20 outubro, 2004

Cabala

Rui Gomes da Silva continua a primar pelo disparate. Agora inventou a cena da "cabala" do "Expresso", "Público" e "TVI" contra o governo .
Que mais nos irá acontecer? Até quando é que temos que aturar este energúmeno?

19 outubro, 2004

Novas sensações

Ontem foi dia de regressar aos "bancos da escola" e sentir a sensação de voltar a ser aluno.
No que eu me havia de meter!!! Numa pós graduação em "Desenvolvimento de Sistemas de Informação". No ISCTE. Francamente, gostei.

Escumalha 2

As declarações antes do jogo Benfica-Porto deixavam antever o pior.
Depois do jogo foi o que se viu.
Até quando é que temos que aturar esta cambada?

17 outubro, 2004

Escumalha

Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa presidem à nata dos arruaceiros. As declarações que fizeram, a propósito do jogo de hoje entre o Benfica e o Porto, só servem para espicaçar a cacetada.
E não se pode exterminá-los?

16 outubro, 2004

Ide

O Ministro da Agricultura, Costa Neves, teve a ousadia de afirmar que considera pedagógica a Quinta das Celebridades. Luciano Alvarez dá-lhe um conselho:
"Permita-me V.Exa um humilde conselho: vá para a Quinta, José Eduardo Moniz não lhe dirá que não. Mais, leve o restante Governo consigo. Que pedagógico seria ver Pedro Santana Lopes voltar ao convívio da sua "ex" Cinha que passa a vida a falar dele. Bagão Félix a tratar das questões económicas com Avelino Ferreira Torres. Paulo Portas a ajudar o Frota e o Castelo Branco a dar de comer aos animais.
Ide, não vos acanheis, de certeza que os portugueses não vão pressionar o patrão da TVI para os tirarem de lá".

12 outubro, 2004

Fidelidade

"Fidelidade canina a Pedro Santana Lopes". Para Eduardo Cintra Torres (Público) esta é a única qualidade de Rui Gomes da Silva, em mais de 20 anos de actividade política.

10 outubro, 2004

Vazio

Como é que vamos aguentar o dia de hoje sem a prédica dominical do Marcelo na TVI? Certamente vão trocá-lo pelo Avelino da Quinta.

Casas e blogues

Há casas e casas, blogues e blogues.
Este chama-se "A Nobre Casa de Guedes". É muito mais do que um blog.

09 outubro, 2004

Danos

Fernando Madrinha, no Expresso:
"Ao sair de cena nestas circunstâncias, Marcelo causa mais dano ao Executivo e à TVI do que dois anos dos seus comentários semanais, por mais ácidos e demolidores que eles fossem".

Que lata!

Quando questionada sobre o facto de algumas escolas não estarem ainda a funcionar a Ministra da Educação tem o desplante de afirmar – e já o fez mais do que uma vez, acrescente-se: “Se há escolas que não têm aulas é porque os professores estão doentes, estão de atestado médico”. Para logo de seguida a estação de televisão mostrar, em reportagem, escolas onde não há professores, simplesmente porque ainda não foram colocados.
É preciso ter lata.

Belmiro

Belmiro de Azevedo, o homem mais rico de Portugal, no Expresso de hoje:
Sobre Marcelo Rebelo de Sousa: "É um entertainer" (...) "Diverte-se à conta dos desprazeres que provoca".
Sobre Santana Lopes: "É um regente" (...) Não diz coisa nova, nem coisa que valha a pena".

08 outubro, 2004

A gravidade do caso na corrida para Belém

Cavaco Silva, a propósito do afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI: "O país está perante um caso muito, muito grave".
Quase - repito quase - que é caso para dizer: Volta Cavaco que estás perdoado!
Com esta separação de águas que se vai fazendo no interior do PSD, começa a clarificar-se a corrida para Belém: Cavaco e Marcelo têm menos hipóteses de virem a ser apoiados pelas horda unanimista do PSD.

07 outubro, 2004

O energúmeno do contraditório

Quando ontem escrevia sobre o ódio e a censura não imaginava os desenvolvimentos que se iriam seguir. A demissão do Professor da sua "prédica dominical" caiu que nem uma bonmba. A procissão ainda vai no adro, mas, pelos vistos, houve mesmo pressões. E várias. O que é intolerável.
Onde é que estava esse energúmeno, que se dá pelo nome de Rui Gomes da Silva, quando Marcelo Rebelo de Sousa era comentador da TSF, e dispunha de uma hora semanal para fazer a sua análise política e "dar as suas notas"? Não teria sido essa a grande oportunidade para exigir o contraditório?
Nas hostes do PSD só Pacheco Pereira e Marques Mendes é que se revelaram lúcidos. Escreve Pacheco Pereira no Abrupto:
"Por que razão o Ministro dos Assuntos Parlamentares não desafia Marcelo Rebelo de Sousa para um debate sobre a governação, em que assegurará ele mesmo o contraditório face ao "ódio", às "mentiras e falsidades" proferidas todos os domingos "por um comentador que tem um problema com o primeiro-ministro" Pedro Santana Lopes. Tenho a certeza que Marcelo aceitaria e que as televisões competiriam entre si pelo debate. É certamente mais sensato e corajoso do que propor a censura dos comentários de Marcelo".

06 outubro, 2004

O autarca modelo

Fernando Madrinha, no Expresso on-line, a propósito da presença de Avelino Ferreira Torres na Quinta das Celebridades:
"Cada um passa férias onde quer e pode. Foi com essa justificação que o autarca do Marco se dispôs a tirar três meses ao exercício das suas funções, se ficar até ao fim, abandonando o cargo para que foi eleito. Com que base legal? Além do período normal de férias, será que o estatuto de autarca lhe permite gozar três meses extra? E com que fundamento? A sua exibição na Quinta será trabalho político, como o dos deputados que faltam a sessões parlamentares para assistir a jogos internacionais do Futebol Clube do Porto? Terá dado alguma explicação aos eleitores, bem como ao partido a que pertence e pelo qual foi eleito? E, já agora, o que pensará o CDS/PP da iniciativa do seu autarca do Marco? Não tem nada a dizer? Tenciona torcer por ele? Votará para que não seja expulso e ganhe os euros do prémio que a TVI tem para o vencedor? Os próximos tempos talvez dêem resposta a algumas destas perguntas, que os jornais não deixarão de formular".

Ódio e censura

O ministro dos Assuntos Parlamentares, de seu nome Rui Gomes da Silva, acaba de dar um sinal claro do controle do Estado sobre os mass media, ao referir-se aos comentários do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, na sua intervenção semanal na TVI. Na sua opinião o Professor passa 45 minutos a exercitar o seu “ódio” ao governo e ao primeiro-ministro. O Ministro critica o silêncio da Alta Autoridade para Comunicação Social...e exige o contraditório!

05 outubro, 2004

Cassete pirata

As celebérrimas cassetes do caso Casa Pia podem ser ouvidas aqui.
Adelino Salvado e Souto Moura no seu melhor.

"Ranking"

O artigo de Vital Moreira no Público de hoje, desmistifica a pretensa superioridade das escolas privadas, quando comparadas com as públicas, no "ranking" escolar.
Escreve o articulista: "Mas a comparação entre escolas só poderá fazer-se em igualdade de circunstâncias, desde a composição do corpo discente à percentagem de alunos submetidos a exame nas disciplinas mais problemáticas (nomeadamente Matemática e Português)".
A composição do corpo discente é, de facto, uma factor determinante. Como é que se "mede" essa composição? Através da avaliação, no início de um ciclo de estudos (por exemplo, no 10º ano), dos "inputs" e, posteriormente, no final do ciclo (em exames do 12º ano). Só assim é que poderemos ajuizar sobre o real contributo da escola e as mais valias que proporcionou. Porque se é certo que o patamar de entrada em que se situam os alunos do Colégio Moderno é necessariamente diverso do dos alunos de Pampilhosa da Serra, o mesmo é de esperar do patamar de saída. Assim, a questão que se coloca é: qual o grau de progressão que os alunos de ambas as escolas fizeram? Constatadas as diferenças iniciais, será então muito razoável concluir que a progressão de um valor em Pampilhosa é muito mais significativa que a de dois ou três valores no Colégio Moderno. Os alunos da Pampilhosa têm, de facto, de fazer um grande esforço para progredirem um valor; pelo contrário, os do Colégio Moderno quase nem necessitam de qualquer esforço para progredirem alguns valores. Isso faz toda a diferença. E não há escala que seja capaz de "medir" esse esforço.
Uma outra questão relativa ao corpo discente diz respeito ao número de alunos que ingressam, anualmente, em cada disciplina, no 10º ano e quantos chegam ao final do 12º ano, realizando as respectivas provas de exame. Através do acompanhamento de coortes de alunos para verificar o seu percurso escolar é que há condições para podermos fazer comparações. Porque escolas haverá que não querem correr o risco de "levar a exame" alunos que "lhes estraguem a média". Por isso os aconselham, ou pressionam, a desistir ou a anular a matrícula!
Por outro lado, o corpo docente desempenha igualmente um papel essencial. Mas que podem fazer as escolas públicas em relação aos professores que o Ministério da Educação lá colocou, e que têm um desempenho manifesta e visivelmente insuficiente? Rigorosamente nada, porque o sistema de avaliação do desempenho docente é uma mistificação! Assim, as escolas públicas têm que "aturar" "professores" que não querem, que são incompetentes e dos quais não se conseguem livrar.
Sugestão de leitura: "Improving schools. Performance and Potencial" de John Gray, Hopkins, Reynolds e outros.

01 outubro, 2004

Consequências políticas

Resposta da Ministra da Educação sobre as consequências políticas relativas à saga da colocação de professores: "ser ministra da Educação dá muito trabalho". Assim, sem mais nem menos.
E não se pode exterminá-la?
Volta Justino que estás perdoado!

Doenças e paliativos

As notícias de hoje referem que dois mil professores retiraram os atestados médicos que tinham apresentado para conseguirem uma melhor colocação. A iminência de uma acção inspectiva é, pelos vistos, um óptimo paliativo para certas doenças.

Obscenidades

"Na verdade, se temos jornalistas, câmaras e tempo de televisão para filmarmos horas seguidas a aldeola em Portimão onde terá sido assassinada uma criança, com a recolha das mais absurdas e inúteis declarações de populares indignados e prontos a fazer justiça pelas suas mãos, não temos uma comunicação social que dedique o mesmo tempo em relação aos escândalos dos que têm o poder, nomeadamente, político e que o utilizam de formas perversas, esquecendo-se que devem servir o bem-comum e não os interesses pessoais e das clientelas diversas.
Não seria interessante vermos as câmaras de televisão a esperarem a saída da ex-ministra de casa a caminho do seu duro e penoso trabalho na CGD? Recolher declarações da mesma sobre a forma como se sentiu no seu primeiro dia no novo local de trabalho? Se as instalações lhe agradaram? Se não foi demasiado "stressante"? Se tem ideias sobre as actividades que vai desenvolver? Quando pensa reformar-se?..."
Francisco Teixeira da Mota, in Público de 1/10/2004