07 janeiro, 2005
Luís Delgado está de volta. E no seu melhor como se pode constatar na peça que hoje escreveu no DN, onde demonstra que "Santana tem algo em comum com Bush". Pelo menos a imbecilidade. O que não é nada pouco.
E digo mais: Luís Delgado tem algo em comum com Santana e Bush!
Já na Visão desta semana Ricardo Artaújo Pereira tinha encontrado o verdadeiro mote: "Mesmo quando não há nada para dizer sobre o país, há sempre alguma coisa para dizer sobre Luís Delgado".
De novo o Público, a propósito do concurso de professores: "Auditoria conclui que listas definitivas são "questionáveis"O modelo de tratamento das 39 mil reclamações apresentadas pelos candidatos ao concurso de professores de 2004 foi "mal concebido" e é responsável "por muitas anomalias e inconsistências na base de dados", tornando as listas definitivas de ordenação e exclusão "questionáveis", conclui a Inspecção-Geral das Finanças na sua auditoria ao processo de colocação dos docentes".
E conclue que: "Numa perspectiva de boa gestão dos dinheiros públicos, são de questionar, em termos de economia, eficiência e eficácia, os custos associados a todo este processo."
Depois disto compreende-se não só porque é que a Ministra não quis ir ao Parlamento, mas também como é que se esbanja o erário público.
Segundo o Público de hoje "A contestação interna às lista de deputados no PSD foi ao ponto de vários candidatos terem pedido para sair, desagradados com os lugares que lhes foram reservados. A direcção do PSD estava ontem a tentar fechar as listas".
Estamos perante um novo fenómeno político: pedir para sair. O que quer dizer que, como soe dizer-se, "a coisa está preta". Para os ratos estarem já a abandoner o navio é porque está para acontecer algum tsunami .
Mas, como escreve o José Manuel Fernandes, "se as listas do PSD são uma gargalhada, as do PS, mesmo sem chegarem a idênticos limites de extravagância, não deixam de criar o maior dos incómodos."
05 janeiro, 2005
Finalmente isto começou a animar. E, pelos vistos, promete.
Animação 1:
"Ninguém fez mais por Portugal". É este o nome do famoso outdoor, com os "5 magníficos" onde Cavaco recusa participar. Se Sá Carneiro fosse vivo certamente faria o mesmo.
Animação 2:
Pôncio Monteiro chamou traidor a Santana Lopes.
Animação 3:
Margarida Rebelo Pinto recusou um convite para ser deputada do PSD. Oh, que pena! Sei lá!
04 janeiro, 2005
Os mass media realçaram devidamente o facto. Uma menina inglesa de 11 anos conseguiu salvar uma centena de pessoas porque soube ler os indícios – que aprendera numa aula de Geografia - da aproximação do tsunami.
Em casa, ao jantar, contava-se e comentava-se este facto, e realçava-se a importância das aprendizagens escolares que até podem servir para salvar vidas. A Margarida teve este desabafo: “Mas o que nós aprendemos na escola não serve para nada!”.
Afinal, em que ficamos? Margarida, a escola portuguesa é assim tão diferente da inglesa?
E... já agora, alguns conselhos de autoprotecção em caso de sismos.
08 dezembro, 2004
Uma leitura amena e propícia para o dia de hoje, 8 de Dezembro, sobre Umbigos e "piercings". Por Eduardo Prado Coelho no Público. De hoje.
01 dezembro, 2004
30 novembro, 2004
Jerónimo de Sousa foi "eleito" secretário-geral do PCP. No encerramento do Congresso criticou o governo, Sampaio e o PS. Quando já não se consegue olhar para o próprio umbigo é muito mau sinal. Mas há já muito que o PCP se desabituou de olhar sobre si próprio. Assim, a escolha de JS é mais um passo na senda da autofagia.
Há partidos que têm aquilo que merecem!
29 novembro, 2004
Pedro Santana Lopes comparou o seu Governo a um bebé numa incubadora. Um bebé que precisa de ser acarinhado, mas a quem os irmãos mais velhos dão "uns estalos e uns pontapés" (sic).
Há aqui um equívoco. É que não se trata de um bebé mas de um nado-morto, isto é, de um aborto.
Henrique Chaves, ao demitir-se, acusou PSL de "falta de lealdade e de verdade" (sic). Quem diria? Tão amigos que eles eram... Lá foi mais um estalo (ou um pontapé?) no bebé, perdão, no aborto.
27 novembro, 2004
Cavaco Silva no Expresso de hoje:
"É chegado o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre a tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos (...) Por interesse próprio e por dever patriótico cabe às elites profissionais contribuírem para que na vida partidária portuguesa os políticos competentes possam afastar os incompetentes».
Está aqui anunciado o regresso do cavaquismo. Os santanistas que se cuidem, pois é para eles o recado.
26 novembro, 2004
Isto o que aconteceu foi muito simples!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas...mais não sei que mais e o camandro!
E eu, que até sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações.
Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê.
Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas.
Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!
Pois é !!!
24 novembro, 2004
Pelos vistos o governo acabou por descobrir que a pergunta para o referendo não é boa. Grande descoberta! Mas agora já é capaz de ser um bocado tarde, não?
A mini remodelação que hoje se deu ficou mais do que mini pois dois secretários de estado não tomaram posse porque não foram avisados a tempo...
Morais Sarmento e Rui G Silva foram os contemplados na dança das cadeiras, para que este ficasse mais "protegido", como disse PSL. Há aqui um equívoco: nós é que precisávamos de ficar protegidos dele.
22 novembro, 2004
A propósito da nomeação da correspondente em Madrid, Almerindo Marques afirmou hoje que há coisas que só diz à porta fechada. Mas o que já disse com a porta aberta é suficientemente esclarecedor: Não é ele que manda na RTP, mas alguém, que está algures, e a quem tem que se fazer a vontade, para evitar "sarilhos". Porque senão há quedas. E grandes, pelos vistos. Para já caiu a Direcção de Informação, enquanto não cai o Carmo e a Trindade. Qua vai cair. Não haja dúvidas.
20 novembro, 2004
«Concorda com a Carta dos Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?»
Isto é pergunta que se faça a alguém?
Estão a tratar-nos como imbecis. E, por isso, merecem uma imensa abstenção.
We Don't Live Here Anymore
“Desencontros” centra-se na vida de dois casais amigos e no adultério que mutuamente os vai alimentando e consumindo.
Há aqui uma mão cheia de argumentos e perspectivas: amor, sexo, romance, dúvidas, adultério, tristeza, solidão, obsessão, infidelidade. Há níveis e modos diferentes de estar. Aparentemente, parece que ninguém está com quem está, ou que não se está bem com quem se está. É a imagem do outro ou da outra, consoante o caso, que (pre)domina. Aparentemente, também, parece que os casais estão trocados, e que uma simples troca resolveria a questão. Mas, em questões deste género, não se vai lá com simples trocas. O que não se tem, o que é "proibido", contém sempre uma dose de sedução a que não é fácil resistir. E que é suficiente para alimentar a chama. Para manter a tensão e o desejo.
Mas, como se diz em determinado momento, “Até no adultério são preciso regras”.
A não perder, no Alvaláxia.
17 novembro, 2004
Deslocalização
Na próxima será no ar, a bordo de um Lockheed c-130, ou no fundo das minas da Panasqueira?
Seria bom sabermos quanto é que custam ao erário público estas bizantinices, não era?
