longe ou as empresas de apostas estão sem imaginação... ou os candidatos têm ar de palhaços...

23 dezembro, 2005

Crise?

Segundo o Correio da Manhã os Portugueses já levantaram nas caixas multibanco, nos primeiros 20 dias deste mês, mais de 1,3 mil milhões de euros.
É obra!

Pequenas grandezas



À falta de melhor... temos a maior árvore de Natal da Europa.

Barrela

Já se sabe qual é a razão pela qual Mahmoud Ahmadinejad, Presidente do Irão, se penteia, nos últimos tempos, com um risco ao meio. É para separar os piolhos machos dos piolhos fêmeas...
Pelos vistos é mesmo refractário à água e ao sabão...Uma barrela, no início do novo ano, não lhe ficava nada mal!

19 dezembro, 2005

Boas Festas e Bom Ano








A todos aqueles que têm tido a amabilidade e a paciência de irem passando por aqui... o desejo de um bom Natal e de um óptimo 2006.

12 dezembro, 2005

Hecatombe

George W. Bush admitiu hoje que a invasão do Iraque, e a onda de violência que se lhe seguiu, custou a vida a 30 mil cidadãos do país. Bush tornou-se numa verdadeiura arma de destruição maciça.

05 dezembro, 2005

Avaliação formativa porque não?

Na sequência de uma reunião de grupo em que se discutiram questões relacionadas com a avaliação e em que fui "acusado" de dar excessiva ênfase à avaliação formativa, em detrimento da sumativa, partilho “L’évaluation démystifiée” de Charles Hadji.

Toda a avaliação formativa é uma avaliação informativa. E é este aspecto informativo que é a sua característica essencial. Na medida em que informa é formativa, quer seja instrumentada ou não, acidental ou deliberada, quantitativa ou qualitativa. Uma avaliação não tem que estar de acordo com qualquer modelo metodológico para ser formativa.

Uma avaliação formativa elucida os dois actores principais do processo. O professor, que é informado dos efeitos reais do seu trabalho pedagógico, pode, a partir daí, regular a sua acção. O aluno, não só fica a saber onde está, como pode tomar consciência das dificuldades que encontra de modo a ser capaz de reconhecer e corrigir os seus erros.

A avaliação formativa tem uma função “correctora”. Quer o professor quer o aluno devem poder “corrigir” a sua acção, alterando, em caso de necessidade, o dispositivo pedagógico. A avaliação formativa implica, para o professor, maleabilidade e vontade de adaptação. Um dos indicadores que nos permite reconhecer do exterior uma avaliação formativa é exactamente o aumento da variedade didáctica. Uma avaliação que não é seguida por uma alteração das práticas do professor tem poucas hipóteses de ser formativa. Por isso se compreende porque é que muitas vezes se diz que a avaliação formativa é contínua.


01 dezembro, 2005

Avaliação das escolas

No seminário internacional realizado na Gulbenkian sobre a autonomia das escolas falou-se de avaliação de escolas. E recordou-se que foi David Justino quem, um belo dia, decidiu acabar com o mecanismo de auto-avaliação então existente, preferindo o vazio.
Aí se fez referência ao modelo de avaliação escocês e a 3 perguntas essenciais a que as escolas devem responder:
- em que é que a escola é boa
- como é possível demonstrar isso
- o que é que a escola pode fazer para melhorar.
Ou seja, ainda temos uma grande caminhada pela frente...

Ele não come

Já aqui se tinha feito referência ao síndroma do bolo-rei e às dietas forçadas de Cavaco.
Hoje deparei com este magnífico texto de Joaquim Fidalgo:
O homem não come. O homem não come!... Com medo de que possa estar por perto alguma câmara de televisão e o apanhe nessa actividade humaníssima que é mastigar, ele não come em público... Vinha na última Sábado, numa reportagem que supostamente mostrava Cavaco Silva "na intimidade". Lá contava o repórter que Cavaco tinha ido buscar um prato com comida, num pequeno-almoço buffet com um conjunto de pessoas, mas, quando se preparava para dar ao dente, logo o atento assessor, em pânico, lhe recordou: "Não coma!" É que havia umas equipas de TV por ali. E o homem não comeu. Lá ficou, quietinho, com o prato à sua frente. Imagine-se! A síndroma do bolo-rei não passou...
Por estas e por outras é que o homem me inspira pouca confiança. A gente não sabe quem ele é. A gente não sabe como ele é. A gente não sabe o que ele pensa. A gente ouve o que ele diz mas a gente nunca sabe o que ele pensa, porque nunca sabe se o que ele diz é o que ele pensa, ou se é apenas o que ele pensa que é suposto dizer naquela circunstância. Nunca lhe sai nada de espontâneo, que ele não deixa. Nunca se mostra ao natural, que ele não quer. Que pessoa é ele, afinal?
Subscrevo completamente.
Só lhe falta o autocolante a dizer:"Se quer perder peso agora pergunte-me como. Cavaco Silva"

29 novembro, 2005

Autonomia das escolas

A autonomia das escolas é o objecto da conferência anual que a Gulbenkian promove hoje e amanhã.
Em discusssão estarão não só as questões teóricas da autonomia, mas alguns exemplos práticos.
Num tempo em que as escolas e a classe docente são os pomos da discórdia vale a pena aprofundar um conceito que pouco mais tem sido do que isso.
O programa pode ser consultado aqui.

25 novembro, 2005

Sonhos e pesadelos

O 25 de Novembro faz hoje 30 anos.
Como diria o José Mário Branco: foi um sonho lindo que acabou...
Para comemorar a efeméride nada melhor do que a libertação do Bibi....Estão bem um para o outro.

23 novembro, 2005

Os verdadeiros artistas são os professores de portruguês

A Ministra da Educação saiu-se com esta: "Quantos professores de Português não gostariam de ir à escola de 1º ciclo ler poesia ou fazer umas graças?.."
Francamente, MLR!!! Que discriminação! Então os outros professsores, não têm esse direito? Não podem mostrar que são uns verdadeiros artistas?

20 novembro, 2005

Dietas forçadas

Todos nos lembramos - e já lá vão uns anitos - daquela célebre imagem do Cavaco a comer bolo rei de boca aberta.
Pelos vistos, desde então, uma coisa já aprendeu: não se abre a boca em público. Pelo menos para falar.
E, a julgar pela silhueta, também deixou de comer bolo rei!
Como soe dizer-se: não come, não fala... o que é que realmente fará este homem?

A próstata

Mário Soares quer conhecer o boletim médico dos outros candidatos. Conhecer o nível de testosterona dos adversários é, certamente, uma mais valia...

15 novembro, 2005

Efeméride

Completaram-se, por estes dias, dois anos de existência do doisdedosdeconversa.
Tudo começou num já longínquo Outono. Tudo começou num tempo em que soube bem desafiar as coisas, as circunstâncias, os outros e nós próprios...
Temos tentado gerir, desde então, este espaço, procurando, de um modo informal, que ele seja um local de comunicação, de encontro e de perspectiva.
É um certo olhar sobre as coisas. Um olhar nosso, mas também um olhar partilhado. Cúmplice. São modos de ver, de sentir. A vida. O mundo. Aqui. E daqui.

05 novembro, 2005

Colheitas

Em França, aparentemente, parece que a barbárie saiu à rua. São os frutos do tempo: quem semeia ventos colhe tempestades.

01 novembro, 2005

Justiça ou terror?

José Vitor Malheiros no Público, num artigo intitulado "História de terror":
Os chamados casos mediáticos dos últimos anos permitiram a todos os cidadãos ficarem com uma ideia da justiça. Péssima em geral. Mas durante alguns anos podia parecer que tudo se resumia a desorganização de serviços, a falta de computadores, tiranices de funcionários ressabiados, pequenas corrupções, desleixos e pequenas infâmias, juízes rezingões mais preocupados com a forma que com a vida, leis antiquadas ou contraditórias que alguém se tinha esquecido de mudar, ou advogados brilhantes capazes de encontrar os mais pequenos buraquinhos da lei através dos quais conseguiam empurrar os seus clientes.
Hoje, porém (e em parte graças ao caso Felgueiras), percebemos que não é assim. E percebemos que não é assim não pelas coisas estranhas que chegaram ao nosso conhecimento mas pela maneira como o colectivo de profissionais da justiça assobia para o ar perante essas coisas estranhas.
A justiça tem cadáveres no armário. E começam a cheirar mal.