16 setembro, 2004

Lugares



Trás-os-Montes, Rio Sabor
Recordação do Verão de 2004


15 setembro, 2004

Imagens

Agora, parece que me resta todo o tempo do mundo. A TV passou a ocupar uma parte dos meus dias. As notícias, essas têm sempre um sabor excessivamente requentado.
Por estes dias. ficam na memória imagens de datas, locais e cenas que jamais olvidaremos: 11 de Setembro de 2001 (e o que ele significou para todos nós) e a carnificina na Escola de Beslan na Ossétia do Norte, Rússia.
Entre nós, de um outro género, mas igualmente pungente, o massacre do concurso de professores.

Contradições de Setembro

A expectativa do recomeço de um novo ano lectivo não é suficiente para debelar a angústia de um tempo que se acabou. Setembro traz sempre consigo esta insanável contradição.

Ocupações

Continuo por casa, a procurar recuperar paulatinamente, os efeitos da artroscopia ao joelho. Há incapacidades e limitações com as quais se lida mal, não é?
Assim, é tempo de outras ocupações mais constantes. Depois do Código da Vinci, a Terapia de David Lodge.

13 setembro, 2004

Recuperação

A intervenção ao menisco correu bem. Voltei ao lar.
Agora a deslocação com canadianas é uma nova nova aprendizagem. E percebem-se os limites da mobilidade.

08 setembro, 2004

O joelho

Amanhã, dia 9 de Setembro, é o dia de tratar do menisco e, por isso, está agendada a intervenção ao joelho, com cirurgia artroscópica .
Prometo voltar em breve...

07 setembro, 2004

Regresso

Estou de volta…
Para trás ficou a já costumada praia de Altura, Viseu, as gravuras de Foz Côa, a beleza do Douro e a surpresa de Bragança. Foi bom. ..
Agora, de regresso à cidade grande, resta arrumar a bagagem, catalogar as recordações destes dias, cozinhá-las em lume brando e, e saboreá-las, paulatinamente. Para que perdurem. Mas sabem sempre a pouco.
Agora, o confronto do regresso ao trabalho, surge matizado com a saudade dos tempos idos e o alento de uma nova jornada….

30 julho, 2004

Partida

Desta vez o blog também vai de férias.
Encontramo-nos em Setembro. Espero - esperamos todos - com coisas novas!!!
Deixo algumas sugestões para a rentré política. Que tal se em Setembro encontrássemos no governo nomes como
- Avelino Ferreira Torres
- João ALberto jardim
- Luís Delgado
Assim... ainda nos ríamos um pouco... que é uma coisa que faz muito bem à moral!
Passem bem!

Ciclos

Eram 19 horas. A esplanada do Peter convidava a sentar, a saborear uma bebida e a espraiar a vista sobre o Tejo.
Do pessoal das tardes das sextas no Peter, a malta do TGIF, nem vivalma.
Saboreei sozinho a imperial.
Senti que um ciclo que começara algures se fechava necessariamente hoje….
A vida é assim. Feita de ciclos. Uns nem por isso. Mas outros bons.

Mais valias?

Realizou-se hoje, no Porto, a primeira reunião do Conselho de Ministros do Governo do Pedro e do Paulo.
Urge perguntar: quanto é que este capricho custou ao erário público?
Pelos vistos, vai haver uma coisa destas por mês algures no país profundo. Para quê? Porquê?

Kerry, ajuda-nos!

A história conta-se em poucas palavras- É assim:

Bush begins his speech to open the Olympic Games. He looks at his paper and says:
- Oooooo! Oooooo! Oooooo! Oooooo! Oooooo!
An aide comes over and whispers:
Mr. President, these are the Olympic rings. Your speech is below.

Kerry, ajuda-nos a mandar este homem para casa!


27 julho, 2004

Orange boys

Alexandra Lucas Coelho, no Público de hoje:
"Há dois anos, quando o anterior Governo foi formado, Pedro Santana Lopes escreveu na sua crónica do "Diário de Notícias": "Não podem existir mais 'boys', mesmo que a cor mude. Não podem existir 'orange boys' no lugar dos 'rose boys'! Este Governo, e concretamente o primeiro-ministro José Manuel Durão Barroso - que tem uma formação que o garante -, deve respeitar a regra sagrada que apura apenas os melhores para cada função." (4.4.02).

26 julho, 2004

Nau catrineta

Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à proa
Santanás a comandar
Ouvi agora senhores
Uma história de pasmar

D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
Tachos, pratos e panelas

D. Pereira na enfermaria
Conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
Põe vaselina nos mastros

D. Durão deu à soleta
Enjoou de andar à vela
E Santa Manuela Forreta
Largou-os sem lhes dar trela

Aflito El-Rei Sampaio
Com estas novas tão más
Disse aos bobos de soslaio
Chamai lá o Santanás

Aqui estou meu Senhor
Vós mandasteis-me chamar?
Soube agora desse horror
D. Durão vai desertar?

Cala-te lá meu charmoso
Não me lixes mais a vida
Troco um cherne mal-cheiroso
Por um carapau de corrida?

Pobre da Nau Catrineta
Já lamento a tua sorte
Esta marinhagem da treta
Nem sabe onde fica o Norte

Parece que já estou vendo
Em vez de descobrir mundo
Ao primeiro pé de vento
Espetam com o barco no fundo

Ou então este matraque
Com pinta de Valentino
Gasta-me a massa do saque
Nas boîtes do caminho

Não se aflija meu Rei
Que agora vou assentar
Pois depois do que passei
Cheguei onde quis chegar

E por aquilo que passei
Aqui ninguém nos escuta
Eu quero mesmo é ser Rei
E vamos embora à luta.

25 julho, 2004

Desloca ... quê?

A grande aposta do governo do Pedro e do Paulo chama-se deslocalização. É um nome demasiadamente estranho, não é?

Pergunta

Alguém é capaz de explicar porque razão há dois secretários de Estado no Ministério da Cultura?

21 julho, 2004

Casos paradigmáticos

Vale a pena recordar e registar dois eventos da formação deste governo para se perceber um pouco onde estamos e para onde vamos.
O primeiro aconteceu na tomada de posse dos ministros. Quando foi dito que Paulo Portas era não só Ministro da Defesa Nacional, mas também Ministro dos Assuntos do Mar todo o mundo viu a cara de espanto que fez…Foi uma cena hilariante.
Agora com a nomeação dos Secretários de Estado sucedeu algo do género com Teresa Caeiro. Paulo Portas tinha vindo afirmar que finalmente haveria uma mulher a exercer um cargo no sector da Defesa, como secretária de Estado Adjunta e dos Antigos Combatentes. Porém, foi empossada como secretária de Estado das Artes e Espectáculos. Coisas muito idênticas, como se sabe!
Estamos no reino do improviso…

17 julho, 2004

Ministra da Educação... ou das Telecomunicações?

XVI Governo Constitucional (também conhecido pelo governo do Pedro e do Paulo)

Cargo: Ministra da Educação
Nome: Maria do Carmo Felix da Costa Seabra
Graus académicos: Agregação em Economia, pela Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Economia (1997); Doutoramento em Economia (1987); Licenciatura em Economia pela Universidade Católica Portuguesa (1977).
Trabalhos de investigação na área de telecomunicações: 13
Participações em Conferências na área de telecomunicações: 8
Ideias sobre educação? Não se conhecem…Mas, pelos vistos, também não é muito importante para se ser ministro...
A foto não deixa margens para dúvidas. Estamos perante mais uma das loiras do Pedrinho, uma genuína santanete.
A aposta parece evidente: com este currículo o problema do concurso dos professores vai ser resolvido!!

15 julho, 2004

ALERTA!!!

Desapareceu do seu país, José Manuel Durão Barroso, de 48 anos.


O desaparecido não aparentava qualquer distúrbio do foro psíquico, embora na altura da sua saída ostentasse um sorriso algo matreiro que indiciava pensamentos do tipo: «Ufa! Desta já me livrei!

A sua ausência não será sentida pela generalidade da população do seu país, pese embora o facto de uma «prima» sua, de nome Manuela qualquer coisa Leite, ter declarado estar em «estado de choque». Ao que parece a afirmação foi proferida quando soube o ordenado que o Zé vai auferir lá no sítio para onde se dirige. A saber: 20 mil euros mensais, acrescidos de um subsídio de residência de 3 mil. A isto juntam-se indemnizações várias pela mulher e filhos a cargo. E, claro, carro, motorista e reembolso de todas as despesas que fizer no exercício das suas funções...

Isto não é uma corrente e ninguém pede a sua divulgação! Antes pelo contrário! Se souberem do seu paradeiro não digam a ninguém!

A primeira ideia de Santana

A primeira ideia do primeiro-ministro indigitado é de arrasar. Um Ministério da Economia para o Porto. Um da Agricultura para Santarém. Uma Secretaria de Estado do Turismo para o Algarve.

Permita-me sua excelência uma opinião. Se a ideia é aproximar os ministérios da actividade produtiva a proposta peca por modesta. Indústria também há em Braga, em Guimarães, em Famalicão, em Oliveira de Azeméis e, presumo, que em muitos outros lugares do país incluindo Setúbal e a Grande Lisboa.

E porquê Santarém para sediar o Ministério da Agricultura? Não se criam bois no Barroso? Não há porco preto em Portalegre? Os enchidos de Lamego não merecem consideração? E as alheiras de Mirandela? E o Minho? E o Douro? E a Cova da Beira? E o Alentejo? Este não cria borregos? Não tem campos a precisar de cultivo? O Alqueva é para esquecer? Castelo Branco, Viana do Castelo, Ponte de Lima, não têm direito a nada? Porquê essa guinada para Santarém?

Haja arrojo e coragem reformadora, senhor novel primeiro-ministro. Permita-me só um exemplo. O caso da indústria. Estamos na sociedade pós-industrial. É preciso agarrar a nova realidade de caras. Por isso sugiro não um mas muitos ministérios da Indústria. É preciso inovação, animação, criação de emprego, audácia.

Não sei que ministério criar no Porto. Apesar de cá viver, não conheço a dominante industrial da urbe. Mas o Vale do Ave requer um ministério da indústria têxtil. São João da Madeira um da indústria do calçado. A Marinha Grande fica bem com um da indústria vidreira. Já na Covilhã, pelo direito e pela tradição, cabe-lhe um dos lanifícios. Ponte de Lima, até para fazer pazes com o autarca, não pode dispensar um ministro do queijo liminiano. E os galos de Barcelos? Porque não um ministro dos Galos de Barcelos? E não se esqueça, senhor primeiro-ministro da Serra da Estrela. Escolha um lugar na encosta da serra e nomeie o ministro do Queijo da Serra.

O que não falta são pretextos e lugares para criar ministérios das indústrias. Mas não podemos esquecer as outras áreas da nossa actividade económica, social, cultural e política. Todas requerem descentralização. Precisamos de mais ministérios e de mais ministros. Qual é o português que não quer ter um ministro por vizinho?

Demos uma lição ao mundo. Já reparou, senhor primeiro-ministro, que se usarmos a terminologia da UE nós podemos ter, não o banal senhor pesc., mas o senhor truta salmonada, o senhor galo de Barcelos, o senhor queijo da serra, o senhor porco preto, o senhor alheira e por aí adiante? Já pensou nas potencialidades desta diversidade ministerial e num governo assim descentralizado?

Nota: Em meados dos anos oitenta decidiram criar três escolas superiores de educação (ESE). Uma em Lisboa, outra no Porto e outra em Santarém. Logo outras capitais de distrito reclamaram que também tinham direito. E tiveram. O resultado é o que se vê. Entre públicas e privadas não há cidade, vila, vinha, nabal, campo de girassol sem a sua ESE. O resultado está à vista. São mais de 40.000 os desempregados encartados por esta "indústria!". O custo? "A política não tem custos".

Venham então, dois ou três ministérios por capital de distrito. Um por cidade. Uma secretaria de Estado por vila. E, já agora, uma direcçãozinha-geral por cada freguesia. O país não vive do Estado?

José Paulo Serralheiro

A nova localização dos ministérios

NOVA LOCALIZAÇÃO DOS MINISTÉRIOS, EM NOME DE UMA MAIOR PROXIMIDADE AOS INTERESSADOS

Ministério da Agricultura - Santarém
Ministério da Economia - Porto
Ministério do Turismo - Faro
Ministério da Cultura - Quinta do Lago
Ministério do Ambiente - Ilhas Selvagens
Ministério da Construção Civil, Obras Públicas, Cidades e Patos Bravos - Tomar
Ministério das Autarquias Locais - Viseu
Ministério da Ciência e do Ensino Superior - Coimbra
Ministério da Educação - suprimido da orgânica do Governo por dificuldades em concluir o concurso dos professores - o próximo ano será de férias escolares.
Ministério da Saúde - Badajoz
Ministério da Administração Interna - Cova da Moura (Amadora)
Ministério da Justiça - Lisboa (Estabelecimento prisional de )
Ministério da Segurança Social e do Trabalho - Guimarães.
Ministério da Defesa - Lajes (Açores)
Ministério dos Negócios Estrangeiros - Bruxelas
Ministério das Finanças - Funchal