15 março, 2005

Sem surpresas
O Governo decidiu, na primeira reunião do Conselho de Ministros, o regresso a Lisboa das Secretarias de Estado que tinham sido deslocalizadas pelo executivo anterior. É claro!

Pedro Santana Lopes regressa à Câmara de Lisboa. Já não tinha onde cair morto!

11 março, 2005

O samurai da imprensa portuguesa
A crónica de EPC sobre LD. A não perder, no Público de hoje: "Já não aparece, já não comenta, já não tem música na voz. Vai-nos fazer muita falta".
É a travessia do deserto.
11 de março
Uma data inolvidável. Pelas piores razões: 192 mortos e 1400 feridos.

05 março, 2005

À espera de Godot
Agora que Manuela Ferreira Leite se indisponibilizou para ser candidata à liderança do PSD continua toda a gente à espera da terceira via. Porque Menezes e Marques Mendes não convencem.
O sem abrigo
"Santana Lopes nada fez jamais nem sabe fazer fora da política (...) Já declarou que nem tinha casa, dando como exemplo de virtude o que não passa de um sinal de marginalidade e incompetência".
Maria de Fátima Bonifácio
Ei-lo

Temos governo. Supostamente para 4 anos. Supostamente para dar uma grande volta a isto. Que bem precisa.
Biografias

03 março, 2005

A realidade dos números

No Público de hoje:
"Uma em cada seis raparigas entre os 15 e os 19 anos não utiliza qualquer método anticoncepcional".
"Uma em cada três adolescentes já tomou a pílula do dia seguinte".
Números que dão que pensar...
A onda



Mike Brumet, no Mavericks Surf Competition, a decorrer em Half Moon Bay, na Califórnia.
Certamente Brumet estava noutra... onda, que não esta.

Ele há coincidências!




A débil saúde de João Paulo II conjugou-se com o desaire eleitoral de 20 de Fevereiro. Num ápice temos em Pedro Santana Lopes um novo candidato, com uma imagem convincente - como seria de esperar!
(S)Excomunhão
Publico de hoje:
"Padre recusa dar a comunhão aos católicos que usam métodos contraceptivos".
Parafraseando o João César das Neves, a notícia deveria ser assim:
Padre recusa dar a comunhão aos católicos que comem pastéis de nata.
Um nome a excomungar: Nuno Serras Pereira.

Oportunismo religioso

O Papa é agora o bombo da festa dos canais televisivos. Abrem todos com a mesma notícia, e durante vários minutos tecem os mais diversos cenários sobre a evolução da situação. Por fim, ainda vem um correspondente de Roma.
É um fartar vilanagem! Porquê tanta devoção, tanto enlevo, tanta publicidade? Não é suposto que o serviço informativo seja laico? As imagens falam por si. Bem nos podiam privar deste enxovalho. Há momentos em que a resignação se impõe. Este é um deles.

27 fevereiro, 2005

Vai um pastel?

Por estes dias estivemos todos tão embebido na refrega eleitoral que nem nos apercebemos da brilhante entrevista que João César das Neves deu ao Independente. Felizmente há sempre alguém que faz o trabalho por nós. Neste caso foi o Ricardo Araújo Pereira, que promoveu, na Visão, o César das Neves a novo "sex symbol".
Segundo RAP, JCN condena o aborto, o preservativo, a homossexualidade e a masturbação. Assim, de uma assentada só. Para ele "o acto sexual não é só uma questão de prazer. E, se for excluída a intenção de procriar, o sexo transforma-se numa coisa mecânica, animal".
Ou ainda: «com o preservativo a relação sexual passa a ser a mesma coisa que comer um pastel de nata». Dá para entender?
Ó JCN, tu é que me saíste um bom pastel!

25 fevereiro, 2005

Coerência

Maria do Carmo Seabra (ministra demissionária da Educação), ao ser questionada sobre a explicação para o desaire eleitoral afirmou: "Não tenho qualquer explicação! Não faço a mínima ideia".
Como é que o concurso de professores poderia ter corrido bem?

22 fevereiro, 2005

Conseguimos!
Correr com o Pedro e o Paulo.
Uf, que alívio!

20 fevereiro, 2005

12 fevereiro, 2005

Religião e política

Henrique Monteiro, em Cartas Abertas, no Expresso:


O Crime do Padre Lereno

Lisboa, 7/2/2005

Exmo Senhor Padre Lereno

Eu sou daquelas pessoas, senhor Prior, que, pela avançada idade, o frio e a falta de transportes, ouço sempre a missinha em casa. Foi por isso que o ouvi a si e lhe bebi as palavras avisadas que deixou nesta época de eleições, que por sinal é também a do início da Quaresma, mas não sei se a Quaresma lhe interessa, porque na Quaresma, já se sabe, há sempre a mesma coisa a dizer, ele é o jejum e a abstinência, elas são as Vias Sacras, e o trabalho de um padre duplica, sem que a recompensa aumente. Além do mais, na Quaresma sabe-se antecipadamente quem ganha e quem perde (e nisso é parecida com as eleições em Portugal), mas sabe-se também como perde quem perde e como ganha quem ganha. E até - muito bonito, mas também muito repetitivo - sabe-se que quem parece perder, afinal ganha, e que quem parece ganhar, afinal perde.

Por tudo isto ouvi-o com muito mais interesse a falar de eleições do que, se porventura, tivesse falado na Quaresma que aí vinha. É que eu da Quaresma ouço falar todos os anos e de eleições, do modo claro como o senhor Prior falou, já não se ouvia há mais de 20 anos (e quase sempre na Beira Alta ou em Trás-os-Montes, quase nunca nas cidades e menos ainda em Lisboa).

Mas o senhor Padre Lereno deixou-me com um problema que eu não sei resolver. À frente lhe direi qual. Vamos aos factos:

Logo de início, afirmou uma coisa com a qual eu concordo - que deve um cristão aprovar por voto uma ética que não seja indigna de si próprio. O problema é que a partir daí disse logo: o aborto, não!

E eu, obediente, risquei o Bloco, o PCP e meio PS!

Depois, o senhor Padre com igual convicção, disse: o divórcio, não!

E eu, obediente, risquei a outra metade do PS e mais o engº Sócrates e o dr. Santana Lopes que são ambos divorciados, além de me ter penitenciado por ter votado Sá Carneiro e Jorge Sampaio, eles também separados do primeiro matrimónio.

Mas, ainda insatisfeito, acrescentou o senhor Prior: a família, o matrimónio, sim!

E eu aí risquei os que nunca foram casados e nunca constituíram família: o dr. Mota Amaral, o dr. Paulo Portas, o sr. Padre Lereno e o nosso Bispo José.

E, por último, o senhor Prior exclamou: a homossexualidade, não!

E era escusado, porque além de poder ser considerada, no âmbito desta campanha, uma insinuação, já não havia ninguém para riscar. O pessoal já estava todo condenado e eu sem um único partido para votar, um partidito que não seja indigno de mim. Nem em si, senhor Padre Lereno, eu votaria! Isto quando a gente se põe a pensar é o diabo!

Outra hipótese - e talvez até seja a melhor - é eu votar num qualquer, em quem me apetece, que depois o senhor Padre me há-de absolver na confissão...

11 fevereiro, 2005

Votar em quem?

Filipe Luís na Visão:
"(...) Três anos decorridos desde a queda do PS, é demasiado cedo para que os socialistas regressem como filhos pródigos. Mas é, também, assustador dar a Santana Lopes a hipótese de continuar o seu thriller. É a hora da verdade: pela primeira vez, não funcionará a empatia com o candidato a primeiro-ministro. Facto inédito, os líderes valem menos do que os seus partidos. Dantes votava-se Soares, Cavaco, Guterres. Agora, no beco sem saída da cabina de voto, nenhum eleitor de espírito livre quererá admitir que vota Sócrates ou Santana. O voto será muito mais no projecto..."

10 fevereiro, 2005

"Um homem também chora
Também deseja colo"
O vídeo do XXV Congresso do PSD
Boatos?

Ontem, dia de Carnaval, "O Público" arriou a jiga ao noticiar que Cavaco Silva aposta na maioria absoluta do o PS.
Os comentários foram mais que muitos e, alguns deles, do melhor, como os do João Jardim: "o Sr. Silva tem que ser demitido do partido".
O professor, perdão, o Sr. Silva, veio desmintir o jornal, não o Jardim - não se faz isto a ninguém, mesmo em pleno Carnaval!
Comentário de Santana: Não comento desmentidos!
É Carnaval e ninguém leva a mal!

02 fevereiro, 2005

Colos

Nos últimos dias o mote da pré-campanha eleitoral tem sido o colo. É, de facto, um dos problemas maiores da nossa praça. A merecer urgente debate e medidas adequadas!
Parece, pelos vistos, que cada qual não pode ter dire ito ao colo que lhe apraz. Legisle-se então sobre a imperatividade da heterossexualidade do colo!