28 maio, 2005
José Manuel Fernandes fala-nos de "um estudo agora divulgado onde se conclui que as estatísticas mostram que, no desporto, as equipas que trajam de encarnado têm uma vantagem competitiva sobre os seus adversários. Ao que parece, a «cor de sangue» exerce um efeito que diminui a capacidade de resposta dos opositores que optaram por trajar outros tons".
Comentários para quê?
Miguel Cadilhe, o mais emblemático ministro das Finanças de Cavaco Silva, acusa-o de ser o principal responsável pelo Novo Sistema Retributivo da Função Pública, que conduziu ao enorme aumento da massa salarial dos funcionários no início dos anos 90 e que representa hoje 15% do PIB, sendo a terceira administração pública mais cara da União Europeia.
Segundo o Expresso, Sócrates não anunciou o seguinte:
. Criação de uma taxa social única para Estado e privados
. Abolição de: Reformas especiais para polícias, professores ou enfermeiros; Sistemas especiais de saúde das Forças Armadas, PSP, GNR e Juízes
. Suspensão dos diplomas para reforma antecipada no sector privado
. Privatização dos matadouros.
. Redução do número de professores deslocados nos sindicatos
. Fim do horário-zero dos professores na pré-reforma
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, decidiu à última hora recusar o convite da UEFA para assistir à final da taça europeia entre o CSKA e o Sporting. Já não ia a tempo de comprar um bilhete e decidira não recorrer ao convite que a UEFA lhe enviara porque o valor desse mesmo bilhete ultrapassava o que está estipulado para as ofertas que o presidente da Comissão Europeia pode receber sem ser acusado de se deixar subornar...
Gato escaldado...
27 maio, 2005
24 maio, 2005
Depois de uma longa travessia do deserto aí temos o regresso dos encarnados à conquista de títulos. O primeiro já cá canta. Domingo há mais!
E isto sucede num momento decisivo. Com esta vitória temos assegurada a retoma. Os 6, 83% que se cuidem!! AH GANDA BENFICA!
Vejam-se já os efeitos: a eleição de Guterres para Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.
19 maio, 2005
Ambição e crença teriam sido dois ingredientes suficientes para que o Sporting se tivesse sagrado campeão, ontem à noite. Embalado no 1-0, limitou-se a gerir o resultado. E foi o que se viu!
José Peseiro não teve visão estratégica e acabou por criar as condições para que a equipa se afundasse.
Há derrotas que custam muito a engolir. Esta foi uma delas.
Foi uma semana muito negra para os leões: dois sonhos tornaram-se verdadeiros pesadelos.
15 maio, 2005
Dado que o link que por aí anda, onde se procura alertar para as virtualidades da TAC (Técnica de Alinhamento Coital), se encontra acessível só a assinantes do Público, aqui fica um naco daquela prosa:
"A TAC - em inglês, CAT, "coital alignment technique" - consiste, nas palavras de Eichel, "na única forma verdadeira de fazer amor", através de uma adaptação da clássica posição do missionário: ela por baixo, ele por cima, os dois deitados, mas com as colunas vertebrais direitas e a zona pélvica alinhada ao mesmo nível. O homem deve deixar cair todo o peso do corpo contra o da mulher, sem se apoiar nos cotovelos ou mãos, antes abraçando os ombros da parceira, para, desta forma, conseguir que a base do pénis roce o clítoris durante a penetração. Com as pernas sobrepostas, ambos devem então iniciar um suave movimento simultâneo - mas contrário, com ela a elevar quando ele baixa e vice-versa - da pélvis para cima e para baixo, ao invés do "entra-e-sai" da praxe. O chamado "rocking movement", em que os dois se movem ao mesmo ritmo e à mesma velocidade".
E sejam felizes!!!
António Barreto, no Público:
"Ministros, deputados e autarcas que se consideram acima da lei e são, na verdade, impunes? Empresários, banqueiros, proprietários, aristocratas, burgueses, empreiteiros e patos-bravos que se comportam com a convicção de que tudo lhes é devido e de que o nome, por vezes, o dinheiro, sempre, lhes conferem direitos de extraterritorialidade perante a lei?
Tudo isto me faz a mesma impressão do que a milhares de cidadãos. Mas tudo isto não seria mais do que o resultado da pobreza secular, da miséria cultural e moral, da voracidade de quem quer enriquecer depressa, da arrogante tradição dos banqueiros e empresários de regime e da pequenez de políticos videirinhos... Não seria mais do que isso... Mas é bem pior. É o resultado das deficiências da Justiça. É a consequência da falta de justiça. Pior do que a corrupção".
A rematar, uma boa notícia: os jacarandás voltaram!
09 maio, 2005
Na Pública de ontem ensina-se a fazer uma TAC - Técnica de alinhamento coital. Não é nada complicado como se pode comprovar!
Alerta da pediatra Ariane Brand: "o tipo de alimentação que está a ser dado às crianças levou já a que estas sejam vítimas de doenças que antes eram exclusivas dos adultos".
Na Pública.
06 maio, 2005
As propostas do Governo e do Bloco de Esquerda para limitar os mandatos do primeiro-ministro, dos autarcas e presidentes dos governos regionais foram hoje aprovadas, na generalidade, embora apenas com os votos do PS e do BE. Ou seja, o PSD, o PCP e o PP estão contra.
Dá para perceber porquê, não dá?
03 maio, 2005
"Reservado, pouco falador, mas igualmente determinado e com algum mau génio, o primeiro-ministro tem gerido o início da legislatura com total pragmatismo mantém o Governo em silêncio, não o desgastando, e anuncia de surpresa medidas que vão ao encontro das preocupações mais basilares dos portugueses, como foi o caso da sua intervenção na AR. É pena que Sócrates não seja do PSD, porque tem tudo - a política pragmática e reformista - o que distingue a direita da esquerda. Só que o actual primeiro- -ministro parece ter passado por cima dessa clivagem ideológica e adopta tudo o que são boas medidas, sejam elas de direita, centro ou esquerda. É a segunda vez que ele surpreende pela positiva, e isso não é um bom sinal para a oposição".
É o teclado de Luís Delgado, no DN. Quem diria?
27 abril, 2005
De acordo com o Público de hoje "a tutela quer alterar parte da imagem que o PISA fotografou: os professores portugueses têm baixas expectativas em relação aos alunos, são absentistas e resistentes à mudança".
23 abril, 2005
Miguel Sousa Tavares, no Público:
Ora, sejamos directos: a escolha do cardeal Ratzinger para Papa foi a pior escolha possível dos cardeais. Foi, como alguém escreveu, a extrema-direita do Espírito Santo quem escolheu este homem que prega o valor absoluto da fé contra, imagine-se..., "a ditadura do relativismo". Conhecendo-se as suas ideias e o seu percurso dentro da Igreja (em particular, a sua transformação de teólogo do Vaticano II em perseguidor dos teólogos não-alinhados), só uma transformação radical impedirá que ele seja um Papa para dividir e não para unir - católicos e não-católicos. Não acrescentará o rebanho pela força da palavra e do Evangelho, como João XXIII, nem pelo carisma pessoal, como João Paulo II.
13 abril, 2005
O mundo dos consultórios médicos
Quando, num consultório médico, passamos horas à espera da consulta, só há mesmo um paliativo para aquele suplício: embrulhar o nosso desespero na leitura das revistas que geralmente abundam.
Foi o caso quando ontem aguardava pela realização de uma cintigrafia. Não cheguei a abrir nenhum daqueles pasquins, porque eles têm sempre aquele aspecto seboso, com o ar de que já foram folheados por meia Lisboa. Mas a leitura da capa foi suficiente para me pôr a par das coisas importantes da vida que, pelos vistos, tenho andado a perder. Senão reparem nestes títulos de capa da TV 7 Dias:
“Filhos de João Pinto revoltados já quase não falam ao pai".
"Cinha Jardim abre o coração: “Fui traída”. E, logo de seguida: "As pazes com Santana Lopes".
"Filha transexual de Nené é a nova bomba da Quinta".
E ainda: "Frota foge do filho".
O que eu tenho andado a perder!!!
11 abril, 2005
Ana Sá Lopes no Público:
Não resisti, Pedro. Foi mais forte do que eu. Queria ver-te, Pedro. Fui a Pombal. Apareci naquele medonho pavilhão lá no meio do nada. Nem te digo como, mas convenci um gajo a deixar-me entrar como observadora. Precisava de apalpar o território, ver o que dizias ao partido que te deu 80 por cento dos votos e depois te traíu desta maneira.
Um dos maiores prodígios da vida, Pedro, é a passagem do amor ao desamor. Tu e eu sabemos que não há grandes diferenças entre a vida e a política. As coisas acontecem sem nós percebermos como, olhamos para o lado e a verdade de ontem escapou-se-nos entre os dedos. O amor e a política são uma alucinação, Pedro. Se a vida, ela própria, é uma alucinação, como é que é possível que nós todos, os que vivemos as coisas intensamente, não andemos permanentemente alucinados?
Tu ainda estás para saber o que se passou para que essa maltosa que te deu 80 por cento em Novembro passado esteja agora pronta para te ver pelas costas. Eu ainda estou para perceber porque é que um gajo que, há quinze dias, me amava perdidamente (era o que ele dizia e suponho que uma declaração de amor assim seja o equivalente a 80 por cento dos votos num congresso) tenha deixado de telefonar.
"Não me mataram. Feriram-me gravemente mas não me mataram", dizes tu. Estou na mesma, Pedro. O gajo também me feriu, mas não me matou. Ando melancólica, mas isto passa. Estou aqui para as curvas (e tu também, já percebi). Oh, como estamos fartos de saber, nós os dois, que há mais marés que marinheiros, que quem desdenha quer comprar, que quem semeia ventos colhe tempestades, que depois vem a bonança, que as águas do rio estão sempre a passar debaixo das pontes (esta, se não me engano, é do Cavaco).
Vais andar por aí. Prometeste. Eles vão encontrar-te outra vez, Pedro. Mesmo ferido, meu menino guerreiro, vão apanhar contigo. Julgavam o quê? Se der, vemo-nos por aí. Eu gostava. Acho que podíamos trocar experiências de vida, do amor e da política, de todas essas alucinações. Também já levei muita facada nas costas, tiros da minha própria trincheira (um antigo namorado enganou-me com uma amiga), tenho uma colecção de Henriques Chaves para dar e vender (oh, Pedro, dei o meu ombro a tanta gente que depois me tramou), acho que te compreendo muito bem.
Sabes o que é eu penso do gajo que dizia que me amava perdidamente e agora deu o fora? Que é doido. Ou não está bom agora, ou não estava bom na altura. Olha, doidos são doidos, como essa gente que te deu 80 por cento dos votos em Novembro, 15 dias antes do Sampaio convocar eleições antecipadas. Que é que se pode fazer com doidos? Olha, andar por aí. Pode ser que nos encontremos. Por mim, vou fazer os possíveis.
Um beijo da admiradora (ou algo mais)
Vanessa
