Nem sempre é fácil estabelecer fronteiras entre perspectivas e modos de ser e de estar...como: formal/informal, frio/quente, íntimo/distante, próximo/longínquo, etc, etc...
Por vezes, não é possível escolher um dos lados. Por isso, coabitam os dois.
É estranho, mas não temos que nos sentir, necessariamente, mal com isso.
12 maio, 2004
09 maio, 2004
Mistérios
“Conseguiu desvendar o mistério das coisas.” São palavras de Ferreira de Castro sobre Almada Negreiros.
“El alma de Almada el impar. Obra gráfica 1926-31” é o nome da exposição patente no palácio Galveias. A merecer uma visita.
O Luís Gaspar, um dos comissários da exposição, comentava: “ainda não veio cá ninguém da Câmara”. Um autêntico mistério - que nem o Almada desvendaria!
“El alma de Almada el impar. Obra gráfica 1926-31” é o nome da exposição patente no palácio Galveias. A merecer uma visita.
O Luís Gaspar, um dos comissários da exposição, comentava: “ainda não veio cá ninguém da Câmara”. Um autêntico mistério - que nem o Almada desvendaria!
08 maio, 2004
What a wonderful world
Um outro olhar sobre o mundo ....e sobre a vida:
"I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself what a wonderful world.
I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself what a wonderful world.
The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands saying how do you do
They're really saying I love you.
I hear babies crying, I watch them grow
They'll learn much more than I'll never know
And I think to myself what a wonderful world
Yes I think to myself what a wonderful world."
Louis Armstrong
"I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself what a wonderful world.
I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself what a wonderful world.
The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands saying how do you do
They're really saying I love you.
I hear babies crying, I watch them grow
They'll learn much more than I'll never know
And I think to myself what a wonderful world
Yes I think to myself what a wonderful world."
Louis Armstrong
07 maio, 2004
Adversidades
A vida, costuma dizer-se, por vezes, é madrasta. Presenteia-nos com coisas, nada boas, das quais não nos julgamos merecedores. Não compreendemos a razão de ser de tais “presentes”. Não aceitamos que tenhamos que ser nós “os eleitos” da pouca ou da menos boa sorte.
Por isso, a nossa revolta é imensa, do tamanho da nossa incompreensão. E é legítima a nossa indignação.
Ao longo desta semana convivi com adversidades de diferentes tipos. E não foi nada fácil lidar com isso. Porque as palavras, os gestos, as atitudes que consegui partilhar me pareceram infinitamente pouco. Que foram.
Por isso, a nossa revolta é imensa, do tamanho da nossa incompreensão. E é legítima a nossa indignação.
Ao longo desta semana convivi com adversidades de diferentes tipos. E não foi nada fácil lidar com isso. Porque as palavras, os gestos, as atitudes que consegui partilhar me pareceram infinitamente pouco. Que foram.
06 maio, 2004
Lições de vida
O ELO SOCIAL é uma Associação para a Integração e o Apoio de Deficientes Jovens e Adultos. Desenvolve um trabalho notável e presta alguns serviços.
Há já alguns anos que tenho vindo a prestar, em regime de voluntariado, apoio informático a esta instituição. É um trabalho que faço com muito gosto.
O ano passado foi a primeira vez que estive presente nos Jogos da Primavera. Hoje voltei a estar presente nesse evento que teve, desta vez, como lema “Rock in Elo”.
A participação e a presença são muito diversificadas: associações semelhantes que vêm de todo o país, escolas, forças sociais, instituições. Logo aí nos espanta o modo como uma instituição desta natureza mobiliza pessoas, e se relaciona com os que lhe são mais próximos. De tal modo que dei comigo a comentar para o Fróis: “As escolas nunca hão-se conseguir fazer nada com esta dimensão!”
Depois há uma atmosfera de festa que é contagiante. Há nos rostos daquelas pessoas, a maior parte das quais deficientes, uma alegria de vida absolutamente invejável.
Fico a olhá-los e penso: às vezes não é necessário muito para se ser feliz.
Fica o link para o endereço do Elo Social.
Há já alguns anos que tenho vindo a prestar, em regime de voluntariado, apoio informático a esta instituição. É um trabalho que faço com muito gosto.
O ano passado foi a primeira vez que estive presente nos Jogos da Primavera. Hoje voltei a estar presente nesse evento que teve, desta vez, como lema “Rock in Elo”.
A participação e a presença são muito diversificadas: associações semelhantes que vêm de todo o país, escolas, forças sociais, instituições. Logo aí nos espanta o modo como uma instituição desta natureza mobiliza pessoas, e se relaciona com os que lhe são mais próximos. De tal modo que dei comigo a comentar para o Fróis: “As escolas nunca hão-se conseguir fazer nada com esta dimensão!”
Depois há uma atmosfera de festa que é contagiante. Há nos rostos daquelas pessoas, a maior parte das quais deficientes, uma alegria de vida absolutamente invejável.
Fico a olhá-los e penso: às vezes não é necessário muito para se ser feliz.
Fica o link para o endereço do Elo Social.
05 maio, 2004
Uma janela aberta
Lembrei-me, hoje, deste poema do Paul Éluard:
Une fenêtre ouverte
La mort n'est jamais complète,
il y a toujours puisque je le dis
puisque je l'affirme
au bout du chagrin
une fenêtre ouverte
une fenêtre éclairée.
Il y a toujours un rêve qui veille,
désir à combler,
faim à satisfaire,
un cœur généreux
une main tendue
une main ouverte
des yeux attentifs
une vie, la vie à se partager.
Une fenêtre ouverte
La mort n'est jamais complète,
il y a toujours puisque je le dis
puisque je l'affirme
au bout du chagrin
une fenêtre ouverte
une fenêtre éclairée.
Il y a toujours un rêve qui veille,
désir à combler,
faim à satisfaire,
un cœur généreux
une main tendue
une main ouverte
des yeux attentifs
une vie, la vie à se partager.
04 maio, 2004
Para a Vanda
"No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto."
Álvaro de Campos
Se fosse possível emoldurar-te com alguns adjectivos eram certamente estes que escolheria para ti: efémera, tímida, genuína e simples. São, certamente, suficientes.
Retenho, na noite da tua partida, a inocência e a simplicidade que tão bem se conjugavam na tua imagem.
Fica bem.
Eu era feliz e ninguém estava morto."
Álvaro de Campos
Se fosse possível emoldurar-te com alguns adjectivos eram certamente estes que escolheria para ti: efémera, tímida, genuína e simples. São, certamente, suficientes.
Retenho, na noite da tua partida, a inocência e a simplicidade que tão bem se conjugavam na tua imagem.
Fica bem.
02 maio, 2004
O dia delas
Não podia deixar acabar este dia sem uma palavra para elas. Elas que são mães, elas que são mulheres.
E expressar todo a meu respeito e consideração por aquilo que, tão laboriosa e dedicadamente, só elas tão bem sabem fazer. Ainda bem.
E expressar todo a meu respeito e consideração por aquilo que, tão laboriosa e dedicadamente, só elas tão bem sabem fazer. Ainda bem.
Prazer e realidade
Bem... devo confessar que não tem havido literalmente tempo para "alimentar" o blog. Hoje, passei por aqui só para dizer que ainda estou vivo - e de que maneira! - e prometo voltar um dia destes com todo o tempo do mundo. Acreditem mesmo.
Gostava muito de continuar por aqui. Mas vou ter que zarpar para ir preparar uma reunião sobre - imaginem só - o combate ao insucesso escolar. Uma pessoa mete-se em cada uma!!!
Até breve. Eu volto.
Gostava muito de continuar por aqui. Mas vou ter que zarpar para ir preparar uma reunião sobre - imaginem só - o combate ao insucesso escolar. Uma pessoa mete-se em cada uma!!!
Até breve. Eu volto.
27 abril, 2004
Sonhar
"Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida..."
António Gedeão
Sonhar é uma forma de pensar...
é uma constante da vida..."
António Gedeão
Sonhar é uma forma de pensar...
25 abril, 2004
O meu 25 de Abril

"Não discutimos Deus e a virtude. Não discutimos a Pátria e a sua história. Não discutimos a Autoridade e o seu prestígio."
António de Oliveira Salazar
A notícia chegou já tarde, próxima daquela hora do crepúsculo em que o pôr-do-sol tinha por hábito acariciar o rio Geba, proporcionando-nos fins de tarde únicos, excessivamente esplendorosos: “tinha acontecido um golpe militar em Portugal e o governo tinha caído”.
O serviço militar tinha-me apanhado a meio de um atribulado curso de Filosofia e, numa gélida noite de Dezembro de 72, a notícia chegou abruptamente: mobilizado para a Guiné. Assim, no dia 25 de Abril de 74 eu não estava na cadeia, Manuel Alegre. Mas encontrava-me, certamente, no meu posto. Jabadá, algures no interior da Guiné, passou a ser um cárcere de uma outra natureza, a partir de Janeiro de 73.
Situada à beira do rio Geba, Jabadá era uma aldeia de tamanho médio. Na orla das tabancas, espalhavam-se, em espaços irregulares, os postos do aquartelamento. Era aí que vivíamos, com uma constante sensação de insegurança a escorrer-nos pelo corpo, pois sentíamos que a nossa vida se encontrava sobejamente desprotegida. E nem o invólucro criado pelas fiadas de arame farpado, que envolviam todo o perímetro do casario, atenuavam aquela sensação.

Naquela noite, cheguei junto do Silva, o capitão, e disse-lhe: “Não volto a sair para a mata. Para mim a guerra acabou.”
Naquele tempo, e com a nossa idade, não discutíamos Deus porque havia demasiadas coisas para viver, e ainda não tínhamos aprendido a ser ateus. Mas discutíamos, ao nosso modo, a Pátria e a Autoridade. Fomos apanhados, em plena flor da idade, por um sistema político que, para defender as então “colónias” portuguesas, enviava para África os seus jovens.
Tínhamos então 21/22 anos e nada havíamos feito para merecer tal castigo. A maior parte de nós possuía uma formação política absolutamente estéril. Pouco conseguíamos vislumbrar por detrás de siglas como MPLA, UNITA; PAIGC, etc. Mas, em matéria de Pátria, estávamos conversados: Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor não nos diziam absolutamente nada. Não eram a nossa terra, não eram - isso tínhamos a certeza - a nossa Pátria. Por isso, não podíamos nem tínhamos que as defender. Sentíamos que não era legítimo hipotecar a nossa vida por algo que não nos pertencia.
Assim, cada passo que se dava no interior da mata era vivido como um autêntico jogo de roleta e representava um passo a menos no regresso a Lisboa - como o pôde constatar o Malheiros. Na mata, à nossa volta, reinava uma intranquilidade constante que só podia ser colmatada com a proximidade do aquartelamento, apesar de toda a insegurança que aí vigorava. Mesmo os bombardeamentos de bazooka e morteiro de que, por vezes, éramos vítimas durante a noite, não conseguiam roubar-nos essa nesga de segurança e aconchego. O arame farpado ou um abrigo não eram meros adornos.
Mas as ordens de operações impunham-nos o constante patrulhamento da mata, com incursões em locais distantes situados no interior da floresta - ora de dia, ora de noite, ora dia e noite. O Terreiro do Paço e Bissau comungavam um mesmo desígnio: “acabar com os turras”.
Rapidamente intuímos que a nossa maneira de discutir a Pátria e a Autoridade era permanecer o mais próximo possível do aquartelamento, esquecendo as ordens de operações. Não estávamos ali para apanhar turras; muito menos para ganhar uma guerra, para ganhar medalhas, ou para ganhar o que quer que fosse. Salvar a pele e regressar sãos a casa eram o mote do nosso quotidiano. Por isso, fazíamos tudo o que pudesse salvar-nos, principalmente através do boicote das missões de que éramos incumbidos. O Silva, que coabitava connosco, - formado e promovido num daqueles cursos de aviário, que serviam para formar capitães de modo célere - não imaginava o que se passava, tão ciente estava de que comandava uma companhia composta por leais e dedicados oficiais e praças. E Bissau e Lisboa ficavam demasiadamente longe, para saberem o que se passava no terreno.
Senti, nessa noite, que o Silva tinha deixado de ser comandante da companhia quando ousei dizer-lhe: “não volto a sair para a mata”. Ele olhou-me com os seus tão característicos olhos esbugalhados, fez aquele trejeito de cabeça que nós tão bem conhecíamos (e que nos levou a apelidá-lo de “Tolinhas”) e disparou energicamente: “Mas não podes fazer isso! Ainda não recebemos ordens para acabar com a guerra”. Retorqui-lhe, num tom muito peremptório: “Para mim a guerra acabou!” – e virei-lhe as costas.
No dia 25 de Abril de 74 eu estava em Jabadá, na Guiné. Nesse dia, o pouco que soubemos sobre o que estava a suceder em Portugal, foi suficientemente grande para intuirmos o que se seguia. Nos dias seguintes as notícias foram chegando a pouco e pouco, clarificando as indefinições iniciais. A Revolução dos Cravos tinha mudado radicalmente o regime político. De facto, a guerra tinha acabado. E eu não voltei a sair para a mata.
Tínhamos conseguido sobreviver. O tão desejado regresso a casa estava assegurado.
23 abril, 2004
O regresso ao Peter

A ideia foi da Cristina. Mas foi o Ricardo que a formalizou através de e-mail. Assim, no ano passado, ainda mal tinha desabrochado a primavera, chegava às nossas caixas de correio mais ou menos isto:
Asssunto: TGIF
Texto: Às sextas feiras, a partir das 18h30, no Peter – ali mesmo à beiro rio – para dois dedos de conversa, acompanhados por uma cerveja ou um gin.
Thanks God it’s Friday (TGIF). É uma americanice, mas é mesmo assim.
Levámos a sério o convite e lá nos fomos encontrando, ao longo do ano, numa espécie de ritual de fim de tarde das sextas-feiras, que, com a chegada do Inverno, se interrompeu…

Hoje, estava um desses fins de tarde de pedir Peter. Não resisti e fui até lá.
O gin e a tosta mista continuam esplêndidos.
Ali, perante aquela vastidão de horizonte, todos os pensamentos são altamente permitidos…
Aqui fica o convite: às sextas, a partir das 18h30, no Peter. Quem puder aparece...quem não puder... pode estar em pensamento...
Fotografias e webalbum

Estive, à noite, a organizar fotografias. A pouco e pouco a ideia foi crescendo: vou ter que fazer um webalbum. Que é, neste caso da fotografia, uma maneira simpática de partilha. Ficam, para aperitivo, dois exemplares, dos Jardins Garcia da Horta...

Quando estava a tentar descobrir a nome desta flor só me lembrava de glicínia. Porque será? Depois pensei: mas é uma flor típica da Madeira... Lá tive que ir à Internet para descobrir o nome e, claro, encontrei. É como costumo dizer: "se existe, está na Internet!"
Aqui fica então a estrelícia, acompanhada de uma outra árvore florida - cujo nome desconheço, mas que hei-de descobrir - que tão bela companhia faz à Torre Vasco da Gama.
22 abril, 2004
Alterações ou mudanças?
Comecei por escrever isto: "há coisas que estão a mudar". Depois parei, fiquei a olhar fixamente o verbo mudar e pensei: "Não, é melhor escrever: há coisas que estão a alterar"... Haverá, de facto, diferença entre mudar e alterar? Veremos.
Há coisas que estão a mudar, repito. Umas são menos visíveis que outras. Mas, nem por isso, menos importantes. Porque a visibilidade das coisas não é certamente um bom critério de medição...do seu valor.
Mas, é mais fácil falar de mudanças visíveis. Passei a fazer a pé uma parte do trajecto para a escola. Saio de casa, e vou, à beira rio, até ao metro na Gare do Oriente. Eu e a minha inseparável máquina fotográfica. Deixo aqui duas molduras do que hoje encontrei pelo caminho.
Àquela hora - seriam certamente umas 9 horas, mas não estou certo disso - o rio tinha uma serenidade altamente perigosa... À minha volta um enorme espaço vazio…Caminhava e não tinha pressa de chegar... Apetecia quedar-me ali eternamente...
Em relação à escola decidi (bem, não tenho a certeza se é uma decisão!) que vou passar a abandoná-la mais cedo. As 13h30 são o limite da minha permanência. Mas não é fácil fazer isso, como hoje se constatou...
E.. ainda a propósito de mudanças... também vou cortar o cabelo...
Há coisas que estão a mudar, repito. Umas são menos visíveis que outras. Mas, nem por isso, menos importantes. Porque a visibilidade das coisas não é certamente um bom critério de medição...do seu valor.
Mas, é mais fácil falar de mudanças visíveis. Passei a fazer a pé uma parte do trajecto para a escola. Saio de casa, e vou, à beira rio, até ao metro na Gare do Oriente. Eu e a minha inseparável máquina fotográfica. Deixo aqui duas molduras do que hoje encontrei pelo caminho.
Àquela hora - seriam certamente umas 9 horas, mas não estou certo disso - o rio tinha uma serenidade altamente perigosa... À minha volta um enorme espaço vazio…Caminhava e não tinha pressa de chegar... Apetecia quedar-me ali eternamente...
Em relação à escola decidi (bem, não tenho a certeza se é uma decisão!) que vou passar a abandoná-la mais cedo. As 13h30 são o limite da minha permanência. Mas não é fácil fazer isso, como hoje se constatou...
E.. ainda a propósito de mudanças... também vou cortar o cabelo...
21 abril, 2004
Uma outra música
Nesta semana, que precede o dia 25 de Abril, resolvi pôr no intervalo das aulas uma outra música: Zeca Afonso e Adriano. Os alunos têm refilado...Mas também têm que se familiarizar com outros sons.
E hoje, durante um dos intervalos, ainda houve um bocadinho de Sérgio Godinho...
E hoje, durante um dos intervalos, ainda houve um bocadinho de Sérgio Godinho...
20 abril, 2004
Saudades de mim
"Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim."
Mário de Sá-Carneiro
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim."
Mário de Sá-Carneiro
Dúvida
Organizei, há já algum tempo, um CD de música. Tem uma camélia na capa. Chamei-o música variada porque lá dentro há Zeca Afonso, Madredeus, Rui Veloso, Sérgio Godinho, música brasileira, sul-americana... Tem música e letras de que gosto muito, que me dizem muito. São um pedaço de mim.... E gosto que gostem do meu CD...
Hoje, dia 19 de Abril, segunda-feira, quando, no final da tarde, regressava a casa, houve músicas/letras do CD que ganharam uma nova dimensão.
O Sérgio Godinho dizia:
“Hoje é o primeiro dia
do resto da tua vida…”
E os Madredeus:
“Ai que ninguém volta
ao que já deixou…”
Cheguei a casa e senti uma imensa vontade de ir ver o rio. E fui, pois ele fica mesmo aqui à minha beira. Encontrei-o excessivamente nublado e pardo, como aqui se documenta. E pensei: é possível que tenha acabado a primavera?
Hoje, dia 19 de Abril, segunda-feira, quando, no final da tarde, regressava a casa, houve músicas/letras do CD que ganharam uma nova dimensão.
O Sérgio Godinho dizia:
“Hoje é o primeiro dia
do resto da tua vida…”
E os Madredeus:
“Ai que ninguém volta
ao que já deixou…”
Cheguei a casa e senti uma imensa vontade de ir ver o rio. E fui, pois ele fica mesmo aqui à minha beira. Encontrei-o excessivamente nublado e pardo, como aqui se documenta. E pensei: é possível que tenha acabado a primavera?
19 abril, 2004
Pais e filhos
Estive a ler a entrevista que o Dani deu ao Expresso. Fi-lo não pelo Dani, de que mal me lembro, mas pelo Zé Carvalho, o pai, velho colega de curso e de outras andanças.
Diga-se que foi um texto que me incomodou. Ao lê-lo, pensei muitas vezes no Zé a na Luísa, nas alegrias e nas tristezas que aquele filho já lhes deu....
Diga-se que foi um texto que me incomodou. Ao lê-lo, pensei muitas vezes no Zé a na Luísa, nas alegrias e nas tristezas que aquele filho já lhes deu....
17 abril, 2004
Estou de volta
Cheguei, depois de um périplo por terras nacionais.
Viajei acalentado por sonhos, desejos e esperanças, que amenizaram estes dias primaveris. No regresso, tinha os plátanos da minha rua, que por sinal se chama Rua Ilha dos Amores, todos de verde cobertos.
Viajei acalentado por sonhos, desejos e esperanças, que amenizaram estes dias primaveris. No regresso, tinha os plátanos da minha rua, que por sinal se chama Rua Ilha dos Amores, todos de verde cobertos.
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